Nem mais um euro para pagar a dívida!

"Será possível que ainda não estejamos saciados?" Campanha de 2001, para a contra-cimeira do G8 de Génova

Às vezes uma imagem vale por mil palavras, e esta campanha foi uma das melhores a reflectir a necessidade de se questionar a legitimidade da dívida e em avançar com a proposta contra o seu pagamento.

A Raquel Varela já por aqui falou no contributo que a Rubra dá, na sua última edição, para a defesa e argumentação à volta desta justa e necessária reivindicação. Não será demais divulgar esse trabalho que contou igualmente com a pena do Renato Guedes.

Hoje, às 18 horas, não deixes de ir ao Ministério das Finanças para mais uma manifestação de repúdio ao programa do FMI e à troika do PS, PSD e CDS.

Como na Irlanda, na Grécia ou na Islândia, a luta é o caminho.

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6 respostas a Nem mais um euro para pagar a dívida!

  1. Rui Gonçalves diz:

    Ainda que mal pergunte, o Bloco de Esquerda não votou favoravelmente na AR o apoio à intervenção do FMI/UE/BCE na Grécia?

    • Renato Teixeira diz:

      Votou. Como votou o corredor aéreo que iria desaguar na intervenção da NATO na Líbia. Agora se para se defender dessas posições, ainda assim, disse que era contra a intervenção e o FMI em Portugal, haveria que o demonstrar nas ruas, não lhe parece?

  2. mesquita alves diz:

    ui abe a situeichon.
    Já repararam que a direita é muito liberal com o emprego, e nada liberal, com o casamento.
    Não repararam que o alegado mal que pretendem defender no casamento, é muito maior na destruição de um emprego.

    porque será?

  3. maria povo diz:

    para quando um grito contra o fmi e apostando numa faixa no castelo de s jorge a reclamar a revolta dos povos da europa???
    se não fôr para passar na tv… não vale a pena!!!

  4. Alberto Menezes diz:

    É a consolidação da nova forma de fascismo que Boaventura Sousa Santos chamou de “fascismo social” (Santos, Para além do Pensamento Abissal: Das linhas globais a uma ecologia de saberes, Revista Crítica de Ciências Sociais, 78, Outubro 2007: 3-46). Neste caso o fascismo reside no tão propagandeado conceito ultraliberal de “estado mínimo” (mínimo no que diz respeito à sua intervenção na assistência social; educação; saúde; legislação laboral; controlo do património comum; etc. e no já não tão propagandeado e inevitável (um é o reflexo do outro) “estado máximo” no que diz respeito à sua intervenção para dissuadir, punir, prevenir ou corrigir, por qualquer meio que julgar necessário, qualquer acção ou tendência que possa perturbar o justo e sereno desenrolar do quotidiano social tal como foi e está estabelecido
    PS e PPD-PSD e CDS-PP num “negócio” à porta cerrada garantem o fortalecimento e estabelecimento do já crescente fascismo na nossa sociedade perante o nosso demissionário governo, impotente parlamento e majestático (ou morto) Presidente da República.
    Acredito que o conceito e o slogan “Estado Mínimo” vão estar presentes no quotidiano dos portugueses brevemente e doravante trivializado sob o aliciante e sempre honorável argumento de que “os portugueses vão poder meter dinheiro ao bolso pois significa o fim ou pelo menos uma redução da carga fiscal que tanto aflige famílias e empresas no nosso martirizado país”; embora e certamente não ouvirão falar no “Estado Máximo”, não pelo menos até ele vos atingir
    E vamos deixar que isso aconteça…

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