do aprofundamento da democracia.

Conclusões preliminares do ciclo de debates organizado pela Associação 25 de Abril e o M12M.

Sobre Sassmine

evil fingering.
Este artigo foi publicado em cinco dias and tagged , , , , , , . Bookmark the permalink.

17 respostas a do aprofundamento da democracia.

  1. Abilio Rosa diz:

    Do afundamento da democracia popular, queres tu dizer….

    • Sassmine diz:

      citando o Boaventura na acampada do Rossio, a democracia dos partidos não é falsa, mas é pouca. não chega.

      • nao diz:

        se até aqui no 5dias reina a censura…

        • Sassmine diz:

          estamos a falar precisamente de quê?

          • Sassmine diz:

            ou estamos só sem nada para fazer?

          • nao diz:

            estamos a falar de eu ter os comentários constantemente (4 ou 5 nos últimos dias) censurados aqui no 5 dias (e não contém insultos ou opiniões “de direita”) o que também indicia pouca democracia por estes lados.
            tb é verdade que tenho pouco que fazer ou não estaria a perder tempo a chamar a atenção para esta questão e para a sua importância ás mesmas pessoas que mos censuram…

          • nao diz:

            também pode ser que me estejam a censurar devido aos acentos todos ao contrário, mas eu sou disléxico dos acentos e por isso me penitencio… sejam caridosos
            um bem haja sassmine por não ter medo de enfrentar as questões!

  2. “A polícia de Barcelona atuou energicamente ontem de manhã na Praça da catalunha. Ao contrário do que as imagens sugerem (foto publicada), o alvo não era o movimento de protesto contra o desemprego e o sistema político que (como noutras cidades) durava desde 15 de Maio mas o acampamento respectivo. Foram removidos computadores, tendas e botijas de gás para evitar acidentes, caso o Barça ganhe hoje a Liga dos Campeões”
    Expresso de 28 de Maio de 2011

    Última página do Expresso de ontem. Ver mais aqui: http://macloule.blogspot.com/

  3. miguel serras pereira diz:

    Salut, Sassamine.
    Aqui fica uma pequena precisão ou reserva que submeto à sua apreciação – em torno de um ponto que me parece importante ir esclarecendo e discutindo.

    Democracia (“verdadeira”, “real”, “efectiva”, etc.) é o exercício igualitário do poder pela auto-oragnização dos cidadãos enquanto tais, superando a distinção classista entre governantes e governados, ou fazendo da participação no governo igualmente aberta a cada um deles a contrapartida da sua condição de governado.
    Nessa democracia podem, sem dúvida, existir partidos e outras associações particulares, de adesão voluntária, com base em diferentes afinidades. Assim, podemos falar de uma democracia com partidos. Mas esta não se confunde – faça o nosso doutor da igreja as piruetas dialécticas que entender – com a (impropriamente) chamada “democracia dos partidos” – ou seja, com o regime em que os partidos são o modo de representação obrigatório dos cidadãos, para que as suas direcções e aparelhos governem em vez deles. De resto, numa democracia efectiva, com partidos, estes teriam forçosamente um papel e formas de organização diferentes das que têm na (pseudo-)”democracia dos partidos”. O que implica que, se é a democracia propriamente dita que queremos ir fazendo desde já, teremos de começar por democratizar em conformidade os partidos ou movimentos que a propõem – ou através dos quais a propomos e participamos na acção que a vá fazendo desde já.

    Saudações democráticas

    msp

    Post-scriptum sobre a censura: a propósito de um comentário anterior nesta caixa, não posso deixar de confirmar, por experiência própria e reiterada, que, infelizmente, há no 5dias quem pratique uma censura absolutamente arbitrária e em contradição tanto com as exigências mínimas de um debate político democrático como com o que é a prática salutar da maior parte dos autores do blogue. Para que os inocentes não paguem pelos culpados, posso testemunhar que essa censura é praticada por Carlos Vidal, Renato Teixeira e Bruno Carvalho.

  4. pol diz:

    ‘distinção classista entre governantes e governados’.as classes dividem-se seg a propriedade dos meios de produção,não entre governantes e governados!!!No nosso caso ‘democrático’ os governantes são sempre os criados dos banksters e dos monopolios por isso é q há montões de corruptos democráticos como o Dias loureiro,joão rendeiro,duarte limas,coelhos isaltinos e,não me consta que estejam presos e e os ‘seus’ bens arrestados-donde se conclui q o sistema funciona para os parasitas!Claro,q para o senhor isto é uma democracia cheia de virtudes estando-se marimbando para o carater ditatorial dos conselhos de administração em relação ao conjunto dos seus ‘colaboradores’ como dve gostar.Ademais,pq não está fazendo propaganda pelo seu modelo passos coelhos umganda administrador q já vi no diario economico.Realmente,o rapaz,tem credenciais-democraticas……………..

    • miguel serras pereira diz:

      Pol,
      não se precipte que dá asneira.
      1. A distinção entre governantes e governados é classista num duplo sentido: exprime a natureza de classe das relações de poder existentes na sociedade (como as relações sociais de produção) e engendra ou reproduz “alargadamente” essas relações.

