Estreou nas salas de cinema o documentário “48″, de Susana de Sousa Dias, um grande momento da história. Um grande momento de cinema.
Estreou nas salas de cinema o documentário “48″, de Susana de Sousa Dias, um grande momento da história. Um grande momento de cinema.
Curioso, porque estou a ler o livro “A história da PIDE”, de Irene Flunser Pimentel. Épica, a palavra que melhor descreve o confronto PCP-PIDE.
Aconselho o livro a todos os que se pretendem melhor informados sobre a organização repressiva.
Ah, a académica que anda empenhadíssima em humanizar o fascismo português.
Só o conceito de “confronto PCP-PIDE” dá bem a imagem do horizonte democrático da autora: como se as duas forças se equivalessem; como se vivessem, nesse jogo, uma para a outra.
Mas não, não viviam uma para a outra. O PCP vivia e vive para organizar a classe operária, os trabalhadores e os democratas contra o fascismo, pela revolução democrática, pelo socialismo e o comunismo. Força de vida e projecto de futuro. A PIDE, instrumento repressivo do fascismo, desmantelada pelo povo português na sequência da revolução de Abril, força de medo, morte, tortura e extermínio, criada exclusivamente para destruir o PCP e reprimir outros democratas e antifascistas.
Esta dita “historiadora” é uma das maiores fraudes do trabalho da história em Portugal. Esta citada tese de doutoramento, onde a dita senhora não consegue distinguir uma conclusão de uma introdução, é o início de uma propagação de metástases – coisa que o dr. Rosas é um dos culpados (ter deixado passar aquilo na universidade é inaudito: e ter atribuído a esta personagem o mesmo prémio que a Mattoso, é sinal e sintoma do país e tempo em que vivemos; e mais, Pedro, lembra-te que a única figura da Pintura portuguesa que ganhou este prémio foi …….. Menez [!!!?????]: e está tudo dito!)
Já agora, porque não quero nem posso misturar o que não pode ser misturado (não falo do tema deste post num meu comentário sobre Flunser – abro pois aqui outro comentário): a Susana Sousa Dias, minha colega de faculdade e “vizinha” de sala, sabe alargar o campo do cinema; sabe que o cinema é muito mais do que umas dúzias de fulanos a fingir representar/contar um enredo, uma “boa” história, como muita gente pensa que o cinema é. E não, não é isso. Naturalmente.
A Susana sabe respeitar e principalmente sabe ouvir.
Sim, Carlos. A Susana, o cinema.
um grande momento, sim. convenientemente abafado no portugalzinho pequenino que não sabe pôr a boca assim… espero que o público saiba aproveitar este tempinho em sala.
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concordando com cv na generalidade quanto à dicotomia disparatada entre pide e PCP e curiosamente a trapalhada da introdução e conclusão tb já a tenho partilhada com gente que sabe a diferença.tudo certo quanto à “historiadora” e bem vista o atencioso venerando e obrigado do fr face à senhora e à tese. já quanto à comparação que faz da menez é desnecessária. não se pode comparar o que não é comparável.