Japão no seu melhor

Esta auto-estrada, destruída no terramoto de dia 11, foi reparada em 6 dias.

(obrigado pela foto e informação, Último Nan Ban Jin)
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14 respostas a Japão no seu melhor

  1. Bolota diz:

    Paulo,

    Mais depressa recuperará o Japão apesar do grau de destruição , nuclear incluido, do que a Europa das manobras do capital a que hoje dão pomposamente o nome de mercados, para já não falar das decadas que a Libia ou Egipto levarão a sair do atoleiro em que estão enterrados.

  2. JDC diz:

    E foi concurso público ou ajuste directo?

  3. helder diz:

    Se tivermos em conta que conseguimos matar mais de 1 milhão de pessoa,s em menos de uma hora, não parece um feito muito grande. Mas é como conseguir ir a Marte e ,em contrapartida, não conseguir levar água potável e saneamento básico aos habitantes deste rochedo.

  4. miguel cunha diz:

    Uma pesquisa no google e temos intervalos de tempo para todos os gostos: três dias, quatro dias, cinco dias, até dezasseis dias. Com um pouco mais de paciência, descobre-se as press release da companhia responsável pela estrada e a figura da direita não aparece. Quer-me cá parecer que a ordem das imagens é a inversa: o que as imagens pretendem demonstrar é a consequência do terramoto ao nível dessa infraestrutura. Mas nestes tempos de frenesim mediático qualquer coisa serve para ser transformada em notícia sensacionalista.

    • paulogranjo diz:

      Na minha ingenuidade, confio no nosso patrício “Nan Ban Jin”, que por lá está e nunca foi dado a exageros ou mistificações, conforme se pode ver no seu blog.
      Também reparo que, na foto da destruição pós-terramoto, não há qualquer traço dos reforços em declive, no lado direito da estrada, que aparecem na segunda foto. Isto, para além de uma boa mão-cheia de árvores terem ido à vida, entre uma e outra.

      • Também já vi o post no De Rerum Natura, pela mão (suponho) do Carlos Fiolhais.

        O facto de vir de um lado ou de outro não significa que seja real. A fonte (neste caso o Nan Ban Jin) pode ter sido também enganado.

        Pessoalmente não acredito. Até imagino que seja uma foto de antes e depois do terramoto, mas pode perfeitamente ter sido de outro terramoto do passado (de Kobe, por exemplo). Para este último terramoto não acredito.

        Quanto às árvores, já agora, estão lá as mesmas que antes. Apenas sucede que parecem não estar porque a foto de baixo foi tirada a maior distância delas. Já as diferenças do lado direito (berma) poderiam ser possivelmente explicadas pela passagem do tempo (caso haja troca na ordem das fotos).

        Aquilo que mais me faz duvidar da história é o facto de um país que está a braços com uma crise nuclear; que tem várias cidades em escombros; onde milhares e milhares de cidadãos estão sem casa, água, comida ou aquecimento; onde os corpos de milhares de pessoas estão para ser encontrados; etc; etc; etc, fosse dar-se ao trabalho de ir reparar rapidamente aquilo que parece uma estrada de província. Não digo que não o tenha feito, mas não acredito na historieta…

  5. Youri Paiva diz:

    Quando uma empresa japonesa forja documentos e tem uma central nuclear a deitar radioactividade para fora em quantidades que não eram as inicialmente anunciadas, este post só pode ser levado a brincar.

    • Paulo Granjo diz:

      A confirmar-se, isso será o Japão no seu pior.
      Entretanto, a diferença em relação a quase todos os outros países em que tal poderia acontecer é que, por lá, nem as coisas serão varridas para debaixo do tapete nem a averiguação e punição de responsáveis começará por baixo (parando um pouco antes do meio), mas por cima. É uma outra cultura de gestão de crises e de reintegração dos acidentes.
      Mas suponho que, para ti, depois da caldeirada de ontem na Luz só se poderá tomar na brincadeira um post, por exemplo, acerca da equipe de futebol de albinos, contra a sua discriminação na Tanzânia.

  6. Rocha diz:

    É impressionante a ignorância de alguma assim chamada esquerda sobre as consequências de um desastre nuclear. A falência do Capitalismo japonês e do modelo insustentável de industrialismo exportador é magistralmente branqueada por este post que demonstra o mais cabal analfabetismo ecológico.

    Neste momento grande parte do povo do Japão, o desastre nuclear é precisamente na linha costeira mais povoada do Japão, está a ser contaminado a uma escala inimaginável pela radioactividade que, já que é preciso explicá-lo, causa subidas incomportáveis de doenças cancerígenas no imediato para a população e para os filhos que dela irão nascer, permanecendo por gerações.

    Os japoneses enfrentam uma situação que supera o próprio ataque atómico assassino dos Estados Unidos sobre Hiroxima e Nagasaki e o Paulo Granjo prefere falar sobre uma suposta rapidez dos capitalistas japoneses em reparar estradas. Das duas uma ou é ignorante ou é insensível.

    • paulogranjo diz:

      Caro Rocha (ou, como declata ser o seu endereço de e-mail, “José Tolas” – rapaz, portanto, de pouca imaginação, embora razoavelmente falocêntrico):

      O facto de o Japão enfrentar o grave risco nuclear com que tanto se regozija (e relativamente ao qual revela um substancial analfabetismo, para utilizar uma expressão sua) não impede nem que a sua resposta à crise, incluindo nuclear, esteja a ser mais eficaz e transparente do que nos casos mais ou menos similares ocorridos noutros países, nem que a sua capacidade de resposta, enquanto sociedade e povo, seja impressionante e (diria eu) merecedora de solidariedade humana.
      Se acha que não, por se tratar de um país capitalista (à imagem de todos os outros, excepto, dizem, Cuba e a Coreia do Norte), enfim… cada um sabe em que bases se relaciona com o resto da espécie humana.

      Quanto à falência do capitalismo japonês e do industrialismo exportador, aconselho-o a não encomendar já o caixão, pois cheira-me que não vai ter cadáver para lá enfiar dentro.

  7. Fantástico. Que rigor, que rapidez e que disciplina laboral.

  8. Pedro Dias Silva diz:

    Os japoneses já tinham provado em Nanking, por exemplo, que conseguem fazer muita coisa em muito pouco tempo.

  9. Os nips são um povo admirável.
    Têm uma capacidade de sacrifício e uma noção de entendimento que nos/vos deixaria paralisados.

  10. carol, maay, giuly diz:

    achamos as imagens muito comoventes… continuem postando as imagens são mt interessantes

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