Ainda a Líbia – sugestões de leitura

Acerca da mais recente intervenção policial do ocidente armado na cena política mundial vale a pena ler este artigo de Tarik Ali no Guardian. Também é importante ler, no Libération,  (e sabemos como a opinião pública francesa está cheia de belas almas humanitárias – que até chegam a Ministro dos Negócios Estrangeiros) o muitíssimo lúcido texto de Tzvetan Todorov, o corrosivo diálogo filosófico de Alain Badiou e o texto de Jean-Luc Nancy.

Para os que não se sentem muito à vontade no francês, o artigo de Badiou está disponível, em inglês, aqui.

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23 respostas a Ainda a Líbia – sugestões de leitura

  1. Esse gajú Tariq Ali ainda está vivo ? Mas deve ter aí uns cento e vinte anos…
    Foi com ele e umas «receitas» dele no «Red Mole» que eu aprendi a faxer cocktails Molotov e a «receita era uma boa m#$%&a….
    🙂

  2. De um amigo, que foi diplomata e andou por ali, e sabe mais dakilo que vcs. todos juntos:

    … (…) … só tenho uma certeza: é que na maioria dos casos não sairão de lá democracias, ao contrário do que vejo quase toda a gente julgar cá.
    Não acredito muito que se os vá treinar, a lição Taliban foi aprendida… armá-los, sim, o negócio é rentável e o equipamento deles obsoleto.
    No entanto,
    (i) mais armados do que já estavam é difícil, e a crise bateu-lhes duro; logo, vais ver, compram-nos armas mas ficam com menos do que antes; e isso
    (ii) para nós é bom; armas modernas requerem muitíssima manutenção — e se no-las comprarem (e não aos soviéticos ou aos chineses e coreanos) ficam-nos nas mãos.
    Não estou muito preocupado, com franqueza…
    O EuroMed e a “política de vizinhança” desmoronaram, tal como a Union pour la Mediterranée dos franceses.
    Vai haver bases militares nossas a todo o redor deles, das Canárias à Madeira, de Malta a Chipre (é enorme a britânica que lá está) em Itália, França, Grécia, Croácia, Roménia, Bulgária, até a Turquia, e frotas adstritas ao Mediterrâneo, para além da Americana.

    Bom de saber…

    🙂

  3. NATO/OTAN Bruno, queria o quê ?

    Tenho «amiguinhos» por tudo quanto é lado, e que foram «inimigos no terreno», há rancores e más-disposições, o que faço (sensatez…) é não os convidar cá p’ra casa ao mexmo tempo, senão era m#$%&a assegurada, e ainda “assustavam” de morte o meu último e velhérrimo cão…

    😉

  4. Niet diz:

    Bruno Peixe: O que pensa da tribuna do Badiou e do texto apologético
    do J-Luc Nancy? Gostava muito de ler a sua opinião.
    Salut! Niet

  5. potedemel--ahahah diz:

    É só especialistas, como esse gajú do major alvega…que é um gajú que gosta de estar ao lado daqueles que ficam por cima…dos winners.Aposto q vai votar psd,o partido dos ganhadores,barões e outros ladrões/ASSASSINOS by proxy, e ficar-se a rir(só pq o povo é uma mole…).É aquilo q se chama um wise guy,ou então uma invenção de certos programas para disseminar VÁRIOS PERFIS DE ‘USERS’

  6. [b]potedemel–ahahah[/b] o senhor é livre de pensar o que quiser.
    Eu reconheço-me nas minhas ‘amizades’ e nos meus ‘sentimentos divididos’.
    Não aposte, perde.
    Não sei o que é feito do meu «cartão de eleitor» (embora me lembre do nº) e não voto desde a Pintassilgo (que já morreu) e mesmo aí foi porque uma das minhas tias (que também já morreu) me-lo pediu, ela era a ‘mandatária’ por Moimenta.
    Foi uma ‘cortesia’ da minha parte.
    Não acredito em votos, acredito em acção directa e agit-prop.

    Clear it up any ?

    🙂

  7. Niet diz:

    Major, De qual Moimenta- a da Beira ou a da Serra?
    Eu andei na caravana da Pintasilgo no Distrito
    de Viseu: jamais esquecerei a localidade de Colo do Pito,
    na estrada para Lamego! Bom vento e lua cheia! Niet

  8. Ricardo Noronha diz:

    “Corrosivo”? Esta história para adormecer crianças? Surpreendes-me.

  9. A da Beira.
    A minha tia (essa era mesmo tia, cancro fulminante, casada com o irmão mais velho da minha falecida Mãe) chamava-se Maria Emília [Mila] Botelho Moniz.

    Saudades dela.

