“Um compromisso nacional”: as majoretes e os carrascos

“…um compromisso entre os principais partidos, com o apoio do Presidente da República, no sentido de assegurar que o próximo Governo será suportado por uma maioria inequívoca, indispensável na construção do consenso mínimo para responder à crise sem a perturbação e incerteza de um processo de negociação permanente, como tem acontecido no passado recente; numa perspetiva de curto prazo, esse consenso mínimo deverá formar-se sobre o processo de consolidação orçamental e a trajetória de ajustamento para os próximos três anos prevista na última versão do Programa de Estabilidade e Crescimento; e, numa perspetiva de médio/longo prazo, sobre as seguintes grandes questões nacionais, relacionadas com a adaptação estrutural exigida à economia e à sociedade: a governabilidade, o controlo da dívida externa, a criação de emprego, a melhor distribuição da riqueza, as orientações fundamentais do investimento público, a configuração e sustentabilidade do Estado Social e a organização dos sistemas de Justiça, Educação e Saúde.”


Alguns subscritores, por ordem nada-alfabética:
Boaventura Sousa Santos + Belmiro de Azevedo (SONAE, Público, Optimus) + Álvaro Siza Vieira + Francisco Pinto Balsemão (Impresa, SIC, Clube Bilderberg) + António Barreto + Leonor Beleza (Fundação Champalimaud) + Júlio Pomar + Mário Soares (modelo) + António Lobo Antunes + Maria Fernanda Mota Pinto + Manoel de Oliveira + Daniel Proença de Carvalho (ZON Multimédia e BES) + António Nóvoa + José Pena do Amaral (BPI)

E o nojo todo aqui.

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47 respostas a “Um compromisso nacional”: as majoretes e os carrascos

  1. Sassmine diz:

    Isto é inacreditável. Foi lobotomia colectiva.

    • Pedro Penilo diz:

      É o que dá, quando se dá muito crédito a craques interessantes, e se menosprezam os antipáticos do costume.

  2. Morcego diz:

    Ao ler isto fiquei dividido entre dois provérbios populares: “Diz-me com quem andas que te direi quem és” e, “Com papas e bolos se enganam os tolos”…

    Lástima que no meio desta tropa há gente que tenho em boa conta….enfim…

  3. a anarca diz:

    Óptimo a lista está feita !
    que tal
    enviar esta 1ª remessa
    para uns campos de trabalho junto a uma central nuclear 🙂

  4. Miguel Lopes diz:

    Boaventura Sousa Santos??

  5. Carlos Vidal diz:

    O Boaventura, depois do que escreveu sobre o FMI, está sobretdo a gozar com a cara dele próprio. Cada um trata de si.
    O Siza, pá, sinceramente….. era escusado. Tirando certos momentos, aquela arquitectura sempre foi claramente anticapitalista e não-consensual (antes saudavelmente conflitiva).
    Mas tudo é possível: até temos aqui no “5” uma “socrateira” armada em mulher de armas…. Quem diria….

    • a anarca diz:

      Siza /Arquitectura anti-capitalista ONDE ???
      LOL
      lol
      🙂

    • am diz:

      importa-se de esclarecer, enfim, de desenvolver, em que medida a arquitectura do Siza (quais as obras, etc.) é “claramente anticapitalista e não consensual (antes saudavelmente conflitiva)”?
      já agora, que resolveu escrever sobre o Siza, considera a arquitectura do Siza mais ou menos “conflitiva” que a arquitectura do Souto de Moura?
      muito obrigado

    • Pedro Penilo diz:

      O problema, Carlos, é quando se pensa que se está isento de responsabilidades na prática política de todos os dias. Onde muito se aprende. Mais tarde ou mais cedo, o convívio quotidiano com a ideologia dominante faz o seu trabalho.

      E é assim que vemos intelectuais, que se dizem de esquerda e que até produzem obras de valor (como é o caso do Siza), a enganarem-se a eles próprios. O problema não está sobretudo aí. O problema está no crédito que certa gente dá às “personalidades fascinantes” e à “ideias interessantes”, que esmagam quotidianamente ideias bem mais justas, embora aparentemente menos vistosas.

