O José Manuel Fernandes e a Helena Matos não precisam de legenda

José Manuel Fernandes, está visto, fica furioso quando o “seu” Público dá à estampa matérias que nem são do seu agrado, nem cumprem com aquilo que na sua cabeça são as regras do bom jornalismo. O homem que como director do Público alinhou em iniciativas do PSD para defender a privatização da Segurança Social (dando ordens para que o seu nome não fosse citado nas iniciativas), o homem que fez a cobertura da guerra do Líbano a partir de Telavive e a convite da embaixada israelita em Portugal e o homem que quando sai de um dado partido em minoria rouba o título do jornal, já não tinha, diga-se, grande crédito quer como jornalista quer como activista. Agora, irado, questiona a competência dos historiadores  que tenham também actividade política e exige que, quando são entrevistados para o “seu” Público, sejam legendados com a sua militância. Saberá JMF que nome se dá a isto? O que escreveu sobre Francisco Martins Rodrigues, na manhã do seu funeral, já por aqui se disse tudo com bastante clareza, pelo que resta apenas esclarecer que a Rubra não é um projecto nem do FMR nem da Política Operária, personalidade e organização pelas quais tendo todo o respeito não fazem parte da revista.

A Helena Matos, que na caixa de comentários do JMF até diz coisa com coisa, vem, na saga da legenda, citar um jornal de 13 de Novembro para ter razão sobre algo que é dito sobre o 25, tentando provar que à imagem de outras contra-revoluções a portuguesa foi igualmente violenta e não, como de facto se passou, uma contra-revolução democrática. Ao lado do que se passou na Argentina, no Chile e um pouco por todo o lado onde os amigos de JMF e HM fizeram golpes reaccionários, o 25 de Novembro foi obscenamente pacífico. Tivesse sido de outra maneira, os fascistas, os liberais e os esquerdistas de pacotilha de ontem não estariam hoje tão bem colocados face à sua manifesta ignorância, incompetência e lastro.

Segue-se a notícia da polémica:

“O PCP nunca tentou fazer um golpe” e Álvaro Cunhal “nunca quis fazer uma revolução socialista em Portugal”

O projecto do PCP incluía um capitalismo regulado, a manutenção de Portugal na NATO e da propriedade privada. É o que conclui a historiadora Raquel Varela.

Nos primeiros dias de Maio de 1974, Mário Soares reúne-se com diplomatas britânicos e informa-os de que o Partido Comunista Português (PCP) tem obrigatoriamente de integrar o Governo Provisório. Se tal não acontecesse, Álvaro Cunhal poderia exigir eleições imediatas e o PCP venceria as legislativas. É o partido político mais bem organizado, com cerca de dois mil militantes, preparadíssimo para os actos eleitorais, argumenta Soares, notando que, no executivo, os comunistas seriam imprescindíveis para o controlo do movimento social.

Em carta, o embaixador norte-americano em Bona justifica às autoridades do seu país a necessidade, sublinhada pelo fundador do PS, de partilhar o poder com o PCP: “Soares avançou duas razões para a inclusão dos comunistas no Governo: primeiro, como o novo Governo era nomea-do em vez de eleito, achava-se que se os comunistas não entrassem no Governo iam pressionar para eleições livres imediatas; segundo, os próximos meses iam ser decisivos para o Governo lidar com os inúmeros problemas de Portugal e seria muito melhor ter os comunistas a partilhar responsabilidades pelos sucessos e falhanços do seu Governo do que estarem numa posição crítica.”

Revolução fora dos planos

Para Raquel Varela, historiadora e autora do livro A História do PCP na Revolução dos Cravos (Bertrand), onde se podem ler alguns dos registos da jornada europeia de Soares (depositados nos National Archives, na Grã-Bretanha), o temor do líder socialista não sustenta a ameaça de uma tomada de poder pelo PCP. Porque os comunistas nunca o quiseram – nem no período imediatamente após o 25 de Abril, nem em Novembro de 1975. “Nunca existiu o risco de o PCP tomar o poder em Portugal. Esse argumento é desmentido pela documentação, mas foi utilizado pelo PS para aliar-se aos sectores mais reaccionários da sociedade, nomeadamente a hierarquia da Igreja e das Forças Armadas”, afirma a investigadora, que justifica os alertas transmitidos por Soares com “a necessidade de existir um Governo de frente popular na transição para o regime democrático”.

