Ser ou não ser, de que partido falo?

Nobre já foi fixe, agora é do PSD. Alegre era o futuro mas nunca deixou de ser o passado e o presente do PS. O Zé fazia falta mas foi ao António Costa que deu jeito. Saúda-se a decisão dos islandeses por votarem contra o pagamento da dívida mas vota-se a favor da dívida grega e defende-se a renegociação da dívida nacional. Portugal deve sair na NATO mas não da Líbia. Começou por ser um partido em movimento para acabar num partido de funcionários. Sócrates é mau mas é contra o Passos Coelho que fará campanha. Propagandeia  unidade à esquerda mas ela só se vê à direita.

Este artigo foi publicado em cinco dias and tagged . Bookmark the permalink.

44 respostas a Ser ou não ser, de que partido falo?

  1. antonio diz:

    ya, fixe, mas mesmo fixe, é ter a sorte de não estar comprometido com nada.
    tipo assim, só a fazer comentários.

  2. antonio diz:

    É. Tens razão. Acho que o BE tem uma agenda oculta e está comprometido com o Paulo Portas e ninguém percebeu.

  3. JDC diz:

    Entre fazer campanha contra Sócrates ou contra Passos Coelho, o Renato prefere contra o primeiro. E depois admiram-se de não conseguirem mais do que 10% . É autofágico!

  4. Carlos Guedes diz:

    Enquanto isso não te passar não há nada a fazer…

  5. Augusto diz:

    Renato Teixeira hoje é só uma especie de Zita Seabra do Bloco de Esquerda ( sem o passado de luta contra a ditadura, pois isso era perigoso)……

    • Renato Teixeira diz:

      Augusto, publico esta para lhe dizer que não publico mais nenhuma. Ide para o Esquerda.net insultar a sua tia. Para que eu fosse a Zita Seabra teria que ter, pelo menos, feito qualquer coisa como o Nobre, ou não? A defesa que faz do BE é canina e neste momento ultrapassou todos os limites. Será que é isso que tem a dizer a todos os eleitores e militantes do BE que expressam a mesma crítica? Vai no bom caminho para os convencer. Se vai.

  6. Renato Teixeira diz:

    É notável que as críticas à posta que vêm de aderentes do BE não se esforcem, em nenhuma virgula, por contestar o que é dito. Quando se prefere a insinuação ao argumento é revelador de que a crítica está coberta de razão. Ou não será assim?

    • Justiniano diz:

      Caro Renato, bom texto!! Acho até, ao contrário dos comentários aqui largados, que foste bastante comedido!! É tudo tipos de esquerda, não leves a mal!! Pergunta-lhes, também, se não querem salvar a Europa e o Euro!!
      Só não te percebi o agravo contra a Zita!!

      • Renato Teixeira diz:

        Justiniano, comedido é a palavra certa. Falei de factos. Não é, curiosamente, nem um texto opinativo, nem classificativo. Pavlov explica. Os aderentes do BE que aqui falaram são mais clubistas do que os adeptos do Benfica que prontamente criticaram o seu clube pelo apagão e a molha ao FCP.

        • Luís Rocha diz:

          Renato, os aderentes do Bloco que aqui te vêm acusar de ódio ao Bloco, atiram para cima de ti o seu indisfarçável ódio a quem se atreve a revelar a sua falta de vergonha por serem reformistas, logo capazes de todas as cambalhotas.

          E reformistas são nomeadamente aqueles que estão dispostos a tudo para chegar ao poder ao mesmo tempo que se dizem de esquerda e contra as actuais políticas.

          Tenho a certeza que existe muito boa gente no Bloco que não anda aqui a defender o indefensável. E certamente estás a ajudar os verdadeiros aderentes de Esquerda do Bloco quando colocas estas questões importantes à reflexão.

        • antonio diz:

          n sou aderente do BE. acho só esquisito o posicionamento confortável de quem n está envolvido com nada.

