Trabalhadores de todo o Mundo, uni-vos!

Vivemos na era da globalização económica neoliberal, de domínio do comércio mundial pelas transnacionais e multinacionais, e de intensificação da especulação financeira desregulada e sem rédeas, que não vê fronteiras nacionais. O casino digital mundial, 24 horas por dia, e a procura do lucro rápido, totalmente desligado da necessidade de produção material e satisfação das necessidades sociais, i.e. financiarização da economia, foi um dos elementos estruturais do capitalismo mundial que conduziu à actual crise financeira mundial, acrescida das consequentes crises económicas e sociais. À crise criada pelos mais ricos, os governos têm respondido com apoios aos sectores co-responsáveis pela crise, como os bancos, e medidas de austeridade aplicadas aos trabalhadores: cortes salariais, aumento da idade de reforma, cortes no investimento público nos serviços públicos e funções sociais do Estado (em paralelo com privatizações), intensificação da precariedade, ataques à contratação colectiva, e aumentos das taxas de desemprego.

Face a esta crise com enormes retrocessos civilizacionais, exige-se uma resposta dos trabalhadores e dos povos. Dada o avanço da globalização, mais do que nunca, é necessário que a resposta e a proposta parta de uma coordenação internacional por parte da classe trabalhadora, dos explorados e oprimidos. Mais do que nunca há que gritar o lema “Proletários de todo o mundo, uni-vos”. São os trabalhadores e seus sindicatos que serão capazes de lutar pela mudança do sistema económico de forma coordenada ao nível mundial.

Mas há sindicatos e sindicatos. Não serão os sindicatos de prestação de serviços, que alegremente assinam acordos com o patronato aceitando condições e medidas prejudiciais para os trabalhadores que dizem representar. Não serão os sindicatos iludidos com a noção que o sistema económico capitalista pode ser reformado, que se comprometem com os governos e o patronato, e que acham que há que aceitar retrocessos laborais e sociais em troco de … futuras medias de austeridade.

Terão de ser os sindicatos de classe, que efectivamente defendem as conquistas laborais que custaram décadas a atingir à custa da luta persistente e mesmo da vida de muitos sindicalistas e trabalhadores. Terão de ser os sindicatos que podem afirmar-se como independentes da influência dos interesses do capital, que compreendem que existe um contradição estrutural entre os interesses do capital, dos exploradores, e os interesses dos trabalhadores, dos explorados.

Este preâmbulo vem a propósito do 16º Congresso da Federação Sindical Mundial (FSM), que está a decorrer nos dias 6 a 10 de Abril, em Atenas, Grécia, sob o lema «Unidade de classe e lutas; internacionalismo». Estão presentes mais de 800 delegados sindicais de 105 países dos 5 continentes para eleger novos órgãos e dar continuidade ao fortalecimento desta representante mundial da unidade sindical, sob os princípios da do espírito de classe, do internacionalismo, da Democracia, da Unidade e da Modernidade. Fortalecer a organização para melhor coordenar lutas regionais, sectoriais a nível mundial, a luta pela paz e contra o imperialismo, e lutas coordenadas de todos os trabalhadores do mundo (como nos Dias Internacionais de Acção a 7 de Setembro).

Sessão de Abertura do 16º Confresso da FSM

A FSM, que celebra 66 anos, foi fundada no pós-guerra para construir laços entre sindicatos e trabalhadores dos 4 cantos do mundo, e trabalha junto dos organismos internacionais, como a ONU, UNESCO, FAO, a Organização Internacional de Trabalho (OIT), na defesa dos trabalhadores e seus direitos, e em defesa da paz.  Sofreu retrocessos orgânicos no seguimento da alteração de correlação de forças no final do século passado. Mas desde o 13º Congresso em Damáscus, Síria, em 1994, até o 15º Congresso em Havana, Cuba, em 2005, foram lançados esforços e linhas de acção para não permitir que esta organização mundial plena de história e experiência se dissolva, mas que, pelo contrário, se fosse reforçando, alargando o número de afiliados e amigos, de forma a constituir uma organização sindical mundial de classe, internacionalista, que dê resposta à avalanche neoliberal e constitua uma alernativa às posições comprometidas da OIT, e às posições reformistas da Confederação Europeia Sindical (CES) e a Confederação Sindical Internacional (CSI; fundada em 2006).