      • Carlos Vidal diz:

        Com o Pedro vamos conversando. Sobre arte, arquitectura e política.
        Quem deu importância às “personalidades fascinantes” foi o director do “Expresso”, julgo eu – um indivíduo que personifica para o “Expresso” uma “nova era”, com Filomenas Mónicas e Gutas, etc.
        O panfleto dessa primeira página de hoje integrará rapidamente o lixo do ridículo efémero. Não nos preocupemos com isso.

        Com ou para a anarquinha não tenho muita paciência. LOL
        Mas, já agora, anarquinha e am, pensem no bairro da Malagueira, Évora.
        E, por agora, não tenho tempo para mais.

    • Sassmine diz:

      Bolinha, vá trocar a sua bola de cristal, que a sua gripou, claramente.

    • pergunte lá ao siza quantos escravos (leia-se precários, mal ou nada remunerados) tem e depois venha-me dizer coisas, sim?

  6. João diz:

    Siza Vieira foi apoiante de Francisco Lopes…

    • Rocha diz:

      O Boaventura é o paizinho social-democrata de várias pessoas importantes no BE. Eu já vi este filme muitas vezes a social-democracia tem esta mania (histórica) de se vender ao capital.

      O Siza é do meu partido, mas eu não acho que a arquitectura dele seja anti-capitalista, pois embora ela possa ter algumas obras sociais, também já fez muita merda, demasiada eu diria (ainda não lhe perdoei o cinzentismo da Avenida dos Aliados do Porto). E se isso não bastasse, há também essa outra questão da precariedade que a Gui refere.

      De qualquer forma em ambos os casos se ilustra o dilema dos intelectuais “que era suposto serem de esquerda”, quando estes querem ser reconhecidos com prestígio, fama e dinheiro é muito difícil se não impossível manterem os princípios e valores de esquerda. Não se pode ser culturalmente pequeno-burguês e ideologicamente de esquerda.

      Ser de esquerda é partilhar o pão, fruto do suor, por vezes duro, que o povo come. Ou como diz o povo: não se pode estar com Deus e o Diabo ao mesmo tempo.

    • Pedro Penilo diz:

      Sim, João, Siza Vieira é comunista e isso torna particularmente grave o sucedido. O facto não belisca minimamente o PCP, mas volta-se, isso sim, contra o seu autor. Por duas razões óbvias: este texto está nos antípodas do que o PCP defende ideologicamente; Siza Vieira, por outro lado, não passa os dias a prescrever teoria política aos seus pares e à esquerda em geral.

      Já o caso com Boaventura Sousa Santos é mais grave. Primeiro porque, pelo contrário, este gesto vem de um homem que se arroga o direito de nos ensinar a todos os caminhos da esquerda. Por outro, este gesto encontra campo de cultura na sua área política, o Bloco de Esquerda. É que casos destes não são poucos.

      (Manuel Alegre, entretanto, voltou para o lugar de onde nunca saiu…)

      • LAM diz:

        Pedro Penilo,
        Desculpe lá mas esses contorcionismos justificativos das posições e campo de intervenção de Siza Vieira e Boaventura S. Santos não relevam, para um e para outro, o mau serviço e o ridículo a que se expuseram. Se é verdade que Boaventura intervém com estudos e opiniões no campo da esquerda, não é menos verdade que Siza Vieira é de há muitos anos subscritor, quiçá mais por iniciativa do partido do que do próprio, apresentado como ilustre, em muitas iniciativas do PCP. Se não sei se Boaventura é ou não militante ou até simpatizante do Bloco, não há dúvidas da qualidade de militante do PCP de Siza Vieira. Em ambos os casos, culpas desta incoerência agora sublinhada desses dois subscritores, têm mais que ver com a imagem que o partido criou dele (Siza/PCP), ou alguns militantes (Boaventura/Bloco), do que propriamente algo que os seus percursos não fizessem prever (no caso de Siza então, e como já referido num comentário aí atrás…ó ó, fosse esse o mal de Siza…).

        • Pedro Penilo diz:

          LAM, mantenho o que escrevi. Há uma diferença significativa. Boaventura Sousa Santos subscreve este “compromisso”, entrando em contradição com o que escreveu nesta mesma semana. Veja a este propósito o que demonstra Joana Lopes aqui.

          Boaventura Sousa Santos é responsável por uma continuada produção de teoria política e social e por uma abnegada crítica do PCP, dos sindicatos e do que ele considera a acção política “tradicional”. Tem um pensamento estruturante para aquilo que é hoje o Bloco de Esquerda.

