Por uma convergência alternativa

Para mim, a resposta é a formação de um movimento CONVERGÊNCIA E ALTERNATIVA que se apresente às próximas eleições com uma política de relançamento do crescimento da economia, em alternativa à política depressiva dos PECs.

Em seminários de trabalho, eventualmente com o apoio de economistas estrangeiros a convidar, os economistas do PCP, do BE e independentes, fariam um esforço de concretização de uma política económica exequível que, distribuindo com justiça os sacrifícios que forem inevitáveis, evite o desastre financeiro, económico e social que um «governo de pilhagem partilhada» nos vai apresentar como inevitável e merecedor da nossa resignação. Esse esforço de convergência deveria culminar com a candidatura unitária CONVERGÊNCIA E ALTERNATIVA.

Será pedir demasiado? No estado em que nos encontramos, fazer este esforço de convergência é um imperativo moral. A última palavra pertence ao PCP e ao BE já que independentes não faltam para dar um contributo desinteressado. A começar por mim.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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51 respostas a Por uma convergência alternativa

  1. E eu a seguir a ti, não sou economista, mas topo umas coisas por aki e por ali.
    Mas, Nuno ele há demasiados pavões (desculpa bicho…)
    Vou mudar o meu nome para Tomé, quero ver para crer…

    :/

  2. José diz:

    Tal como está apresentado, até que enfim, uma alternativa séria a ponderar por todos.

  3. Augusto diz:

    E o Nuno continua com ilusões.

    O Jeronimo de Sousa ainda hoje reafirmou a TOTAL indisponibilidade para frentes com o Bloco para as eleições.

    Diz que estão muito contentes com a experiencia da coligação com os “Verdes”.

    Desculpe mas começa a ser patético…..

    • Nuno Ramos de Almeida diz:

      Eu nunca julguei que o Jerónimo fosse favorável a essa convergência, nestas eleições, apenas defendo que seria a sua única solução. A parte do patético, refere-se ao seu habitual sectarismo?

    • O que Jerónimo disse:
      ““A CDU e o Bloco de Esquerda tem encontrado muitas vezes convergência na Assembleia da República ao nível de iniciativas legislativas, em termos de ação institucional, mas a questão não está posta em termos de qualquer coligação ou entendimento eleitoral”, respondeu.”
      Obviamente que a questão não está posta. O que não significa que não venha a ser posta e há quem queira que ela seja posta. É a velha história, há quem prefira valorizar a primeira metade da resposta e quem estivesse ansioso pela segunda parte, para daí ler um não definitivo que justifique a sua própria posição. E o povo, pá?

  4. xatoo diz:

    que espécie de sintese de mundivisão sairia de uma mesa onde por exemplo se sentassem o filósofo marxista Barata Moura, o bocas balsemónico D.Oliveira ou o social-imperialista Rui Tavares?

    • LAM diz:

      Não é mundivisão que é preciso agora, xatoo. A coisa é mais básica do que isso: é preciso pão e liberdade, custa a perceber?

  5. x diz:

    Muito interessante, mas, primeiro, é preciso que dentro do Bloco convirjam entre eles. Por exemplo, apoiam a NATO? apoiam a guerra da NATO contra a Líbia? O que quer o Bloco?

    • Nuno Ramos de Almeida diz:

      fantástico. sobre isto e, mesmo sobre a física quântica, convinha conhecer as posições do BE antes de falar. Poupava-se e poupava-nos.

  6. Pedro Rodrigues diz:

    Nuno,
    Não acho que seja necessário uma coligação propriamente dita, no entanto penso que uma concertação mínima de politicas e de discurso com um comprometimento claro quanto à disponibilidade destes dois partidos juntos, se assumirem como portadores dessa alternativa, já seria um grande avanço.

    Depois logo se vê…

    Não queiras em 2 meses aquilo que 30 anos não fizeram!

    Saudações alternativas

  7. x diz:

    Esteja descansado, Nuno. Sobre Física Quântica não é preciso saber o que pensa o Bloco. Já sobre outras questões, como a questão da guerra e da NATO, é preciso saber.

    • Nuno Ramos de Almeida diz:

      Meu caro,
      Soubre a física quântica não sei. Sobre a Nato é fácil. O BE tem no programa , nos cartazes e na manif que é contra a Nato. E manifestou-se, em comunicado, contra a intervenção da Nato na Líbia. O meu amigo faz-me lembrar o Tomás Vasques a dizer que a manif de dia 12 de Março não tinha significado pq os manifestantes não tinham as mesmas opiniões sobre o governo de Angola. Olhe, eles também não têm as mesmas opiniões sobre a Coreia do Norte, mas paciência.