Desde o Congresso de Havana (2005) a FSM deu um passo significativo no seu alargamento e fortalecimento orgânico, nas acções de luta. Neste período deu-se a afiliação de 89 organizações mundiais, para um total de 210 organizações sindicais em 120 países, representando 78 milhões de trabalhadores. A FSM está estruturada em Escritórios Regionais e Uniões Internacionais Sindicais (UIS’s) sectoriais, sendo significativo que neste período foram fundadas 4 novas UIS’s: no sector Metalúrgico e Minas, sector do Hotelaria & Turismo, sector dos Transportes, e Sector da Banca e Finanças; que se juntam às UIS’s já existentes nos sectores da Energia; da Agricultura, Alimentação, Comércio, Texteis e Indústrias; da Construção, Madeiras e Indústrias de Materiais de Construção; dos Serviços Públicos; e dos Professores.

Os documentos do Congresso estão disponíveis na página da FSM, onde também é possível acompanhar os trabalhos do Congresso em directo.

Sobre André Levy

Sou bolseiro de pós-doutoramento em Biologia Evolutiva na Unidade de Investigação em Eco-Etologia do Instituto Superior de Psicologia Aplicada, em Lisboa
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12 respostas a Trabalhadores de todo o Mundo, uni-vos!

  1. Pedro Penilo diz:

    André, vou ler o teu post, mas antes de mais nada quero mandar-te um abraço!

  2. Pedro Penilo diz:

    Muito bom e oportuno!

  3. João diz:

    O sindicalismo na Coreia do Norte deve ser muito estimulante. Em Cuba também. E na Líbia, nem falar. Todos eles estão na direcção da FSM…

  4. Gentleman diz:

    Os célebres 3 pares:

    – RDA e RFA
    – Coreia do Norte e Coreia do Sul
    – Taiwan e China pré-capitalista

    mostram de forma inequívoca como pode ser diferente o desempenho de países genetica e culturalmente idênticos quando a única coisa que os distingue é o sistema político e económico.

    Ao longo de 90 anos levaram-se a cabo dezenas de experiências de implementação do Marxismo, tendo muitas variantes sido exploradas: desde o marxismo-leninismo puro da Albânia à autogestão Jugoslava, passando pelos Kolkhozes, Sovkhozes, etc., etc.. O que é que todas essas experiências têm em comum?? Uma coisa apenas: o fracasso. Fracasso a nível económico, a nível tecnológico, a nível de liberdades individuais, e a nível ambiental.

    Não há sistema que traga felicidade e abundância para todos. Os sistemas que, através do igualitarismo, tentarem distribuir a riqueza, acabaram por distribuir pobreza por todos. Cada sistema é quanto melhor quanto mais capazes forem as pessoas que o compõem. Por isso, não há sistema político algum, inventado ou por inventar, que consiga fazer da República Centro-Africana um país tão desenvolvido quanto a Holanda. Mas pessoas capazes não chegam. Os “célebres 3 pares” mostram que pessoas igualmente capazes podem criar sociedades muito diferentes caso o sistema político não proporcione liberdade económica.

    Sempre que pensarmos na aplicação de doutrinas igualitaristas, devemos analisar muito bem a História dos “3 pares” e as verdadeiras razões porque a versão socialista era tão notoriamente inferior à versão capitalista. É que a razão porque o socialismo falhou nesses casos é a mesma razão porque falhará sempre que for aplicado, seja qual for a nuance que seja utilizada. Há muito para melhorar na vida dos povos das sociedades capitalistas, sem dúvida. Mas de uma coisa podemos actualmente estar certos: qualquer dos derivados do Marxismo não são o caminho para essa melhoria.

