Internacionalismo africano

Após a violenta repressão da manifestação pela democracia realizada em Manzini passado dia 18, a COSATU (central sindical sul-africana) vai organizar no dia 12 uma marcha de trabalhadores pela Suazilândia dentro, em solidariedade com uma nova manifestação popular convocada para esse dia.

Ainda bem que não é para o Zimbabwe que os trabalhadores sul-africanos irão marchar, ou cá apareceriam os 3 ou 4 leitores do costume a chamar-lhes fantoches dos ingleses e a vociferar contra a ingerência nos assuntos internos de estados soberanos…

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2 respostas a Internacionalismo africano

  1. xatoo diz:

    Suazilândia, um bantustão de 1 milhão de habitantes encravado na África do Sul, é um Estado soberano? não sabia…
    assim sendo, é provavel que formalmente o municipio de Unhais da Serra também seja autónomo em relação à Republica das Beiras Altas e Baixas

    • paulogranjo diz:

      Por acaso, não é nem nunca foi um bantustão e, ao contrário de todos os países à volta, nunca foi uma colónia. Foi, durante algum tempo, um protectorado britânico – tal como, aliás, Portugal.
      É por essa razão que, tal como o Leshoto (esse, sim, encravado na África do Sul e não entre a África do Sul e Moçambique, mas também um ex-protectorado), é uma monarquia.
      É que os “pretos” já tinham Estados antes de os árabes e os europeus entrarem por ali dentro, sabia? E alguns deles, como N’gunguyane (vulgo tuga, Gungunhana) fizeram tratados de aliança com estados europeus que, nalguns casos excepcionais, os respeitaram.

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