  8. Caros.
    Depois de anos a disputarem entre eles com jogos sujos, querem que se juntem agora? Como militante do PCP tenho muitas queixas do BE – e histórias pessoais para contar. Um militante do BE terá outras tantas para contar acerca do PCP. Mas porque tenho esperança na unidade, enterro essas histórias na minha memória. Por isso limito-me a cobrar dos dirigentes do meu partido outra atitude: não perseguir até ao fim o menor erro do BE. Se outros militantes, do PCP e do BE, fizerem o mesmo talvez um dia ela seja possível.
    Abraço.

    • Camarro diz:

      Já somos dois!

    • Zé Miguel diz:

      Acha que esses acontecimentos “traumáticos” que teve com o BE são tão ou mais importantes que a destruição do estado social num futuro próximo?
      É óbvio que existem algumas divergências entre PCP e BE, por isso é que são dois partidos autónomos e diferentes. No entanto, no que é essencial para uma política de esquerda de defesa do estado social e do mundo do trabalho o BE e PCP claramente tem imensos pontos de convergência.

      O que historicamente tem destruído a esquerda no mundo é a luta entre as suas diferentes esquerdas, muitas vezes esquecendo-se que o essencial é derrotar a direita, o capitalismo e o neo-liberalismo.

      O BE e o PCP juntos já valem cerca de 20%, penso que chegou o momento de se mostrarem disponíveis para uma solução governativa em conjunto e com eleitores descontentes do PS.

    • Daniel Nicola diz:

      esse é o espírito!

  9. x diz:

    Você sabe que a questão «guerra da NATO contra a Líbia» não tem nada a ver nem com Angola, nem com Coreia do Norte. Nem com Física Quântica.
    [Não é preciso entendimento sobre muita coisa, mas sobre a NATO / guerra / Líbia é preciso, para dar um exemplo flagrante. A maneira como o BE votou no PE…]
    O que o Bloco tem no programa é uma coisa, o que fazem é outra. Interessa-me mais o que fazem.

    • Nuno Ramos de Almeida diz:

      Vamos ver as coisas uma a uma. O BE manifestou-se erradamente, a meu ver, no PE sobre a resolução sobre a Líbia. Mas o BE não votou favoravelmente a uma intervenção da Nato. Acho que nem o PCP nem o BE devem confundir a sua justa oposição à intervenção da Nato na Líbia, com um qualquer apoio ao ditador Kadhafi. Sobre isso, parece-me haver um consenso. Eu não inventaria divergências onde elas não existem. Percebo que dois partidos que competem por eleitores tendem a sublinhar as escorregadelas do outro, mas eu prefiro alargar o número de pessoas com posições anti-nato, em vez de arranjar discussões inexistentes. Finalmente, acho que as questões sobre a Coreia do Norte e China são importantes e o nosso silêncio sobre as ditaduras é mau, mas não penso que isso revele a nossa posição sobre a democracia em Portugal.

  10. Só ainda ninguém se perguntou se a soma BE+PCP+PEV em coligação é maior do que a soma BE+CDU sem coligação pré-eleitoral. Eu, sinceramente, tenho as maiores dúvidas.

    • Nuno Ramos de Almeida diz:

      É uma questão interessante. Acho que uma coligação deste tipo teria a capacidade de criar uma dinâmica que agregasse outros sectores da população e independentes. Para além que ainda seria beneficiada pelo método de hondt se tivesse resultados similares.

      • miguel serras pereira diz:

        Nuno,

        1. aqui ponho a mesma objecção que pus ao Zé Neves, que falava de um acordo semelhante, de resto recorrendo a citações tuas:
        “Receio, Zé, que esse acordo tal como o formulas – nomeadamente, sem se enquadrar numa plataforma mais ampla e com outros participantes explícitos (podiam não ser partidos formais, mas não poderiam ser só duas ou três personalidades) – seria para o BE um suicídio político – a menos que, talvez, uma presença maciça de ‘renovadores bloquistas’ de varias tendências e de independentes (da esquerda social-democrata, tipo João Rodrigues, ou “democratas revolucionários/revolucionários democráticos”, como tu próprio [Zé Neves]) funcionassem como ‘descozinheiros’ de acordos de bastidores entre políticos profissionais. Penso, de resto, que os estragos, que a adopção sem mais de uma solução como a que propões causaria na votação no BE, não se traduziria num proporcional aumento da votação no PCP”.
        (cf. http://viasfacto.blogspot.com/2011/03/esquerda-em-portugal-nas-proximas.html).

