o encerramento. não vamos voltar atrás.

 

 

os restantes vídeos AQUI. obrigada à Associação 25 de Abril.

Sobre Sassmine

evil fingering.
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47 respostas a o encerramento. não vamos voltar atrás.

  1. maradona diz:

    vou agora começar a ouvir, com som e tudo.

  2. jose diz:

    Volta-se ao mesmo, mas que tem a ver a situação da praça Tahir com a nossa? que comparação gratuita; querem fazer movimentos como na década de 60 ou 70, a sociedade mudou(os males são os mesmos corrupção falsa democracia injustiça etc eu sei, mas nós temos de ser diferentes obviamente), acho que gastam energia em tretas. Não vi ninguém no Rossio com vontade de debater como no vosso vídeo -, o que é um bom princípio mas não chega. Onde está a plataforma do povo? Chega de Marxismo, esses ideias enfim, temos de acreditar que fazemos diferente e melhor.
    Que acham de uma abstenção de 70%, eu acho que era a melhor forma de eles acabarem com os seus assentos no parlamento. Ou pensais que por poderes votar a que mudas? o voto é um entretenimento. E pedir mais referendos para este país? E fechar metade das Universidades? Só querem propinas e alojam corruptos e ignorantes , e como se consegue isso? Nunca vi o vosso partido a pedir o encerramento da metade das universidades do país, porque depois também perdias votos. Tretas e mais tretas, não vos basta ter informação e ler a constituição ai não não.

  3. Sassmine diz:

    o nosso partido? está a falar de que partido, aquele que eu e o maradona fundámos, é?

  4. jose diz:

    Talvez:) Porque os ideais são muito parecidos. Olha Sassmine é preciso líderes, gente com capacidade de mobilização e é o que falta no Rossio, gente culta e bem informada.

  5. Sassmine diz:

    ai, credo… as minhas ideias são parecidas com as do maradona? esta agora vai-me custar a digerir… o_O

    (pelo menos ele assegura que fica bem de calções, já não se perde tudo…)

  6. jose diz:

    É mesmo isso gostas de levar para a brincadeira. São como os teus ideais e não ideias como tu ousas responder. Tende piedade de vós. E levas a escrita para o que te apetece como os políticos, convem-te até falar da praça Tahir ou de gaza, disso pensas que percebes e fazes comparações gratuitas. Olha boa continuação a segurares no micro com grande afinco 🙂

    • Sassmine diz:

      José, os anos 60 e 70, quer em Portugal quer em Espanha, estiveram bastante longe quer de woodstock quer do maio de 68. Donde, se me permites, essa é uma visão absolutamente estreita da História. Portanto, decidiste que Tahrir não tem nada a ver com o que se passa na Europa. Bom para ti. Eu como tenho canais abertos com outros pontos da Europa e com egípcios que estiveram e continuam a estar em Tahrir, sei que nós, os que estamos a dar o corpo ao manifesto, sabemos o quanto estamos próximos uns dos outros, mesmo que aqui o sufrágio livre seja um dado adquirido. Aliás, no Egipto também havia eleições, sabes? Mas pronto, boa continuação da tua tarefa de medidor do afinco alheio.

      Quanto às ideias e aos ideais… Marx é importante, sim, mas está longe de ser a minha bíblia, até porque não tenho bíblia nenhuma. Agora, triste triste é ter de explicar que a referência a marx no contexto do vídeo era uma piada. É sempre triste ter de explicar uma piada.

  7. Rita Delille diz:

    Acho incrível que se continue a perguntar porque é que em Portugal não se repete a Praça Tharir. “É como comparar a estrada da beira com a beira da estrada” e francamente acho que já chegou a hora de percebermos que as realidades são diferentes, por muito que muita gente queira que elas pareçam iguais.

    Acho que em vez de pensarmos que não temos nada a perder, ou o que temos a perder ou se temos ou não alguma coisa a perder, devemos pensar o que podemos ganhar. Essa é a questão fundamental, e quem esteve em Tharir ou quem luta de forma tão inteligente e organizada sabe bem, na minha opinião, o que pode ganhar e o que tem a ganhar: não está desesperado, está esperançoso, acredita que pode mudar as coisas, que pode alcançar valores mais justos e mais dignidade -É a diferença fundamental entre apresentar as coisas como um estado de desespero ou como um estar com esperança. Eu prefiro a última e acho-a mais exacta e menos utilitarista (para fazer a ligação com a espectacular expressão “utensilagem mental”).

