A Marktest e o “erro”

Sondagem Marktest a 3 dias das eleições presidenciais:
61,50% Cavaco Silva (obteve 52.94% | +8,56 pontos percentuais)
15,00% Manuel Alegre (obteve 19.75% | – 4,75 pontos percentuais)
12,70% Fernando Nobre (obteve 14.1% | -1,40 pontos percentuais)
03,30% Francisco Lopes (obteve 7.14% | -3,84 pontos percentuais)
02,10% José Manuel Coelho (obteve 4.5% | -2,40 pontos percentuais)
01,20% Defensor de Moura (obteve 1.57% | -0,37 pontos percentuais)

Sondagem Marktest a um mês das eleições legislativas:
36,00% PS
35,00% PSD
08,00% CDU
08,00% CDS-PP
06,00% BE

Consequência, nos indecisos, para quem decidir o seu voto a partir desta sondagem:
– Se indeciso entre CDU e BE vota BE
– Se indeciso entre BE e PS vota PS
– Se indeciso entre CDU e PS vota PS

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24 respostas a A Marktest e o “erro”

  1. LM r diz:

    Acrescentas ao PCP e ao Bloco toda a percentagem com que a Marktest se enganou quanto aos candidatos mais ou menos de esquerda e mesmo assim não vamos a lado algum. A triste realidade vai de novo ser esta.

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      Luis, a minha tese é que as sondagens não procuram prever o resultado, mas sim condicionar o eleitor.

      • LM r diz:

        Quem está, a esta altura, indeciso entre o PS e o BE ou o PCP, provavelmente não consegue sequer abarcar os conceitos de percentagens e de sondagem, logo é imune a estas “notícias”.

        • LM r diz:

          E não seria cedo de mais para tais manobras conspirativas? Acho que é mesmo só incompetência, amostra mínima e idiotice de muitos eleitores, que mascaram a sua real intenção de voto.

        • Tiago Mota Saraiva diz:

          Luis, o voto útil ainda existe e tem muita força.

  2. Nuno Ramos de Almeida diz:

    O que mais me fascina é que a sondagem que vocês estão a discutir tem 805 inquiridos e uma taxa de resposta de 18,1%. Quer dizer que vocês levam a sério as 100 e picos pessoas que responderam. Eu não perdia muito tempo com isso nem com as sondagem do Expresso, em que deve haver poucos inquiridos fora do Largo do Rato.

    • LM r diz:

      Acho que não Nuno. A taxa de resposta é calculada sobre a soma das entrevistas concluídas, das incompletas, dos contactos falhados e das recusas.
      Mesmo assim, é curto e é cedo.

      • Nuno Ramos de Almeida diz:

        8.6. Taxa de respostas obtidas5
        art.º 6º/1/o: “A taxa de resposta e indicação de eventuais enviesamentos que os não respondentes possam
        introduzir”
        EC
        Taxa de resposta = ––––––––––––––––––––––=____,__%
        (EC + EP) + (R + NC)
        Legenda: EC = Entrevistas Completas
        EP = Entrevistas Parciais/incompletas
        NC = Não Contactos (casos em é confirmada a existência de um inquirido
        elegível (na habitação ou n.º de telefone previamente seleccionados), mas com o
        qual não é possível, por incapacidade ou qualquer outra razão impeditiva, o
        contacto para a realização da entrevista)
        R = Recusas (Pressupõe o contacto com o potencial entrevistado/inquirido)

        • Nuno Ramos de Almeida diz:

          O problema é que eles dizem que fizerem 805 entrevistas e não 805 entrevistas completas. O que me parece que as entrevistas são a soma das entrevistas completas mais as parciais e as recusas. O que indicia que na prática falaram com pouco mais de 150 pessoas.

          • LM r diz:

            Acho que as 805 são as entrevistas completas.

          • Vasco Ramos diz:

            Nuno,
            já trabalhei no “meio”.
            As entrevistas são completas, as tais 805.
            Esses 18,1% querem dizer para obter as 805 respostas falaram/contactaram 4458 pessoas (805/0.181).
            Quer também que 3643 não responderam, porquque recusaram, “estavam fora de quota” (esta é uma amostra por quotas, o que já pode introduzir um enviesemanto considerável) ou por outros motivos.
            Não estou a minorar as críticas à sondagem, muito pelo contrário.