    • Dear Gentleman
      vou ignorar a referência aos 3 pares que me parece de uma análise histórica comparativa um tanto simplista ao não referir as diferenças entre cada par, entre cada membro do par, e incluir um infeliz referência ao facto de os membros do par serem geneticamente idênticos (como biólogo torço o nariz a relevância e à própria existência do aspecto genético). Os membros dos pares citados diferem noutros aspectos que o económico e político interno. Por exemplo, a história e o contexto internacional não podem ser ignorados O mesmo é válido para o contraste entre a Holanda e a República Centro-Africana.
      Mais do que aos pares, para o teu argumento podes fazer referência aos países com “experiências de implementação do Marxismo”. O que pergunto é: qual o significado para ti de marxismo neste contexto? Quererás dizer Socialismo? Os textos de Marx trouxeram, mais do que uma receita para o Socialismo, meios de análise da história, das sociedades e da economia; e ao nível da economia o grande contributo de Marx não foi lançar pistas para a construção do Socialismo, mas sim uma análise da economia capitalista. Independente de se ser Socialista, um economista, um político, um sociólogo tem muito a ganhar com o uso de análise marxista, sem a qual não é possível entender certos fenómenos económicos e sociais.
      Parece-me também que fazes uma equivalência demasiado vincada entre o socialismo o igualitarismo. O princípio da igualdade foi lançado primeiramente na Revolução Francesa é um elemento constante nos objectivos republicanos e das forças democráticas. A análise Marxista veio clarificar que a igualdade a nível político não é possível sem igualdade económica, social e cultural. A justiça e económica e social tão pouco é uma meta exclusiva do socialismo. Algumas social-democracias tiveram também esse objectivo. O que é distintivo em Marx e na sua análise do Capitalismo é a compreensão que as desigualdades e injustiças nesse sistema se baseiam na exploração de uma classe social por outra; e a teoria socialista marxista traça como objectivo o fim dessa exploração, na continuidade histórica do fim de outras explorações (como a colonial, da mulher pelo homem), como forma de se atingir maior igualdade. A análise marxista da economia capitalista chega assim à conclusão de devido aos fundamentos e leis tendências do capitalismo, a justiça social e plena democracia não se pode atingir. As tais melhorias na sociedade capitalista que referes (as reformas) serão sempre conjunturais e transitórias, coincidentes com fases em que a classe explorada, a classe trabalhadora, ganha algum ascendente na luta de classes com a classe exploradora; e durante as quais a classe capitalista tem margem de manobra e se sente socialmente pressionada para partilhar os seus lucros para garantir o seu domínio. Porque em períodos de ascendência da classe capitalista na correlação de forças sociais, ou durante as crise económica e financeira do capitalismo, crises previsíveis segundo a análise Marxista, como no momento actual, o que se observa é o uso de fundos públicos para a “segurança social” do capital (bailouts, etc.) e o aumento da exploração da classe trabalhadora, os ataques às funções sociais do Estado, etc. Isto é o uso do Estado para fazer os explorados pagar os custos da crise, criada pela classe capitalista, enquanto esta beneficia e continua a manter (e até aumentar) os seus lucros.

      Apelo a que reflitas sobre a tua compreensão do que é Marxismo e das diferentes situações e histórias nacionais e internacional. Só para rematar os comentários sobre marxismo: Marx não aprofundou qualquer receita sobre o caminho para o socialismo (embora tivesse previsto que tal teria lugar primeiro nos países capitalistas mais avançados, e neste aspecto errou ao subestimar a força do capital, em particular a sua força no campo ideológico e a sua violência contra as organizações da classe trabalhadora). Ele não legou nenhum mapa das estradas, precisamente porque a sua análise materialista e a dialética dava primor às condições objectivas e subjectivas de cada país. Assim o socialismo mais do que um ponto de chegada é um caminho, um processo, dependente das condições concretas que alimentam e limitam esse processo. O rumo ao socialismo em Portugal não poderá ser igual ao da Alemanha ou Moçambique. O rumo no Portugal dos anos pós 25 de Abril não será o mesmo que no Portugal de hoje. As experiências de construção do Socialismo do século XX são apenas as primeiras experiências, com as suas limitações (tal como o ataque do imperialismo, ou o facto de ter surgido em países ainda relativamente pouco industrializados, e portanto que tinham níveis de produção baixas — e Marx admirava a capacidade do Capitalismo ter dado resposta à questão da produção). À escala da História representam apenas o princípio. O reformismo é a continuação do mesmo, da exploração, de novas crises cada vez mais profundas, das guerras de domínio geo-estratégico para conquistar mercados e recursos naturais, sem respeito pela soberania nacional dos povos. O socialismo representa uma alternativa. Alguns dos seus princípios estão traçados, como caminhar para o fim da exploração, mas o caminho até lá está aberto. Dependerá de quem deseje acabar com um sistema assente na exploração, onde a desigualdade nacional e internacional e a guerra é garantida.