    “Temos mais utensilagem mental do que os escravos anteriores” – esta frase é estranhíssima. Temos mesmo? Somos escravos? Não, não somos escravos e acho que esse pressuposto e a forma como é dito é de uma leviandade aterradora.

    E não, não é por se ter uma perspectiva marxista que custa pensar quando não se comeu. Essa é apenas uma perspectiva biológica e essencial, uma consequência directa da desnutrição. E as consequências da fome (se olharmos além da nossa visão umbiguista) vão até muito além da dificuldade em pensar ou, como cita, de “filosofar”. São mais graves…

    Francamente concordo apenas com o facto de estarmos numa roda viva que deve ser encarada por todos como uma realidade. Concordo com a necessidade absoluta de transparência e acho que estamos em condições de a exigir e de lutar por ela. Mas não concordo com o discurso fácil, as comparações convenientes, o aproveitamento de exemplos que não têm nada a ver com o que se passa. A inteligência não passa por ter um léxico forte (ou por se achar que tem), passa cada vez mais por pensar de forma séria sobre as coisas, com absoluto respeito pela tão falada “honestidade intelectual”.

    • Sassmine diz:

      Rita, se acha que posto estes vídeos para me virem dizer bem da minha inteligência, desengane-se, está a atirar ao lado.

      Quanto a tudo o resto que diz, se tomar atenção ao título do post, ele reza “encerramento”. Ou seja, na página da A25A pode encontrar rapidamente os vídeos que lançaram as questões em que pego de uma forma bastante sintetizada e improvisada e com o tempo a ser-me contado ao segundo. O estômago vazio é biologia, mas curiosamente a Ana Belchior, que interveio antes de mim, sugeriu que era de estômago vazio e sem educação nem nada a perder que os povos agiam. Um bocado como o Santana Lopes, que acha que a crise faz bem ao teatro. Se estiver interessada em ouvir o que lá está e não o que quis ouvir, óptimo, podemos conversar. Se parte para a argumentação pessoal sem sequer perceber o que foi dito… enfim, é um peditório para que já dei. Eu irrito-a? Olhe, problema seu, esse é um nível de debate em que não entro. Muito obrigada.

      • Rita Delille diz:

        argumentação pessoal? irrita-me?
        não entendi ou não entendeu. a mim não me irrita nada. pura e simplesmente não concordo com o que diz.
        não entra nesse debate? em qual? no da troca séria de ideias?
        entra em qual, então? no de piropos machistas ali com o sr. maradona?

      • Rita Delille diz:

        é mesmo engraçada a forma absolutamente fanática como se acha que que quem não concorda com ideias ou está errado ou é doido ou, já agora, tem uma irritação pessoal. muito triste. a joana acha mesmo, mesmo, mesmo que tem muita razão, que está coberta de razão e que isso nem sequer pode ser posto em causa. mas isso é um delirio…não é verdade.

        • Carlos Vidal diz:

          Mas porque é que a Sassmine, ou outra pessoa, não pode estar certa em absoluto das suas ideias e defendê-las como tal?, achando por consequência que quem não vê como ela (e poderia eu dizer, quem não vê como eu, que gosto de certezas), repito, que quem não vê como ela deve estar a ver mal ou estar sem juízo? Por que é que não se pode ter certezas totais?
          Eu próprio, certas vezes com nenhuma elegância, já discuti com a Sassmine nessa base, e ela mostrou solidez nas suas certezas. É proibido ter certezas, Rita Delille?

          • Sassmine diz:

            ui, os maias tinham razão… eu ando a trocar piropos com o maradona e a ser defendida pelo Carlos Vidal. o mundo deve estar para acabar… :p

          • Carlos Vidal diz:

            Oh, Sassmine, como me penitencio tantas vezes das minhas tantas asneiras.
            É que isto nunca acaba. Porquê?