        2. Acrescento, à laia de precisão, que seria bem mais interessante uma “plataforma de convergência” que os partidos pudessem integrar, mantendo as suas identidades próprias, do que um pacto negociado pelos partidos e aberto depois à adesão “enquadrada” de independentes.

        msp

        • Rocha diz:

          O MSP é um enganador, fala em renovadores, social-democratas, democratas revolucionários como descozinheiros (leia-se a ala direita do Bloco, a tal dos Tavares e Oliveiras pro-NATO) de acordos de políticos profissionais.

          O Miguel quer iludir e ludibriar os leitores deste blog… mas está com azar, por estas bandas toda a gente sabe que essa ala direita (do capitalismo de rosto humano) que você defende são os mesmos que “cozinharam” o apoio ao PS (esses sim de políticos profissionais da querida burguesia), com a participação nos comícios ao lado de Sócrates, através do embuste alegrista.

          Portanto quando o Miguel fala em descozinheiros de uma qualquer convergência com o PCP, deve ler-se subvertores de qualquer verdadeira aliança de esquerda.

          • miguel serras pereira diz:

            Rocha,

            fui adversário da candidatura de Alegre. O termo “social-democrata de esquerda” não tem sentido pejorativo. A “parlamentarização” e “liderização” do BE tem-me merecido as mais duras críticas. Penso que a democratização efectiva da economia (gestão e organização das empresas, política de rendimentos igualitária, plano democraticamente deliberado e decidido, etc., etc.) implica a destruição do capitalismo e a destituição das oligarquias proprietárias e gestoras. Tenho-o escrito desde há muitos anos um pouco por toda a parte. Você não é obrigado a saber e ainda menos a ler-me, mas não me invente, invente-se a si se quiser, que daqui não leva o que procura.

            msp

      • Camarro diz:

        Para além disso, penso que faria muita gente levantar o cú do sofá e ir votar. Viu-se, na manifestãção de dia 12, que há disponibilidade para a participação e para a mudança. O povo que se manifestou na Avenida nesse dia não será todo de esquerda, é certo, muitos nem sequer pensaram nisso… Caberá aos sectores mais conscientes da esquerda fazer esse trabalho e ganhá-los, primeiro para o voto – o que dá menos trabalho – e depois para a luta do dia-a-dia.

        • Rocha diz:

          “ganhá-los, primeiro para o voto – o que dá menos trabalho – e depois para a luta do dia-a-dia”

          O que o Camarro diz é um absurdo, é exactamente ao contrário. Sem luta social nunca haverá um único voto de esquerda.

          • Camarro diz:

            Acha que em dois meses consegue-se fazer um trabalho de tomada de consciência de classe a sectores que andaram alienados uma vida inteira da política e da luta social? Se acha que sim, força! É que eu pensava que eram precisos anos e anos de lutas, mas você é que sabe…

    • Zé Miguel diz:

      Miguel Tiago,

      Concordo consigo e também tenho as minhas dúvidas quanto a uma coligação pré-eleitoral.

      No entanto, acho que uma aproximação ou uma declaração de convergência em torno de propostas económicas que sigam uma política de esquerda (em contraste com os PECs) seria um excelente ponto de partida. É necessário conseguir passar a mensagem para os eleitores que existem alternativas à austeridade e que o BE-PCP e PEV estão de acordo com elas e comprometem-se com as mesmas.

      Não estamos a falar de um programa de governo comum entre os 3 partidos, estamos sim a falar de medidas económicas que façam crescer a economia, criem riqueza, acabem com a impunidade do sistema financeiro, promovam o estado social, promovam o poder de compra, defendam os direitos dos trabalhadores, etc, etc. É importante furar a cortina de fumo da inevitabilidade e a favor da austeridade que hoje existe na nossa comunicação social.