A recusa do PCP em lutar por uma revolução socialista, optando politicamente por um projecto de capitalismo regulado, sem exigir a saída de Portugal da NATO e o fim da propriedade privada, é um dos elementos-chave do livro de Raquel Varela, versão editada da sua tese de doutoramento em História Política e Institucional no ISCTE (Instituto de Ciências do Trabalho e da Empresa). A História do PCP na Revolução dos Cravos é uma análise, amplamente documentada e detalhada, das estratégias e das políticas do PCP durante os 19 meses que distaram entre a Revolução e o 25 de Novembro de 1975, quando um golpe militar encerrou o período revolucionário.

É precisamente a partir da investigação sobre este dia, ou melhor sobre as posições tomadas pelo PCP nesta data, que Raquel Varela chega à conclusão de que a tese sobre a ambição dos comunistas de formarem um Governo PCP na Europa Ocidental do pós-guerra não passa de um mito. “Os próprios documentos soviéticos e norte-americanos revelam isso. O que o PCP queria era estar integrado num Governo com o PS, queria negociar lugares com os socialistas”, diz, notando que Cunhal “nunca quis fazer uma revolução socialista em Portugal”. “Defende-a, mas todo o seu argumentário é de que não há condições para a fazer. Cunhal foi-se adaptando ao rumo da revolução – o que quer em Abril de 1974 é diferente do que defende em Junho do mesmo ano. Não questionou a manutenção de Portugal na NATO num quadro de regime capitalista, mas, de acordo com a relação de forças, quis sempre ganhar o maior número de direitos para os sectores de trabalhadores.”

Varela lembra ainda que, apesar do rompimento entre PS e PCP a partir de Março de 1975, os projectos dos dois partidos, ainda que distintos, não eram antagónicos – estava excluída a equação ditadura versus democracia, capitalismo versus socialismo, considera a historiadora.

O acordo de Cunhal

Para contrariar a teoria, comummente defendida, de que o PCP liderou o golpe de 25 de Novembro ambicionando tomar o poder (tendo sido obrigado a recuar quando se confrontou com uma adversa relação de forças), Raquel Varela apresenta uma narrativa, hora a hora, dos acontecimentos vividos naquele dia. A partir da análise de um vasto número de fontes documentais, a investigadora conclui que “o PCP nunca tentou fazer um golpe no 25 de Novembro ao qual o PS, o Grupo dos Nove e os sectores mais à direita responderam com um contragolpe”. Isto porque, afirma, o que aconteceu naquele dia “estava a ser preparado desde o Verão pela direita, para pôr fim ao processo revolucionário”.

Quem era essa “direita?” “Estamos a falar do Grupo dos Nove, do PS, da hierarquia da Igreja Católica e até de alguns sectores da extrema-esquerda, como o PCTP/MRPP, que apoiou o golpe”, responde. E salienta, tal como se pode ler no seu livro, que Álvaro Cunhal, secretário-geral do PCP, foi um dos dirigentes políticos que evitaram a guerra civil. Porque precisamente no dia 25 firmou um acordo com o major Melo Antunes, do Grupo dos Nove, comprometendo-se a não resistir ao golpe militar. “Aquilo que o PCP controlava e que poderia ter levado a uma ruptura de guerra civil – os fuzileiros, a Intersindical – recebe ordens para recuar. As unidades militares de esquerda tinham mais força do que as de direita e, no entanto, não reagem a um golpe que acontece e termina sem mortos. E a única justificação para terminar sem mortos é porque o PCP acorda em não resistir”, argumenta.

Embora o encontro entre Cunhal e Melo Antunes a 25 de Novembro de 1975 esteja documentado, Varela acredita que o acordo tenha decorrido alguns dias antes do golpe que pôs fim à crise político-militar e terminou com a duplicidade de poderes nas Forças Armadas. Até porque os Nove poderiam adivinhar que as unidades militares afectas ao PCP não deixariam de responder a uma insurreição militar, como acontecera a 28 de Setembro de 1974 e 11 de Março de 1975, refere Raquel Varela.”