    🙁

  10. Ricardo Noronha diz:

    Isto, tem cerca de 40 anos de idade:
    ‘In our rich countries, where the dominant oligarchy has the means to buy countless direct or indirect clients, there’s a keen desire that the powerful godfather states should settle things under the pretty names of “international community” or “United Nations”. You see, “we”—I mean our public, electoral, media “we”—are too corrupt. Our first principle is “my lifestyle first”. We are not seriously prepared to see this principle broken by the poor and deprived of the world finally gathering to speak the truth.’
    O argumento é basicamente o de que a classe trabalhadora dos países do centro está “corrompida” pelas migalhas da exploração imperialista e opõe-se por isso à revolta das massas oprimidas dos países periféricos. Já então fazia pouco sentido e, infelizmente, o teu maoísta favorito parece não ter aprendido nem esquecido nada. Este “nós” de que fala Badiou é uma fantasmagoria directamente saída do sono da razão.

  11. E Nieteu conheço Lamego (e Viseu) de uma ponta à outra, um dos meus avôs nasceu lá (em Lamego) .
    Sei onde se vai buscar a bôla de Lamego (é por detrás da casa onde esse meu avô nasceu) e sei onde se compram os melhores dôces do mundo (é no ‘Horta’, em Viseu…)
    Depois também sei maix coisas, mas não são para aqui chamadas…

    😉

    • Niet diz:

      Real Major: Os Botelho Moniz é do melhor que existe na Beira Alta.
      São primos do Canto Moniz e dos Nobre da Costa, não?
      E eu que perdi um casamento com uma donzela
      que me meteu em casa dos duques de S.Pedro do Sul!
      Moimenta da Beira: ah. o Terras do Demo e os trechos
      do inesquecível Aquilino(de Soutosa, nas base da Serra
      da Lapa), a manteiga pura das Paiva, o presidente
      Cardia( CDS) e o Manuel Gomes(PS) fabulosos
      proprietários no Centro da Vila. E depois os Lapa
      e Nápoles, com brazão grande e muitas léguas
      de pinhais. Em Lamego, conheci o primo/irmão
      do Santos Pais, que foi ministro da Justiça de M.Soa-
      res e de quem o antigo Presidente tinha ciúmes
      por ele se parecer muito com o JF. Kennedy…
      E havia ainda um médico com um palácio fabuloso
      e também de Esquerda. Bôla de Lamego com os
      ” enchidos ” de Tarouca. Onde há vinhos muito
      bons também.
      Doçaria Conventual em Viseu, meu caro, é na
      Lobo-antiga pastelaria Santos. Já falámos
      detalhadamente disto, lembra-se? Parece que
      a família Franco Alexandre vendeu ” patente”
      à rival Confeitaria Amaral. Esperemos…

      Quem diz, Moimenta da Beira, diz Penedono:
      a antiga vila onde, ainda há 15 anos, se podia
      ir à caça todos os dias. Comi lá umas lebres
      divinas! Estou ligado a Moimenta da Beira
      pela família Gomes Machado, causídicos
      e íntimos amigos e ” compadres ” de mestre
      Aquilino. Férias divinas, onde aparecia a
      família Castro Mendes, pais e filho(s), um
      dos rebentos é diplomata e substituiu o
      MM.Carrilho em Paris. MMCarrillho que fez
      núpcias com a Joana em Paris, em 1973,
      querendo, à viva força, ficar instalado
      na minha “comuna ” em Belleville!

      Dá romance, dá! Estou a beber um
      Qta. do Crasto com presunto Parma!
      Fraternalmente, Niet

  12. Niet diz:

    Está tudo à espera do texto do admirável Bruno Peixe sobre a Líbia!
    Please! Niet

    • Bruno Peixe diz:

      Niet, a modos que não tenho assim nada de admirável para dizer. Por isso é que postei estes textos admiráveis (o do Todorov e do Badiou). Mas quando sou chamado ao debate, ainda mais numa posta que postei, responder torna-se um imperativo. Em breve, então. Até lá, bom presunto e bom vinho.

      • Justiniano diz:

        Caríssimo Bruno Peixe,
        Ao texto do Todorov então!! Muito se poderia dizer…não!??
        Que nos diz o caríssimo Bruno!?