    • Daniel Nicola diz:

      bem, se atendermos ao facto de que BE e PCP se anulam na possibilidade de eleger pelo menos um deputado nos círculos de Viseu, Portalegre, Castelo Branco, Viana do Castelo… onde a soma dos dois com votantes “úteis” PS (que os há, e muitos, pela quase impossibilidade de eleger alguém do BE ou PCP), aí seria de facto uma soma e não uma subtracção. Mas como não se podem coligar apenas em alguns distritos, também acredito que tal constituiria um problema na hora de escolha de lugares em círculos em que a eleição é quase certa.
      mas também se não é na maior crise do capitalismo nem no período de maior descontentamento popular que se ousa sonhar de facto com a transformação do real, que exige certamente mais força eleitoral do que a actual, então quando?

  11. Rocha diz:

    O seminário seria útil. Mas mais que economistas o importante seria que perante sindicatos, movimentos sociais, precários, agricultores, organizações das classes exploradas se encontrasse uma alternativa de ruptura com os PECs e o capitalismo neoliberal.

  12. Jorge diz:

    É uma questão que não se coloca.

    Como pode o PCP confiar no o BE? Ou melhor como podem aqueles que confiam no PCP manter essa confiança se o PCP se aliasse ao BE?

    Depois de tantas facadas na costas do PCP e nas costas de uma alternativa credível de esquerda como podemos nós confiar no BE?

    E nem é preciso ir muito longe. O apoio ao candidato do Governo nas presidenciais. O Zé que faz falta ao António Costa. As vernissages com Manuel Alegre no Trindade em dias de Manifestação Geral de Trabalhadores. O voto favorável à intervenção na Líbia. O voto favorável à lei de financiamento dos partidos feita à medida para condicionar o PCP e a Festa do Avante!, o dizer num dia uma coisa e no outro fazer outra, etc etc..

    Epah, não brinquem às alternativas!

    Há gente boa no BE, mas a sua direcção não tem um pingo de credibilidade.

    • Rocha diz:

      Eu creio que há uma hipótese de desmascarar alguns dirigentes do Bloco se se iniciasse um diálogo público e aberto às bases entre os dois partidos sobre propostas alternativas programáticas que poderia ser em forma de um seminário sobre os eixos de uma política de ruptura com os PECs e o capitalismo neoliberal (um seminário que percorresse o país).

    • Portela Menos 1 diz:

      não vos sabia tão santinhos! deve ser da época pascal 😉

  13. xatoo diz:

    Nuno Ramos de Almeida disse:
    “o BE é anti-Nato mas não votou a favor da invasão da Libia”
    é da minha vista ou fartei-me de ler inúmeros posts aqui no 5 Dias que afirmavam que os três deputados do BE votaram no Parlamento Europeu pela autorização da ONU a favor da intervenção da França/Grã-Bretanha e agora da Nato?
    O que é que se me escapou? Que naquele dia os 3 do BE engoliram drunfos que provocam ingenuidade?

  14. x diz:

    Desculpe-me a insistência. Isto faz-me lembrar a convergência do Bloco com o Manuel Alegre / PS / Sócrates. Deu um bom resultado, não deu?

  15. RedBloc diz:

    A necessidade urgente. A vontade é evidente.
    Invente-se a fórmula!

  16. ricardosantos diz:

    convergencias? venham comigo eu já cá estou.

  17. maria povo diz:

    Miguel Tiago, a questão é pertinente, mas AGORA arriscava; Nuno está na hora de vermos se realmente essas forças “sem partido” se juntariam a esta batalha e que mais valia traziam; ESTÁ NA HORA!!! se não resultar daqui a 4 anos (pelo menos…) cá estaremos !!!

    ter-se-ía de fazer uma campanha eleitoral muito criativa!! tempos de antena nas tv’s que ainda chegam a mta gente “velha” e net para os mais “jovens”, “sem papas na lingua”, com banda desenhada animada a passar no you tube, facebook, etc.

    o meu voto estará, sempre, em quem nunca me desiludiu, Miguel Tiago…
    mas agora arriscava…

  18. Von diz:

    Dear Portugal, this is Ireland here. I know we don’t know each other very well, though I hear some of our developers are down with you riding out the recession.

    They could be there for a while. Anyway, I don’t mean to intrude but I’ve been reading about you in the papers and it strikes me that I might be able to offer you a bit of advice on where you are at and what lies ahead. As the joke now goes, what’s the difference between Portugal and Ireland? Five letters and six months.

