E no 1 de Maio aconteceu alguma coisa em Lisboa?

No 1 de Maio, para além do assassinato de Bin Laden (vale a pena ler a entrevista a Robert Fisk e as questões do Rafael Fortes) e da carga policial em Setúbal (e aí vale bem a pena ler o relato do Ricardo Noronha), não aconteceu mais nada que valha a pena discutir?

Eu lá estive no Largo Camões às 13h, depois às 15h no Martim Moniz, subindo a Av. Almirante Reis até à Alameda, e aquilo meteu-me alguma impressão. Talvez as coisas serem iguais todos os anos (as cores, as formas, os conteúdos, os gritos, as palavras, as bandeiras, os discursos), mas com menos gente, levanta umas questões sobre o que se anda a fazer; sobre como se anda a fazer; sobre os serviços de ordem; sobre o movimento sindical; sobre as assembleias do Mayday; sobre aparecer imensa gente numa coisa vaga e sem cor, mas quando aparece algum vermelho a coisa se corta bastante.

Sou só eu ou não vale a pena discutir isto? Uns em Setúbal levam com tiros da polícia, cá passeamos uma avenida nesta cidade, comemos uma bifana a (não) ouvir o Carvalho da Silva. Numa avenida que é bem diferente nos outros dias e onde também há gente.

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