        Caro Niet, que achou do texto do Todorov!!?? (Eu achei a coisa muito esticada e perigosamente peremptória para o tema…até me assustei com o título!!)
        Um cordial bem haja para todos,

        • Niet diz:

          Caro Justiniano: Corra a ler no Counterpunch- site adstrito no Vias, por exemplo-os grandes textos de Vijay Prashad e de Andrew Levine. Li ainda só uma vez o texto
          generalista do Todorov, mas gostei muito dos do Badiou e
          do Rarik Ali. E menos do do J.L. Nancy. Estamos todos
          á espera é…Adivinhe? Fraternalmente immer! Niet

  13. Niet o que vale é que isto é a i-net e ambos usamos pseudónimos.
    Conheço todo esse ppl (e os locais) de que falou, e com um bocado de sorte (azar ?) também a si.
    Ainda tenho (com os meus manos) “vested interests” por essa zona.
    Primos meus na outra (Moimenta).
    Amigos meus mais acima (Trancoso, ou será Trancôso ??)
    O que é que uma pessoa pode fazer, suicidar-se ?

    Aí o meu brazão (sim , tenho um…) teria que ser feito em pedra — que não está, nunca esteve e não estará… — e juntar-se aos dos desgraçados extintos ou semi que estão no castelo de T.

    😉

    • Niet diz:

      Caro Major: Não podemos deixar arrefecer o material. Trancoso,a
      capital dos contrabandistas, tem força e visão com
      o Mondego perto e as vias reais para Espanha…Bom
      Queijo Serra e cabrito nas ementas diárias, e de todas as
      maneiras. E conhece Porto da Carne, a dois Kms
      de Aldeia Viçosa, a terra onde nasceu o autarca re-
      dentor da Guarda, Abílio Curto, que levou anos de
      prisa por causa das combines com os patos-bravos?
      Quem iria imaginar uma coisa dessas. Mas, Oh, meu
      major, não acha que a vista da Guarda- a que pode
      alcanças a Sierra Morena…- não dá mais folêgo
      do que o que se avista da torre das Igreja da Miseri-
      córdia de Viseu, onde António Quadros, aliàs Grabato
      Dias, nela ancorou para dar aulas de Arquitectura?
      O mesmo feeling se sente do castelo de Trancoso, não
      acha? Os Sarmentos- de Rodrigues a Pintos e Paulos-
      expandiram-se a partir dali, ou resistiram ali…no
      poder.
      Finalmente, eu bem sei quem temos(tinhamos )
      por referência comum. Uma coisa: por onde anda
      o grande repórter Fernando Gaspar? Ainda havemos
      de apanhar uma “grande” no “Martelo” de Fallorca
      de Silgueiros, o verdadeiro coração do Vinho do
      Dão, a dois passos das terras de Fonseca e Costa e
      Nuno Teixeira, os nossos génios de realizadores
      de Cinema e TV…E conhece as termas de Alcafache?
      Fraternalmente, Niet

  14. E Freches, não se esqueça, há por lá uma fulana (mulher de um cicrano que vai à feira) que faz os melhores ‘enchidos’ do mundo (morcelas e farinheiras), e é a ao preço da uva mijona…
    E dava para comprar e congelar (em sabendo como fazer…)

    Depois abaixo daí fica uma espécie de ‘vale quente’ , quando eu vivia por essa zona apareceram-me uns putos conhecidos com um patinho que tinham adquirido lá e (lógicamente) os seguia para todo o lado, casa a dentro, casa a fora.
    Foi um fartote de rir.
    Sei dos putos, do patinho não tenho notícias…
    :/

    Já não vivo lá, conheço de vista e de nome um porradal de gente por lá, mas é ingrato e frio como o diabo no inverno, cheguei a escorregar porque me distraí e não reparei que havia «cincelo», estou bem onde estou hoje (arredores de Sintra).
    Mas tenho monte de amigos lá, info. não falta…

    😉

  15. E Niet, esta «bosta» é só p’ra si.

    Conheco o fulano ‘below’ muito mal.
    Mais uma vez, sentimentos divididos.
    Sou amigo de uma ex-dele (Pintura, ESBAL).
    E o meu falecido Pai era amigo do Pai ,também falecido dela.

    Tento não me pronunciar muito quando as minhas amizades (e lealdades) vão para um lado e o meu gosto para outro….

    🙁

    Aki fica:

    Nesta última tarde em que respiro
    A justa luz que nasce das palavras
    E no largo horizonte se dissipa
    Quantos segredos únicos, precisos,
    E que altiva promessa fica ardendo
    Na ausência interminável do teu rosto.
    Pois não posso dizer sequer que te amei nunca
    Senão em cada gesto e pensamento
    E dentro destes vagos vãos poemas;
    E já todos me ensinam em linguagem simples
    Que somos mera fábula, obscuramente
    Inventada na rima de um qualquer
    Cantor sem voz batendo no teclado;
    Desta falta de tempo, sorte, e jeito,
    Se faz noutro futuro o nosso encontro.

    António Franco Alexandre
    In Uma fábula
    Assírio & Alvim, Editores

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