  3. Augusto diz:

    Os resultados não são esses

    PS – 36,1
    PSD-35,3
    CDU-8,1
    CDS-7,5
    BE-6

    A Marktest realizou no mesmo dia outro estudo e pasmem ,65%, acusou Socrates de ser o principal responsável da situação a que o País chegou.

    • Tiago Mota Saraiva diz:
      • Ricardo diz:

        Estão na edição de hoje do DE.

        Mas como acima é dito estas sondagens que seguem um critério, questionável, mas critério, na minha opinião apresentam amostras demasiado curtas e opções de distribuição regional no mínimo duvidosas.
        O facto de apresentar um resultado em que a CDU estará com uma tendência de crescimeto (+21% de intenções de votos) não é factor capaz de credibilizar este exercício estatístico.
        Mais, as sondagens, grosso modo, com os seus erros e intervalos de confiança, partem do pressuposto de que no dia das eleições a situação objectiva e subjectiva se manterá, do tipo ceteribus pares. Acontece que só em modelos, aparências da realidade é que esta condição se verifica.

  4. As sondagens valem o que valem, mas ninguém gosta de ter resultados baixos. Esta, mostra que a Esquerda não capitaliza o descontentamento popular: 14%. O PCP e o BE tem de rasgar terreno: no contacto com as pessoas na rua, nos locais de trabalho, na distribuição de propaganda em mão e via internet. A Esquerda tem de pôr os candidatos nos comícios, sessões de esclarecimento ou nas tascas a conversarem com jovens e idosos à volta dumas cervejas.

  5. Augusto diz:

    Por exemplo no DN

  6. Renato Teixeira diz:

    Acho complicada a tua tese. Porque não reforça a CDU no eixo BE-CDU? Ou galvaniza o PS no eixo PS-PSD, ou por outro lado faz correr o PSD, ainda nesse particular. Acho que a teoria da transferência de votos já é em si uma ciência complicada. O da transferência de votos devido a sondagens ainda mais. Mas veremos. O que seria importante é não confiar tudo no palco eleitoral, onde os partido de governo nadam melhor do que os de protesto.

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      1. Se reforçasse a CDU e a posicionasse com dois dígitos, daria a indicação de haver uma vaga de fundo que traduziria a luta no voto.

      2. Dar um empate entre PS e PSD mobiliza e coloca no centro da campanha o voto útil.

      3. A luta é o caminho, nessa concordamos.

  7. Rui F diz:

    Pois é Tiago

    A verdade e que a coisa não vai fugir muito disso.

  8. Augusto diz:

    Quem anda na rua e nos transportes publico, observa dois tipos de atitude.

    Resignação com a vinda da FMI, e preocupação com o futuro, por um lado.

    E as criticas cerradas aos partido, e em especial ao Socrates pelo estado a que chegámos.

    As alternativas á vinda do FMI propostas pela esquerda para resolver a crise , não estão a passar para o eleitorado.

    A chantagem sobre os funcionários publicos e respectivas familias , com a ameaça de que se não chegar dinheiro do FMI, pode não haver dinheiro para salários em Junho, está a fazer o seu caminho

    Os reformados discutem PECS e orçamentos de estado, preferem aumentos do IVA, e estão contra congelamentos das pensões, mas na realidade não percebem o que lhes está a acontecer, quando chegam á farmacia e lhes pedem 80 ou 100 euros pelos medicamentos, pelos quais pagavam 20 euros há menos de 4 meses, ou quando o dinheiro já não chega para a comida.

    A esquerda tem que fazer um discurso muito simples, as propostas ás soluções FMI, têm de ser realistas, têm de ser executadas no curto prazo, e não podem ser demagógicas.

    Se não o eleitorado potencial da esquerda vai-se abster em massa.

  9. LAM diz:

    Muito mais interessante do que essa sondagem e do que o universo que ela contempla, como referido por N.R.A., é a vitimização precoce que dela faz o Tiago Mota Saraiva.
    Em todas as conjecturas, segundo Tiago, a dúvida do eleitores favorecerá o partido com a percentagem apontada mais alta…salvo no caso BE – PCP em que a vítima, ó santa Ingrácia, ó Calimeros precoces…é o PCP.

    • antónimo diz:

      mas tem dúvidas de que o voto útil funciona sociologicamente nesses sentidos? e se deitasse os entrolhos sectários fora?

  10. Boots diz:

    Não são sondagens de opinião, mas sim formadores de opinião!

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