Miguel Serras Pereira consegue os mínimos para os Olímpicos da Mentira

Miguel Serras Pereira é uma personagem que me encanta. A forma como policia a blogosfera criticando tudo o que ponha em causa a democracia burguesa e as tácticas e estratégias menos claras do imperialismo é fantástica. Às vezes, penso que não há um mas vários Miguel Serras Pereira. Só assim se pode compreender a rapidez com que comenta tudo o que mexe e que traduz do francês para o português. Às vezes, julgo que ele próprio escreve em francês para poder fazer a tradução para o português. É uma espécie de fetiche. Da cabeça aos pés, Miguel Serras Pereira é pura masturbação intelectual.

Desta vez, critica o que escrevi sobre a detenção e extradição do jornalista sueco-colombiano Joaquín Pérez Becerra por parte do governo de Hugo Chávez. Usando a mentira e a manipulação, Miguel Serras Pereira considera que os contactos estabelecidos por Becerra com o Estado sueco foram uma forma de procurar “apoios contra o governo da Colômbia, passando por cima da independência nacional desta e solicitando a intervenção de forças estrangeiras contra o regime colombiano”.

Miguel Serras Pereira mente descaradamente porque sabe do desconhecimento que grassa nos blogues portugueses sobre a actividade de Joaquín Pérez Becerra. Sente-se à vontade para apagar que o jornalista sueco-colombiano defendeu junto do governo sueco um fim negociado do conflito colombiano para acabar com a terrível guerra que dura há quase meio século. Becerra nunca pediu qualquer intervenção de forças estrangeiras contra o regime colombiano. A mentira é tão ridícula que não tem ponta por onde se lhe pegue.

Mas Miguel Serras Pereira mentiu para tentar descredibilizar a minha posição sobre o conflito líbio. Só uma cabeça assim podia produzir tal mentira para dizer que eu defendo a intervenção externa na Colômbia e não na Líbia. Não só não defendo a intervenção externa na Colômbia como a condeno. É que Miguel Serras Pereira esquece-se de que na Colômbia os Estados Unidos já intervêm sem qualquer pudor na luta contra as FARC. Ao contrário dos “rebeldes” líbios, as FARC são contra qualquer intervenção externa e batem-se pela resolução interna do conflito. Isso não quer, contudo, dizer que não possa haver contactos internacionais que promovam a resolução do conflito.

Para terminar, repito que não estou ao lado de Kadhafi. Os que apoiaram e apoiam o assassinato do povo líbio por parte do imperialismo querem lavar as mãos acusando os que não os apoiam de estar ao lado de Kadhafi. É uma manobra conhecida e deplorável. Como não souberam esconder as suas simpatias pelos sanguinários da NATO, acham que estamos do lado dos seus inimigos. Querem fazer esquecer que durante anos Kadhafi teve o apoio do imperialismo. Tenham vergonha.

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33 respostas a Miguel Serras Pereira consegue os mínimos para os Olímpicos da Mentira

  1. José diz:

    “Para terminar, repito que não estou ao lado de Kadhafi.”
    Bom, não estará. Mas lá que parece, parece.

    • Rocha diz:

      Não estamos ao lado de Kadhafi e não estamos lado da NATO, esta é a posição de qualquer esquerda e de qualquer anti-imperialista que se preze. NÃO é a vossa! Tenham vergonha!

      E acrescento que não estou ao lado das marionetas “rebeldes” da CIA e da NATO.

      Quanto à Colômbia, como sempre, nem piam. É pela indiferença que branqueiam a Ditadura genocida, narco-paramilitar da Colômbia.

      • José diz:

        Óptimo para os Rochas, sejam eles quem forem, que não estão ao lado do Kadhafi nem ao lado da Nato. Estão sempre contra a Nato, sejam quem forem os opositores. Que bom para os Rochas que se prezam.
        Como não costumo falar ou escrever no “nós” masjestático”, só posso achar que os Rochas precisam de óculos ou de alguma sobriedade.
        Registo que os líbios que lutam contra o governo são:
        a) rebeldes,
        b) marionetas da CIA e da NATO.
        Claro que os tunisinos, os egípcios, os iemenitas ou os afegãos que lutam contra o governo, são patriotas, ponto final parágrafo.
        A Colômbia é uma “Ditadura genocida, narco-paramilitar da Colômbia.”??
        Sempre achei que não valia a pena discutir com quem se encontra em défice de sobriedade.
        Claro que o facto de haver eleições para presidente, Câmara de Deputados e Senado e as FARC sempre se recusarem a candidatarem-se é um pormenor desprezável.
        Às urnas dos votos preferem as outras.

