José Manuel Fernandes e a «Legenda»

José Manuel Fernandes publicou ontem um texto onde lamenta que na entrevista que me fizeram no Púbico, a propósito da publicação do meu livro História do PCP na Revolução dos Cravos, não tenham posto uma legenda onde faziam a minha ficha política. Quem sabe uma estrela vermelha de 5 pontas no canto da fotografia.

José Manuel Fernandes lamenta assim que, desde que saiu do Público, os entrevistados não têm que responder à seguinte pergunta: «Antes desta entrevista diga por favor se tem ou já teve ou pretende ter alguma relação com comunistas?».

Às jornalistas que me entrevistaram nas últimas semanas, e me pediram o curriculum académico, na Antena 1, no Público, no Jornal de Letras, fica o recado – Era a ficha política!

Ao José Manuel Fernandes deixo o meu CV. Saudações!

CV Raquel Varela

Ano
Year
Grau académico
Academic degree
Instituição
Institution
Classificação
Classification
2010 PhD Fundação para a Ciência e Tecnologia/ISCTE Distinção e louvor
2006 Post-graduation Faculdade de Ciências Sociais e HumanasUniversidade Nova de Lisboa 17- Dezassete valores
2005 Graduation Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa 17 – Dezassete valores
De 1997 a 2000 Estudante de Direito – Law Student Faculdade Direito Universidade Coimbra  

 

Posição Actual/Actual Position

 

  • 2010 – Co-coordinator of the international project In the Same Boat? Shipbuilding and ship repair workers around the World (1950-2010). International Institute for Social History.
  • 16-20 March 2011 – Coordenadora Geral do Colóquio Internacional Greves e Conflitos Sociais no Século XX
  • 2010 – Coordenadora do Grupo de Estudos do Trabalho e dos Conflitos Sociais (IHC) (Coordinator of the Study Group on Labour and Social Conflicts)
  • 21-26 November 2010. Participante seleccionada da Masterclass de História Global do Trabalho por ocasião do 75º aniversário do Internacional Institute for Social History (Amsterdam) (cord. Prof. Jan Lucassen).
  • Setembro-Novembro 2010 – Formadora de Professores (Teaching experience). Curso «O Mundo entre Guerras», Associação Portuguesa de Professores de História.
  • 2010 Delegada do IHC na Conferência Internacional de Historiadores do Movimento Operário (ITH)
  • 2009 (…) Formador de História/História de Portugal – CCPFC/RFO – 27491/10
  • 2009 (…) Membro do Comité Preparatório da Conferência Internacional de Historiadores do Movimento Operário (ITH)
  • 2009 (…) Membro da Asociacíon Historiadores del Presente 
  • 2010 Comissão Científica do Colóquio Internacional Greves e Conflitos Sociais no Século XX
  • 2009 Comissão Científica do Colóquio Internacional O Fim das Ditaduras Ibéricas
  • 2009 Delegada do IHC na Conferência Internacional de Historiadores do Movimento Operário (ITH)
  • 2008 (…) Investigadora do Instituto de História Contemporânea /UNL
  • 2007 (…) Member of the Study Group on the Russian Revolution
  • 2006 (…) Member of the Mediterranean Studies Association

 

Livros (autor)
Books (author)

  • História do PCP na Revolução dos Cravos, Lisboa: Bertrand, 2011.
  • O Fim das Ditaduras Ibéricas. Lisboa: Edições Pluma, CEA, 2010 (cord. com Fernando Rosas e Encarnación Lemus)

 

 

Artigos em revistas nacionais  e internacionais com arbitragem científica
Papers in national and international periodicals with referees

 

  • «The Portuguese Communist Party». In Twentieth Century Communism. London: Lawrence & Wishart (para publicar no Issue nº 3, sping 2011).
  • «A revolução Portuguesa de 1974-1975 e o seu impacto na transição Espanhola para a democracia vista através da imprensa clandestina espanhola». In Revista Espacio, Tiempo y Forma, Madrid: UNED, 2010.
  • «Conflicto o cohesión social? Apuntes sobre historia y memoria de la Revolución de los Claveles (1974-1975), Historia del Presente, Madrid: Eneida, nº 16, 2010/2, 2ª época, pp 63-76.
  • «Cunhal não foi Carrillo? Estratégia e Táctica do Partido Comunista Português durante a revolução dos cravos (1974-1975)». In Hispânia, Revista do CSIC, Instituto de História (para publicação no final de 2010).
  • «Valério Arcary, O Encontro da Revolução com a História». In Outubro. São Paulo: IES, nº 17, 2009.
  • «O PSOE e a Revolução Portuguesa». In Ler História. Lisboa: ISCTE, nº 57, 2009, pp. 111-124.
  • «Valério Arcary, As Esquinas Perigosas da História. Situações Revolucionárias em Perspectiva Marxista». in Revolutionary Russia. Aberdeen: Routledge, Vol 21, June 2008, number 1. 
  • «O 25 de Abril, a Espanha e a História». In Análise Social. Lisboa: ICS, VOL. XLI, 4º Trimestre de 2006, pp. 1231-1240.