Por Maria José Oliveira no Público de ontem.

Via Clube dos Jornalistas.

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28 respostas a O José Manuel Fernandes e a Helena Matos não precisam de legenda

  1. Não te preocupes Raquel.

    Esse referido já era um idiota quando a gente o conheceu no MAEESL (embora fôsse um dos nossos idiotas…) e pelo visto continua na mesma senda.
    Deixá-lo está-lo, alguma “coisa” o há-de levar no tempo próprio.

    🙁

  2. Renato Teixeira diz:

    Maradona, vai postar o Forlán em tronco nú para a tua tasca, pá.

    • maradona diz:

      aceito com humildade a censura (que considero ser imperiosa), mas não me faças sentir mal vindo a este espaço, que é, a grande distância (e apesar de não me consiguir preocupar com os “povos” e as “populações” e tal, mas não lhes quero mal) o meu eleito para descontrair da vida de literatura em estrangeiro e dessas merdas assim. cometi, com toda a probabilidade, um excesso, que tentarei evitar em intervenções fulcrais futuras. as minhas deculpas.

      PS: mas mantenho que o josé manuel fernades tem duas barrigas, uma por cima do cinto, outra por baixo do cinto.

  3. António diz:

    “Não é inóquo vender a tese de que o PCP é um cordeirinho pascal”, diz o nosso rapaz. Inóquo (sic) não será. Talvez seja só inócuo. Mas de inocuidades (ou será inoquidades?) está a cabecinha dele cheia. Só que agora já nem em bom português as embrulha.

    • Renato Teixeira diz:

      É o novo acordo ortográfico. 🙂

      • António diz:

        Comentei ontem o post dele e, para além da sua má caligrafia intelectual, chamei a atenção para a deficiente ortografia com que embrulha as suas sentenças e não é que o Roland Barthes da Brandoa (esta não é minha, mas não resisti) não o publicou???

  4. Ho Chi Mihn diz:

    Só uns apartes:

    a) As eleições à Assembleia Constituinte realizadas a 25 de Abril de 75 reveleram que, os votos somados do PCP + MDP + estrema-esquerda não ultrapassavam os 20% do eleitorado. o PPD teve mais e somando o voto do CDS, ficou claro que a direita (mesmo sem o PS) tinha o dobro do apoio popular.

    b) Durante o Verão de 75, ficou clara a correlação de forças amplamente favorável ao Grupo dos 9 dentro do MFA (para mais com o apoio dos otelistas). Sucede que, o próprio MFA era um movimento político que agrupava apenas um sector minoritário das Forças Armadas – isto é: a esmagadora maioria dos oficiais era bastante reaccionária.

    Em função das forças realmente existente no terreno, se calhar… não era mesmo possível fazer a revolução socialista até ao fim. E com efeito… ninguém a fez, de facto!

    É um bocado como a “estória” da manutenção da “propriedade privada”… Primeiro, as expropriações da banca, grandes empresas e latifundios sempre fez parte do programa do PCP e o PCP empenhou-se em fazer desse programa realidade durante o PREC. Depois, quando Lénine morreu, a “propriedade privada” existia na Rússia. Portanto, as vias tomadas em direcção ao socialismo podem ser variadas, podemos ou não concordar (e à posteriori é sempre fácil advinhar os números do euromilhões), mas não me parece muito sério os juízos de valor que nos brindam, pelo menos, neste post (não li o livro). Independentemente das aturadas pesquisas, metodologias e rigor científico (imaginando que a história pode ser “científica”) que imagino tenham sido aplicadas pela Raquel, o guião deste filme é o clássico do costume: pega-se na teoria da revolução permanente do Trotsky e prova-se a traição do álvaro Cunhal

    • Rocha diz:

      Também me pareceu que havia algumas imprecisões. Fora do PCP gostam de dizer que tudo seria muito fácil e era só querer que se venceria a reacção.

      Nem era fácil, nem se pode evitar alguns erros pelo caminho. E, neste caso, quem acha que se podia fazer melhor deve assumir com todas as letras que devia haver uma guerra civil, pois essa era a única alternativa ao desenlace do golpe de 25 de Novembro, tal como ele decorreu.