        • Bruno Carvalho diz:

          Só a sua ignorância ou reconhecimento da sua própria mentira lhe permite dizer sem pestanejar que as FARC se recusam a participar nas eleições quando se sabe a carnificina que aconteceu quando a União Patriótica participou em vários processos eleitorais. Vá investigar um pouco antes de disparar contra quem define o Estado colombiano como uma ditadura genocida apoiada pelo narcoterrorismo e pelos Estados Unidos.

          A sua noção de patriotismo qual é? A de lutar contra um governo com o apoio dos mesmos que antes apoiavam esse governo? Vá comprar uns óculos.

          • José diz:

            Obrigado, de facto já preciso. Sobretudo para ler este tipo de comentários, sumarentos de conteúdo.
            Curioso que a UP, que o melhor resultado que obteve foi inferior a 5%, foi perseguida nos anos 80 e 90 por paramilitares E narcotraficantes.
            Curioso que a sua contabilidade não inclua as dezenas de milhares de mortos pelas Farc.
            Curioso que a sua contabilidade não inclua a indústria de raptos das Farc.
            O que é que patriotismo tem a ver com luta partidária? Quantas vezes partidos comunistas se uniram a outras formações, a quem anteriormente se opunham, na luta contra um adversário comum?

          • Bruno Carvalho diz:

            Ou seja, como a UP só teve 5% dos votos isso quer dizer o quê? Que a perseguição era mais legítima? Que as FARC não tentaram participar na vida política sem recorrer à luta armada?

            Quanto ao argumento dos paramilitares não vale a pena insistir. Está mais do que provado o envolvimento do Estado colombiano com essas organizações na matança de milhares de militantes da União Patriótica, do PC Colombiano, dos sindicatos, etc.

          • José diz:

            Quer dizer isso mesmo, que a melhor votação que obteve foi de 4,6%, que a implantação das ideias da FARC na sociedade colombiana eram dessa dimensão.
            Quer dizer que a indústria de terror, de narcotráfico, de raptos, tem sido mais gratificante do que a prática política mais, digamos assim, pacífica.

          • Bruno Carvalho diz:

            Felizmente, não temos a mesma noção do que é a democracia. Durante esses processos eleitorais, foram assassinados milhares de membros da União Patriótica. Para si, isso não importa e não condiciona as eleições, a participação popular e a orientação de voto. Sinta-se feliz com isso. Às vezes, a ilusão traz felicidade.

          • Rocha diz:

            José: veja a democracia que você defende e olhe a bem nos olhos!

            Por lucha de clases
            La detención y posterior extradición al ejército colombiano del Joaquín Pérez Becerra ha provocado un gran descontento entre los trabajadores y los sectores revolucionarios del PSUV. Muestra que es necesario luchar como un solo hombre para cambiar radicalmente la política exterior del gobierno bolivariano.
            Joaquín Pérez Becerra fue Concejal de la Unión Patriótica y el Partido Comunista Colombiano a principios de los años 90. Era además comunicador social, escritor perseguido criminalmente en Colombia por su oposición al régimen paramilitar.

            Fue concejal de la UP en la primera mitad de la década del ´90 en el municipio de Corinto, departamento del Valle del Cauca. Ahí fue secuestrada su ex esposa por grupos narco-paramilitares. El genocidio contra la UP fue de tal magnitud que todos los alcaldes que fueron elegidos en las elecciones del 1988 fueron asesinados, menos dos. Centenares de concejales pasaron la misma suerte y decenas de senadores y diputados de la cámara de representantes fueron también asesinados, como casi 5.000 de sus más destacados militantes.
            http://www.luchadeclases.org.ve/venezuela-leftmenu-161/6971-becerra

            Os comunistas colombianos, os combatentes das FARC e muitos sindicalistas foram parte desta União Patriótica. Você acha que eles tinham poucos votos, um argumento repugnante perante o genocídio, os governos colombianos preferiram exterminar a UP.