      • Gentleman diz:

        Olá André

        Ainda bem que tens formação na área das ciências exactas pois os 3 pares referidos são o mais próximo que se tem de uma experiência científica para um comparação entre o capitalismo e socialismo. As três comparações incluem dois tipos de sociedades com culturas e histórias muito distintos, uma europeia e duas orientais. E em cada par considera-se uma época histórica idêntica, com populações de cultura idêntica. O número de variáveis que uma experiência científica requer foi reduzido ao mínimo. Ainda assim, as três comparações mostram que as experiências capitalistas tiveram resultados muito superiores às comunistas em praticamente todos os parâmetros. Poderás argumentar que estes três casos só por si não são uma prova definitiva mas convenhamos são uma boa indicação da qualidade relativa dos dois sistemas económicos.

        A social-democracia não tem por objectivo o igualitarismo, mas a atenuação das disparidades. Ou, mais precisamente, proporcionar algumas redes de protecção para os membros mais vulneráveis da sociedade. Porém, a igualdade económica pura não é uma coisa tão boa como pode parecer à primeira vista. Na verdade, é até intrinsecamente nefasta por ser contra-natura. Os indivíduos nascem diferentes, uns mais inteligentes, outros menos inteligentes. Uns mais trabalhadores outros mais madraços. Uns gostam de correr riscos, outros preferem uma vida mais tranquila. Não é, por isso, natural nem desejável que ambos sejam retribuídos da mesma forma. Uma sociedade que o faça estará a promover a mediocridade e a estagnação. É o anti-darwinismo. É esta, por sinal, a principal razão para a diferença de desenvolvimento entre os países dos 3 pares. E, pese embora o que as correntes socialistas libertárias afirmem, tal igualdade económica só pode ser alcançada à custa de limitação da liberdade individual e/ou estagnação económica.

        O nível de desenvolvimento humano alcançado pelas democracias capitalistas na sua fase actual não tem paralelo com qualquer período da história da humanidade, e é muito superior à das economias socialistas (nas múltiplas variantes que assumiram). Em 1830 deu-se a primeira grande crise do capitalismo. Foi ela que motivou Karl Marx a escrever o Capital. Durante estes 180 anos muitos foram os nostradamus da Esquerda radical que profetizaram o fim breve do capitalismo. A realidade é que o capitalismo, não só resistiu a todas as crises e a todas as transformações, como melhorou. Aliado a uma sólida democracia, o capitalismo não encontrou até agora rival. Quando tomamos amostras alargadas (períodos de 10 anos, por exemplo) e considerando períodos sem grandes catástofres, vemos que as condições de vida nas sociedades capitalistas têm vindo consistentemente a melhorar. Quem duvida convém que dê uma espreitadela ao seguinte endereço: Hans Rosling’s 200 Countries, 200 Years, 4 Minutes

        Voltando à abordagem científica, a crença nas doutrinas socialistas decorre mais de uma crença de tipo religioso do que numa análise lógica. Com efeito, não há praticamente nada de lógico, de racional, de científico, de comprovável nas suas crenças. O paralelo é nítido:

        – A Religião baseia-se na crença em algo que não há provas que exista.
        – O Socialismo baseia-se na crença em algo que não deu provas que funcione.

