VII CONVENÇÃO DO BE (II): Da representatividade

Sendo que, a Moção A – Cabeça de Lista | Francisco Louçã: 452 delegados; a Moção B – Cabeça de Lista |João Pedro Freire: 10 delegados; a Moção C – Cabeça de Lista | Gil Garcia: 63 delegados; a Moção D – Cabeça de Lista | Jorge Céu: 9 delegados e os delegados não associados a nenhuma moção: 14 delegados, dá um total de 548 delegados em representação de 8220 aderentes, (à ordem de 1 para 15), o  número que seria interessante saber não seria o total de aderentes com quotas pagas que de facto expressou em voto o seu apoio a cada uma das moções? Quantos dissidentes ainda estão contabilizados no total dos 8220 aderentes? Se este processo de eleição de delegados tivesse como universo os votos expressos e não o total de sócios da agremiação, seria o intervalo entre as diferentes moções tão desproporcional? Se o BE está à beira dos 10 mil aderentes o que espera para fazer da AR o seu Palácio de Inverno e do Rossio a nossa Praça Tahrir?

Resultados retirados dos Vermelhos.net

Este artigo foi publicado em cinco dias and tagged , . Bookmark the permalink.

18 respostas a VII CONVENÇÃO DO BE (II): Da representatividade

  1. Augusto diz:

    Eu cá por mim, entre um ataque ao Palácio de Belém, e um ataque aos Pasteis de Belém optava pelos PASTEIS…..

  2. Não consigo perceber os raciocínios. E é giro, tantos pontos de interrogação. Não há nada a dizer. Só suspeições a levantar.

  3. Rocha diz:

    O Louçã, Fazenda e Portas são a troika Bloco, no essencial são a mesma coisa.

  4. closer diz:

    Renato Teixeira ao seu melhor nível! Julga-se o entro do mundo. Como abandonou o BE, silogisticamente conclui que apenas restam meia dúzia de cabeças acantonadas em torno de Louçã ou de Gil Garcia.

    Talvez fosse mais interessante assinalar que se mantém uma saudável tradição plural com quatro tendências que é inédita na esquerda portuguesa, durante décadas atolada no pântano do centralismo democrático. Se O BE não tem 8 mil militantes mas muito menos, era bom que pudesse rastrear quantos militantes activos tem de facto cada partido.

    O que me parece é que Renato Teixeira é um tipo ressabiado. Esteve no BE e saíu está no seu direito. Ninguém o vai considerar um traidor da classe operária, ou coisa que o valha. Esta no seu pleno direito, dentro ou fora do BE de fazer livremente as críticas que bem entender, como aliás o faz o grupo Ruptura/Fer sem que nada lhe aconteça. Agora quando essas críticas descambam para obsessões paranóicas, como as do conteúdo deste post, começamos a pensar se uma releitura das patologias freudianas não era aconselhável a alguns dos grandes revolucionários dos nossos blogues.

    E nem sequer vale a pena chamar-me seguidista. Nem sequer votei nas eleições para a convenção.

    • Renato Teixeira diz:

      Votar não votou, mas olhe que parece bem mandado. Era o que faltava não se poder falar dos partidos dos quais se saiu. Ao contrário. Acho que são normalmente aqueles que têm mais coisas a dizer, sem grande coisa a ganhar com isso. Eu prefiro ouvir esses do que os adeptos do Benfica com o devido desconto que se dá a um amante ferido na hora do adeus.

      De resto, acho que até estamos de acordo no essencial: “Se O BE não tem 8 mil militantes mas muito menos, era bom que pudesse rastrear quantos militantes activos tem de facto cada partido.”

      • Daniel Nicola diz:

        Renato, poder falar podes, corres é o risco de te tornares, com as devidas diferenças, um P.Pereira, uma H. Matos ou JM Fernandes… que fazem do seu dia-a-dia uma tentativa constante de expiação ou expurgação do passado “esquerdalho” (no teu caso, social-democratizante, vá).
        O BE merece toda a crítica, e talvez só assim se corrijam alguns erros, mas não todo esse destilar de ódio que são apenas pazadas ou tentativas para enterrar de vez qualquer miragem de convergência à esquerda.
        Até dia 5, acho que o inimigo é outro e a luta deveria ir nesse sentido. As purgas à esquerda, aliás, ao BE, têm tempo. Afinal, na ressaca do 25 de Abril, a esquerda não tem feito outra coisa que combater-se a si própria. Pelo menos, na falta de vontade de governar e transformar o real, é o que sabe fazer melhor.
        Abr

        • Renato Teixeira diz:

          Daniel não alinhe nesse disparate. Não tenho nenhum ódio ao BE, bem pelo contrário. Naturalmente, porque lá deixei algum sangue, pode sobrar mais o tom da amargura quando a paixão acaba do que qualquer outro sentimento. No caso e durante a Convenção acima de tudo lançarei perguntas, que acredite, muitos dos militantes do BE, de qualquer uma das moções, também levantam.

          A ideia não é fazer purgas nem nada que se pareça. É promover a dialéctica.

    • Rocha diz:

      Closer: obrigado por perguntar. O PCP tem mais de 75 mil militantes activos.

  5. José diz:

    Bom, se o BE tem cerca de 10 mil militantes e exige-se que que faça um “Palácio de Inverno” e uma “Praça Tahrir”, que exigências se devem fazer ao PCP com os seus 75 mil militantes activos, fora os não activos?

  6. “Se este processo de eleição de delegados tivesse como universo os votos expressos e não o total de sócios da agremiação, seria o intervalo entre as diferentes moções tão desproporcional? ”

    Não estou a perceber muito este ponto – dá-me a ideia que, se houver mais militantes no papel que na realidade, isso até benefeciará as correntes minoritárias (já que significa mais delegados a serem eleitos, logo menos votos necessários para eleger um delegado).

    • Renato Teixeira diz:

      Não, uma vez que as listas da oposição só elegem delegados em meia-dúzia de círculos. A sobrevalorização do universo amplifica a diferença entre as correntes. Se os delegados fossem calculados em função dos aderentes activos, naturalmente as correntes minoritárias, até porque têm mais militância organizada, ganhariam com isso.

  7. João Pais diz:

    Da diferença: e descobrir diferenças entre as 4 tendências que tão exaltadamente se insultam entre si? Não é fácil…. Mesmo que nem tudo seja igual (e realmente não é), esprimidinho é muito pouco diferente… Que tal uma almoçarada em vez de perder tempo numa “convenção” de que os resultados já se conhecem à partida? E tudo isso para quê, para uma semana depois vir a “Mesa Nacional” tomar uma decisão que a convenção rejeitou?!

  8. Renato Teixeira diz:

    Closer, quer pessoalizar, comece por si. A adolescência deste ou o projecto daquele, não é para aqui chamado. Quer debater a representatividade do BE, força. Quer antropologia política comece pela sua.

Os comentários estão fechados.