E porque em Itália também se comemora o 25 de Abril

 

Exposição pública e popular do cadáver de Mussolini (29 de Abril de 1945) acabadinho de ser fuzilado dois dias antes. O povo de Milão compareceu em peso para comemorar o derrube do fascismo e para comemorar a justiça feita contra os seus carrascos.

Este artigo foi publicado em cinco dias and tagged , , , , . Bookmark the permalink.

26 respostas a E porque em Itália também se comemora o 25 de Abril

  1. JDC diz:

    Engraçado que os Líbios do video abaixo são animais mas aqui celebra-se a exposição do cadáver de alguém que não deixou de ser um ser humano, apesar de ter sido um fascínora sanguinário…

    • joaovalenteaguiar diz:

      Não seja totó. A visualização do Mussolini é de longe. Se eu quisesse ser sensacionalista colocaria uma outra qualquer foto mostrando o mussolini desfigurado e meio apodrecido. Isso sim seria condenável e nojento apesar de ele ter tido o que merecia.

      • DrStrangelove diz:

        Como a foto é de longe, os autores do linchamento já não são democratas entre aspas…

        • joaovalenteaguiar diz:

          Porquê? Sente solidariedade com o animal ali pendurado?

          • DrStrangelove diz:

            Nenhuma. Apenos registo o curioso critério da distância da foto na avaliação da democraticidade dos linchadores.
            Não há como este blogue para encontrarmos argumentação de elevado nível.

          • joaovalenteaguiar diz:

            Fico a aguardar os seus belos e brilhantes escritos em retórica sofista.

  2. Graça diz:

    por muito que o fim do fascismo em Italia, que a libertaçao da França, etc. etc. tenham sido uma vitoria da democracia, a unica coisa que explica esse tipo de atitudes é a besta que vive dentro de cada um de nos e nao devemos cauciona-la. porque fascista, comunista, democrata, anarquista ou de outra pertença qualquer, ela é sempre a mesma besta, aquela que se solta em nos e acrescenta maldade ao mundo. se podemos entender que uma situaçao de opressao e repressao leve a acçoes de “justiça” (eu chamar-lha-ia vingança), contudo nao devemos louva-las.

    • joaovalenteaguiar diz:

      Não concordo. A justiça ali efectuada é mais do que justa e não se trata de vingança. Quando o Mussolini, o Salazar ou o Hitler mandavam assassinar opositores e povos inteiros (Etiópia e Líbia; ex-colónias portuguesas; leste europeu, respectivamente) não tinham esses problemas de consciência.

      • DrStrangelove diz:

        Faz-me lembrar o santo Che Guevara quando ele dizia:

        «Para enviar homens para fuzilamento não é preciso prova judicial. Esses procedimentos são um detalhe burguês arcaico. Isto é uma revolução! E um revolucionário deve tornar-se uma fria máquina de matar motivada pelo puro ódio. Temos que criar a pedagogia do Paredón»

        • joaovalenteaguiar diz:

          Gostava mto de saber de onde você retirou essas pretensas palavras do Guevara…

          • DrStrangelove diz:

            É uma frase que se encontra reproduzida em muitos locais. A mini-biografia disponível no IMDB é um deles: ver secção “Personal quotes”

            Já agora, e já que estamos a falar de História, o João tem noção que foram escravizadas mais pessoas no Gulag do que em 4 séculos de colonização europeia de África e da América?

          • joaovalenteaguiar diz:

            IMDB? um site de cinema? vc acha que isso tem algum valor historiográfico? Give me a break…

          • DrStrangelove diz:

            A tua atitude de negar e desmentir tem um longo lastro. Faz-me lembrar a atitude dos comunistas no tempo da guerra fria quando afirmavam que o que se dizia sobre as violações dos direitos humanos nos países comunistas não passava de invenções da propaganda americana.
            Depois da queda do muro, quando os historiadores tiveram acesso a documentos até então secretos e tiveram a possibilidade de recolher depoimentos de testemunhas, ficamos a saber que o que se dizia apenas pecava por defeito. A magnitude da repressão superava bastante o que até então se tinha escrito.

            E sobre a utilização de mão-de-obra escrava na URSS superar 4 séculos de escravatura da Europa colonial? Brutal e esmagador, não?

          • joaovalenteaguiar diz:

            A minha atitude de negação é poderosa, na tua opinião mas a sua de mandar bitaites e não apresentar nada de significativo nem de documental jã o não seria…
            Sobre a conversa do acesso a docs da repressão na URSS. Aconselho a leitura do seguinte link que é a tradução portuguesa de uma entrevista do historiador Zemskov – que nada tem de socialista – onde ele fala desse assunto do número de mortos na URSS: leia e aprenda
            http://www.hist-socialismo.com/docs/OverdadeiroterrordeStaline.pdf

          • DrStrangelove diz:

            A recomendação desse texto sobre o Zemskov teve concretamente que objectivo?
            Negar que houve uma repressão de grande escala na URSS?
            Ou dizer que houve repressão, mas que foi insignificante?
            Ou que a URSS escravizou menos pessoas que as potências coloniais europeias?
            Explica-nos.