          Já muito dificilmente se poderá atribuir tamanha responsabilidade a Siza. Siza é um mero militante do PCP, sem desempenho partidário de relevo, mas sim, admirado pelo seu trabalho como arquitecto. Como arquitecto, produz um trabalho digno de um homem de esquerda, sujeito às contradições e dificuldades de fazer arquitectura em contexto de capitalismo. Essas qualidades e defeitos já foram aqui apontadas. Isso não iliba de modo nenhum da sua responsabilidade, como comunista, pelo erro grave de ter subscrito este documento. É por isso, que denuncio esse erro, aqui.

          • LAM diz:

            Compreendo o que diz mas, tanto quanto sei, Boaventura não é militante do Bloco, ao contrário de Siza que é militante do PCP. Ou seja, enquanto um não põe em causa minimamente as posições de qualquer partido (apesar, concordo, de concorrer para “alguma” ideia de esquerda comum a alguns simpatizantes do Bloco), o outro é militante encartado e apresentado do PCP o que, se óbvia e honestamente não põe em causa as posições do partido sobre essas matérias, diz-nos alguma coisa sobre a coerência ideológica, quando não sobre a democracia e igualitarismo dos militantes em matéria de direitos e deveres para com o partido.

            Não quero com isto dizer que não fiquei mais espantado com a subscrição de Boaventura Sousa Santos, porque fiquei.

          • joaovalenteaguiar diz:

            Tudo de acordo Pedro.

            O Siza faz, infelizmente, o que mtos intelectuais prestigiados fazem: gostam dos salamaleques do sistema e então decidem ir atrás de indivíduos como o Mário Soares, etc. Aliás, o Siza apoiou o Soares em 2006. Eu acho que o tipo é notável como arquitecto e no geral é claramente solidário com mtas questões de esquerda. Contudo, parece-me que ele continua a adorar os salamaleques e as palmadinhas nas costas dos donos disto e, na hora decisiva, toma o lado deles porque tem medo de perder honrarias, etc. E tb não se esqueçam que o Siza é patrão, ele emprega n de arquitectos e explora-os bem. E ser patrão tb conta para a visão dele do mundo.

            Apesar de não ter sido patrão, o próprio Saramago que foi um escritor enormíssimo, teve uma obra mto mais materialista e dialéctica do que o indivíduo. E isso é o que importa. A obra fica (e a dele então ficará por mto tempo) mesmo quando o indivíduo parte, nomeadamente quando parte dele mesmo para um outro ser imbecil e serventuário.

            Um abraço meu caro

          • Filipe Diniz diz:

            Pedro
            Tanto quanto sei, Álvaro Siza não é militante do PCP. Para alguém que, mesmo não tendo uma intervenção política activa, desde sempre se situa coerentemente nesta área política subscrever este manifesto é incompreensível. Sobretudo tendo ele resistido há tanto tempo aos abraços de urso dos Soares, Sampaios e companhia. Alimento a vaga esperança de que haja alguma coisa mal contada nesta história. E em qualquer caso, embora apareça aqui tão mal acompanhado, recuso-me a passar a integrá-lo entre os maus da fita.

          • Pedro Penilo diz:

            Que não é militante, não sabia. Também tenho esperança de que algo de inusitado se tenha passado. Claro que não passa a ser um “mau da fita”.

  7. francisco caetano diz:

    o siza? de certeza?costuma estar mais atento, politicamente falando.

  8. RuiB diz:

    Siza, Siza, que fazes no meio desta matilha?

  9. cidsimoes diz:

    O Fantasporto foi o mês passado.

  10. Dédé diz:

    Por ironia da ordem alfabética a lista é encabeçada por um antigo ministro das colónias de Salazar. Já que parece que não lêem o que assinam ao menos que vissem com quem andam metidos.
    RECEITA DAS 47 “PERSONALIDADES” Primeiro tomam-se as decisões, depois fazem-se as eleições.

  11. Raul diz:

    Isto não é importante. para que se saiba: O professor Adriano Moreira não estava de acordo com o Salazar na questão das colónias; tanto assim que esteve para ser o seu “delfim” mas não foi. Destas personalidades todas é capaz de ser dos que t~em uma maior mundividência. É, sem dúvida um homem com uma craveira intelectual superior, nada se compare com esta “tropa fandanga” com que temos agora que “chupar”. não sei é o que estes tipos todos andam a fazer juntos, nem o que pensam que são: Pares do reino?