          • José diz:

            Não coloque na minha mão palavras que não escrevi:
            “Para si, isso não importa e não condiciona as eleições, a participação popular e a orientação de voto”

          • José diz:

            Este Rocha é divertido.
            “Você acha que eles tinham poucos votos, um argumento repugnante perante o genocídio, os governos colombianos preferiram exterminar a UP.”
            Se eles tivesse muitos votos, o argumento deixava de ser repugnante.
            É dito que os governos colombianos “exterminaram” a UP. Será, admito que sim, mas não consegui ver outras fontes que tal confirmem. Em contrapartida, li diversas fontes em que milhares de colombianos morreram nos anos 80 e 90, de diversas forças políticas, de direita e de esquerda, mortos na luta política armada que então se gerou, bem como na sequência do banditismo alimentado pelos narcotraficantes.
            Também é verdade que as FARC mantém uma indústria de terror, de extorsão, de raptos.
            Também é verdade que aqui ninguém quer comentar essa indústria.
            Não me parece que a sociedade colombiana propriamente das mais democráticas.
            Não me parece que os partidos tradicionais colombianos sejam constituídos por meninos do coro. Estes encontram-se todos, pelos vistos, nas FARC.

      • miguel serras pereira diz:

        Quanto à Colômbia, o apoio às FARC não é, felizmente, a única maneira de combater a dominação oligárquica que o actual regime assegura. Por outro lado, se é certo que a democratização efectiva de uma sociedade implica mais do que a ida às urnas, isso quer dizer que é preciso multiplicar as instâncias de participação e decisão dos cidadãos comuns, e não que o direito de voto deva ser abolido ou secundarizado. A substituição dos processos de participação governante igualitária aos mecanismos do sistema representativo assentes na passividade dos cidadãos e impondo-lhes a renúncia ao autogoverno faz-se, como disse Rosa no seu tempo, aprofundando as liberdades e os direitos democráticos já conquistados e não fazendo da sua supressão a via da transição para a democracia real (“socialismo”).

        msp

        • Rocha diz:

          O José acha divertido, o MSP (à boa maneira do Boaventura) dá lições democráticas ao povo e à esquerda da Colômbia.

          Reformistas e pseudo-esquerdistas por indiferença ou por militância dão o seu contributo para a “causa” – a defesa do regime genocida da Colômbia.

          Pois é a pequeno-burguesia que melhor apoia o fascismo, mais uma vez se demonstra.

  2. miguel serras pereira diz:

    1. O Bruno Carvalho faria bem em aprender a traduzir do português para português.
    A “intervenção de forças estrangeiras” não se traduz necessariamente numa acção militar: as pressões diplomáticas, as sanções económicas, etc. também são “intervenções”. Ou BC não acha que o bloqueio imposto a Cuba foi uma “intervenção”, “interferência” ou o que queira chamar-lhe de “forças estrangeiras”?
    2. Não sei se BC apoia ou não subjectivamente Kadhafi. No entanto, os seus posts sobre o assunto são propaganda contra os insurrectos e desautorizam a sua acção. Basta lê-los.
    3. Não condeno indiscriminadamente qualquer tentativa de recurso às Nações Unidas ou de obtenção de apoio internacional genérico que se traduza numa intervenção nos assuntos internos de um outro Estado. Apoiei as sanções contra o regime de apartheid da Àfrica do Sul, apoio que se adoptem medidas – incluindo, se necessário, o envio de tropas das Nações Unidas para o terreno – que obriguem Israel a mudar de política em relação aos palestinianos, apoio um eventual embargo comercial e outras pressões não-“invasoras” no caso da Síria, etc., etc. Numa palavra, as modalidades da intervenção a apoiar terão de ser ponderadas tendo em conta a situação concreta, mas o seu critério deverá dar sempre e democraticamente dar prioridade à defesa das liberdades e direitos sobre a “independência nacional” deste ou daquele país, com o meu à cabeça.

    msp

    Post scriptum: Registo que o BC não diz uma palavra sobre o facto de ter censurado um indulgente comentário meu ao seu primeiro post sobre o caso Becerra.

    • Bruno Carvalho diz:

      1. A sua expressão “intervenção de forças estrangeiras” diz tudo sobre o que disse e que agora tenta aligeirar. É mentira que Joaquín Pérez Becerra quisesse alguma intervenção que não fosse no plano diplomático a facilitação de condições a negociações de paz.

