Ministra da Saúde de Sócrates ganha prémio Nobel da Física

Depois do engenheiro Sócrates se candidatar ao prémio Nobel da Economia ao conseguir um superávit na despesa pública, não pagando aos fornecedores até às eleições. O governo continua na sua senda milagreira de surpreender o mundo, a ministra da Saúde anuncia um novo prodígio: ‘ as fraldas nos hospitais têm asas e desaparecem’.
Permitam-me duvidar, a gente aprende com a ciência que, na maior parte das vezes, as explicações mais simples são as verdadeiras. Se as fraldas, como por magia, desaparecem de TODOS os hospitais, não será que a razão está na merda que este governo faz ao cortar nas ditas cujas? Pensem nisso.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

6 respostas a Ministra da Saúde de Sócrates ganha prémio Nobel da Física

  1. maradona diz:

    Não são as explicação “mais simples” que costumam ser as verdadeiras, mas sim as “mais bonitas”. E garanto que são sempre complicadas como a merda, as mais bonitas.

    • Nuno Ramos de Almeida diz:

      a ideia é que é mais simples a lei da gravidade do que inventar uma fada (linda se quiseres) que leva as maçãs para baixo. Acho que já vi essa formulação com as mais simples e as mais bonitas. Na segunda versão, costumam referir-se a uma merda axiomática que dá pelo nome de matemática.

    • Nuno Ramos de Almeida diz:

      e se me recordo essa merda das simples vinha no Descartes.

      • maradona diz:

        terá sido o einstein que inaugurou a historieta das mais bonitas, especificamente como contraponto à historieta das mais simples; até então era, de facto, tudo simples: acreditar na gravidade versus acreditar na fada; só que na ciencia as merdas têm a tendência para se substituirem mais do que se acumular, e para aí desde o scottish enlightment – e não desde o descartes, que era um tipo esquisito e complicadinho – que inventar uma fada é muito mais complicado do que suspender a opinião até a evidência e a razão poderem dizer qualquer coisa que faça sentido. mas essa era um bitaite psicológico (hume?), e não propriamente verificável na experiência da aproximação de cada pessoa aos métodos científicos (até 1900 qualquer gajo com tempo percebia tudo o que havia para perceber em ciencia). mas desde meados do sec XX que a gravidade passou a ser, também ela (e tudo o resto) , de uma complicação sem remédio, e talvez por isso tenha sido necessário abandonar a conversa do simples para acolher a do mais bonito. a questão será esta: quem quer que tente compreender, sei lá, o átomo, verá que entre o que hoje se sabe cientificamente sobre ele e o que durante milénios imaginámos ser uma fada existe muito pouca coisa que a que nos possamos agarrar para que os distingamos, a não ser, claro, a pirâmide da razão que conduziu ao primeiro, e que apesar de ser complicadissima, agora nos tentam impigir ser bela. mas o ponto é este: mesmo na ciência e da razão, voltámos ao tempo da fé (e, se descobrimos isto agora, não foi por falta de aviso dos filosofos; mas assim, empiricamnete, é mais giro)

        PS: e por a fé ser novamente necessária, é aconselhável reforçar a rejeição das superstições, mas essa é outra conversa, que não quero entrar por me sentir demasiado próximo dos meus inimigos de esquerda.

        PS: meu deus, por favor, alguém me obrigue a calar!

        • Tenho duvidas que em toda a ciência haja mais tendência de “substituir” em vez de “acumular”. Como sabes a relatividade não substitui e anula a lei da gravidade a nível do comportamento dos planetas. Nem os postulados da fisica quântica anularam em todo o universo as decobertas de Einstein. O que aconteceu até agora é que a lei da gravidade, a relatividade e a quântica reinam em domínios do universo diferentes. O velho sonho de Einstein de uma teoria do campo unificado ainda não se verificou. Nesse sentido, acho que a explicação mais simples continua a ser um belo princípio que vigora em quase todo o universo, tirando em sítios incompreensíveis como a física dos quanta.

  2. Bolota diz:

    Socrates serviu-se desta e de outras sonsas para fazerem o trabalho sujo.
    Mas se fossem só as fraldas…falta de pediatras para assegurarem o serviço.

    http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/menos-urgencias-para-criancas024538357

Os comentários estão fechados.