          • Rita Delille diz:

            Carlos, é claro que não é proibido ter convicções, o que é uma coisa diferente de ter certezas. Para mim a certeza implica que nunca vamos conseguir olhar para as coisas sob um prisma diferente. Não é que seja proibido ter certezas, é apenas que o facto de ter certezas reduz drasticamente a possibilidade de aprendermos e de crescermos, de conseguirmos olhar o mundo como um conjunto de infinitas possibilidades. Não sendo proibido, eu acho que não é lá muito interessante estar fechado em certezas absolutas. Depois há ainda o facto de as certezas totais serem perigosas e necessariamente ficcionais.

          • Carlos Vidal diz:

            Cara Rita,
            Aprecio o seu esforço de argumentação, do qual discordo por inteiro (uma primeira certeza total, que assumo).
            Por outro lado, aqui (mas já muito antes de conhecer blogosfericamente a Sassmine assim o pensava), estou do lado da minha colega de página, embora ela, a Sassmine não se sinta bem com a minha concordância/apoio. (Mas é sincero, Sassmine, é sincero.)
            Quanto ao resto, numa frase: sem certezas, de preferência totais, remetemo-nos à impotência.
            Nada mais tendo a dizer, subscrevo-me,
            CV

        • Sassmine diz:

          Rita, nos seus comentários argumenta falaciosamente, respondendo a coisas que eu não digo e a coisas que digo e que interpreta erradamente e fora de contexto. Mas isso nem é o mais grave, a isso respondi-lhe como podia responder, veja as intervenções que precederam a minha e depois então poderá julgar. O mais grave para quem acusa outros de fanatismo, é que dedica muito mais texto a dizer coisas como “a inteligência não passa por ter léxico ou julgar que o tem” do que a argumentar. E repete essa atitude nestes últimos comentários. É nesse nível de debate que não entro. Porque muito se poderia dizer sobre isso, como por exemplo, a inteligência mede-se pela capacidade de discutir conceitos em vez de discutir apenas coisas, por mais que se ache que se tem lições para dar. O conceito de escravatura, por exemplo, teria pano para mangas, a começar pela escolha da Rosa Luxemburgo e do Karl Liebknecht para o movimento revolucionário alemão. “Espartaquista” não é nome inspirado num camponês livre, moderado e com protecção social. Sabe como é que eu sei? Sei porque nos meus delírios megalómanos tenho conversado com eles, a Rosa e o Karl. Que me dão muitas festinhas na cabeça e me dizem “linda menina”. E penso que é tudo o que tenho a dizer.

          Ou melhor, retribuo-lhe um pouco de Sophia para lhe dizer que no meio de muita conversa que em vez de discutir as ideias discute as pessoas (acredite, ultimamente tenho tido a minha conta disso), de muito argumento de desconversa ao invés de construção, a verdade é que no fim de tudo “nunca as minhas mãos ficam vazias”. E desejo-lhe que seja muito feliz com a sua razão.

  8. Carlos Fernandes diz:

    A menina fala bem, (pese embora, se pausar mais a voz o seu discurso, e a gravação do seu discurso, tenham ambos mais efeito : são 150 euros pelo conselho, pode pagar por NIB, mas, como é para si, e a menina é tão simpática, não levo nada, eheheh) mas parece.me é um bocadinho baralhada, ora fala que não é ´a favor da saída do euro, nem pouco mais ou menos´ e ao mesmo tempo é contra a dívida e o pagamento da dívida, ora se Portugal não pagar além da permanência no euro ficar em causa, os credores estes vão.lhe logo aos barcos e submarinos, entre outras coisas, tal como aconteceu aquando da pré.bancarrota na bandalheira da primeira républica (e da bandalheira do 8 passou.se depois para o outro extremo, de uma ditadura, dos 80, com Salazar), ou será que não sabia disto D. Joana Manuel…

    • Sassmine diz:

      ó menino Carlos Fernandes, oiça lá o que eu disse outra vez. disse claramente que não desejo a saída do euro, mas que se esse for o preço a pagar pela nossa sobrevivência como país devemos pagá-lo. e sobreviver. vá, não se baralhe.

  9. Rita Delille diz:

    «(…) primeiro, é preciso decidir em favor do seu próprio espírito e do seu próprio gosto, e em seguida ter tempo e coragem para exprimir todo o seu pensamento a propósito do assunto escolhido. É preciso, enfim, dizer tudo simplesmente, fixando como objectivo não as seduções mas a convicção.»

