Junta de Convergência Nacional V – Perguntas avulsas

OCTÁVIO TEIXEIRA, como economista, o que vê de tão extraordinário na presença da OIT na Troika do FMI-BCE-CE? Como comunista, a par do Carvalho da Silva que também subscreve este manifesto e do Vítor Dias que o aplaudiu, como entender o pouco entusiasmo que este colheu na generalidade dos militantes do PCP?

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11 respostas a Junta de Convergência Nacional V – Perguntas avulsas

  1. Há vários PCPs:

    – Do Abrantes/Casanova/Ângelo Alves/Jerónimo;

    – Do Octávio Teixeira/Carvalho da Silva;

    – Do Vitor Dias/ António Filipe/Honório Novo/Carvalhas.

    O PCP não é monolítico, ainda bem.

    • Pedro Penilo diz:

      Há um PCP, José Manuel Faria. Com essas pessoas todas e muitas mais, e não arquivadas dessa maneira. O PCP é um, e por ser um é que tem valor ter tantas pessoas diferentes e com a sua vida própria. Que raio de valor teria como partido, se fosse tantos partidos quantas as cabeças que nele estão?

      • Renato Teixeira diz:

        Pedro, não sei o que é o PCP que nunca lá militei, mas no caso houve claramente dois PCP’s.

  2. Rocha diz:

    Teixeira, da Silvas e Dias podem chorar, mas com o PCP não mamam!

    Segundo nos consta, como já foi dito neste blog a intenção desta junta de convergência petit-burguesa era dar uma segunda vida ao alegrismo. Um passeio dos alegres papalvos. 99% do PCP não dá um cêntimo para esse peditório.

  3. Luis R diz:

    A tal da “generalidade” fica à espera da posição oficial. Sei bem do que falo.

    • Renato Teixeira diz:

      Aqui se aplicaria a democrática regra que mais vale errar colectivamente do que acertar sozinho. No caso foi pior pois nem sequer acertaram.

  4. vitor dias diz:

    (sem acentos)

    Este post eh um acto de cegueira e trampolinice politica. Assim esclareço:

    1. Nao estou evidentemente em condiçoes de falar por Octavio Teixeira ou Carvalho da Silva.

    2. Valorizei o manifesto por causa do seu sentido essencial se opor ahs inevitabilidades e orientaçoes constantes da propaganda dominante e, nesse quadro, me pareceu uma contribuiçao positiva.

    3. Se cada um ou uma tivesse de estar de acordo com todas e cada uma das linhas, paragrafos ou ideias contidas num projecto de manifesto colectivo e plural, entao o mais certo era nunca nenhum ver a luz do dia.

    4. Eu e os meus camaradas nao temos entre nos, e felizmente, poderes telepaticos. Sei se sim que muitos se ocupam de assuntos de que eu nao falo e vice-versa, tudo bem, eh mesmo assim, camaradas como sempre.

    5. Na vida politica ha certamente lugar e de relevo para a pureza ideologica das nossas convicçoes mais fundas.. Mas, sob pena de ficarmos soh a falar sozinhos, tambem tem de haver a capacidade de encontrar zonas de accao e posiçao comum com outros.

    • Renato Teixeira diz:

      Pelo seu comentário posso concluir que ou não tem razão nenhuma ou o PCP anda com uma deriva de pureza ideológica.

      Vitor Dias, (sem acentos), o documento é uma merda e ao contrário do que diz não se opõe a nenhuma inevitabilidade substancial. Da legalidade da dívida à legitimidade da troika, o documento não só não contribuiu para denunciar o interregno democrático e a ditadura financeira como de alguma maneira acaba por servir os seus interesses.

      Sublinho que não respondeu a nenhuma das questões. Porque não se entusiasmou o PCP? O que ganha a troika, Portugal ou o clube do chinquilho com a introdução da OIT?

      • vítor dias diz:

        Registo que não me soube ler como é manifesto quando me pergunta «O que ganha a troika, Portugal ou o clube do chinquilho com a introdução da OIT?»

        É que eu chamei a atenção para que «Se cada um ou uma tivesse de estar de acordo com todas e cada uma das linhas, parágrafos ou ideias contidas num projecto de manifesto colectivo e plural, então o mais certo era nunca nenhum ver a luz do dia.»

        Compreendeu agora ou precisa que lhe faça o boneco ?

  5. A.Silva diz:

    Não deixaria de subscrever isto:

    “É também útil que se reconheça a importância do trabalho (…), e se considere que os progressos alcançados na nossa sociedade são o resultado da presença de mecanismos de negociação colectiva e de solidariedade cujo desmantelamento pode significar uma regressão socioeconómica que debilitará o país por muito tempo.”

    “Os signatários entendem que (…), há direitos associados à dignidade do trabalho, ao respeito pelas pessoas e à garantia da coesão social que não podem ser postos em causa, sob pena de fragilizar gravemente o país e de eliminar qualquer capacidade própria de superar a situação dramática em que nos encontramos.”

  6. AE diz:

    porque ha comunistas que conseguem ver: estamos `a beira de um novo fascismo, já estamos num fascismo social e económico e vamos entrar no fascismo politico com eleições que nada contam. Lutar contra este fascismo implica unidade, ensina-nos a historia de Portugal e do PCP.

    O PCP teve o rasgo e ousadia do MUNAF e do MUD para combater o velho fascismo, federando comunistas, republicanos, socialistas, monárquicos, católicos e uma massa muito significativa de personalidades e pessoas simples, homens e mulheres sem partido que tinham sido atraídos à luta contra o fascismo e pela democracia.

    esqueça a patetice do Alegre, o que importa e´ hoje, perante o novo fascismo, o que fazer?

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