  12. Raul diz:

    Cara Gui:

    Quanto aos pagamentos no escritório do Siza, não sei: Conheço uma pessoa que trabalha lá, é chefe de projecto ou “wathever” e ganha razoávelmente. se estão lá pessoas a trabalhar de borla, é porque querem: em vez de terem um emprego, como toda a gente quer, ou trabalho, cobiçam o “fogo prometaico”. Estou careca de dizer isto. Não é aí que reside o problema, mas nas regras distorcidas que temos que enfrentar todos os dias…

  13. Raul diz:

    Estou sempre um bocado a incidir sobre esta questão, porque, para mim, o cerne da questão não é se o Siza paga ou não aos colaboradores. provavelmente sempre pagou o que lhe apeteceu, mercado “dixit”. Aliás, tanto ele como o Souto Moura, nunca teriam, no arraque, pelo menos, sido capazes de sustentar os ateliers senão fosse a actividade académica, as conferências, as publicações…

    O que está em causa, para mim, é todo um modelo de sociedade que já parece mais um gigantesco hipermercado, em que as pessoas, já não têm que merecer as coisas: compram – ao ponto de já haver muita gente, porventura pouco iluminada que aceita isso pacíficamente e que lá vai indo no pagode…

    • Pedro Penilo diz:

      “as pessoas já não têm que merecer as coisas: compram” ????

      Raul, eu “não compro”. Não tenho como, está a ver? Não há dinheiro. E quando há, compro o que preciso e o que me apetece.

      Que pessoas “compram sem merecer”? Os desempregados? Os trabalhadores precários a ganhar 500 euros? Gostava que me mostrasse esse gigantesco hipermercado onde (eu, os outros) compramos as coisas “sem merecer”. Que conversa é essa?

      Ou está a falar de si?

      • Raul diz:

        Também não compro. Apenas pretendia alertar para o facto de vivermos numa sociedade que está podre pela base: são as próprias instituições que são elementos disruptivos. existe esse hipemercado: as ordens, com os estúpidos estágios não remunerados, o estado, que, com a ânsia de catar votos lá vai distribuindo o bodo pelos “menos pobres”, etc, etc…

        Só não vê quem não quer. Se não conseguirmos mudar as instituições e eventualmente irradicar algumas que não servem para nada, não é possível mudar…

  14. Raul diz:

    Vou só dizer mais uma coisa: durante anos a fio, as pessoas compraram coisas de acordo com os seus sonhos e expectativas: agora não há dinheiro, é certo, mas, pelo menos durante algum tempo houve, pelo menos, dinheiro para alguns. porque as pessoas não só compraram, como ainda por cima compraram com o dinheiro dos outros. agora não há dinheiro, anda toda a gente muito chateada. Resta saber é quando vão perceber que andaram a comprar coisas que não servem para nada…

    • Pedro Penilo diz:

      Há dinheiro, há, Raul. Não acredite no que lhe vendem, na comunicação social, os comentadores. Foi todo enterrado no BPN. O nosso dinheiro. Oferecido a banqueiros gananciosos.

      O problema não foi o de as pessoas terem querido, justamente, viver melhor. O problema é que as políticas de direita venderam o nosso país, privatizaram quase tudo, e aceitaram encerrar sectores vitais da nossa economia, que nos dariam soberania económica.

      • Raul diz:

        Em parte é verdade. Mas quando é que a esquerda vai deixar cair os “dogmas” para pôr os pés na terra e apresentar alternativas credíveis?

        • Pedro Penilo diz:

          A credibilidade é um “fantasma”. Claro que se o Raul ouve todos os dias o Marcelo Rebelo de Sousa, o Sousa Tavares, o Saarsfield Cabral ou o Pacheco Pereira a dizerem-lhe o que é possível e o que não é possível, começa a deixar de acreditar noutras possibilidades. Se só lê o Público, o DN ou o Correio da Manhã. Se apenas vê os telejornais. Mas se perder algum tempo a ler as posições do PCP, sobre os mais variados temas, no seu site, no site do Avante, e não pela boca de outros. Se for activo politicamente e participar com outros nas discussões sobre um projecto de esquerda para Portugal, então talvez aquilo que lhe parece sem credibilidade passe a ser aquilo que é verdadeiramente credível para a esquerda.