            Só um aparte para dizer que as notas do tradutor desse texto são assaz curiosas. Oferecem ao leitor um vislumbre das trevas onde ainda vivem alguns marxistas.

            Quanto à infame frase de Che Guevara, desengana-te se estás à espera de encontrá-la no hist-socialismo.com ou em algum dos outros textos de propaganda que avidamente consomes. Apesar de poderes encontrar essa frase reproduzida em inúmeros sites na Internet, será fácil para ti desacreditar tais fontes. Afinal são sobretudo sites com um pendor crítico da conduta de Che. A tua Fé está, portanto, a salvo.

          • joaovalenteaguiar diz:

            Vc é um bocado quadrado…
            O texto do Zemskov é uma tradução de uma entrevista do homem ao La Vanguardia. Foque-se na entrevista e deixa de lado as notas de rodapé… A entrevista vale por dezenas de livros cozinhados para vender e enganar papalvos. Gostava tb que vc tivesse assim algo à mão de fidedigno e com base documental efectiva e sólida.

            A frase do Guevara não é do Guevara. Para além do site de ficção cinematográfica que me mostrou não há mais nada que tenha aquela frase. Olhe, experimente fazer uma tese de doutoramento em História recorrendo a citações do IMDB. Vai ter nota máxima seguramente…

            Passar bem.

          • DrStrangelove diz:

            E que tal responderes às minhas perguntas antes de começares a encenar estratégias de fuga? Eu vou repetir:
            A recomendação desse texto sobre o Zemskov teve concretamente que objectivo? Negar que houve uma repressão de grande escala na URSS? Ou dizer que houve repressão, mas que foi insignificante? Ou que a URSS escravizou menos pessoas que as potências coloniais europeias?

            Qualquer pessoa minimamente inteligente percebe que a única coisa que Zemskov coloca em causa são apenas os números da repressão. Não a existência ou a natureza da repressão em si mesmo. Mesmo aceitando os dados de Zemskov é impossível não considerá-los, mesmo assim, extremamente chocantes. Extremamente chocantes. Só indivíduos imbuídos de uma Fé profunda é que conseguem ter o desplante de pretender usar as conclusões de Zemskov para branquear os crimes do comunismo.

            É importante, no entanto, sublinhar que os números de Zemskov não representam, contudo, o consenso da comunidade científica. Já foram postos em causa por outros investigadores. Michael Ellman, por exemplo, explica detalhadamente porquê. Lê e aprende.

            Quanto ao comentário sobre as notas de rodapé, como eu afirmei tratava-se apenas de um aparte. Foste distraído ao ponto de julgar que eu não percebi que se tratava da tradução de uma entrevista. Vai lá ler novamente o que escrevi: “notas do tradutor”…

            Quanto à tua afirmação “A frase do Guevara não é do Guevara. Para além do site de ficção cinematográfica que me mostrou não há mais nada que tenha aquela frase.” é caso para perguntar se o Google que usas tem filtros PCP activados. Ou então não é mais do que um problema entre o teclado e a cadeira… Com efeito, efectuando esta pesquisa o capitalista Google devolve 29800 resultados…

          • joaovalenteaguiar diz:

            ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ

          • José diz:

            Ok, foram só mais de 700.000 pessoas fuziladas na URSS, e não os milhões de que se falava na guerra fria.
            Pois é, bem me parecia que o Tio Zé dos Bigodes andava a ser difamado. Volta Stalin, que estás perdoado. Foram só 700.000 os fuzilados, uma ninharia, nem ao milhãozito chegou.
            Ele há argumentos levados da breca…

          • joaovalenteaguiar diz:

            Se o Hitler tivesse 6 mil em vez de 6 milhões de judeus a nossa perspectiva histórica seria a mesma? Chamar-se-ia àquilo um genocídio? De facto, o Hitler era um genocida e Stáline, por mtos defeitos que tinha não pode ser colocado no mesmo patamar.

      • Graça diz:

        sendo o Mussolini, o Salazar e o Hitler três figuras sanguinarias, quereremos equiparar-nos a eles? ou sera que cometer os mesmissimos crimes, mas desta vez contra eles é admissivel? lembro-lhe que eles defendiam as suas acçoes com base em ideias, so que esss ideias nao sao as nossas. “Mourrir pour des idées”, talvez… mas “matar por ideias” ja vimos onde nos leva.

  3. José diz:

    Mesmo admitindo a execução do Mussolini – e dos que lhe eram próximos, como a amante, Clara Petacci, que nada tinha a ver com o caso – ainda fica por defender a exposição pública dos cadáveres, e do modo que esta foi efectuada.
    Mantém-se a curiosidade em perceber porque o vídeo líbio representa actos maus e a fotografia do mussolini actos bons.

  4. A.Silva diz:

    Digamos que matar um criminoso como mussolini é um acto perfeitamente justo de um povo, a exposição do cadáver do inimigo é sempre um acto bárbaro.

Os comentários estão fechados.