      • Renato Teixeira diz:

        Estou com parte do que disse o João Valente Aguiar na posta da Raquel. Acho que o debate interessante é perceber se o PCP tinha ou não razão sobre a correlação de forças. Estou em crer que esta tese faz particular sarna à dissidência “marxista” porque a sua capitulação foi em parte justificada pelo papão da ex-URSS e pela necessidade de salvaguarda da sua posição de classe.

        • Rocha diz:

          A correlação de forças era desfavorável, é isso que dizem todos os camaradas da esquerda militar do MFA que conheci. Era desfavorável na parte militar e no resto se atendermos ao resultado das primeiras eleições, embora a dinâmica fosse bastante positiva.

          Mas eu até acho que essa não é a questão, melhor ou pior a correlação de forças, o certo é que, fosse qual fosse o resultado de um confronto armado, teria de correr muito sangue.

          Este é um assunto delicado demais para falar com leveza, uma guerra civil poderia ser até mais sangrenta que a guerra colonial num curto espaço de tempo. A questão seria dar a vida pela revolução ou não, luta armada ou não. Um sacrifício desses não é fácil, nunca foi. Até os grupos armados antes do 25 de Abril (ARA, LUAR, maoístas) não arriscavam confrontos directos, era só sabotagem…

          • LAM diz:

            Admitindo que a correlação de forças não fosse favorável, o importante a sublinhar foi o papel do PCP até aí como tampão das lutas populares.

  5. Ho Chi Mihn diz:

    E claro: bastante pidesca essa coisa dum historiador ter de levar com os rótulos das suas reais ou imaginárias filiações partidárias

  6. Já vos disse, vou repetir:

    Nós tocamos muito mais «hearts & minds» do que voc’s sonhariam sequer, e há muito mais tempo…

  7. José Luis Moreira dos Santos diz:

    A propósito de JMF, sempre que distraidamente o ouço, lembro-me de um senhor meu vizinho que se dedicava a viver sem ocupação conhecida; contudo, para sobreviver, solteiro que era, fazia uns trabalhos ocasionais, pelo que, quando alguém, mais para o ouvir que para o apoiar, lhe dizia que ele estava mudado, que estava a ficar alinhado, ele, numa sinceridade que nunca se pode esperar de quem não tem essa reserva no sangue, dizia: burro velho não ganha andadura, e se a ganha pouco tempo dura. Mas tinha outra formulação para o mesmo assunto: quem nasceu para cinco, nunca chega a dez. JMF nasceu para ser o que é. Não acham bem?

  8. José diz:

    “As unidades militares de esquerda tinham mais força do que as de direita”
    Parece-me uma afirmação, no mínimo, pouco fundamentada, mas enfim.
    Seria necessário esclarecer o que significava unidade militar de “esquerda” e de “direita” em 1975.
    Depois, fazer uma avaliação da “força” de umas e outras não me parece algo fácil, mesmo para militares.
    A avaliação feita pelo PCP em 1975 sopesou as forças em conflito, que não se resumiam apenas às nacionais, mas, igualmente, às disponíveis dos dois blocos em confronto: Nato vs. Pacto de Varsóvia, e este encontrava-se longe e já muito ocupado noutras frentes.

  9. Pedro diz:

    O Soares disse, em Maio de 1974, que o PCP poderia vencer as eleições? O PCP, que me lembre, nos seus tempos gloriosos terá chegado aos 12%, que era o que a máquina partidária dava. E isto, na pátria do Bom Povo Português, rural e saido de quase cinquenta anos de antigo regime era já um feito assinalável,. (Ho Chi Mim, o MDP poderia contribuir para engordar os votos, mas não a extrema esquerda, obviamente). Acima da Marinha Grande, até o PS era minoritário. Portanto, o Mário Soares ou estava a delirar, confundindo Portugal com a Itália do pós-guerra, ou tinha uma estratégia esquisita., quando disse isso.

  10. Pedro diz:

    Está aqui o que valia o PCP no tempo que a sua máquina partidária ia limpar isto tudo: http://pt.wikipedia.org/wiki/Assembleia_Constituinte_(Portugal).
    Se era assim em 1975, o que dizer em Maio de 1974, com o Partido a sair da clandestinidade, com os tais míseros 2000 militantes, por mais voluntariosos que fossem? Mas chegavam para 100 sacristões. Sempre gostaria de ouvir o Soares sobre isto.

