Dia do direito universal dos povos à insurreição armada!


No dia 26 de Março de 2008, morreu um dos mais emblemáticos guerrilheiros da história da resistência dos povos. O nome de Manuel Marulanda, um sindicalista e dirigente comunista assassinado em 1951, foi o adoptado por Pedro Antonio Marín, fundador e líder das FARC-EP, e foi com esse epíteto que ficou conhecido em todo o mundo. Um ano depois da sua morte, em 2009, o Movimento Continental Bolivariano designou o dia 26 de Março como o Dia do Direito Universal dos Povos à Insurreição Armada.

Naturalmente, com a campanha anti-terrorista, houve e há quem questione o direito dos povos a insurgirem-se contra a opressão. Contudo, Portugal é um dos vários países que no mundo já prevêem esse direito na sua constituição. A terceira alínea do 7º artigo dos Princípios Fundamentais da Constituição da República Portuguesa “reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência e ao desenvolvimento, bem como o direito à insurreição contra todas as formas de opressão”.

Nos últimos tempos, com a revolta a alastrar-se por todo o Norte de África e Médio Oriente, os meios de comunicação social não conseguiram apagar ou deslegitimar a justa luta desses povos. Embora manipulando, na maioria dos casos, ficou evidente que os trabalhadores e populações têm o direito a decidir o seu próprio futuro, usando a força, se necessário, e sem ingerências externas.

Normalmente, os mais pacifistas são aqueles que se amparam na suposta neutralidade de instituições como a ONU. Não é por acaso que o imperialismo tem procurado legitimar as suas acções com o aval de organizações internacionais. A reboque seguem os pacifistas que comem tudo o que diga “intervenção humanitária”, “guerra preventiva”, “bombardeamentos cirúrgicos”, etc.

Geralmente, os mesmos que dão o aval à violência dos Estados e das oligarquias rejeitam peremptoriamente a auto-defesa ou a revolução violentas dos povos. A não ser, claro está, que tais acções assumam proporções de tal forma populares que não possam ser sequer ignoradas pelo imperialismo. Aconteceu com a Tunísia, com o Egipto, com o Bahrein e com o Iémen.

Noutros casos, como na Colômbia, a resistência violenta do povo é condenada e a propaganda de desacreditação das várias organizações guerrilheiras é acompanhada e propagada militantemente por muitos pacifistas ingénuos, entre os quais, activistas que se afirmam de esquerda.

Muitos acreditam que os Estados capitalistas são democráticos quando assumem as mesmas características que os Estados-membro da União Europeia. Da mesma forma que reduzem a democracia a eleições e ao mercado “livre”, reduzem a aparente paz social à inexistência de violência. É sobretudo nesses contextos que algumas esquerdas abraçam o pacifismo e rechaçam toda e qualquer violência.

Esquecem ou fingem esquecer que a ausência de violência estatal é não só fictícia como vigilante. Todos sabemos quem detém o monopólio dos aparelhos repressivos e militares. E todos deveríamos saber para que serviram historicamente os Estados. Amparada na violência, a minoria que domina economicamente e politicamente está preparada para esmagar qualquer tipo de revolta por parte dos povos.

Infelizmente, os outros povos conhecem melhor a realidade da violência dos nossos Estados do que nós próprios. Os povos do Iraque, do Afeganistão, da Líbia, do Líbano, da Palestina, do Haiti, da Jugoslávia sabem bem quão hipócritas são as mensagens de paz dos nossos governos.

Mas é importante que se perceba que qualquer acto de resistência, se amparado e protagonizado pelos trabalhadores, é legítimo. Desde a denúncia através da distribuição de panfletos, da pintura de murais, da greve e manifestação, à tomada do poder pelas armas. A resistência, violenta ou não, é-nos imposta pelo capitalismo e pelo imperialismo. Na maioria das vezes, só a violência desata aquilo que foi imposto pela violência.

O culto da violência que certos grupos defendem nada tem a ver com resistência e, em certos casos, serve os interesses do imperialismo. Disso sabem os Estados e a NATO que espalharam a violência pela Europa através da Operação Gládio, criando organizações bombistas de extrema-direita e infiltrando-se em organizações de esquerda.