 

 

 

Capítulos de livros
Chapters in books

  • «O PCP, a Intersindical e as Comissões de Trabalhadores». In VARELA, Raquel, ROSAS, Fernando, LEMUS, Encarnación (Coord.). O Fim das Ditaduras Ibéricas: Sevilha-Lisboa, CEA-Edições Pluma, 2010.
  • «Na Revolução: Conflitos Sociais na Revolução Portuguesa (1974-75)» In QUIROZA-CHEYROUZE, Rafael (Coord.). La Transicion y los Movimientos Sociales. Madrid: Biblioteca Nueva, 2010.
  • «Strikes in different regimes:  dictatorship, revolution and liberal democracy. Portugal 1968-2000». In Van der VELDEN (Org). Strikes Around the World. (para publicação)
  • «Die KP Portugals in der “Nelkenrevolution” von 1974», In BIRKE, Peter (org). Alte Linke – neue Linke. Die “globale Revolution” der 1968er Jahre in der Bundesrepublik und im transnationalen Vergleich, Berlin: Dietz-Verlag, 2009.
  • «Brasil: Descobrimento e Colonização da América Portuguesa» in Grande Atlas Histórico do Planeta. Lisboa: Planeta D’Agostini, 2006.
  • «Portugal no Século XX: da Queda da Monarquia à Queda da Ditadura», in Grande Atlas Histórico do Planeta. Lisboa: Planeta D’Agostini, 2006. 
  • «O Assassínio de Amílcar Cabral. Silêncios Pouco Inocentes» in Factos Desconhecidos da História de Portugal. Lisboa: Selecções do Reader’s Digest, 2004.
  • «O Fim das Ditaduras na Europa do Sul», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. vol. 30 (1974), 2008.
  • «O assassínio de Amílcar Cabral», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. vol. 29 (1973), 2008.
  • «Atentado Mortal Contra o Regime de Franco», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. vol. 29 (1973), 2008.
  • «Salvador Allende é Eleito Presidente», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 26 (1970), 2008.
  • «O Julgamento da ETA Volta-se Contra Franco», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 26 (1970), 2008.
  • «Espanha: o Franquismo Começa a Afundar-se», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 25 (1969), 2008.
  • «Irlanda do Norte à Beira da Guerra Civil», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 25 (1969), 2008.
  • «Espanha Inaugura Central Nuclear no Tejo», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 24 (1968), 2008.
  • «Em Espanha Sopram Ventos Adversos», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 23 (1967), 2008.
  • «Guerra no Biafra: um Milhão de Mortos», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 23 (1967), 2008.
  • «Na Indonésia, um Banho de Sangue», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 22 (1966), 2008.
  • «O Oriente é Vermelho», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 22 (1966), 2008.
  • «Mobutu Apodera-se do Congo», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 21 (1965), 2008.
  • «O Rumo à Vitória de Álvaro Cunhal», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 21 (1965), 2008.
  • «Cinquenta Mortos no Cais do Sodré», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 20 (1963-64), 2008.
  • «Nasce a Organização de Libertação da Palestina», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 20 (1963-64), 2008.
  • «Um Crime que abalou a América», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 20 (1963-64), 2008.
  • «O Mundo à Beira do Conflito Nuclear», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 19 (1962), 2008.
  • «O Assalto ao paquete Santa Maria», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 18 (1961), 2008.
  • «O forte de São Baptista de Ajudá», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 18 (1961), 2008.
  • «Guerra Fria na Terra e no Espaço», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 18 (1961), 2008.
  • «Espanha Começa a romper com o Atraso», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 17 (1960), 2008.
  • «Kennedy Vence Nixon na Recta Final», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 17 (1960), 2008.
  • «País Basco: Nasce a ETA», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 16 (1959), 2008.
  • «Morreu o Papa, Viva o Papa», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 15 (1958), 2008.
  • «Espanha e França Combatem em Marrocos», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 14 (1957), 2008.
  • «Marrocos Conquista a sua Independência», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 13 (1956), 2008.
  • «O Presidente da República visista Moçambique», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 13 (1956), 2008.
  • «Varsóvia, Bandung: alinhados e desalinhados»», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 12 (1955), 2008.
  • «Espanha exige a devolução de Gibraltar», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 11 (1954), 2008.
  • «Isabel II sobe ao trono de Inglaterra», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 10 (1952-1953), 2008.
  • «A morte do marechal Carmona», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 9 (1951), 2008.
  • «Egas Moniz recebe o Nobel Da Medicina», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 8 (1949-50), 2008.
  • «Uma nação dividida: RFA e RDA», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 8 (1949-50), 2008.
  • «A guerra-fria começa Quente». In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, vol. 7 (1946-1948), 2008.
  • «A renovação do Pacto Ibérico». In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 7 (1946-1948) 2008.
  • «Hiroxima Transformada numa Montanha de Fumo». In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 6 (1943-1945), 2008.
  • «É inaugurado o Estádio Nacional». In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 6 (1943-1945), 2008.
  • «Portugal e a Santa Sé assinam a Concordata». In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 5 (1940-1942), 2008.
  • «A grande Exposição do Mundo Português». In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 5 (1940-1942), 2008.
  • «O primeiro grande teste à União Nacional». In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 3 (1934-1935), 2008.
  • «Espanha, 1933. Nuvens de tempestade». In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, vol. 2 (1933), 2008.
  • «Falar e Fugir». In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol 1 (1926-1932), 2008.
  • «Nasce a CECA, precursora da União Europeia», In Os Anos de Salazar. Lisboa: Editora Planeta de Agostini, Vol. 9 (1951-1952), 2008.

