As carpideiras de George W. Bush

Pedro Correia poderia ser o director do Daily News

O Pedro Correia, quando vem ao 5dias, faz lembrar a história do patinho, em qualquer uma das suas versões. Para ele está tudo bem com a narrativa à volta do propalado assassinato de Bin Laden. Para ele está tudo bem com os urros ululantes do Ocidente à volta da fogueira. Para ele está tudo bem mesmo que nem sequer saiba quem está a arder, desta vez, na fúria furibunda da santa inquisição. Ele está certo quando diz que o 5dias é um local inigualável, embora se lamente que com tantos anos a ler o que para aqui se escreve ainda não tenha aprendido o segredo do sucesso. Basta pensar antes de escrever ao invés de escrever apenas o que pensam os outros. É fácil. Pedro Correia deveria preferir dar ouvidos a outro tipo de yankees para além de George Bush e de Barack Obama. Sem que tenha que sair dos anti-comunistas podia ao menos beber alguma da sabedoria de George S. Patton:

“Se toda a gente está a pensar da mesma maneira, é porque alguém não está a pensar”.

Percebeu?

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4 respostas a As carpideiras de George W. Bush

  1. Pedro Silva diz:

    Já pensei nisso em relação a Hitler muitas vezes…mas ainda não tinha tido coragem para…Bem obrigado pela vossa dica!

  2. Pingback: Retiro tudo o que já disse sobre a banalidade do Pedro Correia. Agora que o Rafael o ganhou para a revolução, é a mim que cabe a auto-crítica. | cinco dias

  3. MetroidSamus diz:

    O Pedro Correia tem toda a razão quando escreve:

    Vocês são mais papistas que o Papa, Rafael. Nem a Al Qaida, que eu saiba, pôs em causa a versão norte-americana (caucionada por Barack Obama, Nobel da Paz) de que a figura nº 1 do terrorismo internacional foi abatida numa troca de tiros: era matar ou morrer. Tratando-se de quem se tratava, era de supor que não se entregaria sem luta. O que fazer? Deixar tal figura mais dez anos à solta, bafejada pelas evidentes cumplicidades com as forças armadas paquistanesas? Deixá-la matar mais uns milhares (ainda há poucos dias, em Marrocos, foram ‘despachados’ mais uns tantos?). Ser cúmplice de novos crimes por inacção?
    Há limites para a tolerância perante esse crime hediondo que é o terrorismo: até por motivos ideológicos, esperaria de vocês um repúdio total e sem ambiguidades deste crime, tenha o pretexto político que tiver. Não por acaso, o Conselho de Segurança da ONU – órgão máximo da jurisdição política internacional – elogiou por unanimidade a operação norte-americana.
    Gostaria, nesta ocasião, de encontrar no vosso blogue opiniões como esta que o ex-líder parlamentar do PCP, Octávio Teixeira, emitiu ontem na SIC: «Congratulo-me com esse facto [morte de Bin Laden]. Bin Laden foi o inspirador dos atentados mais mortíferos contra populações indefesas.» Ou esta, hoje pronunciada pelo deputado do BE João Semedo na RTP: «Ter desaparecido um símbolo [do terrorismo] é seguramente um passo no enfraquecimento dos meios e das organizações que se dedicam ao terrorismo.»
    Sendo outro o vosso trilho, não se surpreendam que isso vos leve a receber críticas. O contrário é que seria de espantar. E pode chamar-me bárbaro à vontade: garanto que não me ofendo.

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