A organização da sociedade civil, o exemplo que vem da região Centro e o necessário reforço do movimento confrádico nacional

Olga Cavaleiro, Grã-Mestre da Confraria da Doçaria Conventual de Tentúgal, “arrepia-se” à ideia de que o pastel “de excelência” que representa e promove dentro e fora de fronteiras, e que já premiado foi em inúmeros certames nacionais e estrangeiros, possa agora integrar os 21 finalistas à eleição do doce que fará parte das “Sete Maravilhas Gastronómicas de Portugal”. “É o resultado de um esforço de 400 anos”, acrescenta, “desde as freiras carmelitas até esta equipa forte, que diariamente se esforça por conseguir projectar este doce maravilhoso”. A região Centro estará aliás presente em força nas “Sete Maravilhas”: o major Jorge Caseiro, da Confraria do Arroz e do Mar, também conseguiu posicionar diversos petiscos da Figueira da Foz e zonas circundantes para a difícil fase final que se aproxima, o que, considera, “é resultado do trabalho que têm vindo a fazer», e a prova de que “estão no bom caminho”. Igualmente em alta parece estar também a Confraria Gastronómica do Bucho de Arganil, a qual, segundo a sua Mordomo-Mor, Fernanda Dias, conta para além disso com a candidatura a esta importante eleição para “reforçar o seu papel no seio do movimento confrádico nacional e, partindo da gastronomia, construir um presente que deverá obrigatoriamente revelar-se pró-activo, funcionando como factor de desenvolvimento local”. Registe-se ainda a particularidade de esta Confraria privilegiar um funcionamente em rede, que articula, para além do bucho de Arganil propriamente dito, o bucho de Vila Cova de Alva, também já licenciado pelas entidades competentes, e os o buchos de Folques e de São Martinho da Cortiça, ambos em fase de licenciamento. (Tudo isto e muito mais neste excelente site: http://www.diariocoimbra.pt/)

Sobre António Figueira

SEXTA | António Figueira
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7 respostas a A organização da sociedade civil, o exemplo que vem da região Centro e o necessário reforço do movimento confrádico nacional

  1. miriam diz:

    Diga????

  2. maradona diz:

    (história verídica e não embelezada)

    Fui passear ao Alentejo, ali para os lados da Amareleja, onde tenho um amigo latifundiário (1108 hectares). Com a chuva de sexta-feira, cheguei a Portel encharcado e a meio caminho de doente, onde ele, na volta de ter entregue 200 fardos de feno a um criador de cavalos inglês sedeado no Cercal, efectivamene me resgatou a uma pneumonia a que nem o FMI poria ordem. Ao jantar desse Sábado (vitela assada), e ao almoço e jantar do Domingo imediato (vitela estufada), bebi sempre água de uns garrafões manhosos mais que usados que ele mantinha espalhados na cozinha. Vejo agora que sem saber gostei imediatamente do sabor daquele líquido que não era os Duas Quintas ou De la Rosa que circulavam pela mesa (muitos hectares mas menos dinheiro vivo), mas o gosto daquele gosto só se reforçou ao ponto de me fazer mexer a língua ao pequeno almoço de segunda-feira (torradas com azeite e orégãos e leite espanhol made in Galiza), 36 horas depois de ter a provado pela primeira vez; aí, à mesa, soltei: “Foda-se, esta água é boa comó’caralho”. A esposa do meu amigo, com a filha de três anos ao colo, não hesitou em ultrapassar o trauma que infligi à filha com o palavreado, porque aparentemente as minhas palavras vieram em seu auxílio: há dois anos que ela canta as qualidades daquela água, sem que ninguém a oiça. Lá me contaram que provinha de uma mina de água chamada “Fonte do Seixo”, situada mesmo no meio da herdade; como a água da Câmara não presta para grande coisa, bebiam sempre daquela, que apenas custava o esforço de carregar uma vez por semana o trator com 20 garrafões de 5 litros. Falecido o assunto da água, continuámos com as nossas respectivas vidas, ele lá no Alentejo eu cá onde moro, até que o meu amigo me telefona a perguntar se estava tudo bem comigo; respondi que com certeza, que estava rijo como uma beringela. Mas antes de desligarmos o telefone, disse-me: “olha, esqueci-me de dizer-te uma coisa sobre a água da Fonte do Seixo que tu e a minha mulher gostam tanto: o Salazar só bebia desta água, e mandava vir buscar cisternas dela para lhe entregarem em casa”.

    Uma santa noite para todos.

    • LAM diz:

      Também há quem, após uma longa noite de copos, atribua à tosta mista do jantar os efeitos daqueles rebentamentos dentro da cabeça.

    • Pedro diz:

      maradona, “o gosto daquele gosto” é foleiro, tem lá paciência. Pareces uma miúda de quinze anos. Adiante. Agora, que tu e o salazar a provaram , é que a águinha da Fonte do Seixo vai dar milhões, vendida aos frasquinhos na feira de Vilar de Perdizes e à porta da igreja do Campo Grande, para curar impiges e câncaros.

  3. António Figueira diz:

    Trata-se da famosa água alucinogénica da Fonte do Seixo; vendida aos pinguinhos, em papel mata-borrão, ainda era capaz de nos pagar a dívida externa.

  4. ezequiel diz:

    por onde tens andado, António?

    sentimos a tua falta, compa. 🙂

    abraço
    z

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