O PAR da CÂNCIO; sobre a acampada de Lisboa, o indivíduo da foto é notável: em prosa que lembrar me faz um “saudoso” (para o da foto, estou quase certo) político francês já não no activo, e de que não me lembro o nome (uma ajudinha vossa, sff)

Sobre a acampada e participantes, podemos ler esta funda meditação:

“Esforçadamente, o repórter ouve as reivindicações de quatro ou cinco jovens que, em comum, têm um discurso muito ‘solto’, muito ‘alternativo’, e uma evidente e urgente necessidade de água e sabão azul-e-branco. Parece, todavia, que é muito importante escutá-los com atenção, pois consta que eles representam qualquer coisa de difuso, nebuloso ou peganhento, que vai alastrando às praças, às cidades e aos países como amanhãs que cantam. (…) que lástima de futuro, digo-vos eu! São ‘precários’? Coitadinhos……”

PAUSA, porque isto vai melhorar:

“Coitadinhos, mas quem é que não foi precário aos 20 anos? (…) E saberão eles o que é ser precário aos cinquenta anos de idade, depois de ter trabalhado vinte ou trinta anos e descontado impostos para pagar a Faculdade ou o Bairro Alto aos meninos?”

Está definitivamente encontrado o par da Câncio – talvez, se isto for possível, para pior, inimaginavelmente pior; e agora à maneira do tal francês de que não me lembro o nome:

“Claro que a vida está difícil para muitos deles – não todos, AQUELES QUE REALMENTE PROCURAM EMPREGO E NÃO O ENCONTRAM [leia-se: a vida está difícil não para vocês, parasitas, mas para os que querem TRABALHAR a sério!]”.

Por fim, o fim, o remate: “Mas a vida está difícil para todos e muito mais para alguns dos pais deles que se mataram a trabalhar para que os filhos tivessem um futuro melhor.” (em “Uma sociedade doente”, Expresso, 28 de Maio – data a condizer – 2011: e haver um “jornal” que publique isto!…)

Ou seja, malta parasita: TRABALHEM e NÃO PENSEM!

Ah, e já me esquecia; o exemplo bom e muito digno que o da foto, no mesmo artigo, vos dá, vem do FUTEBOL (estavam à espera de quê?, seus parasitas do Facebook, estavam à espera de melhor do indivíduo da foto?): é… André Villas-Boas!! (Sinceramente, quem é este??)

Então, encontrei ou não o par da Câncio?

P’ra melhor, p’ra pior?? (Já agora, estou a respeitar a “antiga ortografia”?)

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18 respostas a O PAR da CÂNCIO; sobre a acampada de Lisboa, o indivíduo da foto é notável: em prosa que lembrar me faz um “saudoso” (para o da foto, estou quase certo) político francês já não no activo, e de que não me lembro o nome (uma ajudinha vossa, sff)

  1. Falta ai o Pacheco. Anda Pacheco!

    • Carlos Vidal diz:

      Não, o modelo para a juventude é o Villas-Boas: “Trabalho” e “Sucesso”!
      (E mais depressa aqui se juntaria o pinto da costa que o Pacheco, apesar de ambos nulos, julgando o segundo não fazer parte desta família futeboleira – mas faz: entretenimento é entretenimento! Saudades de La Féria no Rivoli…)

  2. Helena Borges diz:

    Este cromo só atina para falar sobre o FCP. Dar o Villas-Boas como exemplo não é falar sobre o FCP, é ser parvo, muito. É péssimo a dar exemplos: o homem da liberdade que o Zeca Afonso não foi. Ele e a Nanda estão bem um para o outro, sozinhos um com o outro e com os outros moços de recados.

    • Carlos Vidal diz:

      Quando o tipo disse que o Zeca não foi um homem da liberdade, essa ficou-me.
      Uma coisa que não sei classificar.
      Gostaria de poder ser muitíssimo mal educado para responder; mas não se deve descer, descer, descer….

  3. Justiniano diz:

    Não foi o Pai da Mariana!??

    • Carlos Vidal diz:

      Era cá um danado para a peixeirada esse tal pai…….

      Fez escola e deixou discípulos um pouco por todo o lado: geografias várias e vários quadrantes “políticos”.

  4. A.Silva diz:

    Digamos que é simplesmente uma besta!

    • Carlos Vidal diz:

      Daqui a nada estou a ser processado por incitamento ao ódio gratuito, de anónimos e pseudónimos e de cidadãos incautos manipuláveis pelas redes sociais e não adeptos do FCP, etc., etc.

