a massa crítica tem muitas caras e nem todas nascidas ontem.

No fim do ciclo de debates na Associação 25 de Abril tenho a dizer, apenas, que estar no meio dos capitães foi um privilégio e uma felicidade. Apaixonei-me. E ao ouvi-los e vê-los, sempre juntos e sempre ligeiramente discordantes uns dos outros, ao ver tanta sabedoria e pêlo na venta, compreendi, finalmente, como foi possível uma Revolução como a nossa. Não podia vir do nada. Obrigada.*


 

os restantes vídeos do segundo debate AQUI.

Sobre Sassmine

evil fingering.
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20 respostas a a massa crítica tem muitas caras e nem todas nascidas ontem.

  1. maradona diz:

    és toda gira. vou começar a prestar mais atenção à tua obra.

    • Sassmine diz:

      uma mulher para começar por receber comentários àquilo que diz e não àquilo que parece tem mesmo de enfiar um saco de cartão cabeça a baixo.

      (suspiro)

      • maradona diz:

        deixa lá isso; eu quando ando de calções sinto o mesmo com as mulheres a olhar para as minhas pernas de ciclista. são coisas que temos que ultrapassar. eu kipo in touch.

        • Rocha diz:

          O maradona não deixa de ter uma certa razão (para variar). A mim quando me armo em intelectual chamam-me de político, concretamente “olha mais um político!”.
          Se me chamassem de gostosão, era preferível convenhamos.
          PS: A Sassmine é apenas moderadamente gira.

          • Sassmine diz:

            e esta conversa continua a ser imoderadamente misógina e a retratar bem quem nela insiste. parvo. e não moderadamente. enfim… cada um dá o que tem.

  2. João Valente Aguiar diz:

    Eu não sou elite cultural pensante, eu sou massa crítica» Muito bem! É uma distinção importante essa a que fizeste. Os intelectuais do sistema não reflectem, apenas dizem lugares comuns com uma linguagem mais sofisticada e com pose emproada. A massa crítica implica reflexividade e uma postura de acção perante o mundo. Compreendendo-o para o transformar. Excelente intervenção, parabéns!

  3. diz:

    Totalmente de acordo. Gira à brava mas demasiado libertária para o meu gosto.

  4. jose diz:

    Tristes os que ainda insistem numa esquerda e numa direita, enfim enfim, palmadinhas no ego é o que a malta gosta. Temos discursos que duram de minutos a horas, as divagações gostam de refúgios ultrapassados e alimentam-se porque o falso não é combatível, é como a política, a intelectualidade ou a expressão dos braços ou a perplexidade do auditório que não percebia nada do que dizias; e batia palmas como acto mecânico, há que falar pausadamente. Há que dar o exemplo se quisermos mudar. Peço desculpa é que eu não sou perfeito e esta é a minha opinião. Mas sei falar para alguém, e certamente me bateriam palmas, mas ainda tenho de meditar muito. Há uma grade diferença: entre ser inteligente ou ter boa memória, entre ter ideias próprias ou precisar ser de esquerda ou de direita. enfim enfim, hoje vou ao rossio tirar fotos e dizer que não é preciso partidos infiltrados de esquerda nem de direita(ainda verei se tenho coragem de o dizer, logo se vê)

    • Helena Borges diz:

      Acho que estás a ser injusto e, até, sobranceiro. “Auditório que não percebia nada” e que batia palmas mecanicamente? A Sassmine sabe fazer-se entender e deixou-me com vontade de aplaudir oito dos dez minutos do vídeo… E eu sou das que são um bocadinho cépticas. Creio que a Sassmine, porque quer que a ordem mude, está a dar um exemplo sem querer ser “o” exemplo.

      (No teu lugar e quanto ao Rossio, iria e falaria. A autocensura é das piores coisas que podemos fazer-nos.)

      • Sassmine diz:

        bolas, Helena, deixas-me sem jeito… :p
        e sim, a grande lição destes tempos é que a democracia não se constrói à custa de auto-censura. custou-nos a entender, mas agora parece-me que já não volta atrás.

    • Sassmine diz:

      tristes os que acham que ter uma opção, chamar os bois pelos nomes e não precisar de negar a história para construir algo novo, significa que se é partidário de seja que partido for. realmente não há esquerda nem direita, basta olharmos em volta para percebermos isso. e o fim da história foi em 1989, com a queda do muro. e viva a nova ordem mundial, vamos animá-la!

  5. jose diz:

    Gosto da vossa ironia, estive no rossio e fotografei a palhaçada que lá vai. Há lá gente inteligente mas é minoria e está a desistir. Não falei ao micro, preferi falar em grupo, eu sei até onde posso ir e por isso prefiro a inteligência à memória. E dispenso palmadinhas no ego. Mas força, eu amanhã estou lá possivelmente. Eu também quero que mude, mas primeiro mudo-me a mim e deixo-me de histórias marxistas ou qualquer coisa que seja. enfim enfim no rossio falta gente inteligente toca para lá então. Ou só aparecem quando vai o Boa Ventura Santos.?

    • Helena Borges diz:

      Nossa ironia? De quem e que ironia? Não percebo de onde vens nem onde queres chegar, mas não estou preocupada: não queres conversar e fazer-te entender, queres desconversar e criar ruído. Noutro comentário a outro post da Sassmine, dizes que são precisos líderes. Tu? Não, obrigada. Percebe: não estás num patamar de entendimento uns degraus acima; estás é muito cheio de ti. Faz-te mal.

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