      2. Desautorizo qualquer intervenção imperialista.

      3. Eu não encaro as Nações Unidas como uma estrutura democrática e imparcial. Nesse sentido, a maioria das decisões estão subordinadas aos interesses das potências que dominam o Conselho de Segurança. Embora, pontualmente, possa haver decisões justas elas nunca decorrem da vontade genuína dessas potências. O meu critério será sempre de defender os interesses dos trabalhadores e dos povos.

      Post-scriptum: Censurei o seu comentário porque já há espaço suficiente para mentiras nos meios de comunicação social e na maioria dos blogues. Esta vai ser a minha última resposta aos seus comentários a este post. Felizmente, o meu tempo está ocupado com coisas interessantes e não pretendo desperdiça-lo a discutir as suas mentiras e manipulações.

      • José diz:

        Por favor, esclareça-me: há intervenções imperialistas e intervenções não imperialistas?

        • Bruno Carvalho diz:

          Há, efectivamente, intervenções que não são apoiadas pelo imperialismo e outras que o são. Isso não quer dizer que o imperialismo não intervenha contra as intervenções externas que ponham em causa o seu domínio e interesses. Aconteceu no Afeganistão com o apoio dos Estados Unidos aos talibãs contra a intervenção da URSS no apoio ao governo democrático afegão. Aconteceu em Angola com o apoio dos Estados Unidos e da África do Sul aos que combatiam o apoio de Cuba ao povo angolano.

          • susana diz:

            bruno carvalho, cuba apoiou o mpla, resultando no josé eduardo dos santos. parece-lhe um bom resultado?

    • A.Silva diz:

      “não acha que o bloqueio imposto a Cuba foi uma “intervenção”, ”
      FOI??? mas qual foi, É!!
      E mais, é um crime bárbaro contra um povo!

  3. José diz:

    Bom, então há boas e má intervenções, e o Bruno não condena as intervenções. Apenas as que não lhe agradam.

    • Bruno Carvalho diz:

      Como é óbvio não condeno as intervenções que sirvam para dar apoio aos interesses da classe trabalhadora. E o senhor? Quais é que apoia? As que lhe agradam ou as que agradam ao imperialismo? Ou ambas?

      • José diz:

        Ah, ok. A intervenção soviética em apoio ao governo saído do golpe que assassinou o presidente Amin – que por sua vez havia tomado o poder noutro golpe que afastou a monarquia, assassinando o pm da altura – é uma intervenção boa, em defesa do “governo democrático afegão”, em “apoio aos interesses da classe trabalhadora” nas suas palavras.
        Evidentemente que todos os mortos na guerra que se sucedeu, não eram trabalhadores, não eram povo. Certo.
        O apoio soviético e cubano ao marxista MPLA foi em prole do povo angolano, como agora se vê, com os brilhantes resultados que o povo, representado pela família Dos Santos e alguns militantes de topo do MPLA, têm obtido nos mercados financeiros e outros, um pouco por todo o mundo. Estou certo que o povo angolano estará eternamente reconhecido por os cubanos e os soviéticos terem militarmente ajudado a que essa camarilha cleptocrata conquistasse e se mantivesse no poder.
        Enfim, os “rebeldes” líbios e sírios não são trabalhadores nem povo, ao contrário dos afegãos, egípcios, tunisinos e iemenitas.
        A consistência das suas posições pode ser um passeio de bicicleta num cabo de aço. A ideologia e o tacticismo podem cegar.

        • joaovalenteaguiar diz:

          Comentário idiota. Não foram os soviéticos, os cubanos ou os angolanos revolucionários que falharam mas parte da direcção do MPLA que traiu os ideais. Mesmo assim vc acha que por acaso a UNITA apoiada como era por uma África do Sul fascista e praticante do apartheid iria ser mto amiguinha do povo angolano? Não se esqueça que a UNITA tinha uma teoria rácica, onde parte das tribos (ou do que eles achavam que eram etnias diferentes) deveria subjugar e se possível exterminar uma outra grande parte do restante povo angolano (segundo o Savimbi e amigos, de outras etnias). Se a UNITA tivesse vencido a guerra você teria assistido ali a um Ruanda numa escala ainda superior. O Eduardo dos Santos, de quem eu não tenho a mínima simpatia, seria um menino de coro à beira do Savimbi e amigos. E, por outro lado, a vitória do Eduardo dos Santos na hierarquia do Estado angolano foi posterior à morte do Agostinho Neto. Apenas lembrar que os cubanos deram, como pude comprovar acima, um contributo inestimável para derrotar o apartheid e as intenções rácicas e genocidas da UNITA.
          E prole não tem “e” neste caso. Prole é o conjunto de filhos, descendentes, etc. Prol é em ou a favor de… Mas isso é o menos relevante.