    Sophia de Mello Breyner, João César Monteiro (1969)

    • Sassmine diz:

      Ó Rita, até para a caixa de comentários do jugular vai escrever bacalhaus para dizer que a verdade não é a minha? Vá lá resolver isso, que isso não é saudável…

      (e aproveite e pesquise um bocadinho, que a expressão utensilagem mental não foi inventada por mim. é melhor acalmar-se, porque começa a alimentar-me umas certas manias de grandeza, com tanto esforço…)

      • Helena Borges diz:

        Catarse. Faz-lhe bem, está a dormir como um anjo.

      • Rita Delille diz:

        A verdade não é a da Joana. A verdade é a de cada um e são muitas e todos temos direito à nossa verdade. Isto é básico. Tão básico que nem acredito que não entendam.

        Foi isto que eu escrevi e em que continuo a acreditar. Mas continue a acreditar no que quiser que não posso impedir ninguém de dar sentido à vida através das próprias convicções. Quanto ao direito a ter certezas volto a citar: “É preciso, enfim, dizer tudo simplesmente, fixando como objectivo não as seduções mas a convicção.»

        E, Joana, se fica com a mania das grandezas ou se acha que tenho em especial uma obsessão por si o problema é seu, não meu. Eu gosto de debater ideias mas já vi que aqui é impossível.

        • Sassmine diz:

          A verdade não é a da Joana. de ontem para hoje, a Rita já escreveu esta frase pelo menos três vezes, em posts e blogs diferentes. foi ao jugular deixar um bacalhau em que escreveu o meu nome outras três vezes, e agora volta aqui para escrever isto? uau, Rita. já me fez um altar? é que parece. obrigada por continuar a insistir nos meus poderes de sedução, mas por via das dúvidas vou falando já com a minha advogada, não venha a ser preciso pedir uma ordem judicial que a mantenha longe de mim. a Rita sabe o que é um stalker? se não sabe vá ver. mas primeiro vá pesquisar a origem do conceito “utensilagem mental”, que ainda lhe fazia melhor.

          eu não dizia que era melhor ter tomado um lexotan…?

          • Rita Delille diz:

            já vi que as suas obsessões são mesmo as lutas por tudo e por nada. tanto grita por uma sociedade mais justa como grita com quem discorda das suas opiniões. isso parece-me uma contradição.

  10. ezequiel diz:

    sassmine
    gostei de te ouvir.
    PS: moeda única sem política fiscal comum. há muito que os ditos especialistas falam sobre as vulnerabilidades de tal bizarria…
    quanto à auditoria, tens toda a razão. só as PPP’s (tanto quanto sei) absorveram cerca de 50 mil milhões…as PPP’s foram criadas e mantidas por governos legitimamente eleitos

    quanto ao resto (BPNs etc), CONCORDO.

    boa sorte.

  11. ezequiel diz:

    oops

    (PPPs)criadas e mantidas por governos legitimamente eleitos…

    …que agiram contra o interesse comum

  12. Sassmine diz:

    Rita Delille, já me começa a fazer pena, confesso…

    • Rita Delille diz:

      Joana, sinceramente apenas quis dar a minha opinião e não consigo entender que fique tão incomodada com isso. Pena é um sentimento ainda pior do que o ódio – pior para quem o alimenta, claro. Mas porque é que sente as coisas assim?

  13. Sassmine diz:

    Rita, está muito enganada se acha que vou começar a falar consigo sobre o que sinto ou deixo de sentir. Quem está aqui precisado de terapia não sou eu, isso é claro para qualquer pessoa que leia esta fiada de comentários. Passe bem.

    • Rita Delille diz:

      Mas porque é que está sempre a falar de medicamentos e terapias? Essa coisa do “precisa de terapia” e “tome o lexotan” é mesmo ridicula e, francamente, nem me chega a ofender. O que me ofende é a incapacidade de diálogo da sua parte. Portanto a Joana esteve num ciclo de debates sobre o aprofundar da democracia em que deu a sua opinião para todo o mundo ouvir. Eu vim aqui dizer, entre outras coisas, que não concordo com algumas das suas ideias e a Joana acusa-me de precisar de medicamentos, de terapia, de a andar a perseguir, etc.

      • Helena Borges diz:

        Respirar para dentro de um saquinho de papel também pode ajudar-te.

