Eu vivo com a bala na cabeça a qualquer hora

José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, do Projeto de Assentamento Agroextrativista Praialta-Piranheira, ousaram denunciar os madeireiros que saqueiam as terras dos assentamentos agroextrativistas da Amazónia paraense. Morreram na madrugada de ontem, terça-feira, com balas na cabeça.

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3 respostas a Eu vivo com a bala na cabeça a qualquer hora

  1. Von diz:

    É um documento sem preço. Uma coragem e um exemplo sem preço. Num mundo de preços, é urgente divulgar isto. Algum dos escribas ou comentadores deste espaço, não tem algum contacto ou conhecimento a fim de levar este vídeo a alguma das televisões? Bem hajam por este post.

    • Helena Borges diz:

      Esta é uma daquelas notícias que não cabem nas matrizes mediáticas. Têm saído umas notas na imprensa brasileira sobre as execuções, sem destaque; na imprensa mundial, há umas achegas ali e acolá. Na imprensa portuguesa? Nada. Silêncio… Ou o ruído de sempre que não deixa pensar.

      (O último relatório da Comissão Pastoral da Terra sobre conflitos no campo no Brasil regista, só em 2010, 34 assassinados, 55 tentativas de assassinato, 125 ameaçados de morte, 4 torturados, 88 presos e 90 agredidos.)

  2. Pingback: Ainda sobre José e Maria | cinco dias

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