    Anyway, I notice now that you are under pressure to accept a bailout but your politicians are claiming to be determined not to take it. It will, they say, be over their dead bodies. In my experience that means you’ll be getting a bailout soon, probably on a Sunday. First let me give you a tip on the nuances of the English language. Given that English is your second language, you may think that the words ‘bailout’ and ‘aid’ imply that you will be getting help from our European brethren to get you out of your current difficulties. English is our first language and that’s what we thought bailout and aid meant. Allow me to warn you, not only will this bailout, when it is inevit-ably forced on you, not get you out of your current troubles, it will actually prolong your troubles for generations to come.

    For this you will be expected to be grateful. If you want to look up the proper Portuguese for bailout, I would suggest you get your English-Portuguese dictionary and look up words like: moneylending, usury, subprime mortgage, rip-off. This will give you a more accurate translation of what will be happening you.

    I see also that you are going to change your government in the next couple of months. You will forgive me that I allowed myself a little smile about that. By all means do put a fresh coat of paint over the subsidence cracks in your economy. And by all means enjoy the smell of fresh paint for a while.

    We got ourselves a new Government too and it is a nice diversion for a few weeks. What you will find is that the new government will come in amidst a slight euphoria from the people. The new government will have made all kinds of promises during the election campaign about burning bondholders and whatnot and the EU will smile benignly on while all that loose talk goes on.

    Then, when your government gets in, they will initially go out to Europe and throw some shapes. You might even win a few sports games against your old enemy, whoever that is, and you may attract visits from foreign dignitaries like the Pope and that. There will be a real feel-good vibe in the air as everyone takes refuge in a bit of delusion for a while.

    And enjoy all that while you can, Portugal. Because reality will be waiting to intrude again when all the fun dies down. The upside of it all is that the price of a game of golf has become very competitive here. Hopefully the same happens down there and we look forward to seeing you then.

    Love, Ireland.

    Sunday Independent

  19. susana diz:

    Sabem, certamente, que no próximo dia 18 de Abril será aprovado em Bruxelas uma directiva sobre as sementes para a agricultura.
    A maioria das sementes que são lançadas à terra em cada ano são sementes guardadas pelos próprios agricultores, com especificidades próprias que enriquecem a biodiversidade.
    Meia dúzia de marcas/empresas irão ficar certificadas para fornecer sementes à agricultura, acabando com características regionais, e apenas os produtos certificados irão poder ser comercializados.

    Desculpem esta intrusão, ler texto e assinar petição aqui:

    http://www.no-patents-on-seeds.org/en/recent-activities/open-letter-members-european-parliament-and-european-commission

  20. Camarro diz:

    Nuno,

    Pode ajudar ao debate e vale o que vale…
    Não sei se alguém já o fez, mas estive a fazer contas, baseando-me nos resultados das eleições legislativas de 2009, aplicando o método de Hondt, somando a votação do BE e da CDU. Temos o seguinte:

    Círculo Eleitoral de Setúbal: de 6 passaria para 7 deputados e tornar-se-ia a principal força política do distrito. Menos 1 deputado para o PS.
    Beja: de 1 passaria para 2 deputados e tornar-se-ia a principal força política do distrito. Menos 1 deputado para o PS.
    Viseu: eleição de 1 deputado (seria o último a entrar e menos 1 deputado para o PS);
    Faro: de 1 passaria para 2 deputados. Menos 1 deputado para o PSD.
    Lisboa: sem alterações (10 deputados CDU + BE)
    Braga: sem alterações (2 deputados)
    Aveiro: de 1 passaria para 2 deputados. Menos 1 deputado para o PSD.
    Porto: de 5 passaria para 6 deputados. Menos 1 deputado para o PS.
    Coimbra: de 1 passaria para 2 deputados. Menos 1 deputado para o PSD.
    Leiria: sem alterações (1 deputado mas a cerca de 1300 votos da eleição do 2º).
    Santarém: sem alterações, 2 deputados.
    Viana do Castelo: eleição de 1 deputado (último a entrar mas menos 1 para o PS).
    Castelo Branco: sem eleger deputados, mas a cerca de 1000 votos da eleição;
    Évora: sem alterações (1 deputado).
    Portalegre: sem eleger deputados, mas a cerca de 150 votos da eleição.
    Madeira: sem eleger deputados, mas a cerca de 1000 votos da eleição.

    TOTAL: de 31 passaria para 39 deputados e “roubaria” 5 ao PS e 3 ao PSD, precisamente o centrão que nos desgoverna há demasiado tempo. Tirem as vossas conclusões!

    • LAM diz:

      Muito oportuna contabilidade, Camarro. Tirem-se as conclusões e responsabilizem-se os políticos do medo.