        Afinal, tens certezas. Pelo menos, a de que é inadmissível perguntar porque é que a Praça Tahrir não pode repetir-se na Praça do Rossio. Não te ponhas tão em guarda, Rita, perguntar é saudável. Tu também o fazes: perguntas-te, confrontas as Praças e concluis que são diferentes. Não é também esta a conclusão da Sassmine, com outros argumentos e ainda bem? Não queres obrigar a Sassmine a pensar à tua maneira, pois não?

        Utensilagem mental causa-te engulhos. Que dizer? Seduções ou falta delas. “Temos mais utensilagem mental do que os escravos anteriores”, sim. Se os signos têm significações, escravos também. Garantes que não somos escravos e eu acho que podemos ser. Deixas-me achar?

        Queres conversar sobre o facto da dificuldade de pensar não ser a consequência mais grave da fome? No limite, a morte é pior. Quando ouves filosofia, lembras-te do livro de cheques?

        É curioso notar que a Sassmine tentou dialogar, mas tu não quiseste. Tão diligente estás na denúncia da incapacidade de dialogar da Sassmine…

        • Sassmine diz:

          obrigada, Helena. eu, na qualidade de alvo, teria muita dificuldade em expôr as coisas tão claramente. respect, sis.*

          à Rita não tenho muito mais a responder. mas já que tanto falou das palavras e dos conceitos (sem dizer nada senão que eu sou nitidamente uma péssima pessoa, mas falou), deixo-a com uma prenda, porque cada um dá o que tem. então dou a palavra ao senhor Jacques Rancière. e informo-a de que a nossa conversa —e provavelmente conversas posteriores— fica por aqui.

          “Eu acho que a essência dos conceitos políticos não é se são mais ou menos polissémicos, mas antes que são
          objectos de uma luta. A luta política é também a luta pela posse das palavras. Há um velho sonho filosófico, agora da filosofia analítica, que consistiria em definir totalmente o significado das palavras de forma a eliminar a ambiguidade, a polissemia … Mas eu acho que a luta pelas palavras é importante, é normal
          que a democracia signifique coisas diferentes dependendo do contexto.
          (…)
          E então é preciso saber o que se está a fazer ao
          abandonar uma palavra, que força se arma ou desarma, é o problema para mim. ”

          in Démocratie, dans quel état ?, Paris, La fabrique
          éditions, 2009, p.95 100.

          (tradução minha. substitua a palavra democracia por escravatura, pode ser que entenda melhor aquilo com que tanto barafusta. e pois, se não gostar de químicos, experimente respirar para dentro de um saco de papel. adeuzinho.)

          • Helena Borges diz:

            Ora!

            Vou tirar um bocadinho deste Rancière para mim, substituindo democracia por revolução. A Rita, tão generosa parece ser, partilhará de bom grado… E eu bem preciso. Depois da ligação para o texto em que o Santiago Alba Rico ousa – pasmemo-nos – perguntar-se se Tunes está a repetir-se em Madrid, cai como ginjas.

            «No habrá una revolución en España, al menos de momento. Pero una sorpresa, un milagro, una tormenta, una conciencia en las tinieblas, un gesto de dignidad en la apatía, un acto de coraje en la anuencia, una afirmación antipublicitaria de juventud, un grito colectivo de democracia en Europa, ¿no es ya un poco una revolución? Todo ha empezado muchas veces en los últimos 2.000 años. Y cuando ya sólo esperábamos finales, he aquí que en muchos sitios, los más inesperados, hay gente nueva empeñada en comenzar de nuevo.»

            Vamos dançar, Joana! Afinal, parece que esta também pode ser a minha revolução.

          • nao diz:

            o que mais gosto nestas conversas estúpidas com personagens do país das maravilhas, de bocas sem sentido, ou com duplo-sentido, e mudanças de assunto pra lá e pra cá, ou, para resumir, de taxista como agora alguns gostam de dizer, ao que acrescentaria, no caso em apreço, iluminado, portanto conversas de taxista-iluminado, é que, por vezes, e não são tão poucas como isso, apanham-se coisas muito agradáveis de ler. o que, não sendo esse o caso deste comentário, ainda dá pra concluir: a dificuldade da conversa (não confundir com a dificuldade do assunto que provoca outras coisas), estimula os bons conversadores… quer dizer, aqueles que se meteram nela porque, de facto, queriam partilhar com os outros qualquer coisa que achavam importante!
            Para acabar a novela, a Rita descobre o amor da vida dela e resolve fazer uma pausa na expressão escrita e dedicar-se à fotografia.
            E vivemos felizes para sempre.

