Uma palavra, uma foto e uma capa.

O dicionário Priberam escolheu como palavra do dia a seguinte:

pornocracia

(porno- + -cracia)

s. f.

Influência das cortesãs no governo da nação.

Como gosto muito do termo mas acho que não encaixa completamente, vou tentar outra definição partindo do termo pornografia (espero que a senhora Priberam saiba desculpar isto):

s.f.

Execução da governabilidade feita de um modo que ataca ou fere pudor e moral e com finalidades claramente obscenas.

 

Vivemos, pois, numa pornocracia parlamentar avançada.

Reunião de pornocratas.

Agora estes senhores bem elegantes, com Le Petit Nicolas no centro. Não sei se as senhoras sabem, mas Le Petit Nicolas e outros tomaram a firme decisão, em Outubro de 2008, de refundar o capitalismo. Sim, sim, o capitalismo. Não é coisa pequena! Vendo com estava o panorama, resolveram que aquilo não podia ser, havia que achar remédio seja lá como for. Procurar as bases éticas (sim, sim, éticas) do sistema capitalista e utiliza-las como alicerce para lançar a versão 2.0: Mais justa, menos suja e disponível em azul e laranja.

Não duvido que, passados mais de dois anos, o capitalismo já estará completamente refundado e vai ser logo lançado ao público. Ou estamos já no Cap 2.0 e ainda ninguém nos disse nada? Ou será que por culpa da crise ainda não puderam aplicar essas boas ideias?

A merda da crise que já ninguém sabe como é que começou… foi uma cena no Japão, não foi? Eu lembro, há uns anos, uma cena dos estudantes em Paris… foi isso? Ou é que a culpa foi do elevado nível de vida das classes todas? Os bancos tinham a ver algo com isso? Quem sabe…

Capa da revista "El Jueves" de 22 de Outubro de 2008.

 

 

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5 respostas a Uma palavra, uma foto e uma capa.

  1. Bruno Carvalho diz:

    Só se for a influência das senhoras mães de Sócrates e Passos Coelho.

  2. Renato Teixeira diz:

    Lindo!

  3. Leitor Costumeiro diz:

    De facto, temos vivido todos acima das nossas possibilidades. Falar de falta de competitividade em portugal com estes ordenados só pode ser uma piada. Especialmente se nos comparar-mos com a Alemanha, cujo o único recurso, são escravos de consciência, altamente remunerados(ah! e carvão) esses tristes/trastes…E o mais bonito da comunidade Franco-Alemã, nós pagamos as exportações a essa gente, e como consequência, além de nos terem fodido ainda matam milhões à fome noutros continentes.
    Têm de ser destruídos, custe o que custar..
    A mim nada me “abalança
    A dormir sobre a calçada
    Faz como o trabalhador
    Dorme sobre a tua enxada

    Faz como o atirador
    Dorme sobre a espingarda”

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