M19 | dia 5 – “Não devemos nada, não tememos nada!”

Tocar o céu, sonhar. Transformar inevitáveis, transtornar. Rasgar as fronteiras da censura, gritar. Tornar visível o que já ninguém consegue esconder, saber nomear. Conseguir o impossível, vencer. Se os votos não nos devolverem a vida, saberemos conquistar o que queremos na rua. Acção directa todo o dia, fazer. Manifestação no próximo Sábado, arruadas todos os dias. Logísticas e Manifestos, pensar. Lutar contra o silêncio mas também calar discos riscados. Dizer com todas as letras que não só não devemos nada como chegou a hora de ir cobrar o que nos devem. Agora, dormir. Amanhã, voltar a acordar. Speakers corner sempre que se queira e Assembleia Popular daqui a pouco, às 19h.
Se já cá estás, continua. Se ainda não chegaste, vem!

No Estado Espanhol, o PP regressa ao poder mas as Puertas del Sol continuam ocupadas. Depois do fantoche Aznar e da fraude do Zapatero, Rajoy prepara-se para assumir o turno da ditadura financeira de nuestros hermanos. As pessoas, ao permanecerem na praça para além da hora do sufrágio, estão a dizer bem alto que não estão ali só para assistir ao render da guarda. Os indignados não se resignaram e vão fazer a luta toda. O que vier terá que ceder e o que ainda não se foi já se está a despedir. Deste lado da fronteira não se guarda nenhuma saudade, nem se confia aos que foram aos Açores fazer a guerra em Bagdad uma única esperança. A luta continua.

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6 Responses to M19 | dia 5 – “Não devemos nada, não tememos nada!”

  1. zecarapaudecorrida says:

    Realmente,’samos’ mesmos ermanos do espanholes-siempre,siempre votando nos mesmos ladrões.PP/PSOE ou PSOE/PP na abcissa temporal-sempre o mesmo chiqueiro

  2. Pingback: Eleitores espanhóis punem socialistas « O Insurgente

  3. Renato Teixeira says:

    Os liberais cristãos do Insurgente, acham mesmo que que alguém das Praça(s) do Sol fica muito triste com a partida do Zapatero. Pasme-se, ainda lhe chamam socialista. Água benta meninos rabinos.

  4. henrique pereira dos santos says:

    “Se os votos não nos devolverem a vida, saberemos conquistar o que queremos na rua. Acção directa todo o dia, fazer”.
    O programa de qualquer candidato a ditador. E ainda dizem que há alguma novidade nisto, a de querer o poder seja de forma for: pelo voto se for possível, pela força se for necessário.~
    henrique pereira dos santos

  5. Serafim says:

    Mas que acção directa? Quem organizou isto de antemão e lhe imprimiu a mística recusa à partida questionar o capitalismo. A opção apartidária não vem de considerações de ultra-esquerda ou anarquistas ou da pujança radical própria do movimento mas dum projecto que está aquém da esquerda. Banir a participação de organizações de esquerda é útil para manter a mística populista inquestionada.

  6. Ricardo Sebastião says:

    “Se os votos não nos devolverem a vida, saberemos conquistar o que queremos na rua. Acção directa todo o dia, fazer”

    terroristazecos sem respeito pela democracia e pela decisão do povo, curiosamente em nome do qual reivindicam sempre as vossas “acções”…

    ganhai juízo sff

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