RISE UP, People of the World! 629 Acampamentos!

 

 

 

 

Europa e Américas são os continentes mais representados mas a corrente também já chegou à Ásia e à Oceania com acampamentos na China, Índia, Mongólia, Tailândia, Rússia e Austrália. A partir da Puerta del Sol, que continua radiante, a voz dos indignados levanta-se. Em Portugal, Lisboa, Porto, Coimbra e Faro estão a aderir. Ocupa o teu lugar na Rua para que a Rua volte a ocupar o seu lugar.

Ler o Comunicado de Imprensa e o Manifesto Plural votado pela Assembleia do Rossio.

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3 respostas a RISE UP, People of the World! 629 Acampamentos!

  1. Gerson Nataniel diz:

    Pois, tudo bastante folclórico, mas reuniões destas sempre fizeram durante os anos 60 e 70, antes das raves; depois o pessoal foi todo atrás dos TICs e das altas tecnologias até chegar ao ponto de não conseguir convocar uma manif sem ser por Face Book e de pedir para se levar equipamento de wife para estar a enviar fotos ao minuto para todo o mundo ver as imagens em tempo real. Revoluções não se fazem, nunca se fizeram e nunca se farão assim. As revoluções têm suor, arranhões e esfoladelas, muita vezes morte. Veja-se o que fazem os trabalhadores e os estudantes na Grécia. Não brincam em combate. Estes acampamentos que agora, de repente surgiram mostram, de facto, que existe uma juventude que está descontente e inquieta, com medo do futuro, mas trata-se de uma juventude mimada, que sempre viveu convencida que porque tinha tudo num determinado momento, sempre iria ter tudo. Fez cursos que não serviram para nada, não aprendeu nada na escola que lhe permitisse desenvolver-se com ser humano, nem ter uma visão do mundo que ultrapassasse a do conforto para sempre, não aprendeu a relacionar-se cara a cara com os seus pares, por haver sempre um computador entre eles. Brincou com as TIC e, porque os pais tinham comprado um andar, pensaram que também iam comprar um andar em qualquer sítio. Mas tudo era falso, tudo era comprado com crédito, com o que não existia, e agora acabou-se. Acabou-se o trabalho, o crédito, os carros. Agora é o novo milénio e este vai ser o da destruição da classe média e do seu conforto. Vamos todos andar para trás, mas para trás com muita tecnologia. Se queremos evoluir e ultrapassar a barbárie capitalista, então há que tomar decisões, há que deixar muita coisa, há que abandonar parte daquilo que somos e partirmos para aquilo que a Terra quer de nós para que possamos todos viver dignamente à sua superfície. Vejam o que comem, o que fazem, o que consomem, quanto gastam, como vivem, com quem vivem, de onde vem o dinheiro, onde vão à noite. Olhem para a terra e para o mar e para o ar. Olhem para a África, para as crianças sem nada, olhem para a doença no mundo, olhem para os chineses que trabalham nas fábricas da Apple, da Nokia e que ganham 60 dol. por mês para vocês terem as tecnologias de ponta para convocarem as manifs e as assembleia populares às 10 da noite no Rossio!

    • Armindo Oliveira diz:

      Por si só, a ideia da ‘Rise Up’ é boa. Nem que seja só por uma estruturação de consciencia global.
      Agora; ‘Gerson Nataniel’ sabe o que diz, destaco:
      “Revoluções não se fazem, nunca se fizeram e nunca se farão assim. As revoluções têm suor, arranhões e esfoladelas, muita vezes morte. Veja-se o que fazem os trabalhadores e os estudantes na Grécia. Não brincam em combate.”
      “não aprendeu nada na escola que lhe permitisse desenvolver-se com ser humano, nem ter uma visão do mundo que ultrapassasse a do conforto para sempre, não aprendeu a relacionar-se cara a cara com os seus pares,”
      “há que abandonar parte daquilo que somos e partirmos para aquilo que a Terra quer de nós para que possamos todos viver dignamente à sua superfície.”
      Gostei de ler. Saudações.

    • Truth diz:

      Bem, se é de revoluções que falam, então sim… metam sangue à mistura… Mas eu acho que é de evolução que se fala, e é evolução que se pretende.

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