consegue distinguir? trabalho sexual: NÃO ao preconceito, SIM À PESSOA.

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19 respostas a consegue distinguir? trabalho sexual: NÃO ao preconceito, SIM À PESSOA.

  1. Miramni diz:

    O trabalho sexual dignifica a pessoa? A Raquel considera a prostituição apenas mais uma forma de trabalho opressiva?

  2. Miramni diz:

    Eu consigo distinguir. É um trabalho profundamente humilhante. Muito mais do que o trabalho de um trabalhador oprimido. Porquê? Não lhe ocorre sequer? Não percebe que na prostituição algo muito mais precioso é posto em causa??

  3. José diz:

    se apontassem uma pistola à cabeça e disparassem, faziam melhor serviço á humanidade.

  4. Abilio Rosa diz:

    «Trabalho» Sexual?
    É preciso não ter vergonha na cara.
    Os que lutaram por uma sociedade melhor devem estar a rebolar-se nos túmulos.
    E andei a levar porrada da PIDE para ler e ouvir coisas destas!

  5. raquel freire diz:

    a exploração é uma constante. xs trabalhadorxs sexuais para estarem protegidxs precisam de ter direito a ter direitos. há que lutar por eles. sem conservadorismos nem preconceitos. a prostituição tem de ser legalizada e sim será um trabalho legal, com direitos e protecção como qualquer outro.

  6. raquel freire diz:

    abílio, acha que as pessoas que se prostituem não devem ter direitos como o abílio? porquê?
    acha-se melhor que qualquer pessoa que é trabalhadora sexual? quando o estigma, o preconceito e a falsa moralidade acabarem, acabam-se também os maus tratos, a violação, a desumanização e a escravização que estão ligados à estigmatização da prostituição.

  7. Fernando André Rosa diz:

    A Raquel tem uma mensagem bem explicita. Dignidade para a pessoa e reconhecimento de direitos como a qualquer cidadão, ou trabalhador para usar uma linguagem mais comum a todos nós. Agora quem a acusa de sectária, é que está a fugir a um debate elucidativo. Não percebo se a fuga a esse debate é por considerarem as pessoas trabalhadoras sexuais menos dignas, se é por acharem que todas são vitimas exploradas? Expliquem lá? Há algum ponto de vista válido para além da velha retórica que o 25 de Abril não se fez para putas e paneleiros reinvindicarem? Discutir e argumentar só pode ajudar. Informarmo-nos é um direito, mas também um dever. Que tal ouvirem as pessoas que se prostituem? Se calhar vão perceber que os maiores chulos que as agridem são os preconceitos machistas e moralistas, e a polícia que se aproveita dessa fragilidade para realizar as violências do costume. Isto enquanto o estado não cria uma lei para as tributar – e tal como todos nós ficarão com o maior dos chulos às costas. NÃO AO PRECONCEITO, SIM A PESSOA

  8. Pedro Nemrod diz:

    A prostituição não é só feita por mulheres, nem por vítimas. A sua marginalização só contribui para a vitimização, tráfegos e abusos vários. É necessário regulamentar esta profissão que pode e deve ser exercida voluntariamente, com condições dignas de trabalho e de proteção.
    Mais uma vez, NÃO AO PRECONCEITO, SIM À PESSOA

  9. Mariamni diz:

    Raquel

    Não tente dignificar com direitos aquilo que não pode ser dignificado. Nenhuma mulher deveria ver-se obrigada a vender o corpo para subsistir. Ou seja, o trabalho que pretende dignificar é intrinsecamente humilhante e repressivo. Deveria ser abolido tal como as condições diversas que compelem muitas mulheres a vender o corpo. Conceder direitos às prostitutas não as dignifica pela simples razão de que a prostituição, tal como a escravatura, é um mal objectivo.

    • fernando andré rosa diz:

      Mas isso só se aplica às mulheres? Também há trabalhadores sexuais homens. Concordo com Mariamni, que ninguém deveria ter de recorrer a um trabalho, forçado, coagido, obrigado, ou de uma forma onde não se sinta recompensado e realizado. Estamos de acordo, e podemos trabalhar juntos nisso. Quanto ao negar direitos sociais a essas pessoas só porque entendemos que o trabalho que elas fazem não é trabalho, é algo perverso, não acha?
      E pormos na nossa voz a voz de todos nós também é algo perverso, ou seja, basta haver uma pessoa que escolhe vender sexo por dinheiro, para essa pessoa não ser considerada oprimida, escrava e por ai. E nesse campo não há nada melhor que ouvir os trabalhadores, mas nunca lhes dizer que não devem ter direitos.

  10. fernando andré rosa diz:

    Àlem de que todos sabemos que este vídeo não é uma montagem. Há trabalhador@s sexuais no vídeo. Será que acham que se sentem explorados, por dar a casa? Será que o que têm a dizer não vale nada?
    Por

  11. fernando andré rosa diz:

    Àlem de que todos sabemos que este vídeo não é uma montagem. Há trabalhador@s sexuais no vídeo. Será que acham que se sentem explorados, por dar a casa? Será que o que têm a dizer não vale nada?
    Porque razão havemos de lhes dizer que o que eles/elas pensam não é verdade, ou nãio têm o direito de pensar assim. curiosamente nunca ouvi nenhum deles/elas dizer a alguém que se sinte explorado (sim também o há, ninguém nega isso) que essa pessoa não é explorada.
    A moral sexual não tem de seguir o nosso umbigo…

    • Leo diz:

      Felicidades para os seus filhos que se dedicarem a essa actividade. Nunca aceitarei que a imponham aos meus e aos dos meus colegas e camaradas. Aliás nunca aceitarei que a imponham seja a quer for. Como aliás já estão a impor na Europa dita “civilizada”. Eu bater-me-ei para que isso não aconteça por cá.

      • fernando andré rosa diz:

        Leo, eu lutarei para que imponham qualquer trabalho a qualquer pessoa, lutarei para que ninguém seja explorado por ninguém. lutarei pelo fim de uma sociedade capitalista e patriarcal, mesmo que essa luta não leve a lado nenhum.
        Mas estamos a falar das pessoas que escolhem esta profissão voluntáriamente. Também lutará contra a sua vontade?

        • Leo diz:

          Contra teimoso, teimoso e meio:

          Felicidades para os seus filhos que se dedicarem a essa actividade. Nunca aceitarei que a imponham aos meus e aos dos meus colegas e camaradas. Aliás nunca aceitarei que a imponham seja a quer for. Como aliás já estão a impor na Europa dita “civilizada”. Eu bater-me-ei para que isso não aconteça por cá.

          • fernando andré rosa diz:

            Tem de arrnajar outra cassete.
            E eu nunca permitirei que aos meus filhos, colegas de trablho lhes digam que eles não são quem são. Ou que não deve ser protegidos o mais possivel, com acesso à segurança à saúde ou à habitação, ou à educação, como qualquer outra pessoa. E nem aceitarei que eles deixem de ser considerados pelo Estado pais ou mães se um dia se dedicarem à prostituição.

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