    • José diz:

      Seriam apenas 2000 militantes, mas eram mais 2000 do que qualquer outro partido na altura…

      • Pedro diz:

        Está a falar de militantes com ficha? Tem razão. Suponho que ainda agora o PCP tenha mais militantes do que outros partidos com mais votação. O que não lhe chega para tomar o poder agora, quanto mais nessa altura.

  11. Deixei por lá um comentário.
    Como talvez não venha a aparecer, aqui fica cópia.

    “Caro JMF:
    Quanto aos mortos, tem obviamente razão.
    Mas o mais interessante, em termos historico-antropológicos, é verificar que há quem não perca os velhos hábitos de apontar os «social-fascistas» a dedo. Neste caso, diria que o tiro lhe saiu um pouco canhestro.
    Não obstante, fica-me uma curiosidade: quando o senhor escreve alguma coisa acerca dos idos de 1974/75 (ou acerca de temas políticos em geral), costuma colocar uma legenda identificando-se como «ex-destacado militante do PCTP-MRPP»?”

  12. Jorge diz:

    Ainda esta conversa da traição da revolução. Esquerdistas, aventureiristas, idealistas dum raio!

    Como já aqui foi dito, tiveram de ser avaliadas tanto a correlação de forças nacional como a internacional. E acrescento que aqui o vizinho do lado ainda era um estado fascista.

    Queria ver quando as coisas começassem a doer o que é que acontecia aos esquerdistas de agora e então. Pediam uns trocos aos pais e exilavam-se?

    Se temos avançado a derrota era segura, a demonização dos comunistas seria hoje 10 vezes mais forte com a história dos vencedores a repetir até ao vómito, com prova provada, que os comunistas queriam tomar o poder contra a vontade do povo, instaurar uma nova ditadura etc etc etc..

    Pior de tudo, a direita e a extrema direita teriam a desculpa propícia para matar, prender, torturar comunistas e ilegalizar o PCP.

    Os atrasos que tudo isto iria causar na luta dos trabalhadores e do povo português serão assim tão difíceis de perceber?

    Quanto a Zé Manel não percebo a preocupação dele, o Público continua a cumprir o seu papel, dando voz ao anti-comunismo inclusive dos esquerdistas.

    • Renato Teixeira diz:

      Onde é que está o anti-comunismo?

      • Jorge diz:

        Na passagem da tal falsa ideia de que o PCP traiu a revolução.

        Funciona como anti-comunismo ou anti-pcp e favorece o BE, cujos partidos que o compuseram sempre foram lançando essa lengalenga para cima da malta principalmente dos jovens.

        Claro que o Zé Manel ficou irritado porque ao colocarem-se as coisas assim vai-se contra a ideia dominante de que o PCP estaria disposto a qualquer coisa para tomar o poder após o 25 de Abril.

        Foi esta ideia que ele considerou perigosa.

  13. Jorge diz:

    Na passagem da tal falsa ideia de que o PCP traiu a revolução.

    • Renato Teixeira diz:

      Olhe que não é esse o debate, pelo menos nesses termos, mas ainda que o fosse, desde quando isso é anti-comunismo? Questionar uma organização pelo que faz ou deixa de fazer é isso mesmo e não outra coisa qualquer. Acredite, anti-comunismo é outra história. Devia distinguir os outros campos da esquerda daqueles que se dedicam a caçar bruxas.

  14. Costa Ferreira diz:

    A autora também se podia dedicar a investigar a “estória” dos que em 1974/75 apelidavam os comunistas de traição e de “revisionistas” e esses “super-revolucionários” queimavam a propaganda do PCP nos pátios e jardins do Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa…
    Esses “super-revolucionários” foram parar ao PS, não foram Raquel? e tiveram responsabilidades políticas institucionais, não foi Raquel? Eram assim tão revolucionários quanto você… será genético? podia recolher a opinião deles sobre essa experiência e essa involução… estão tão perto de si… você conhece-os tão bem… transmitiram-lhe essa experiência…
    De comum? muitas coisas não é? até o anti-comunismo!
    Vai dizer que é uma provocação, pois é! mas está a pedi-las há tanto tempo!

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