Dêem uma olhada (e um ouvido)

Se bem conheço o José Manuel Rolo, vai valer a pena ver mais logo o Expresso da Meia Noite – às 23h. na SIC Notícias.

Cheira-me que vai partir a loiça toda acerca desta tal de crise.

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19 respostas a Dêem uma olhada (e um ouvido)

  1. toutramado diz:

    E quem é afinal o tal de José Manuel Rolo? E nem penses em mandar-me consultar o google! Já lá fui e o que me deu foi isto: CARLOS DUARTE DA SILVA JOSÉ NOGUEIRA PEREIRA MANUEL ROLO FERREIRA MANUEL DE … DE ALMEIDA CHEGANÇAS BRANCO JOSÉ FERREIRA DE MATOS JOSÉ MANUEL FERNANDES .
    Deixa-te de merdas e coloca as coisas de modo a que um analfabeto também entenda.

  2. Pisca diz:

    Vi e gostei em especial o silêncio dos outros “especialistas” face a algumas verdades apresentadas

  3. Ze de Fare diz:

    Gostei da definição da coisa.

    O FMI só cá vem para garantir que os credores recebem o dinheiro. Depois vão-se embora e fica tudo na mesma.

  4. Valeu, sim sr. Foi dos programas mais interessantes sobre esta temática.

  5. Idi nahui diz:

    Kem é?Pffff…

    • paulogranjo diz:

      Também para o Toutramado:
      O José Manuel Rolo é um economista e professor de economia que se virou depois para as relações internacionais e se reformou, por limite de idade (deve ter sido professor dos outros 3) há coisa de um mês. Também, meu (ex?) colega e meu amigo.
      Os dois últimos livros dele, bastante recentes, parecem-me muito interessantes. Um é sobre o mercado da venda de armas e a sua relação com a política internacional e o outro é um género de cronologia analisada e comentada desta crise financeira.
      Agora vou almoçar com a família, mas vou ver se faço um post mais logo com ligação para isso.
      Entretanto, ainda deve ter página dele no site do ICS.

      • miguel serras pereira diz:

        Claro, Paulo. Há a página do ICS e até uma entrada (sumária) da wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/José_Manuel_Rolo) e outras coisas mais: sinopses de livros em livrarias online (por exemplo: http://www.wook.pt/ficha/labirintos-da-crise-financeira-internacional/a/id/9857610), etc. Suponho que o Toutramado não tenha feito a busca dele na República Popular da China…

        msp

      • Idi nahui diz:

        Obrigado
        Gostei foi dojardimgonçalves a ‘amandar’ bitaites-ele q f**** o bcp e ajudou de modo significativo p o defice externo.A cena é surreal num estdo de direito mas,como esta m**** não o é, dão-lhe a voz como orgãos de propaganda ao serviço dos parasitas.Há um jimbras na minha rua q é um pilha galinhas,será q as tvs não lhe dão apalavra?

        • paulogranjo diz:

          Só se o gajo começar a roubar numa escala mais respeitável.
          Como se dizia num filme da minha adolescência, se tu deves dez mil dólares, o problema é teu; se deves dez milhões de dólares, o problema é do banco. A coisa é extrapolável para o gamanço.

  6. Perdi.
    Mas há-de repetir, suponho…

    P.S.
    Não teclem em maiúsculas. É indelicado, muito mais difícil de ler, e dá a ideia que estão aos berros.
    Netiquette…

    😉

  7. Miguel Cunha diz:

    Vi o programa quase todo. A menos que o conceito de “partir a louça toda” tenha mudado, não vislumbrei nem sequer uma rachadela. Retive que o mesmo sr. fez questão de afirmar que um dos poucos economistas que tinha alertado para as consequências da entrada no euro tinha sido o João Ferreira do Amaral. E assim, de uma penada, se enterra todo um esforço que o PCP na altura fez para alertar precisamente para as consequências da entrada no euro. Talvez seja altura de voltar(mos) a ler o livro do Sérgio Ribeiro “Não à moeda única”. É por estas e por outras…

    • paulogranjo diz:

      Tanto quanto me lembro, quem referiu o João Ferreira do Amaral foi outro participante de quem muito gosto, mas que não sabia que lá estaria – o Castro Caldas.

      Quanto ao Rolo, de facto, não disse um décimo de na última aula que o convidei a dar, onde de facto partiu muitíssima loiça, não apenas económica mas também política. A nossa principal diferença quando toca a partir (numa relação bastante engraçada que mantemos) prende-se mais com o facto de ele atribuir os factores subjectivos do crash à liberdade de actuação dos “banksters” dando largas à sua cupidez num contexto desregulado, enquanto eu a atribuo à partilha, pelos actores dos mercados financeiros, dos pressupostos marginalistas que lhes foram incutidos nas “boas universidades” de economia – que implicam entre outras coisas que nada tem valor fora do mercado, ou nenhum outro valor que esse.