 

 

Publicações em actas de encontros científicos
Papers in conference proceedings

 

  • «El «Eurocomunismo» de Santiago Carrillo y la «revolución democrática y nacional» de Álvaro Cunhal. In: NAVAJAS, Carlos, ITURRIAGA, Diego, Novísima, II Congreso Internacional de Historia de Nuestro Tiempo, Ediciones Universidad de la Rioja, 2010, pp. 81-96.
  • «Os Movimentos Sociais na Revolução Portuguesa». IV Congreso Internacional Historia de la Transición en España. Sociedad y Movimientos Sociales. In QUIROZA, Rafael, Fernández, Mónica, (eds), Actas do IV Congreso Internacional Historia de la Transición en España, 2009, pp. 121-135.
  • «El Socialista e Mundo Obrero: A revolução Portuguesa de 1974-1975 e o seu impacto na transição Espanhola para a democracia vista através dos jornais», Actas do III Congreso Internacional “Historia de la Transición en España”, El papel de los medios de comunicación, 26-30 de Noviembre de 2007.
  • ·          «The Portuguese Communist Party in the Carnation Revolution: April 25, 1974 to July 18, 1974«. In the VII European Social Science History Conference, Lisbon, 29th February 2008:  https://collab.iisg.nl/c/document_library/get_file?p_l_id=14945&folderId=20496&name=DLFE-1624.doc
  • «“Keeping up with the Jones”». O Impacto da Revolução Portuguesa na Transição Espanhola, visto pela Imprensa do País Vizinho». Comunicação escrita, I Congresso da Democracia Portuguesa, Lisboa, 2004.

 

Outras publicações
Other publications

 

  • «Quando os soldados não obedecem… Oficiais, Soldados e Trabalhadores na Revolução dos Cravos (1974-75)», História e Luta de Classes, Ano 6, Nº 10.
  • «Who is the Working Class». On Workers of the World by Marcel van der Linden, Sozial. Geschite online. Heft 4/2010. http://duepublico.uni-duisburg-essen.de/servlets/DocumentServlet?id=23719
  • «Officerare pa Flikt – Portugisiska officerare deserterade fran Salazars armé till Sverige 1970-1974». In Arbetarhistoria º 133, Argang 34, pp. 24-30.
  • «The Role of the Communist Portuguese Party in the Portuguese of 25 April 1974 to 25 November 1975». Research Projects and Dissertations – Work in Progress. In BAYERLEIN, Bernhard, ALBERT, Gleb (eds). The International Newsletter of Communist Studies Online XV (2009), no. 22 http://newsletter.icsap.eu/
  • «Der Kampf der Lehrer in Portugal». In Analyse & Kritik, nº 529, Jahrgang 36.
  • «História da Revolução Russa de Leon Trostsky». História, Lisboa, Novembro, 2007.
  • «Esquinas Perigosas da História». História, Julho, 2007
  • «Almas Mortas de Nicolau Gogol». In História, nº90, Outubro 2006.
  • «De Lisboa a Moncloa: A Revolução de Abril e a Transição Espanhola». In História, nº82, Dezembro 2005.
  • «Continuidades entre os Impérios Otomano e Europeus». In História, n.º 63, Fevereiro 2004
  • «A Guerra Colonial Começa em Angola». In Um Ano para Recordar, Lisboa, Altaya, 2004

