Cumpre-se o papel do Euro

O PCP defendeu que Portugal não entrasse na moeda única. Neste panfleto, os argumentos eram quatro e todos se concretizaram: estamos mais distantes dos países mais ricos, temos mais desemprego e salários mais baixos, continuam a ser pedidos mais sacrifícios e Portugal é cada vez mais governado a partir do estrangeiro. Rompendo o silenciamento, o Resistir.info tem um excelente dossier sobre as tomadas de posição políticas deste partido sobre a moeda única desde 1997, que importa ler.

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9 respostas a Cumpre-se o papel do Euro

  1. Luis R diz:

    Tiago, tem dó. Antes da moeda única já andávamos atolados nesta merda: uma sociedade desigual, produtividade medíocre, horizontes nulos.
    Se não estivessemos no Euro, o que seria agora melhor e porquê? Havia velhinhos a profetizar desgraças se fossemos à Lua; se calhar, a culpa também é disto.

  2. João Pais diz:

    O Luis R tem razão, quanto pior melhor! Também vou ficar a trabalhar com ele no dia 1 de Maio… tá fechado o escritório? Não importa, vou na mesma! Que diferença faz?

    • Luis R diz:

      Serás bem-vindo. Embora não veja a relação entre o euro, o meu escritório e o “quanto pior melhor”.
      Antes pelo contrário: palpita-me que estaríamos ainda pior.

  3. Pedro Penilo diz:

    Boa, Tiago! Fazer a história da “cassete” que nunca foi ouvida, sempre silenciada.

  4. Leo diz:

    Há 14 anos, em 1997, já o PCP explicava:

    4 razões contra a moeda única

    1.PORTUGAL CADA VEZ MAIS DISTANTE DOS PAÍSES RICOS.

    Na verdade, o nosso país ficaria sujeito a uma política monetária e cambial única, o que impediria que, no futuro, a economia nacional crescesse a um ritmo substancialmente mais rápido que a média comunitária, inviabilizando assim qualquer aproximação significativa aos países mais ricos em termos de desenvolvimento, salários, bem estar social e condições de vida.

    Os objectivos da prioridade absoluta à chamada «convergência nominal» (inflação, paridade cambial, défice orçamental, dívida pública e taxas de juro) esquecem o lado real da economia e impõem cortes nas despesas sociais e de investimento que contrariam o desenvolvimento económico e social de Portugal. e acentuam a destruição do aparelho produtivo e o desemprego.

    2.MAIS DESEMPREGO, MAIS GOLPES NOS DIREITOS SOCIAIS, BAIXOS SALÁRIOS, FALÊNCIAS.

    Com efeito, na realidade objectiva de Portugal, a perda de instrumentos essenciais para a condução de uma política económica nacional ( ao nível cambial, monetário e orçamental), implicaria que as diferenças de produtividade com os restantes países comunitários viessem, no essencial, a ser suportadas pela redução relativa dos salários dos trabalhadores portugueses, pelo aumento da precariedade, pela redução dos seus direitos e pelo aumento do desemprego.

    3.SACRIFÍCIOS PARA LÁ ENTRAR E SACRIFÍCIOS AINDA MAIORES PARA LÁ CONTINUAR.

    É hoje indiscutível que as restrições orçamentais, os cortes nos aumentos reais de salários e pensões, os cortes nas despesas sociais ( saúde, educação, segurança social, etc), não só se manterão depois da criação da moeda única como se agravarão.

    É disso que trata o chamado «Pacto de Estabilidade» que impõe ainda pesadas sanções financeiras aos países incumpridores.

    Além disso, como os países mais desenvolvidos sabem muito bem que não é o pertencer a uma moeda forte que muda países com uma economia fraca e atrasada, pode muito bem acontecer que, antes o Governo do PSD e agora o Governo do PS , tenham andado a impor sacrifícios por causa do objectivo da moeda única e que, depois, Portugal não consiga entrar.

    4.SOBERANIA NACIONAL REDUZIDA A MUITO POUCO, PORTUGAL A SER GOVERNADO DO ESTRANGEIRO.

    A entrada na moeda única acarretaria uma enorme mutilação na soberania nacional , a sujeição do nosso país aos ditames dos países mais desenvolvidos, o esvaziamento de importantes poderes do Governo e da Assembleia da República em favor de instâncias supranacionais e nomeadamente de um Banco Central Europeu, «independente» dos governos mas completamente enfeudado à política neo-liberal, e no qual Portugal não riscaria nada.

    A moeda única é mais um passo de gigante – para o federalismo, para a construção de um super-Estado europeu asfixiador das identidades e soberanias nacionais.

  5. Malmequer diz:

    Porque é que as exportações tem aumentado nos últimos tempos ? Meus caros, o problema
    é um e apenas um, o despesismo do Estado, e nisso o PCP sempre deu carta branca, ainda o ano passado em Maio apoiaram o TGV e o Pinhal interior.

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      Ai tanta empresa pública, ai tantas PPP’s, ai tanta nomeação de boys do centrão, ai tanto subsídio para abate da frota pesqueira, ai tanto dinheiro para que deixássemos de produzir… Mas agora as exportações são a solução para tudo…
      Como, há poucos anos, eram as PPP’s, as empresas do Estado, o abate de barcos e os eucaliptos… A “posperidade” como dizia a encavacada figura.

  6. DrStrangelove diz:

    O professor pergunta: “Fritzchen, qual é a diferença entre capitalismo e socialismo?”
    Fritz responde: “O capitalismo é a exploração do homem pelo homem. No socialismo, é o inverso.”

    (anedota contada na ex-RDA)

    • Grumbler diz:

      Falta a referencia obrigatória ao Estaline, como qualquer post que se preze a despropósito para desacreditar esses sacanas dos comunistas

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