É evidente que estar a citar a Constituição na sua 7ª revisão é inútil: deve-se é comparar a pastelice de 2005 com a ideia genuína de 1976 ( claro, se vamos por aqui, é por aqui que temos de ir: )

ARTIGO 1.°
(República Portuguesa)

Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na sua transformação numa sociedade sem classes.

ARTIGO 2.°
(Estado democrático e transição para o socialismo)

A República Portuguesa é um Estado democrático, baseado na soberania popular, no respeito e na garantia dos direitos e liberdades fundamentais e no pluralismo de expressão e organização política democráticas, que tem por objectivo assegurar a transição para o socialismo mediante a criação de condições para o exercício democrático do poder pelas classes trabalhadoras.

[Abril, 1976. Já agora, o mês de ABRIL diz-vos alguma coisa? Naturalmente, o fulcro disto reside na ligação entre a “dignidade da pessoa humana” e a “sociedade sem classes” – é muito difícil perceber isto? Custa muito defender isto, é?]

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Agora, na pastelice de 2005, a coisa dá isto:

ARTIGO 1.º
(República portuguesa)

Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.

ARTIGO 2.º
(Estado de direito democrático)

A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa.

NOTA: Aceitam-se comentários. E, nesta caixa de comentários, como de costume, promover-se-á a defesa intransigente da democracia e da livre expressão, porque disso gostamos (perdão, gosto) muito muito!!

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