 

Comunicações
Communications

  • «PCP, Estado e Controle Operário», Lenine e o Leninismo em Portugal, 2 de Abril de 2011, Museu República e Resistência.
  • «Greves na Revolução dos Cravos». Colóquio Internacional Greves e Conflitos Sociais no Século XX, 16-20 Março 2011, UNL, Lisboa.
  • «Labour Unrest in the Long 1980s: a crisis of one world or two?», (with William Farrel, Paula Nabuco and Johanna Wolf) Masterclass Global Labour History (cord. Jan Lucassen), Internacional Institute for Social History, 21-26 November 2010
  • «O PCP e o V Governo», III Colóquio Os Comunistas em Portugal, Política Operária, Livraria Ler Devagar, 13-14 Novembro de 2010.
  • «Nationalizations: workers control or salvation of capitalism?». 8th European Social Science History Conference Ghent, Belgium April 2010.
  • «Movimentos Sociais Urbanos e Rurais». Seminário Internacional «Arquivo Edgard Leuenroth: História e Pesquisa». Unicamp, Brasil, 17-20 de Maio de 2010.
  • «O Verão Quente». Universidade de São Paulo, Cátedra Jaime Cortesão. 21 de Maio de 2010.
  • «Workers control and self-management in the Portuguese Revolution». In The Transition form Dictatorship to Democracy in Portugal, Spain and Greece. International Conference. Athens, Greece, 18-19 June 2010.
  • «O PCP entre o Verão Quente e o 25 de Novembro de 1975». In Seminários Revolução e Democracia, 9 de Fevereiro de 2010, Universidade Nova de Lisboa.
  • «La lucha de los obreros de astilleros durante la Revolución de los Claveles». Seminário Internacional Culturas del Trabajo: Astilleros, 14, 15 y 16 de Diciembre de 2009, Universidad de Oviedo.
  • «Os Movimentos Sociais na Revolução Portuguesa». IV Congreso Internacional Historia de la Transición en España. Sociedad y Movimientos Sociales, Almeria, 2-6 de Novembro de 2009.
  • «O PCP e a Unicidade Sindical». Colóquio Internacional O Fim das Ditaduras Ibéricas. Universidade Nova de Lisboa. 20-21 de Março de 2009.
  • «El «eurocmunismo» de Santiago Carrillo y la «revolución democrática y nacional» de Álvaro cunhal: la política de los partidos comunistas en el final de las dictaduras en la Península Ibérica, 1974-1978», Novísima. II Congreso Internacional de Historia de Nuestro Tiempo. Universidade de la Rioja, Logroño, 11-13 de Septiembre de 2008.
  • «O Partido Comunista Português e a Revolução de 25 de Abril de 1974», Palestra proferida na Universidade de São Paulo, Cátedra Jaime Cortesão, 5 de Agosto de 2008.
  • «PSOE e PCE, PS e PCP: as relações entre as quatro organizações políticas durante a revolução portuguesa e a transição espanhola», IV Congresso Associação Portuguesa Ciência Política, Fundação Calouste de Gulbenkian, 2-6 de Março de 2008.
  • «The Portuguese Communist Party in the Carnation Revolution: April 25, 1974 to July 18, 1974», VII European Social Science History Conference, Lisbon, 29th February 2008.
  • «História da Revolução Russa». Conversas com a História, Revista História, FNAC, 7 de Novembro de 2007.
  • «El Socialista e Mundo Obrero: A revolução Portuguesa de 1974-1975 e o seu impacto na transição Espanhola para a democracia vista através dos jornais», III Congreso Internacional “Historia de la Transición en España”, El papel de los médios de comunicación, 26-30 de Noviembre de 2007.
  • «The Portuguese revolution of 1974-75 and its impact on the Spanish transition to democracy through the eyes of the Spanish clandestine press, Mediterranean Studies Association 2007 Conference, Évora, Portugal May 30-June 2, 2007
  • «A revolução Portuguesa de 1974-1975 e o seu impacto na transição Espanhola para a democracia vista através da imprensa clandestina espanhola», Seminários de Investigação (ICS-UL e CEHCP-ISCTE) Portugal Contemporâneo: Política e Relações Internacionais, ISCTE, 5 de Junho de 2007.
  • A Comuna de Paris. Comunicação proferida aos alunos de História do Movimento Operário da Licenciatura de História Moderna e Contemporânea do ISCTE, Novembro de 2004.
  • O Liberalismo em Portugal: das invasões francesas à guerra civil (1793-1834), Comunicação proferida aos alunos da licenciatura de Sociologia e Planeamento do ISCTE, 22 de Fevereiro de 2006.
  • O Corporativismo. Comunicação oral proferida na licenciatura de História Moderna e Contemporânea do ISCTE, Fevereiro e Março de 2006.
  • O Império Colonial Português. Comunicação oral proferida na licenciatura de História Moderna e Contemporânea do ISCTE, Fevereiro e Março de 2006.
  • O regime do Estado Novo. Comunicação oral proferida na licenciatura de História Moderna e Contemporânea do ISCTE, Fevereiro e Março de 2006.
  • A Revolução Portuguesa. Comunicação oral proferida na licenciatura de História Moderna e Contemporânea do ISCTE, Fevereiro e Março de 2006.

