Provavelmente um verdadeiro socialista que teve a ousadia de penetrar no Ninho das Águias do Congresso nacional socialista de Matosinhos :

(O verdadeiro Ninho das Águias: quem foi o camarada que lá ousou penetrar??, quem foi??)

Entendo que, e tenho pena que não esteja aqui o nosso secretário-geral, porque gosto de dizer estas coisas na presença das pessoas, o primeiro-ministro que nos conduziu a esta situação e que conduziu Portugal a uma situação de bancarrota não tem condições para nos fazer sair dela.

(…)

O congresso não pode ser transformado num comício. Um congresso de um partido democrático deve ser sobretudo um momento alto de debate e confronto de ideias e não de aclamação de um líder.

Rómulo Machado, de seu nome (que seja pois aqui homenageado!)

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14 Responses to Provavelmente um verdadeiro socialista que teve a ousadia de penetrar no Ninho das Águias do Congresso nacional socialista de Matosinhos :

  1. Justiniano diz:

    Um tipo corajoso, sem dúvida!!
    O exílio Alpino, nada tão inspirador como o exílio Alpino, caríssimo Vidal!!

    • Carlos Vidal diz:

      Sim, caro Justiniano, como não desejar esse exílio.
      Com “Eine Alpensinfonie” (a op. 64 do nosso Strauss), quem, lá, não se sente bem, com os êxtases nocturnos de Novalis e os medos do passado obscuro retratados por Byron, e sentir-se bem é sentir-se Uno com a natura e a música, qual Plotino superado.
      Está lá o futuro, sempre soube disso.
      E, entretanto, viu aquela maré de bandeiras da nação verde rubra que encheu aquele antro de Matosinhos? Até o chanceler-pintor-aguarelista se havia de roer de inveja.
      Bem feito, ter sido ultrapassado por um portuga. Quem lhe mandou dormir tantas horas por dia?

      • Justiniano diz:

        Foi lindo!! Mas o momento épico, meu caro Vidal, foi aquele do – Oh Zé, eles…-! Brilhante, profundo!! E o Zé, embevecido, quase que se levava às lágrimas (ainda pingou)!! Ca ganda comício!! F…se, estive mesmo para lá ir alistar-me!!

        • Carlos Vidal diz:

          Esse momento, então, foi inesquecível. Fez esquecer o Tino de Rãs (ou Rans??). Esse saudoso cérebro que deve neste momento estar a ser analisado para melhor compreendermos a nossa espécie.
          De resto, também eu estive para me alistar. É que eu vendo-me com a maior das facilidades. Se me enviassem um Magalhães já lá estaria.

          Quanto ao tipo do “Oh Zé”, a pergunta é: quem manda na natureza, meu caro amigo? Porque é que existe o ser e não o nada?

  2. João diz:

    Claro que se fosse num congresso do PC o camarada dissidente seria aplaudido de pé…

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      João, se fosse dissidente não seria delegado e se houvesse tanto seguidismo e lambe-botismo num congresso do PCP esse seria o único tema que a comunicação social exploraria.

  3. xatoo diz:

    e a que horas foi ele “ouvido”?
    lá para a 1 hora da madrugada não?
    não há alinea no programa de aclamação que possa ser alterada por “debates imprevistos”…
    mas o mais grave que tudo isto é certos gurus, por motivos tácticos de carreira, não quererem perceber a viciação das estruturas por onde se regem estes meros espectáculos apoliticos – p/e Boaventura Sousa Santos diz também (junto com Alegre e tutti quanti) que “qualquer união à esquerda tem de contar com o PS” – em vez de se fazer implodir aquela merda, chafurdam nela

    • Carlos Vidal diz:

      É a minha aposta e tarefa primeira aqui no 5dias (para além dumas coisitas sobre estética): escrever sempre para contribuir para que a merda PS vá aos poucos ou de repente implodindo. Seria um empecilho dos maiores, o maior mesmo, a ser removido. De acordo no essencial, caro xatoo.

  4. Pedro Penilo diz:

    “Não faço nenhum comentário porque o camarada tem como militante socialista o direito à sua opinião”. Este comentário, que não é um comentário, também é revelador do que é Almeida Santos, e da cultura em que está mergulhado. O presidente da mesa é um comentador, contido contudo.

    • Carlos Vidal diz:

      E quantas vezes esse Almeida invocou o tenaz combate “socialista” ao neoliberalismo, quantas, ó Pedro?
      Fantástico.

      • Pedro Penilo diz:

        Umas 321 vezes, contei eu.

        • Carlos Vidal diz:

          Pedro, mais, mais, eu acho que mais.
          O homem é um herói da humanidade pensante: marcha e marchará contra o neoliberalismo contra tudo e todos. Dará a vida pela alvorada socialista. À maneira dele, mas sempre socialista.
          E não é de desprezar o seu sentido táctico, estratégico, o seu lado de lutador avisado contra o terrorismo internacional: quem se esqueceu do seu prognóstico e apocalíptica visão de uma Lisboa sitiada, depois das duas pontes bombardeadas. Lembras-te?
          O homem é de mais para nós, Pedro.
          É um colosso de inteligência, uma raridade do nosso tempo.

          • Pedro Penilo diz:

            Essa das pontes compete com os charteres chineses do Futre. E olha que eu sou do Sporting… Não vendo barato as minhas glórias.

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