O que vem aí (fora o que não é explícito)

Corte salarial. Pensões e subsídio de férias em risco (no jornal i online).

Vejam o que, DE FACTO, representará a intervenção do FMI e do FEEF: aumentar a exploração, cortar nos salários, retirar direitos básicos, etc. E isto irá acontecer tanto no sector público como no privado. Abrir os olhos e lutar precisa-se. Cada vez mais!

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5 Responses to O que vem aí (fora o que não é explícito)

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  2. ricardosantos says:

    Estamos assim graças á santa aliança psd/cds/pcp /be.

  3. Marota says:

    Que piada, parece que muitos ainda não se aperceberam bem da precariedade da situação. Ter medo de perder o subsidio de ferias e outras regalias é legítimo, mas o que dirão aqueles, que não recebem mais de 500 € mensais, a pagarem custos de vida a nível europeu e a trabalharem mais de 42h/semana, sem direito a qualquer tipo subsídio? Será que estão a gozar com eles?

    É lógico que ninguém quer perder nada daquilo ganhou, mas se o barco se está a afundar, que se sacrifiquem todos e nao só aqueles que para os “priviligiados” dos subsidios, pagaram e pagam já há uma quantidade de tempo para que esta deseconomia que sempre se praticou em Portugal seja possível. Uns têm muito e a maioria simplesmente nada. Ninguém vai baixar os ordenados a quem já receba 450€/mês, pois aqui já não há nada a tirar, esta miséria foi sempre assim, talvez depois da tempestade, em tempos mais serenos, este descalabro de desigualdade seja justamente nivelado.

    • joaovalenteaguiar says:

      Pois, mas o objectivo de PS-PSD-CDS-FMI-UE, etc. é colocar o máximo de trabalhadores a ganhar 500 euros por mês e com contratos altamente precários (ou a recibos verdes de preferência).
      E olhe que podem baixar o salário de quem ganha 450 ou 500 euros. É só aumentar o preço dos bens, aumentar o número de horas e/ou a intensidade do trabalho. O salário não é apenas o numerário que cada um recebe…
      O objectivo de uma esquerda consequente não deve ser nivelar por baixo as condições dos trabalhadores no seu conjunto, mas elevá-las não?

      • Marota says:

        Eu não conheço bem os objectivos dos partidos e instituições que menciona, mas penso que não é preciso ser-se perita em ecónomia para perceber que o que exige não é realizável. Pelo menos num país como Portugal, com poucos recursos naturais e uma economia que se baseia na construção de centros comerciais e habitação. Onde é que se arranjam verbas para manter ordenados e subsidios justos de forma também justa para todos? Os subsiduos não nascem nas árvores. Para se comprar há que produzir e quem não tem nada para vender a não ser bacalhau-à-brás, pasteis-de-nata, cortiça, Ronaldos e os maiores centros-comerciais do mundo português, tem que viver ao abono da boa ou má vontade de outros. A sorte de Portugal é ainda haver um FMI. Aliás estou convicta que para o nosso actual problema o FMI é a única solução, porque o resto só seria cenas de cacetada à porta do supermercado.

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