 As Transições para a Democracia na Europa do Sul. Comunicação oral proferida na licenciatura de História Moderna e Contemporânea do ISCTE, Fevereiro e Março de 2006.

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

24 respostas a José Manuel Fernandes e a «Legenda»

  1. Carlos Lemos diz:

    quem diz uma “estrela vermelha de 5 pontas no canto da fotografia” diz um triângulo vermelho . Um homem com reflexão e método, mas nada original: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/68/German_concentration_camp_chart_of_prisoner_markings.jpg/220px-German_concentration_camp_chart_of_prisoner_markings.jpg

  2. Não te preocupes Raquel.

    Esse referido já era um idiota quando a gente o conheceu no MAEESL (embora fôsse um dos nossos idiotas…) e pelo visto continua na mesma senda.
    Deixá-lo está-lo, alguma “coisa” o há-de levar no tempo próprio.

    🙁

  3. joaovalenteaguiar diz:

    Cara Raquel,

    apesar de não concordar com algumas coisas que dizes na tua entrevista (mas de concordar com o fundamental se bem que na entrevista não tenha ficado claro se o PCP não colocou o socialismo como objectivo imediato por uma questão de oportunidade se por uma questão de correlação de forças – eu concordo com esta segunda perspectiva) fica com a minha solidariedade perante esse JMF fascizóide e censor.

    Um abraço

  4. Antonio Honorio diz:

    Cara Raquel, acha mesmo ser necessário regurgitar o seu CV? A Raquel tem tanto direito a uma opiniao com ou sem esses titulos todos que traz na lapela… lamento dizer isto, mas parece me que está ai um caso qualquer mal resolvido de insegurança. Da proxima vez que algum individuo colocar em causa a sua avaliaçao de modo sordido, sorria… e mande esse alguem bardamerda (perdao) em voz baixa.

  5. Exma. Senhora,

    Apenas lhe queria dizer que, após folhear o seu livro, fiquei com a certeza que este era uma farsa, uma burla ou similar coisa que lhe queira chamar.
    O livro difunde falsidades sobre o PCP, confunde factos históricos, esta cheio de opiniões e subjectividades. Enfim, um gigantesco artigo de opinião. Medíocre.
    Bom para quem quer manipular a história, quem escreve e quem difunde. Típico nos tempos que correm, onde tantos procuram ganhar fama e notoriedade à conta do PCP.

    Uma vergonha com a natural chancela FRosas.

    Ainda esta para nascer o dia em que Sua Alteza dará lições de leninismo ao PCP.

    Para o seu peditório não dou.

    Passe bem

    • António Paço diz:

      O Filipe Guerra, ao menos, tem a vantagem de assinar com aquilo que parece um nome (e não um pseudónimo qualquer a coberto do qual se largam bojardas, a praga que mais infesta os blogues), mas seria interessante que citasse pelo menos uma «falsidade», uma «manipulação» que desse consistência àquilo que afirma. Senão, mesmo assinando com nome, parece mais um desses largadores de bojardas.

  6. António Figueira diz:

    Se a Raquel, a seguir a historiadora, deve acrescentar onde milita ou militou, o JMF, a seguir a jornalista, deverá também escrever: “ex-UDP, hoje apenas tolo”.

  7. José diz:

    O JMF acredita que os historiadores devem ser politicamente neutros, o que quer que isso signifique.
    Eu, cá por mim, também acredito que o Sporting devia ter ganho este campeonato e irá ganhar os próximos dez. Mas isto sou eu, que tenho este fado às costas…

  8. FOREVER PROVINCIANO?

    Eu tenho curso superior, tal como os meus pais e os meus irmãos. Quer pelo esforço, quer pelos sacríficios, respeito quem seja formado na universidade e afins. Porém, e com todo o respeito pela Raquel que revelou o seu CV neste post, penso que somos ainda um povo bastante provinciano, ou seja, ainda se dá demasiada importância aos títulos.