      2. Se tivesse lido o que eu escrevi, teria compreendido que, do meu ponto de vista, um regime como o que temos na região portuguesa só abusiva e enganadoramente pode ser dito democrático. Não vou repetir as razões que acima dei nesse sentido ao definir o que caracteriza uma democracia. É só reler, por favor.

      msp

  5. Sassmine diz:

    caro nao, não deve estar a falar comigo, uma vez que eu nunca lhe censurei absolutamente nada.

    • nao diz:

      verdade. mas para ser censurado é preciso exprimir-se, e como os que aqui me censuraram já deixaram bem claro que não pretendem discutir essa questão comigo, vi-me forçado a apelar a todos os outros. agradeço a sua disponibilidade e desculpe lá qualquer coisinha.

  6. maradona diz:

    mas qual é o problema disto a que, erradamente, se chama “censura”? isto é um blogue, uma cena privada, as pessoas por ele responsaveis podem, e no meu entender devem, poder aprovar ou deixar de aprovar aquilo que muito bem entendem. acho que se exagera na utilização da palavra “censura”, com a consequente terraplangem entre o pós e o pré 25 de abril. censura era quando uma pessoa não podia dizer aquilo que queria com os meios de que dispunha: um jornal não podia dizer aquilo que queria, uma radio não podia dizer aquilo que queria, um gajo não podia ir para a rua gritar aquilo ue queria, etc, etc. a renascença não fez censura quando proibio a madonna: aquilo é a rádio daqueles gajos que acreditam lá naquelas merdas, devem poder fazer com ela o que muito bem entendem. numa reviravolta ainda mis estupida, é também uma maneira pouco sofisticada de as pessoas de armarem: “ai censuram-me.. ai ai, sou tão espectacular que até se dão ao trabalho de me s«censurar”; veja-se o caso na acampada, em que os meninos dizem todos que estão a ser censurados, quando muito obvidamente estão muito simplesmente a ser ignorados; nem põem a hipótese de serem indiferentes, não, que isso feria a auto-estima das juventudes. mal ou bem, com razão ou sem razão, as pessoas da acampada estão apenas a ser ignoradas, como tantas centenas de milhar de pessoas neste país, e uma fulgurante maioria das quais, por enquanto, não vê as assembleias populares ou outras cenas dessas como veiculos para se fazerem sentir no poder. e aqui chego à razão principal desta minha intervenção na sociedade: lamento profundamente eu próprio nunca ter sido “censurado” no 5 dias. significa que a minha obra não tem impacto substantivo, não mete medo. gostava tanto de ser um sociologo pensador profundo das merdas profundas da sociedade. mas não, sou um merdas, e nem consigo ser “censurado” no 5 dias. as pessoas deixam-me estar, como as pessoas deixam estar (por enquanto) a acampada: é muio triste, mas não é razao para nos iludirmos e, de caminho, destruir o significado de uma palavra tão importante como “censura”. olhando a coisa por outra perspectiva, acho toda esta converva da “censura”, exposta pelo comentador “não”, por vezes também pelo insuportavel miguel serras pereira e outros, completamente homossexual, para não dizer pior.

    • nao diz:

      bravo maradona, quase conseguiu tornar a censura numa atitude chique pós-moderna. na minha opinião, é censura quando se proclama abertura para as diferentes opiniões (e creio que aqui no 5 dias toda a gente é convidada a comentar o que as postas que se “postam”) mas na prática só se permite a publicação das opiniões que concordam com a posta “postada”.
      e deixe-me acrescentar que depois da tua recente posta acerca dos 2 irmãos que viveram toda a sua vida sozinhos em 100 metros quadrados de terreno na noruega a observar passarinhos, a tua alusão à minha eventual homossexualidade certamente não passa de mais um acto falhado do teu inconsciente. tu é que, tal como o verdadeiro maradona, deves conseguir fintar uma equipa inteira aí dentro do armário…

      • maradona diz:

        não acusei ninguém de homessexual, foda-se; aquilo era uma brincadeira inocente, provocatória e parva (mais parva que provocatoria, talvez) em que tentava jogar o “para não dizer pior” contra o epidoto de “homessexual”, a ver se alguém me acusava de homofobo ou assm. não tinha nada a ver com nenhum dos visados. as minhas desculpas.

        todavia, mantenho que as pessoas devem poder “censurar” (uma palavra de que discordo neste contexto, como disse) aquilo que muito bem entendem no seus espaços particulares. não deve haver regras nesse aspecto. só julgamentos: eu tendo a não ir a sitios em que essa tal “censura” implique não aprovar comentários que desmentem. eu, como disse, nunca aqui fui “censurado”. não acredito, por enquanto, que as pessoas do 5dias os tenham censurado apenas porque não concordavam com vocês.

  7. Dédé diz:

    Numa primeira vista de olhos, sorry o tempo não dá para tudo mas espero lá voltar, as Conclusões parecem-me assim “tipo” um Manual de Boas Praticas. Se todos nos portarmos melhor vai haver democracia que chegue para todos.

Os comentários estão fechados.