solidariedade com xs réus no processo crime acerca de “a filha rebelde”. mais uma tentativa de branquear a pide.

Vamos assistir em solidariedade, em silêncio e pacificamente, com um cravo vermelho.
3 de Maio · 9:00 – 12:00. 2º juizo criminal, 3ª secção, avenida d. joão II, 10801 – edifício b. lisboa

“Dia 3 de Maio, pelas 9h15, um julgamento que nos remete para os tempos da ditadura.
Margarida Fonseca Santos (autora), Carlos Fragateiro e José Manuel Castanheira (ex-directores do Nacional D. Maria II) – somos acusados, pelos sobrinhos de Silva Pais, dos crimes de difamação e ofensa à memória de pessoa falecida. No seu entender, denegrimos a imagem do último director da PIDE com a adaptação para teatro do livro A Filha Rebelde (de José Pedro Castanheira e Valdemar Cruz), feita para o TNDM em 2007, com encenação de Helena Pimenta.
O Ministério Público não acompanhou a queixa.
Conquistámos, no 25 de Abril, a liberdade de expressão, que está agora posta em causa. Mas, mais grave ainda, esta é uma tentativa de branquear a imagem daquele que foi o responsável máximo da PIDE – a polícia política que perseguiu, torturou e matou muitos opositores ao regime, entre eles o General Humberto Delgado.” Margarida Fonseca Santos

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6 respostas a solidariedade com xs réus no processo crime acerca de “a filha rebelde”. mais uma tentativa de branquear a pide.

  1. António Paço diz:

    Andam a aprender com os franquistas, que descobriram que podem usar o sistema judicial para processar aqueles que denunciam os crimes de Franco e seus sabujos em nome da protecção do… «bom nome» dos seus antepassados carniceiros!

    • Luis Almeida diz:

      E, nem se pode argumentar que é a “justiça dos vencedores” contra os “vencidos” ( da Guerra Civíl Espanhola), porque cá, os “vencidos” do 25 de Abril de 1974 ( refiro sempre o ano para ser claro… ) foram os fascistas e nós os “vencedores”! Pelo menos é o que ingenuamente pensávamos…

  2. subcarvalho diz:

    “Vamos assistir em solidariedade, em silêncio e pacificamente, com um cravo vermelho.”…E já agora a horas certas!?
    Essa cambada precisava era de levar nas bentas!…qual pacificamente, qual carapuça!

  3. sportiguista ateu diz:

    Pena que uma faixa etária dos actuais políticos já não ligue a mínima a assuntos com este, caso contrário teriam mais juizo, e não era preciso um fmi qualquer mandá-los à fava!

  4. É preciso combater o princípio da lei em si: a ideia segundo a qual é ilegítimo difamar os mortos. Devia ser legal dizer o que se quer sobre os mortos e ponto final. Incidentemente, as leis contra a difamação também deviam ser abolidas. Difamar é imoral, mas não é crime: não merece ser punido pela força. Estas leis servem sobretudo para proteger os poderosos.

    Simplesmente criticar a sua aplicação a um caso específico é de louvar, mas não faz nada para garantir que o absurdo não se repita daí em diante, no mesmo contexto de crítica ao regime do Salazar, ou noutro contexto qualquer (por exemplo, a Esquerda a castigar algum autor por dizer mal dum esquerdista qualquer de outrora).

    Um bom debate é um debate cheio de insultos, difamações, críticas virulentas e ironias. Deixemo-nos de mariquices! (e perdão para as sensibilidades pró-maricas aqui do sítio).

  5. José Maria diz:

    Foi preciso ler a edição de hoje do El País para me dar conta deste caso e também que ando a ler diariamente os jornais errados (Público, DN, TV’s), onde não dei conta de nenhuma referência ao caso, grave, muito grave. Sinal das tendências? A estarmos atentos.

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