    E sei do que falo. Ao longo da minha vida tenho convivido com pessoas de todas as classes e de diversas formações (com ou sem grandes habilitações literárias). Uma coisa tenho a certeza neste país onde tenho vivido: estamos no século XXI, mas há coisas que não mudam nunca. Gostamos de parecer, do que propriamente ser. Tenho conhecido muitas pessoas interessantes sem qualquer curso, a não ser o da vida, e pessoas petulantes só porque o menino ou a menina tem mestrado ou é doutorado (e outras coisas mais). Claro que neste último capítulo também existe quem realmente não precise de andar com esses títulos cravados na testa para impor as suas opiniões.

    Os meus pais fazem parte de uma geração em que tratar por Dr. ou Engenheiro é coisa importantíssima. Compreensível. Nessa altura, quem tirava Mestrado era mesmo Mestre…Hoje é o que é, na maior parte das vezes: alguém que não consegue profissão na sua área e estuda até ao fim da linha só para encher o tempo. Há excepções, claro…

    Os títulos, no fundo, reflectem o povo que conseguimos ser após o “boom” dos milhões que nos injectaram após a entrada na Comunidade Europeia, isto é, vive-se no reino das aparências. É o político que disfarça que não está interessado no tacho e só lhe interessa servir o país; o fulano que tem o particular gozo em ter o melhor carro que o vizinho, mesmo que não tenha dinheiro para isso; ou o nº de divórcios que acontecem por ano, apesar dos casais quererem dar o ar de “felizes para sempre” (agora com o FMI aí nem tanto…).

    Mas, nem tudo é mau. Antes do mítico dia 25, aparentava-se que não se passava fome. Hoje, também há, mas há prazeres que ajudam a passar o tempo. Bem haja os centros comerciais…

    Assinado: ogajoadoranortenhas@nullgmail.com

  9. Marota diz:

    Dona Raquel, gostei da sua foto tirada no ISCTE onde a Senhora se encontra rodeada dos seus pequenos amigos. Dá a impressão que eles cabem todos duma só vez no seu saco de compras.

  10. Caro António Paço,

    Começo por afirmar que este á o meu nome, não utilizo pseudónimos.
    Se lhe bastar um exemplo de falsidade, dou-lhe já. Apáginas tantas, não sei de cor, não tenho o livro(mas a autora saberá) é afirmado que o PCP antes do 25 de Abril teria cerca de 2 mil militantes e um ano depois cerca de 100 mil. Ora, um e outro número são falsos, manifestamente falsos. Um exemplo simples e que de tão gratuito fixei sem dificuldade.

    Queira o António Paço, agora, ou após melhor informação que diligentemente procurará, corrigir esse anátema com que me ameaçou de largador de bojardas.

    • António Paço diz:

      Quem avança o número de 2000 militantes imediatamente antes do 25 de Abril é Raimundo Narciso (em «Álvaro Cunhal e a dissidência da terceira via», edição Âmbar). Quem tenha alguma ideia das responsabilidades que Raimundo Narciso tinha no PCP pode achar credível este número. Pacheco Pereira acho que dá um número indicativo de perto de 3000 militantes. E Cunhal afirma que nunca mais, até ao 25 de Abril, o PCP teve tantos militantes como por altura do IV Congresso, em 1946 (em que tinha 5000) (A. Cunhal, Obras Escolhidas I, p. 403). Quanto aos 100 mil militantes, é o número reivindicado pelo Militante em Maio de 1975. Ora aí tem a sua «manifesta falsidade»!

  11. Orlando diz:

    Boa Tarde

    Não querendo entrar na polémica, mas já entrando, informo desde já que estou neste momento a ler o livro em causa.
    É verdade que existe uma incorrecção já por mim detectada, nem o PCP tinha, a quando do 25 de 1974, 2000 militantes, nem tinha 100.000 em Maio, esta foi de facto uma grande incorrecção e poderei explicar porquê.