  14. Rita Delille diz:

    Disse incrível, não disse inadmissível porque não me sinto no direito de admitir ou deixar de admitir opiniões. E acho incrível porque me deixa incrédula e isso é um direito que tenho, ficar incrédula com alguma coisa – não é bem o mesmo que indignada mas está lá perto. Tenho convicções, não certezas e estou disposta a admitir que estou errada. O que acontece é que até aqui nenhum argumento vosso (ou insulto para ser mais exacta) abalou aquilo em que acredito. A Saasmine tentou dialogar? Não concordo nada com isso. Até pode ter tentado de uma maneira muito própria imperceptível a quem com ela não priva (concedo isso) mas o que ela fez foi chamar-me louca, mandar-me tomar lexotans e dizer vezes sem conta “trate-se”.
    E pronto, é isto. Acho que não é possível aprofundar muito mais esta triste conversa.

    • Sassmine diz:

      Rita, pela última vez: começou aqui nos ataques pessoais, levou-os para o jugular e ajudou a criar naquela caixa um ambiente de linchamento virtual. Como se não bastasse, ainda me escreveu para o FB, a estrebuchar que foi censurada (nota-se). O lexotan foi uma piada que nem percebeu, naturalmente, tão toldada está a sua visão. E eu e a Helena conhecêmo-nos daqui, nunca nos vimos e até começámos por nos conhecer durante uma conversa delicada e discordante. Que as duas soubemos conduzir a bom-porto. Se quiser perceber, perceba. Se não quiser, que mais posso eu dizer…? Se o que fez nos últimos dias não se qualifica como perseguição é porque temos conceitos bem diferentes de perseguição. Como temos de fanatismo. Para mim a atitude da Rita é um dos arquétipos de fanatismo. Mas a Rita parece viver bem com isso. Deixe. Se acha que está certa, esqueça o lexotan e dê beijinhos a si própria ao espelho, você é que sabe. Mas faça um favor a si mesma. Baze daqui. Vá para o jugular dizer mal de mim em território mais propício ao seu padrão de discussão. Mas baze desta caixa de comentários. Tipo, já. Obrigada.

    • Helena Borges diz:

      Rita, se leres com alguma calma o que ficou para trás, hás-de reconhecer que pareces mais interessada em discutir a Sassmine do que em discutir as ideias da Sassmine. Esta conversa é inconsequente e não há como aprofundá-la. Retiro-me!

  15. Sassmine diz:

    Ao Carlos Vidal,

    não duvido da sinceridade. Só fiquei abanada, acho que é compreensível. 😉

  16. Sassmine diz:

    Dancemos, Helena. 🙂

  17. Sassmine diz:

    serve este comentário só para deixar registado que não publiquei mais um comentário eivado de sociopatia por parte da Rita Delille. agora diz que ando a insultá-la em comentários anónimos. extraordinário. a psicoterapia não ser comparticipada pelo estado dá nisto.

    imagino que venha cá vigiar, portanto: não Rita, não vou publicar este comentário nem mais nenhum comentário seu. a sala é minha, não fica nela quem quer, fica nela quem pode. bardamerda. o que é que não percebeste? baza, minha!

  18. Sassmine diz:

    pronto, para encerrar a questão, naturalmente o comentário que eu não publiquei foi publicado no jugular. não que eu tenha ido lá ver —por razões higiénicas, recuso-me a voltar lá—, mas por informação da própria rita, que como gosta tanto de mim não quis que eu deixasse de saber. claro. e acho que não é preciso dizer mais nada. nem sobre a rita delille nem sobre a fernanda câncio.

  19. Miss Understood diz:

    A Sassmine, às vezes, parece confundir a realidade com uma peça de teatro. É uma boa actriz. Incorpora os personagens à séria. Parabéns.

    • Sassmine diz:

      Está a falar da minha performance no vídeo? Muito obrigada. E sem texto, já viu? Tudo de improviso. Sou muita boa. Mas mesmo assim agradeço-lhe a simpatia.

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