    • LAM diz:

      Renato, até muito recentemente, pelas presidenciais, o Nobre nunca se tinha revelado como anti-partidos nem o populista que vimos. Até aí, todas as referências à figura que iam surgindo relevavam antes de mais e principalmente a sua intervenção cívica no quadro da AMI. Não há portanto razões de, por aí, fazer qualquer crítica ao BE por ter escolhido Nobre para mandatário nas europeias de 2009 (aliás e sintomático, nem consta que por essa altura tenha surgida qualquer crítica ao BE por essa escolha).

      Sem bola de cristal para adivinhar o que algum personagem hoje se pode vir a revelar amanhã, isto não só já aconteceu com muitos partidos, inclusivamente outro (como diria o maradona), como nada diz que não possa acontecer no futuro relativamente a outras figuras.

      (não é por aí…)

      • Renato Teixeira diz:

        É verdade que Nobre enganou muita gente, e não me parece particularmente grave que o BE o tenha escolhido, à data, para mandatário das Europeias. Adicionei esse ao rol de disparates do BE pela critica feroz que tem sido alvo, especialmente com motivos bem anteriores aos da sua escolha para as europeias:
        http://www.arrastao.org/2229926.html
        Ou os Nobres que cabiam na AMI só hoje merecem a crítica? Porque não se vê a mesma violência para o “regresso” de Alegre voltou à Comissão Política do PS de Sócrates?

  7. Teixo diz:

    Hello! O inimigo está do outro lado ó camarada! Já chega! Se não queres combater a meu lado, vaza, desaparece, vai de vela, põe-te a milhas.
    Estou a ficar farto de ressabiados, se não consegues viver com os próprios erros, como poderás viver com os dos outros.

    • Renato Teixeira diz:

      Ninguém falou de inimigos, pá. Ver a crítica como inimiga é meio caminho andado para reincidir no erro.

  8. Manuel Monteiro diz:

    Estou contigo, meu camarada Renato
    E lanço uma pergunta: porque será que o BE, em vez de andar neste cretinismo parlamentar de ajudar a salvar a economia nacional (leia-se, economia capitalista) não lança iniciativas originais para contestar a presença do FMI em Portugal? Onde está essa irreverência revolucionária? Porque não uma concentração frente ao Ministério das Finanças (mais conhecido por Secção do FMI)?
    Um abraço
    Manuel Monteiro

  9. Camarro diz:

    De facto, o inimigo está do outro lado! Mas também era bom que os aderentes/simpatizantes do BE tivessem a capacidade de fazerem alguma auto-crítica. Ou aquilo que o Renato refere no post é mentira?

    • antonio diz:

      auto-crítica faz-se e fez-se. o JSF foi um erro, o Alegre nem tanto, o Nobre não foi. O Nobre depois fez-se à vida, como ele a interpreta. se em política vai se pensar o que estará na cabeça das pessoas anos depois, não se faz nada. talvez numa ditadura férrea se consiga prevenir que as pessoas mudem de ideias, façam coisas incoerentes, ou estúpidas. no vosso mundo, do descomprometimento total com projectos, do desapego, deve ser mais fácil.

      • Camarro diz:

        Acha mesmo que Alegre não foi um erro? Foi um erro e bastante mais grave do que o caso de JSF. Objectivamente o BE esteve ao lado do Partido Socratista! Esquizofrénico… Mas o passado já lá vai! Importa olhar para o futuro! E acredite, não estou descomprometido!

    • Teixo diz:

      A questão não é essa.
      Toda a gente sabe que erros cometem-se e em todas as forças políticas.
      A auto-crítica far-se-á dentro de portas e o tempo encarregar-se-á de confirmar ou desmentir esses erros.
      Vejam que, neste momento, andam milhares de militantes, de vários partidos, a engolir (nobremente) sapos deste tamanho.
      Reparem na vitimização do Ps: Aponta, cada vez mais, as baterias à esquerda e esta a brincar com “setinhas” entre si.
      Basta, vou-me embora. Se quiserem continuar com as vossas picardias, a vossa superioridade intelectual e a vossa noção obtusa de esquerda, tudo bem mas para mim já deu.

