Mesmo o menos patriota dos portugueses arrisca-se a andar incomodado com a sucessão de conselhos, ralhetes, chamadas de atenção acintosas, etc., que os responsáveis europeus derramam sobre Portugal desde que o governo se viu obrigado a pedir a intervenção do FMI. A coisa não é bonita de se ver. No sábado, a reprimenda de Olli Rehn, o comissário europeu responsável pelas Finanças, ao Presidente da República foi de pôr os cabelos em pé. É verdade que Cavaco Silva pediu uma quadratura do círculo inexistente nos mecanismos de resgate financeiro – o tal empréstimo intercalar que a Europa não quer inventar à medida do que precisávamos, com eleições legislativas dentro de mês e meio. Mas tudo isto tem um travo de humilhação que dispensávamos.
A ler aqui, por Ana Sá Lopes.



