E quando é que se acaba com aquela coisa inútil e ridícula que é o Dia de Defesa Nacional?

Ainda me surpreende que passados 7 anos exista o Dia de Defesa Nacional – a obrigação dos jovens, rapazes e raparigas, mal tenham completado os 18 anos de existência ir para um quartel durante um dia e levar com a propaganda militar. É que deve ser útil os jovens receberem a propaganda da hierarquia, das armas em defesa da nação (defesa nacional diz tudo), das armas na guerra criada pelos estados, do «fazer-se um homem», do «respeitinho é muito bonito», do rigor que bem se vê. Enfim, de todas umas ideias retrogradas que pouco servem a um mundo minimamente feliz (sim, já sei que vivemos no horrível).

Mas este assunto que estava esquecido por todos – até pela esquerda (o BE é o único partido com uma posição contra isto) – voltou à ribalta pelos motivos mais desprezíveis: a morte de uma rapariga num acidente de slide no Dia de Defesa Nacional no Regimento da Serra do Pilar. «Ela estava a fazer slide e o cabo partiu-se». É assim. E não se volta a questionar a coisa porque os acidentes acontecem.

Pouco me interessa a defesa do Serviço Militar Obrigatório em contraposição ao Dia de Defesa Nacional. Não me parece que no futuro lá encontremos muitos amigos. E por isso não seria mais interessante inventar novas formas em vez de procurar o antigo (e isto serve para tudo)?

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11 respostas a E quando é que se acaba com aquela coisa inútil e ridícula que é o Dia de Defesa Nacional?

  1. “não seria mais interessante inventar novas formas (…)?”

    Nada mais simples:

    http://lishbuna.blogspot.com/2011/05/1-suspender-o-dia-da-defesa-nacional-2.html

  2. Abilio Rosa diz:

    O Dia de Defesa Nacional devia ser todos os dias, meus amigos.
    O Serviço Militar Obrigatório devia ser recuperado e constitucionalizado como defende o PCP.
    Ó vocês querem ser mandados por tropa estrangeira ou serem controlados por mercenários?

  3. Abilio Rosa diz:

    Aliás, em muitas escolas «problemáticas», devia ser convocados professores militares para as gerir e recuperar os estudantes socialmente mais carecidos e com problemas de comportamento.
    Só se tem sucesso na Revolução, com disciplina militar.
    As Forças Armadas têm que ser o «braço armado» do povo.
    Foi essa condição que possibilitou a vitória do 25 de Abril.
    Pensem nisso.

    • Youri Paiva diz:

      Essa ideia disparatada de resolver os problemas – como escolas problemáticas – com os militares é precisamente a prova de que não precisamos deles.

  4. Abilio Rosa diz:

    Vai falar com o camarada Fidel, como é que controlou uma ilha nas «barbas» do inimigo.
    Não há melhor honra para um homem e uma mulher do que defender o seu povo e a sua pátria.
    E é assim que se defende a paz entre os povos.

    • Carlos Carapeto diz:

      Gramasses 40 meses na tropa, saísses de Lisboa numa noite gelada de Dezembro, passadas 10 horas tivesses debaixo de um sol abrasador em Luanda, ias ver quanto te sobrava de honra?

      O povo não precisa de tutores, passem-lhe as armas para a mão, que sabe defender-se muito bem.

  5. xatoo diz:

    obviamente
    o Exército é o Povo em Armas – e no paradigma socialista essa obrigação é para todos!
    no caso das forças militares mercenarizadas (é assim desde o fracasso e contestação à guerra no Vietname) os filhos do povo devem fazer um manguito aos profissionais da guerra. Hoje em dia a brigada do reumático, capitães, coronéis e generais, só conseguem captar voluntários por força da falência económica dos Estados. Os que se dispõem a fazer uma carreira de mercenários nas FA fazem-no maioritariamente por falta de perspectivas de emprego. Ainda por cima esses voluntários por força das circunstâncias são pagos com salários acima da média…

  6. MA diz:

    Se os salarios das FA fossem tanto quanto era obrigatório, estava deserta…

    Depois anda o pessoal a trabalhar e a descontar, para estarem MILHARES a cossa-los e a ganhar mais de €500 por fazerem nada… tenho 4 familiares nas FA, logo digo isto, sabendo realmente o que se passa lá dentro….

    Tropa obrigatória já lá vai, passei por ela, e dispenso muito bem… só quem esteve realmente debaixo de fogo (que infelismente e felizmente também tive familiares, um deles esteve em Angola, Caçadores Especiais, felizmente que voltou tal e qual como foi), é que sabe realmente o que custa, ser obrigado a fazer algo que não quer, etc…

    O serviço militar, para o País que somos, devia ser só mesmo para quem quer e com comida e alojamento de borla, €200 por mês chega e sobra…. sejam eles recrutas ou oficiais… anda um tipo a matar-se a trabalhar por €500 mês, para ter isentos a ganhar mais de €1000 sem fazer ponta nos nossos quarteis…..

  7. Rayquaza diz:

    Porcaria deste dia inútil. Tamos num país livre,é? Não me parece. A obrigar os vossos cidadãos a fazer o que não querem? Get a fucking life.
    Abaixo o DND que vai contra o simples conceito de liberdade.

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