      Quanto ao Euro e à ideia de que, agora, seria “porreiro pá” não o ter, para se poder desvalorizar a moeda à vontade, essa é a primeira receita do FMI e, parece-me, a mais indigente resposta dos economistas encartados. Aumenta a competitividade das exportações que ainda se tiverem e os outros quiserem comprar e, dada a maioria dos bens essenciais importados no conjunto dos que são consumidos, pode reduzir os salários reais (consoante a desvalorização, normalmente deslizante e por isso menos perceptível em cada momento) mais do que os reduzem os cortes brutais que foram efectuados, e com alguma facilidade. É, diria, o sonho de qualquer governante neo-liberal ou economista receituário. E, também gostando muito do Sérgio, já desde bastante antes da sua passagem pelas europas, não me parece que seja na política cambial que a coisa se jogue ou deva jogar – excepto quando se pretende jogá-la no nosso bolso.

      Mas isto sou eu a falar – um modesto antropólogo que estuda umas coisas de economia política e de macro-economia, e que vê e analisa, com bem mais conhecimento de causa, os seus impactos a um nível micro ou um pouco menos: o nosso e o da “eonomia real”.

  8. O Beirão diz:

    Disse alguma mentira no comentário que acaba de me ser censurado? As verdades não são, afinal, para ser ditas… É preciso é paninhos quentes para situações graavíssimas como esta a que o País chegou, não é?

    • paulogranjo diz:

      Rico: quando por aqui passei (que a minha vida não é isto) restavam aqui 5 comentários para aprovação, mas nenhum de “O Beirão”.
      Depreendo que o terá metido sob outro nome (e já estará afixado), ou que o terá metido noutro post qualquer – caso em que sugiro uma diminuição do consumo alcoólico e que, se era uma coisa assim tão importante, o volte a colocar. Mas aqui.

  9. Carlos Fernandes diz:

    Por acaso vi o programa ( eu que até vejo pouca televisão, e da pouca é só futebol e noticiários)) antes de vir aqui ao Blog e a este post, de facto surpreendeu.me pela positiva a análise objectiva e o espiríto crítico desse professor, até pasmei quando ele falou que (salvo erro)em Madagascar o FMI (porque eles querem é que de facto os credores paguem aos devedores) mandou arrasar imensas terras e destruiu florestas e arvores centenárias para plantações de culturas de rentabilidade intensiva …

    • paulogranjo diz:

      Só uma correcção, Carlos: não foi para plantar culturas intensivas; foi mesmo só para vender as madeiras exóticas. Foi barbárie pura e simples.

      E, como não há nenhum mercado expectável, a bons preços, para culturas sub-tropicais; como, também, os camponeses da maioria dos países africanos (escaldados por muitas campanhas de produção e desenvolvimento em que eles é que ficaram a arder) só se põem a trabalhar para o mercado se tiverem muita confiança de que lá vai chegar alguém para comprar a um preço decente os tais produtos intensivos que produzam e que, depois disso, terão onde gastar o dinheiro obtido para comprar os bens que lhes interessam (e como nada disso é muito plausível), mesmo que houvesse algum plano milagroso no papel, o pessoal que poderia produzir não estaria disposto a fazê-lo.
      Se, na grande maioria dos países e regiões, os camponeses africanos não se metem a trabalhar que nem doidos em grandes planos agrícolas destinados ao mercado e à acumulação de excedentes e de capital, isso não é porque sejam estúpidos; é, precisamente, porque o não são.

      Tirando o primeiro parágrafo, isto não é, claro, uma resposta a qualquer coisa que você tenha escrito. Mas veio a talhe de foice.

  10. ricardosantos diz:

    Já estão de ferias ou estão a preparar a renuncia a santa aliança pcp / be/ psd /cds?

    • paulogranjo diz:

      Também estou a estranhar.
      Pela minha parte, o problema é que estou com um estado de espírito (que revejo muito à minha volta) em que só tenho estímulo para postar duas coisas: ou um longuíssimo relambório acerca das questões económicas, políticas e sociais que estão no fulcro e nas alternativas possíveis à situação actual (e não tenho suficiente disponibilidade de tempo para isso, para além de sair coisa longuíssima para os modelos de comunicação em blog); ou uma longa lista de todos os insultos adequados, na língua portuguesa, à actuação do governo, do presidente, do PSD e dos comentaristas encartados (e ainda não estou suficientemente deprimido e desesperado para o fazer…).

  11. Tinha ouvido falar dessa «cena» de Madagáscar.
    Só lá estive uma vex, com o meu falecido Pai.
    Mas foi breve e a gente viu pouco, a ilha é enorme, dixem que tem tudo e mais alguma coisa, e montes de ecologia única.
    Isso foi um crime e devia ser punido.

    🙁

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