As acções violentas de resistência exigem sempre o sacrifício de valorosos homens e mulheres que dão o melhor das suas vidas em prol de um futuro melhor. Da revolução francesa à Comuna de Paris, da revolução de Outubro à revolução cubana e às guerras de libertação nacional, da revolução do 5 de Outubro à revolução de Abril, todas abriram portas para o futuro.

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33 Responses to Dia do direito universal dos povos à insurreição armada!

  1. O culto da violência presente em grupos de extrema-direita também reclamam para si mesmos esse suposto direito à resistência. Tudo o que aqui é dito facilmente poderia ser utilizado, mudando o nome dos destinatários e das ideologias, para defender o nacional-socialismo.

    O uso da resistência armada só é, à partida, legítima em caso de ditadura que recorra à tortura e/ou eliminação sumária dos seus adversários (ou em que não haja sufrágio secreto regular). Mas se os adversários usam dos mesmos meios, ficamos na mesma merda. Apenas mudam os beneficiários da riqueza produzida, as nomenklaturas ou clubes privados de pseudoproletários – o povo, esse, morre em vão e mata em vão.

    • Bruno Carvalho says:

      Se ler o que escrevi com atenção verá que distingo entre a violência que é apoiada e protagonizada pela maioria do povo e aquela que é defendida por grupelhos sem qualquer influência.

      Tudo o que aqui foi dito não poderia servir para defender o nacional-socialismo porque o fascismo é uma versão agressiva do capitalismo. Essa patranha de que comunismo e fascismo são duas faces da mesma moeda aqui não ganha adeptos. Essa é a lenga-lenga dos que tentam esconder que são os capitalistas os que em determinados momentos da história levantaram Estados fascistas. E esses regimes ainda mais violentos serviam os opressores e não os oprimidos.

      A sua conversa ilustra muito bem o que escrevi. É um desses personagens que tenta dizer que são todos iguais para que tudo fique na mesma.

      • Idi nahui says:

        Dans la mouche!!

      • Justiniano says:

        Ora, caro Bruno Carvalho, Vcmcê não acerta uma!!
        Essa das imanencias aritméticas, francamente!! Isto, depois de S. Tomás e S. Agostinho!! Havia Vcmcê de ser violentamente abalroado por uma clara maioria de qualquer coisa com verdadeira influencia!!
        Digo-lhe, e asseguro-lhe, ser, justamente, a violencia defendida por grupelhos sem qualquer influência que mais vezes se aproxima da estultícia dos justos!! Muito me admira, vindo de si, quando abundamente ferve, por aqui, ódes e pagodes a grupelhos com ou sem grande influencia!!

  2. Catalogar-me num determinado tipo de conversa ou personagem ajuda-me a compreender melhor o que entende por “maioria do povo” versus “grupelho”. E torna inútil qualquer discussão que, caso contrário, seria proveitosa sobre o assunto, mesmo que não chegássemos à mesma conclusão.

  3. xatoo says:

    “na Tunísia, e no Egipto” não aconteceu nada, nem vai acontecer nada. As “revoluções facebook” são uma obra sionista. Inserem-se na mesma ciberguerra que empregam , por exemplo, também contra Cuba com o blogue “generation Y” que é pago pelos EUA via grupo espanhol de media ElPaís. A nova forma de intervenção nos assuntos internos através da internet nos paises que os interesses sionistas-imperialistas pretendem derrubar funcionam. Em Marrocos, na Arábia saudita ou no Bahrein (que é a sede do Centcom e da esquadra naval dos EUA de vigia ao golfo pérsico) a ânsia de “liberdade facebook” já não funciona, nesses já não vai acontecer nada

    • José says:

      lá vem a conspiração sionista… vê-se mesmo que a Israel lhe dá mesmo jeito ter instabilidade no Egipto…

  4. A.Silva says:

    Viva a Revolução !

  5. Abílio Rosa says:

    Este Sr. Bruno Carvalho é o mesmo que vai (?) ser Presidente do Sporting e que tem à sua disposição um lindo fundo de 50 milhões dos nossos amigos da KGB?