  5. JL diz:

    …que mau feitio…

  6. António Parente diz:

    Não percebo o porquê da indignação com o texto do Miguel Sousa Tavares.

    • Carlos Vidal diz:

      Um precário não é um coitadinho.

      E não imagino o da foto dizer a um grupo de precários “coitadinhos”.
      Mas gostava que isso acontecesse (ainda que resguardado num estúdio: é que normalmente o indivíduo “actua” a solo).

  7. António Parente diz:

    Já percebi, fui ler o artigo no expresso online e vi agora a sua explicação. Penso que o “coitadinhos” é mais uma figura de estilo, uma ironia, do que uma provocação ou ofensa. Tenho 51 anos e pensando no que o Miguel Sousa Tavares escreveu também fui, há muitos anos, um “coitadinho”. Agora leio artigos de opinião em que sou classificado como um “instalado”. Pensando bem, passei toda a vida a ser rotulado de alguma coisa.

    • Carlos Vidal diz:

      Percebo. Resposta astuta.
      Mas ou o meu caro não me percebeu ou não percebeu o texto (de MST).
      Quem é o sujeito da foto para achar que alguns precários (é o nome da situação) não procuram “realmente” emprego?
      Por isso é que eu gostaria de ver uma acareação entre o indivíduo da foto e um grupo de precários, para que o primeiro perguntasse aos últimos quem de entre eles quer trabalhar a sério?; ou explicasse o que é isso; isso pressupõe a não utilização do Facebook?, Villas Boas, ou lá o que é, é modelo de quê e de quem e para quem??

      (O futebol é trabalho a sério?, já agora….)

  8. Gentleman diz:

    A mentalidade que um diplomado tem “direito a um emprego” ou que a missão de um governo é criar condições para que essas pessoas arranjem um emprego (com contrato sem termo, de preferência!) é completamente errada.
    De uma vez por todas metam isto na cabeça: ninguém tem obrigação de vos dar emprego.
    Não foi o Governo ou os capitalistas que determinaram o curso que esses jovens tiveram que seguir. Isso foi uma escolha individual, dos próprios jovens. E se, na idade adulta, quem toma as opções de vida é o próprio indivíduo, a responsabilidade pelas consequência dessas opções é também do indivíduo. No caso em apreço, o facto desses jovens agora não conseguirem o emprego que ambicionaram ou desse emprego não lhe proporcionar um contrato sem termo é uma consequência de uma opção de vida que eles próprios tomaram.
    84% dos alunos da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto encontram emprego nos primeiros 6 meses após a conclusão do curso.
    A lição a tirar é simples: tomem as opções certas na vida e a probabilidade de as coisas correrem bem será grande.

    • Carlos Vidal diz:

      Em primeiro lugar,
      não há nada nessa realidade a merecer gozo, ironia alarve, ou reprovação instalada e cobarde.
      Em segundo lugar,
      nada impede a ninguém de lutar por aquilo em que acredita através do Facebook, de se manifestar ou escrever o que quer que seja no Facebook, nem ninguém impede que tal (expressão) se efective por essa ou outra via.
      Em terceiro lugar,
      ninguém tem de levar com um tal Villas-Boas, que não sei quem é nem de onde veio, na cabeça – como modelo… Porque não usa o Facebook?
      E eu sei lá se usa ou não usa, e o que faz o Villas-Boas interessa-me tanto quanto os gostos culturais e estéticos do presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares (com o devido respeito por este que trabalha, e o outro não sei bem o que faz, ou se é ele que faz ou se é o presidente dele….).

      • Gentleman diz:

        O tipo de trabalho de Villas Boas pode interessar-te pouco. Eu também não ligo muito a futebol. Mas o que é um erro é não perceber o que Villas Boas simboliza e que Miguel Sousa Tavares aponta: trabalho, perseverança e a inteligência necessária para tomar as opções certas na vida. Ou seja, aquilo que falta à maioria dos precários.

        • Carlos Vidal diz:

          Duvido que o colunista se refira a isso.
          É primário de mais: ele refere-se a quem, como diz, tem sucesso e não usa o Facebook, ou não precisa do Facebook para ter sucesso.
          Quem precisa do Facebook são os parasitas das manifs “à rasca”, que nesses expedientes tecnológicos gastam o tempo por não quererem trabalhar a sério.
          O primarismo do sujeito não vai além disto, e mesmo assim isto é já muito. Politicamente, a direita mais primitiva (é um eufemismo, claro) usa estes argumentos e quejandos.

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