  10. LAM diz:

    As críticas do que cita do Arrastão não foram anteriores, foram de agora. Na altura ninguém (que eu saiba) levantou o que quer que fosse, nem vi qualquer quadro estrutura da AMI, pelo que, concordo, alguém só agora andou a desenterrar papéis.
    Sobre o Alegre o problema é maior, digamos que é um problema de digestão que abala alguns órgãos, outros não, e é coisa que ainda não foi expelida como devia. Temo aliás que só lá vá de clister.

  11. Miguel Franco diz:

    Renato melhor q o texto é mesmo a carrada de comentários… os que ficaram mimetizam o que é o BE, um espaço sem critica interna e que lida muito mal com tudo que se possa dizer sobre sobre ele.
    Gostei mto de ler este continuo de golpes e contra golpes

  12. closer diz:

    Há alguma razão nas críticas que Renato Teixeira faz, a insistência e o tom com que deturpa ou mistura alguns aspectos, revelam alguma obsessão com o seu quê de freudiano, de um ex-bloquista que agora passou à situação (sempre cómoda) de independente.

    Mas há uma questão que eu gostaria de colocar que vale para o BE, vale para o PCP, vale para toda a esquerda, mesmo a que não se reconhece partidariamente: como se pode transformar a capacidade de protesto numa possibilidade real de influenciar o poder, ou seja, de poder decidir politicamente de forma a alterar a situação real do país.

    A esquerda é boa (ou faz por isso) a protestar, a denunciar, a mobilizar contra as políticas obscenas que nos governam. E consegue travá-las? E como as pode travar? Protestar, vir para a rua, faz-nos bem ao ego, mas nada de substancial altera. Aumenta a consciência revolucionária, mas as políticas do poder agravam-se. Metem-se 200 mil pessoas na rua e amanhã o FMI faz o que fez na Grécia. A nossa coerência revolucionária não fica beliscada, mas as coisas continuam na mesma.

    O BE está a tentar percorrer o caminho difícil de tentar influenciar por dentro a política e mudá-la. Com erros evidentes em algumas situações, com o laibéu da acusação fácil de reformismo. Mas, foi esse caminho que o fez crescer. A alternativa é mantermo-nos fiéis a uma suposta pureza revolucionária que sossega consciências e pouco mais. É caminhar para um definhamento progressivo. lento ou rápido, como sucede com o PCP, ou como acontecerá com o BE se perfilhasse a linha que preconiza.

    As pessoas não querem doutrinações ideológicas, nem purezas revolucionárias. Querem respostas concretas aos seus problemas. No blog podemos fazer as revoluções que quisermos. Mas só aí!

  13. jal diz:

    Texto muito interessante que explora as contradições do BE e a forma pouco segura e responsável como avança para as suas posições e compromissos.
    Falta-lhe um projecto claro de sociedade e, por isso mesmo, anda muitas vezes ao sabor das correntes e das conveniências eleitorais, inevitavelmente cometendo erros.
    Transformado num partido de quadros, poucos partidos são mais centralistas do que o Bloco, para quem o movimento é tudo…

    • closer diz:

      Qual é o teu projecto de sociedade? Ai que saudades da ditadura do proletariado…

      • jal diz:

        Ui, que medo dessa coisa chamada ditadura do proletariado…
        Pelos vistos há quem prefira uma ditadura da burguesia, como aquela em que vivemos, desde que ela venha em pezinhos de lã e com «rosto humano» (o que quer que isso signifique).
        Por mim, quero mesmo que os trabalhadores tomem o poder, quero mesmo que acabem com uma coisa chamada burguesia e a sua estrutura e organização de poder, quero mesmo uma sociedade sem classes.

        • closer diz:

          Temos aqui um excelente exemplo da devoção religiosa na sua plenitude. Contra todas as evidências, o rapaz continua a acreditar. S. Estaline, S. Brejnev, S. Honecker, rogai por nós.

          Abençoados os pobres de espírito!

Os comentários estão fechados.