        A ciência é a aplicação do método científico e o método científico é a validação experimental de hipóteses. Aplicando o método científico à teoria do “sistema comunista” verifica-se que das dezenas de experiências realizadas a teoria do “sistema comunista” produziu resultados económicos inferiores ao de outros sistemas também testados experimentalmente. Alguém vai negar esta conclusão?
        Alguém poderá vir dizer que na realidade nunca ninguém implementou um sistema comunista. Assumindo que isso é verdade, o que é um facto é que muitos tentaram e os resultados práticos dessas tentativas foram negativos em todos os casos. Será que alguém vai negar esta conclusão?

        É importante realçar que as experiências falhadas são tão válidas e relevantes como as experiências bem sucedidas. É também importante notar que não houve qualquer implementação com sucesso do “sistema comunista” o que implica que a teoria do “sistema comunista” não está provada que seja sequer possível. Se se quiser fazer uma análise estatística dos resultados a conclusão é que a probabilidade de sucesso do “sistema comunista” é da ordem de 1% (intervalo de confiança de 90% para dez experiências falhadas). Mesmo assumindo um intervalo de confiança de apenas 50% a probabilidade de sucesso é ainda assim muito reduzida, inferior a 7%.

        Por último, é importante sublinhar que os socialistas utópicos portugueses (e não só) podem construir agora alternativas à economia capitalista e/ou ao regime laboral que criticam usando algo que Portugal contempla na sua Lei: as cooperativas. Não quero afirmar que as cooperativas actualmente existem são socialistas — não são, a maioria funcionam como empresas capitalistas — mas o modelo legal é compatível com os princípios socialistas. Agora, o que eu coloco à reflexão é:

        – Porque é que há tão poucas cooperativas? Porque é que os anti-capitalistas, em vez de se dedicarem ao bota-abaixismo, às greves e a outras actividades estéreis e destrutivas, não tomam uma atitude construtiva e prática e fazem o cooperativismo e o comunitarismo prosperar?

        – Depois de se dedicarem ao cooperativismo e comunitarismo durante alguns anos poderão, então sim, fazer um balanço e concluir se é uma via que proporciona melhor bem estar e qualidade de vida aos seus trabalhadores/habitantes que o modo de vida capitalista. Poderão verificar se conseguem fazer melhor do que as falhadas experiências dos regimes socialistas.

        Quando uma empresa farmacêutica desenvolve um novo fármaco não começa por colocá-lo à venda para a população em geral experimentar e depois poder tirar conclusões sobre a sua eficácia. Não, primeiro faz experiências controladas em pequenos grupos de voluntários e se, após vários anos, os resultados forem positivos é que disponibiliza o fármaco para a população em geral. Porque é que, então, os socialistas utópicos insistem tanto na revolução e na imediata substituição do capitalismo pela sua doutrina quando as experiências realizadas até agora levantam sérias dúvidas que a sociedade resultante seja melhor que a capitalista??

  5. LM r diz:

    Congressos na Síria e em Cuba. No meio da maçada, um raio de humor.

  6. António diz:

    Este discurso é verdadeiramente infeliz, demagógico e irrealista. Infelizmente atrai muito desmiolados convencidos que a alternativa comunista é viável. As lições da história não devem ser esquecidas! Negar as conquistas sociais e de desenvolvimento económico que o capitalismo nos proporcionou é de uma imbecilidade extrema. Gostava que ao autor me desse exemplos de sucesso no desenvolvimento económico e social de países que optaram por regimes comunistas. Não há um! Nem um!!! Para não falar de liberdades e democracia, que deviam ser palavras impronunciáveis por qualquer comunista que se preze!

    • João Pais diz:

      Pois é, é no mundo capitalista que proliferam os exemplos de justiça e fim das desigualdades gritantes! Nem em um, nem em um… Presunção e água benta cada um toma a que quer, filho!

  7. Camarro diz:

    Porque será que a cassete anti-comunista estão tão em voga nestes últimos tempos? Palpita-me que sei a resposta…

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