NI OLVIDO, NI PERDÓN! NUNCA MÁS! Nem que fosse por um dia, há pulhas que não merecem ver nascer o seu último sol em liberdade.

Reynaldo Bignone, tido como o último ditador argentino, e Luis Patti, ex-delegado da polícia,  foram condenado a prisão perpétua, em cárcere comum. A justiça quando tarda não resolve grandes feridas mas salvaguarda a memória. “Ni olvido, ni perdón! Nunca más!”, gritaram sempre as vítimas que sobreviveram, cobertas de razão.

Uma homenagem aos desaparecidos, por Mario Benedetti e Daniel Viglietti:

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17 respostas a NI OLVIDO, NI PERDÓN! NUNCA MÁS! Nem que fosse por um dia, há pulhas que não merecem ver nascer o seu último sol em liberdade.

  1. José diz:

    Acho muito bem!
    “Ni olvido, ni perdón! Nunca más!”
    Para todos os ditadores! Incluindo, evidentemente, oos irmãos Castro, por exemplo.

    • Renato Teixeira diz:

      Primário, José. A comparação é abjecta mesmo para quem não tem Cuba como farol de coisa nenhuma. Pelo seu comentário revela que não sabe nada do que foi a ditadura argentina e sabe muito pouco do que se passa em Cuba. Já me esquecia porque tinha perdido a paciência para a sua verve.

      • José diz:

        Bom, não sou argentino ou cubano e não sofri qualquer perseguição por uns ou outros, se é isso que quer saber.
        Por mero acaso do destino, fui colega de escola de um filho de refugiados argentinos nos idos de 70, e algumas estórias ouvi.
        Bem sei a crueldade dos militares argentinos, as dezenas de milhares de mortos e “desaparecidos”, a retirada de bébés aos detidos e a entrega aos “puros”, com a perda de identidade.
        O que não faço é distinções entre boas e más ditaduras, as de esquerda e as outras, de direita, teocráticas ou meramente pessoais.
        E Cuba não deixa de ser uma ditadura, com um historial negro de perseguições a qualquer opositor ou dissidente desde os anos 60.
        Não tem paciência? Tem bom remédio.

        • Renato Teixeira diz:

          Afinal vejo que sabe, como sabe que a comparação é abjecta. Pavlov explica o resto.

          • José diz:

            Ah, nisso tem razão! Pavlov explica muito!
            Veja-se este post e a ausência de críticas à repressão de críticos cubanos.
            Vejam-se os posts efectuados aquando das revoluções tunisinas, egípcias e iemenitas e o ensurdecedor silêncio no que diz respeito à equivalente síria.
            Vejam-se os indignados posts sobre crimes israelitas e a ausência de reação aos assassinatos de Mer-Khamis e de Vittorio Arrigoni.

          • Renato Teixeira diz:

            Critica a Cuba num post sobre a prisão de um ditador argentino? Voltamos à estaca zero.

          • José diz:

            Não, não sugiro a crítica a outras realidades neste post.
            Comento a ausência de posts sobre outros eventos, os quais, sendo consistente, mereceriam igualmente reparos, apelos, elogios.
            Como o Renato acima diz, Pavlov poderá ser a explicação.

  2. Astor Piazzolla

    http://www.youtube.com/watch?v=2thymCIvv7Q&playnext=1&list=PL454CB5A7A29C0D3C

    (eu sou meio inglês, mas adoro a Argentina, já lá estive e todos os meus »irmões também.)

  3. A despropósito:
    da esquerda para a direita:
    O Sanches Osório, o Otelo , o Fisher, o Vítor Copos, um gajú de quem eu não me lembro, e o Garcia (Comunicacões).
    Fazia-se…
    Nas calmas.

    🙂

  4. a anarca diz:

    Um pouco tarde …
    Impossivel de esquecer e de perdoar

  5. paulo diz:

    se fosse um gajo da eta era diferente

    • Renato Teixeira diz:

      Naturalmente. Os gajos da ETA fizeram desaparecer 30 mil pessoas? Roubaram identidade a crianças? Atiraram grávidas para o fundo do mar? Tenha paciência, ide ler a Helena Matos.

      • Carlos Carapeto diz:

        Paulo para purificar essa mente. Leia ” O meu nome é Victoria”
        de Victoria Donda, depois já fica habilitado a discutir o que foi a ditadura Argentina. Sem isso arrisca-se simplesmente a zurrar asnadas.

  6. Ao contrário de todos os meus «amiguinhos» (que perderam a pachôrra para ela) eu axo qua fulana está a escrever melhor.
    Engraçado, sei quem ela era e de onde era, mas não consigo lembrar-me dela, as «figuras-de-prôa» na altura eram o Barroso, o Garcia P., a MiZé M, a Ana G. (O Zé Luís não se metia nessas m”#$%as.)
    Saudades do meu amigo João Isidro, e do major Aventino T.

    🙁

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