    • Camarro, vou roubar as tuas contas para a página do Facebook que criámos para apoiar a petição Por uma alternativa de Esquerda, posso? Eu pago direitos de autor…:)
      Obrigado, camarada.
      Estas contas, convém recordar, são as contas nuas e cruas. Baseadas no método de Hondt, somando a votação do BE e da CDU em 2009. Sem dinâmica adicional de luta por uma alternativa efectiva, sem contar com milhares de homens e mulheres de Esquerda que por desencanto, por cansaço, por desmotivação, por desconfiança ou por descrença não saem do sofá, na altura de votar. E que poderíamos mobilizar. Que mobiliziariamos.

      Entretanto, continuamos à espera que a Direcção do teu Partido e do meu respondam ao repto que a Petição lhes faz e que ontem enviámos, directamente para Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã, quando atingimos os 500 subscritores, hoje vamos a caminho dos 700. E não desistimos.Quem a vai subscrevendo também não.

      • Camarro diz:

        Espero não me ter enganado… não sou um especialista e ainda por cima as contas foram feitas à pata… Falta acrescentar, naturalmente, os Açores, Guarda, Vila Real, Bragança e os círculos da emigração onde as possibilidades de eleição seriam muito remotas.

  21. closer diz:

    Situações extraordinárias como as que vivemos agora, exigem da parte da esquerda medidas extraordinárias.

    Apoio a ideia da convergência, mas não me parece que tal seja possível. A forma como alguns militantes comunistas têm comentado aqui essa possível convergência, é um sinal das dificuldades. Elencam divergências, empolam questões, levantam outras que são falsas (eu vi no Parlamento o BE a votar o protesto do PCP contra a intervenção da Nato na Líbia).

    O problema não é esse. Quando o BE surgiu foi recebido pelo PCP com profunda desconfiança. Para o PCP unidades só com partidos ou organizações enquadráveis e controláveis, tipo PEV ou ID. Vem na cartilha habitual do marxismo-leninismo pelo menos desde o Que Fazer.

    Além disso, há outra questão: que repercussões teria na direcção dos dois partidos uma possível aliança eleitoral, ou mesmo uma convergência de qualquer tipo? No BE haveria resistências, seguramente, mas como é um partido ideologicamente aberto e razoavelmente indefinido haveria a possibilidade de uma razoável adaptação. Mas no PCP, o que interessa é conservar. Conservar a vocação de protesto, conservar a ilusão de que são um partido diferente e a única «vanguarda» possível, sobretudo, conservar uma pesada estrutura de funcionários intermédios, para quem nada pode mudar, pois, caso contrário, é o seu modo de vida que acaba.

    O irónico disto tudo é que os partidos do PEC preparam uma possível aliança alargada pós-eleitoral. Enquanto isso, os adversários do PEC não são capazes de encontrar uma plataforma mínima de entendimento.

  22. x diz:

    Somando a votação do BE e do PS, qual seria o resultado de Manuel Alegre?
    E o resultado real de Manuel Alegre, qual foi?
    Quando é que se compreende que estas questões são essencialmente POLíTICAS e não, apenas, aritméticas.
    Não era preciso fazer contas… Já se sabe que o método de Hondt favorece a coligação de partidos, mas apenas em “teoria”.

    • Nuno Ramos de Almeida diz:

      A votação de Manuel Alegre não se aplica aqui. No caso do candidato presidencial , ele tinha o apoio do partido autor do PEC com um partido opositor do PEC. Numa convergência entre BE e PCP, ambos, na questão mais importante da luta política actual, são contra as políticas do PEC. A mentalidade dos poucos mas bons ou orgulhosamente poucos apenas nos conduz às derrotas. Em cada momento de luta, e em relação a cada ponto de luta, deve-se conseguir a unidade do máximo de sectores políticos e sociais possíveis. Só assim se pode vencer. E eu pessoalmente faz-me confusão políticas que são apenas pensadas para perder, e para a manutenção de uma influência residual.

  23. A começar por ti, mas por mim não. Jamais. Pela parte da história portuguesa contemporânea que toca ao Partido Comunista Português, este não deve andar a reboque de ninguém.

    Tenho-o dito.

  24. x diz:

    «A votação de Manuel Alegre não se aplica aqui. No caso do candidato presidencial , ele tinha o apoio do partido autor do PEC [PS] com um partido opositor do PEC [BE].»
    Por isso é que é necessário que o BE nos diga o que quer, afinal.

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