    • Raquel Varela diz:

      Orlando,
      O número de 2000 é avançado pelos historiadores António Barreto, Carlos Cunhal, Marco Lisi. O número de 100 000 é o número oficial apresentado pelo PCP no Militante de Maio de 1975. As fontes são citadas e os números, que são estimativas, são cruzados, neste caso com testemunhos como os de Carlos Brito entre outros.
      Cump
      Raquel

      • joaovalenteaguiar diz:

        Cara Raquel,

        Sem qualquer tipo de animosidade aqui vão algumas achas e interrogações.
        Quem é o Carlos Cunhal? Nunca ouvi falar.
        O Marco Lisi parece-me ser o único minimamente sério. Contudo, o número de militantes a que ele chega, sobretudo no antes 25 de Abril, baseia-se, segundo o próprio, em escritos de Maria José Stock e de Oliveira Martins (suponho que este seja o actual director do Tribunal de Contas). E do pouco que pude ver do assunto nenhuma destas duas fontes do Lisi diz como chegou a esses números. Mas quanto a estes admito estar enganado. No mínimo seria interessante expor como eles chegaram a estes números.
        Sobre os restantes interlocutores.
        O Barreto não é assim grande coisa para se confiar nesta questão até porque ele é parte interessada no problema… Ainda por cima porque ele teve grandes animosidades contra o PCP… Como justificar isto em termos historiográficos? Como chega o Barreto a estes números? Como podemos aceitar objectividade da parte dele? (não estou a falar em neutralidade que são coisas completamente distintas – como é óbvio ele não teria de ser do PCP ou de esquerda para poder comentar ou estudar seja o que for).
        Por outro lado e pelas mesmas razões, se bem que por causa de um percurso diferente, como dar absoluta credibilidade ao testemunho do Carlos Brito?
        Para terminar, para mim acho secundária a questão dos números neste caso. O que interessa são as teses que um qualquer autor avança. Naturalmente ancoradas em empiria mas onde esta seja um instrumento para a investigação e não o seu fim.
        Cumprimentos

        • António Paço diz:

          Não é Carlos Cunhal, mas Carlos Cunha. É um historiador luso-americano, professor no Dowling College, Nova Iorque. Tem um livro sobre o PCP chamado ‘The Portuguese Communist Party’s Strategy for Power, 1921-1986’, Nova Iorque, Garland Publishing, Inc., 1992

          • Raquel Varela diz:

            Foi o subconsciente que me levou ao Cunhal, afinal no que diz respeito ao PCP ele é omnipresente:)
            João, eu não confiaria no Barreto politicamente (desmantelou a reforma agrária e é o pai ideológico da suposta justificação científica para o desmantelamento da segurança social) mas os livros dele sobre a reforma agrária são bons e as tese, se ler irá ver, não diferem muito das do Oliveira Batista e mais recentemente do Constantino Piçarra.
            Saudações
            Raquel

  12. Orlandp diz:

    Cara Raquel

    Desculpe estar a insistir mas parece-me que as pessoas referidas pela senhora não serão propriamente as pessoas mais indicadas para dar numero de militantes do PCP. Em primeiro lugar são pessoas que têm para com o PCP problemas mal resolvidos, não me parece que alguma vez o Alvaro Barreto, que como sociólogo deixa muito a desejar, alguma vez tenha feito uma análise isenta quanto ao partido em questão. Estou perfeitamente à vontade para dizer isto, pois tive de rebater muitos dos artigos escritos por este senhor quando fiz a minha licenciatura em sociologia, posso lhe garantir que de isento ele não tem absolutamente nada.
    Penso, pelo que li da bibliografia consultada e pelos intervenientes escolhidos para dar testemunhos, e já que falamos de um partido político que se encontra ainda vivo, porque não ter ido à fala com os verdadeiros interlocutores que viveram esse tempo. Já sei que me vai dizer que ninguém estava disponível dentro do PCP para a ajudar, mas como investigadora que é, deveria, para tornar a sua tese credível fazer você mesmo investigação com aqueles, que embora não sejam pessoas de topo dentro do PCP, mas tiveram alguma ação nessa época.
    Na faculdade ensinaram-me a ser isento, procurei selo, nos trabalhos apresentados, procurei consultar todas as fontes e nunca desisti nem me deixar convencer por inevitabilidades que alguns professores me colocaram. Investigação é isso mesmo, nunca parti de ideias pré feitas em relação fosse ao que fosse.

    O número de militantes do PCP em 24 de Abril de 1974 era muito, mas muito superior ao referido pela senhora. Talvez seja difícil para a senhora conseguir um numero exato, mas se procurar bem, talvez consiga chegar lá.
    A fonte utilizada foi o meu pai, que nessa altura era militante do PCP, infelizmente já falecido, mas de quem eu guardo na memória, muitas das conversas por nós tidas, era um homem honesto e nunca mentia.
    Por certo se ele lesse este livro, encontraria muitas in verdades, mas como disse alguém, quem conta um conto acrescenta um ponto…
    Informo que continuo a ler o seu livro, gosto da sua escrita.
    Um abraço

    Orlando

    • Raquel Varela diz:

