Aleluia!


Dúvida? Não. Mas, luz, realidade
e sonho que, na luta, amadurece.
– O de tornar maior esta cidade.
Eis o desejo que traduz a prece.

Só quem não sente o ardor da juventude
poderá vê-la, de olhos descuidados.
Porto – palavra exacta. Nunca ilude.
Renasce, nela, a ala dos namorados!

Deram tudo por nós estes atletas.
Seu trajo tem a cor das próprias veias
e a brancura das asas dos poetas…
Ó fé de que andam nossas almas cheias!

Não há derrotas quando é firme o passo.
Ninguém fale em perder! Ninguém recua…
E a mocidade invicta em cada abraço
a si mais nos estreita. A pátria é sua.

E, de hora a hora, cresce o baluarte!
Lembro a torre dos Clérigos, às vezes…
Um anjo dá sinal quando ele parte…
São sempre heróis! São sempre portugueses!

E, azul e branca, essa bandeira avança…
Azul, branca, indomável, imortal.
Como não pôr no Porto uma esperança
se “daqui houve nome Portugal”?

Pedro Homem de Mello

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2 respostas a Aleluia!

  1. mesquita alves diz:

    a que horas joga hoje o benfica?

  2. JuaryReis diz:

    DA CABEÇA DE FALCÃO AOS PÉS DE HELTON, O PORTO É JUSTO VENCEDOR

    O F.C.Porto conquistou o sétimo troféu internacional (entre 9 finais disputadas) e confirma que é o clube português mais vitorioso fora de portas. No entanto, este foi o jogo mais pobre de todos os anteriores sucessos. Seja como for, e sabendo que as finais são para ganhar, o objectivo principal foi alcançado. Justo vencedor numa partida pouco excitante.

    Na 1ª parte esperava-se um Porto mais em cima do Braga. Não aconteceu de forma clarividente, tendo sido uma superioridade a espaços. Moutinho estava bem vigiado pela equipa de Domingos, Varela era dos menos inspirados no ataque, e só mesmo o génio de Falcão para uma ida confortável para o intervalo. Um golo limpo, um golo a lembrar os muitos do Barcelona da era Guardiola, isto é, mesmo no limite do fora-de-jogo. Mérito para Guarin pela assistência, falha de Rodriguez na perda de bola.
    No capítulo disciplinar, Sílvio devia ter ido sido expulso (pela entrada a Hulk) e há uma falta por marcar na entrada da grande-área de Moutinho sobre Hugo Viana. Curiosamente, o último esteve bastante quizilento em”briguinhas” com outros jogadores e com o árbitro espanhol.

    HÉLTON NÃO É ROBERTO, MOISSORÓ NÃO É FALCÃO
    A 2ª parte começou com o segundo momento mais importante do jogo. Moissoró falha uma soberba oportunidade que podia ter dado um safanão num jogo pouco atractivo (excepção para o golo de Falcão).
    O problema é que estava lá Helton que não é Roberto -principalmente pela experiência acumulada no mesmo clube-, e Moissoró não é o ponta-de-lança colombiano. A defesa do guardião marca o jogo e uma época de ouro do brasileiro, que em momentos fulcrais da época salvou a equipa portista de fortes dissabores.

    A partir daí o Porto abanou um pouco, mas nunca perdeu o controlo da partida. O ritmo na última meia-hora acelerou e a qualidade futebolística atingiu pouco mais da mediania. Viu-se sempre um Braga a jogar contra o tempo e os azuis pouco esclarecidos na frente de ataque, tendo sido o seu jogo mais fraco na Liga Europa – juntamente com o de Sevilha no Dragão. Villas Boas ainda tentou com a entrada de Bellushi e James ser mais afoito na concretização. Só deu mesmo para equilibrar o xadrez a meio-campo.
    Domingos quis mudar as coisas a seu favor com as substituições. Podia ter arriscado mais e jogado com Lima e Meyong ao mesmo tempo. Em termos disciplinares, Sapunaru devia ter ido para a rua pela infracção a Sílvio. Mas, como este já não devia estar dentro das quatro linhas…

    VILLAS BOAS VS GUARDIOLA?
    No final das contas, o F.C.Porto merece o troféu e o Sporting de Braga é um honrado derrotado. André Villas-Boas é o homem do momento e, apesar de muitos interessados, é bem possível que continue no Dragão no próximo ano desportivo. Ele, mais que ninguém, sabe que a sua equipa joga “à Champions” e, em Agosto, há Supertaça Europeia frente ao Barcelona ou Manchester. André Villas Boas vs Guardiola em Mónaco? Definitivamente, o mais apetecível.

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