          Só o facto de lhe chamar “dogmas” mostra que não conhece os projectos. Conhece apenas o que deles de diz mentindo. Olhe, na Islândia já perceberam. E no Chipre, também.

        • joaovalenteaguiar diz:

          Boring! sempre o mesmo discurso preconceituoso…

  15. Raul diz:

    Isso não é verdade, tanto que até sou amigo de comunistas e já fui eleitor do Bloco. Não quero alongar muito estas conversa, até porque até sou convergente nalgumas questões, como no que concerne aos bancos, etc. e não, por favor, não me venha aborrecer com o Pacheco Pereira, etc: As suas respostas padecem de um mal de que no meu ponto de vista padece muito esta “esquerda”: soberba intelectual. como dizia o outro, enquanto viverem “encasquetados” em arcaismos e academismos não vamos longe.

    De resto, sei o que defendo e acho que, apesar de tudo, ainda é possível conciliar a liberdade, a livre iniciativa, a economia de mercado, a democracia parlamentar, com um estado social justo e regulador no que concerne à defesa dos direitos e garantias dos cidadãos.

    Chame-me ingénuo se quiser. Já agora, digo-lhe que há já muito tempo (pelos idos de maio de 68) que os partidos comunistas mudaram de agulha, e, de certo modo, empandeiraram justamente aquilo que eu chamos os “dogmas” ou uma certa ortoxia, apropriada para séculos passados mas não para os nossos dias, por uma infinidades de razões que eu lhe poderia explicar. Tenha cuidado que nós nem temos o nivel de qualificação da Islãndia nem a posição geográfica estratégica. Apesar de achar que sim, poderá ser uma via. Agora: não seja tão condescendente nem fazer passar os que não pensam como si por parvos…

    • Pedro Penilo diz:

      Não, Raul, não se faça ofendido, que não lhe dei razão para isso. Mas então – já que as minhas palavras não são “credíveis”, diga lá aqui à assembleia o que pensa e diz o PCP sobre, por exemplo, “livre iniciativa”… ou, “democracia parlamentar”? Mas não vale dizer o que lhe vier à cabeça! Quero que se baseie, que cite de memória, já que está tão bem informado sobre as posições do PCP, textos escritos por congressos ou organismos de direcção do PCP.

      Nada de truques: diga lá o que diz o PCP (e não você em vez dele) sobre essas matérias.

      Mas se o seu “dogma” é a “economia de mercado” então tem razão: não temos nada de “credível” para lhe oferecer. É que no socialismo há economia e há mercado. Mas se o Raul quer um “capitalismo porreiro, de esquerda, etc”, então o seu lugar é no PS. É aí que deve estar e não preocupado com a esquerda.

  16. Raul diz:

    Não se ofenda. sou mesmo, PS, ou pelo menos fui, durante muitos anos. mas há já muito anos que não me revejo nas posições desse partido. ainda hoje o Sócrates pôs os pontos nos “is”, no congresso, quando disse que representava o “centro democrático social”…

    E eis-me penico sem asa, sem partido, a ver no que isto dá… – eu e muito boa gente.

    que quer que lhe diga? entretanto, há problemas graves para resolver…

  17. potedemel--ahahah diz:

    mas,que paleio.Gosto é da fofinha anarca que chama bolinhas ao outro.Oras…
    Bolinhas com a bola de cristal gripada e a fofinha anarca, leiam mas é!Tomem lá e deixem-se de merdas http://resistir.info/e_rosa/divida_10abr11.html

    O futuro é terrível com estes ‘especialitas’ q andam a f****-+++ há 34 nos e,q é preciso correr com esses cabrões

    • a anarca diz:

      Caro potedemel–ahahah,
      Muito obrigada pelo texto.
      Entretanto ficamos a rebolar, sempre a rebolar, tristes bolas sociais …
      🙂

    • Raul diz:

      Pois é. Acha que os anteriores eram melhores? E quem é que aí está para substituir estes ‘especialistas’: são melhores? não trazem água no bico?

      Bom, que venham outros, só estou à espera…

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