      Estimado Orlando,
      O A. Paço escreveu sobre a questão dos números e eu subscrevo: «Quem avança o número de 2000 militantes imediatamente antes do 25 de Abril é Raimundo Narciso (em «Álvaro Cunhal e a dissidência da terceira via», edição Âmbar). Quem tenha alguma ideia das responsabilidades que Raimundo Narciso tinha no PCP pode achar credível este número. Pacheco Pereira acho que dá um número indicativo de perto de 3000 militantes. E Cunhal afirma que nunca mais, até ao 25 de Abril, o PCP teve tantos militantes como por altura do IV Congresso, em 1946 (em que tinha 5000) (A. Cunhal, Obras Escolhidas I, p. 403). Quanto aos 100 mil militantes, é o número reivindicado pelo Militante em Maio de 1975. Ora aí tem a sua «manifesta falsidade»!»
      Posso discordar das teses do Marco Lisi ou do Carlos Cunha e muito menos simpatizo politicamente com o António Barreto mas os trabalhos citados são académicos e ninguém no seu bom senso «chuta» números num trabalho de investigação sem ter a mínima comprovação dos mesmos.
      Saudações
      Raquel

      • joaovalenteaguiar diz:

        «os trabalhos citados são académicos e ninguém no seu bom senso «chuta» números num trabalho de investigação sem ter a mínima comprovação dos mesmos»

        para uma investigadora como tu esse é um argumento pobre. Isso é positivismo e academicismo. Não é por ter a chancela do académico que se torna necessariamente objectivo (não confundir com neutral). O exemplo do Sokal é flagrante a esse aspecto. Sejamos sinceros, não creio que cada vez que os números vão sendo repetidos em 89 pela Maria José Stock, em 94 pelo Oliveira Martins e em 2008 pelo Marco Lisi sejam continuamente aferidos documentalmente por júris. A questão é que o “lançamento genesíaco” da tese dos 2 mil entra e depois não sai mais porque o pessoal começa a citar as mesmas obras de referência. Não que sejam formalmente fracas. Mas nenhum dos intervenientes conseguiu explicar de onde se desencantaram os 2 mil. Imaginemos que eu era historiador e fazia um artigo a dizer que eram 2500. Bastar-me-ia dizer que isso já tinha sido dito por um historiador X em 2005 e que este, por sua vez, tinha citado outro Y que escreveu sobre o assunto em 1990 e troca o passo… Creio que se entrou nesta espiral – que na maioria dos casos não é errado do ponto de vista científico – e que uma recolha documental na origem já se tornou algo longínqua. Para ser preciso e para terminar, onde o Barreto foi buscar esses números? Isto faz-me lembrar quando o Rui Bebiano naquele livro meio fascistola sobre Outubro diz que o Lénine fez isto e aqueloutro porque leu o que o historiador A escreveu sobre isso, sem se interrogar de onde este teria recolhido a informação. E onde o próprio A tb não dizia de onde tinha recolhido a informação… E este é um procedimento metodológico que, por ser executado ou não, acaba por ter um alcance prático importante. Evidentemente, esta questão dos 2 mil não me parece alterar o centro da argumentação do teu livro. E isso é o que mais importa, que pequenos pormenores passíveis de correcção não corrompam a coerência e a qualidade de uma qualquer obra.
        abraço

        • Raquel Varela diz:

          Caro João,
          É certo que o argumento de autoridade académica não pode valer por si. Mas a discussão de fundo aqui não é se o Partido teria 2000, 2010, 3000 militantes. A discussão de fundo é que não era um partido de massas até à revolução mas sim um partido de vanguarda com influência de massas. Foi na revolução que se tornou num partido de massas.
          Abraço
          Raquel

          • joaovalenteaguiar diz:

            Concordo que o que interessa é saber a natureza de acção do PCP. Mas não podemos esquecer que o PCP não era apenas o número oficial de militantes. Ou seja, a malta com cartão do Partido. Todos os estudos em aldeias alentejanas e ribatejanas da margem esquerda onde o PCP tinha uma grande influência no fascismo eram e consideravam-se como sendo do Partido, isto independentemente de formalmente não o “serem”. Quanta gente que aderiu ao PCP em 74 e já o era antes… E isto tb ocorria em Lisboa e noutros pontos do país. É isso que explica a grande capacidade de mobilização do PCP logo a partir do verão de 74. Por outro lado, como era possível o PCP ter oficialmente, a título meramente exemplificativo, 20 ou 30 mil militantes durante a ditadura?
            Finalmente, seria interessante discutir como o Barreto e afins chegaram aos 2 mil militantes.
            abraço

Os comentários estão fechados.