          • Justiniano diz:

            Ora, caro JVA, mas que raio de discurso é este pejado de tretas, bolsas de ar e litanias a martelo!! Mas que raio de prelecção pretende Vcmcê oferecer aqui, condenando de trejeito uns e absolvendo outros!!? De onde lhe adveio todo esse saber!!??
            Porque reage Vcmcê à laia de ardina sempre que a coisa passa pelos excomungados da Colombia, China, Angola, Vietnam…!!??

          • Justiniano diz:

            E digo-lhe isto, caro JVA, por o haver em consideração!! Sem outro intuito que não o de que se releia!!

          • José diz:

            Obrigado pela correcção: era em prol, evidentemente, e na prole de alguém que pretendia falar.
            Em tudo o resto, faz um exercício de what if, inútil em história. O que é um facto é que a solidariedade internacionalista produziu a Angola que hoje existe e apostou num José Eduardo dos Santos – sim, já era presidente quando boa parte dos combates se realizaram.
            E não, não era apenas a Unita que estava em confronto com o MPLA.
            E não, não conheço quaisquer teorias genocidas da Unita.
            E sim, o seu comentário não parece excessivamente inteligente.

  4. Miguel Lopes diz:

    “Como é óbvio não condeno as intervenções que sirvam para dar apoio aos interesses da classe trabalhadora.”

    Pronto caramba! Bastava isto para fechar a questão levantada pelo Miguel Serras Pereira. Ou seja, o problema não é a ingerência enquanto meio, mas a ingerência enquanto fim.
    Isso quer dizer que não levantarias nenhum problema se um governo progressista desse apoio logístico e militar às FARC. Certo?

    Abraço

    • miguel serras pereira diz:

      Miguel Lopes,

      já o tenho visto mais inspirado. A questão de fundo que eu levanto é a que fundamenta a seguinte ideia: “Numa palavra, as modalidades da intervenção a apoiar terão de ser ponderadas tendo em conta a situação concreta, mas o seu critério deverá dar sempre e democraticamente dar prioridade à defesa das liberdades e direitos sobre a “independência nacional” deste ou daquele país, com o meu à cabeça”.
      Ou seja os que se batem pela extensão das liberdades e direitos referidos e pela democratização da “economia política” local e/ou globalmente dominante podem e devem aceitar e reclamar todos os apoios que não os obriguem a hipotecar esses objectivos. E podem e devem estar-se nas tintas para a questão de saber se esses apoios respeitam ou não essa superstição hierárquica chamada “independência nacional”.

      Saudações democráticas

      msp

  5. Justiniano diz:

    Caro Bruno Carvalho, Vcmcê não alomba uma minimamente decente!!
    A quem, como o Bruno Carvalho, escreve com o furor dos últimos dias, grita a denúncia com leituras de andarilho levantado, entoa, com leveza, ódes à vergasta e lamurias peitadas, não se lhe pode oferecer o benefício da estulta ingenuidade, mas tão só a tonta cabeçada!! De que se queixa Vcmcê, verdadeiramente!?

  6. xatoo diz:

    é de nos congratularmos por Bruno Carvalho não ter apagado qualquer comentário dos seus interlocutores à direita masi conservadora, Josés, MSP&all. Para censurar comentários à esquerda é que é!

  7. Pingback: Suécia pede explicações a Hugo Chávez | cinco dias

  8. fuser diz:

    de facto, só algum mentecapto mal intencionado poderia crer – ou pior, querer fazer crer os outros – que um país como a Suécia, conhecido que é o seu belicismo intervencionista, pudesse influenciar ou ser influenciada a agir militarmente contra outro estado soberano.

    MSP, percebe-se, tem o intervencionismo de tal inculcado que coloca essa hipótese absurda.

    • miguel serras pereira diz:

      Fuser,
      já tentou fazer-se de parvo sozinho? Olhe que prejudica menos a sua reputação. Onde é que me ouviu falar de intervenção militar sueca? Ou as pressões diplomáticas, as sanções económicas, etc. só são intervenções quando se fazem contra Cuba? (Vá lá, não se precipite: eu não estou a dizer que apoio o boicote a Cuba, só estou a dizer que é uma “intervenção”…)

      msp

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