  6. Idi nahui says:

    http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=23985

    Se calhar era disto q o sr.buiça devia estar a escrever…

  7. A sério:

    01. Cada macaco no seu galho.
    Axo péssima ideia essa de «o povo» pegar em ‘armas’ e destar aos tiros, até porque acabam por acertar onde não quereriam, o grosso não tem treino, amadores.
    É como pôr um tipo que nem sabe o que são «sticks» a tocar bateria, o mais provável é romper as peles aos tambores e atirar com os ‘pratos’ ao chão.
    Ou pôr outro tipo sem sequer carta de condução de ligeiros aos comandos de um tanque blindado.
    Ou pôr uma fulana que nem um ovo sabe estrelar decentemente a chefe-de-cozinha de um restaurante.
    Desastre é mais que provável…

    02. Não tenho a menor admiração por akilo que hoje são as FARC ou o ELNZ (EZLN ?).
    São tão narco-traficantes, assassinos e raptores tranto quanto o Exército e os grupos para-militares de direita com que se defrontam.
    São a outra face da mesma moeda.
    Pode não ter sido sempre assim, mas as coisas HOJE são como são.
    E quem se lixa (sempre) é o povão, que apanha de todos os lados, e nem sabe p’ra onde se virar.

    É tudo o que se me oferece.

    :-(

    • Bruno Carvalho says:

      Pois, então, demonstre-o. Demonstre que as FARC e o ELN (e não EZLN, esses são do México) são narcotraficantes. É que esse epíteto inventado no Pentágono ganhou asas e percorre jornais, rádios e televisões para convencer gente como o Alvega. As FARC já se mostraram contra o tráfico de droga e apresentaram um plano, rejeitado pelos sucessivos governos, de substituição das plantações de coca por outras plantações. Mas, claro, o sr. Alvega prefere repetir o que ouve. Ou será que também teve um primo que combateu nas FARC?

    • Carlos Carapeto says:

      O Corrnel ( já merece ser promovido) passou de bestial a besta e daquelas ferradas de pés e mãos.

      Diz que não apoia insurrectos tipo FARC e ELNZ, no entanto tem defendido aqui nos últimos dias com dentes caninos e garras de aço a FNSL e a LCU organizações terroristas Líbias, financiadas e treinadas pela CIAneta organização mais criminosa que o sol alguma vez iluminou.

      Há muito tempo que reparei em duas particularidades muito interessantes suas.
      Primeira; julga que é engraçadinho com as larachas que larga e o modo como escreve.

      Segunda; imaginasse intelectualmente acima dos demais, alguém que sabe de tudo em que os outros são tudo uma cambada de lerdaços. Enfim; é daqueles que conta apenas com a sua esperteza aviltando a inteligência dos outros.

      Porque se estivesse devidamente informado sobre os acontecimentos na Colômbia de há três décadas a esta parte não nos brindava com palermices destas.

      Isto porque ignora que o governo não respeitou os acordos de paz assinados com os rebeldes, depois de os apanhar desarmados assassinou milhares deles e moveu uma perseguição feroz contra os sindicalistas e intelectuais. A única saída que lhes restou foi pegar em armas novamente e refugiarem na selva para sobreviverem.

      Quanto ao ELNZ, move-o apenas, o ódio à esquerda (neste caso quase dextra) e a ignorância.

      Ainda sobre a Líbia. Se soubesse o montante dos fundos de investimento aplicados na Europa e nos EUA pela LIA (Libyan Investiment Authorith) sabia os reais motivos da presente agressão. Como não sabe limitasse a escrever disparates.

      Na próxima disponibilizo-lhe esse valor, assim como o nome de algumas das empresas que beneficiam desses capitais. Que em tempo algum irão regressar à Líbia.

      Vão tanto como foram as fortuna do rei Idris, do Xá do Irão, de Duvallier do Haiti, de Bokassa da RCA, de Mobuto do Zaire, de Suharto e muitos outros tiranos e ladrões dos povos, esculpidos pelas sacrossantas democracias.

