O dono da bola quer tirá-la aos outros putos

O Zé Aguiar já tinha falado aqui do estranho caso do militar revolucionário que acha que é dono dos direitos autorais da revolução; a mim, a relação de propriedade de Otelo com o 25 de Abril (e a relação de superioridade que ele insinua relativamente aos restantes portugueses) lembra-me essa figura infantil que era a do “dono da bola”, que sempre que amuava queria parar o jogo e levar a bola para casa. Eu deixei de ter pachorra para os donos da bola no ciclo preparatório.

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SEXTA | António Figueira
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10 respostas a O dono da bola quer tirá-la aos outros putos

  1. maradona diz:

    a história do gordo

    quando ia de férias para faro, levava sempre uma bola nova para jogar com os amigos de lá; era uma festa sempre que eu chegava, por causa da minha nova bola, da qual eu era o dono. a peculiaridade da minha situação é que sendo embora eu o dono da bola, não tinha lugar na equipa: dividiam as pessoas presentes em duas equipas, que jogavam a tarde toda, e eu ficava a suplente, para entrar no fim, para a baliza ou, se não existisse possibilidade de desestabilização do resultado entretanto obtido, para a defesa. não precisei de psiquiatra.

  2. a.m. diz:

    E não é que tenho de concordar com A.F.?
    Que se passa comigo?
    Estarei bem?

  3. Renato Teixeira diz:

    Na minha escola não havia disso. Se o dono da bola se armasse em esperto, ia para casa de mãos a abanar. Luta de classes em estado puro. Granda posta.

  4. Daniel Nicola diz:

    ou seja, para Otelo, as revoluções resumem-se às regalias e não regalias dos militares… mas isso não são revoluções, são golpes de estado, acho.

  5. JL diz:

    António Manoel,
    Não sei se te lembras mas eu adorava jogar à bola e não perdia uns toques.
    Não sei se por isso ou outra coisa qualquer, não me lembro de alguma vez ter tido uma bola só minha. É que não precisava… até tinha jeito e jogava quase sempre.
    Sempre duvidei de quem era dono de bolas, embora precisos nunca jogavam grande coisa. O truque era fingir que eram importantes e deixá-los jogar os primeiro cinco minutos. A seguir deveriam ser substituídos… como parece ter sido aqui o caso.
    Dito isto nunca fiz parte dessa equipa como sabes… e sempre me deu prazer marcar-lhes alguns golos.
    Um abraço
    João L

    (quanto aquele Jew Salt, foi copy paste)

  6. temos pá! que ter paciência pá! com o otelo pá!.é tonto pá! palermita pá!murcão pá! lerdo pá!vaidoso pá!nunca gostou do PCP pá! mas é o otelo pá!a gente não deve pá!esquecer o que pá! ele fez pá!

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