Speakers corner: 18 horas
Assembleia: 19 horas
Reunião do Grupo de Discussão da Dívida: Hoje 22 horas.
No Rossio questionou-se de uma só vez a propriedade privada e a democracia representativa. Estamos muito longe de uma revolução, mas sentimos no ar ventos de mudança. Constitui-se paulatinamente um movimento que pode crescer e impedir a aplicação do projecto estratégico da burguesia, que neste momento tem um fim, pagar dívida, ou seja, transferir recursos do trabalho para o capital.
Aqui um movimento latino-americano que exige a suspensão da dívida e a realização de uma auditoria.
Auditoria com abertura pública das contas do Estado é um dos temas que tem passado no Rossio. Parece consensual no Rossio a exigência de uma auditoria independente para saber a quem é pedido o dinheiro, quanto é pedido, e onde é usado. Menos consensual é esta minha posição: os títulos andam a voar e ninguém sabe exactamente onde estão, por isso a auditoria é um bom caminho para o Não Pagamento. Não reconhecemos legitimidade ao Estado para contrair dívidas em nosso nome, não as pagamos!
Sábado
15:00 Manifestação – São Jorge-Rossio
Assembleia Popular às 19




Boa tarde,
gostaria de esclarecer um ponto.
Quando afirma que “Não reconhecemos legitimidade ao Estado para contrair dívidas em nosso nome …” significa isso que também não reconhece ao Estado legitimidade para cobrar impostos, realizar investimentos, e pagar salários aos funcionários públicos (necessários ao fornecimento de serviços públicos) em nosso nome? Ou que reconhece legitimidade para estes 3 últimos pontos mas que isso deve estar limitado às verbas disponíveis implicando na prática um défice orçamental zero (ou positivo!)?
Contrair dívidas para salvar Bancos nada tem a ver com Estado de Direito nem com Administração de dinheiros públicos. É simplesmente roubar aos pobres para dar aos ricos. É corrupção. É roubo. É crime. Tal como é crime a possibilidade que se dá a bancos, a grandes empresas e misteriosas fundações a fugir aos impostos que foram criados com o princípio da igualdade e proporcionalidade aos rendimentos de cada um. Tal como é crime que os bancos paguem uma taxa efectiva de 4% de impostos com a cumplicidade activa do governo.
Tudo isto é criminoso do ponto de vista constitucional, mas é mais que isso, é nojentodo ponto de vista dos desempregados, precários e dos que mal se aguentam com salários de fome e justifica plenamente todo o levantamento popular contra esta cleptocracia.
Ó meu, tás a complicar a cena…
Um golpe de estado seria muito mais eficaz.
Devem ler os clássicos.