  8. [b]Bruno[/b], por amor de zeus….
    Como é que se «demontra» isso ?
    Não é um teorema, não é matemática…

    Já estive na Colômbia, (só na capital, nunca me aventurei na selva, não quero ser outra Edith qq. coisa, ou lá como ela se chama). Nenhum “primo combatente”, em lado nenhum.
    Toda a gente sabe lá (mas toda a gente…) que as três entidades que eu referi vivem (e se sustentam, e compram armas) com raptos, assaltos e narco.
    Independentemente do que dixem da boca p’ra fora.
    É uma indústria.
    O Ocidente compra o «produto final», senão não dava.
    E os os desgraçados dos agricultores não têm razão nenhuma p’ra plantar cenouras ou tomates, uma vex que a coca rende muito mais…
    E de qualquer maneira, tanto quanto se me é dado a saber, são’encorajados’ a fazer isso, no sentido em que se lhe apontam uma M-16 ou uma Kalash aos chavelhos, e lhe dizem «faz isto, vende e depois dá cá x», fica difícil não cumprir.

    Ou vc. é muito jovem ou a sua ingenuidade vai demasiado longe…

    :-(

    • Bruno Carvalho says:

      É, deve ter visto isso tudo da janela do hotel.

      • José says:

        Major, acredite no Bruno, que não ficou apenas no hotel e foi para a selva, entrevistar camponeses, polícias, narcotraficantes, milicianos e guerrilheiros.
        Isto é tudo saber de experiência feito!

  9. closer says:

    Senhor Bruno Carvalho, já pensou em dar catequese? É tão católico a defender o seu dogma, tão cristalino a realçar a sua pureza ideológica maniqueísta, que Deus Nosso Senhor já o escolheu como um dos seus arautos.

    Neste Bruno Carvalho, da boa escola de formação da Soeiro Pereira Gomes, não há lugar a dúvidas ou inquietações. Os bons somos sempre nós, os maus são sempre os outros. mesmo quando os nossos falham, a culpa é dos outros, do imperialismo internacional. É dos pouco que ainda acredita que as FARC são um grupo revolucionário, que Cuba é um país justo e socialista, que Angola pelas mãos do camarada Zedú é uma democracia avançada e a China um bastião no combate ao imperialismo. Ardo de curiosidade para ler um post seu sobre a Coreia do Norte. Mas depois do que li da sua parte sobre a invasão soviética do Afeganistão, talvez a minha curiosidade arrefeça.

    Eu não sei se ele acredita nisto, se diz isto apenas para se convencer a si próprio, ou se, do ponto de vista psicanalítico, corresponde a alguma carência mal detectada. Sei que me lembro das sábias palavras há algumas décadas de Philip K. Dick que num dos seus romances projectou uma aliança ideológica entre o marxismo-leninismo e o Vaticano.

    Onde é que anda aquele professor dos dinossáurios que nos faz tanta falta? É que tem aqui um bom espécime para classificar.

    • Bruno Carvalho says:

      Não invente o que não sabe, closer. Não pertenço a nenhuma escola e não estou a defender nada de novo. Nunca me viu defender Angola ou a China. Mas sim, defenderei a Cuba socialista, onde há educação, saúde, cultura, desporto para todos, sem excepções. Deixo a si o triste papel de defender a injustiça social das sociedade que admira. Provavelmente, é dos que esteve do lado dos talibans contra o governo progressista do Afeganistão e as tropas soviéticas. Deve ser dos que enche a boca de democracia e depois defende o derrubamento de um regime democrático. As mulheres afegãs devem adorar o que os seus amigos fizeram no Afeganistão.

      Não sei o que escreveu esse Dick mas sei que esse é o mesmo jogo dos que comparam o comunismo com o fascismo. Como já aqui disse, dizem que são todos iguais para que tudo fique na mesma.

    • Carlos Carapeto says:

      ««««««Sei que me lembro das sábias palavras há algumas décadas de Philip K. Dick que num dos seus romances projectou uma aliança ideológica entre o marxismo-leninismo e o Vaticano»»»»».

      Eu proponho ainda melhor. A unificação entre o céu e o inferno (se porventura existirem).

      Se gostou desse Philip K. Dick então leia Eric Frattini que vai delirar.

      Não precisa deslocar-se tão longe à C do Norte para tomar o sabor a ditaduras e conhecer o que é passar o poder de pai para filho. Dê uma voltinha pelo Caucaso e pela Ásia Central.
      Uma certeza lhe dou, se for à Coreia do Norte à China ou a Cuba existem todas probabilidades de não ser assaltado e sair de lá com vida.

      Indique-me outro lugar onde tenha essas garantias?

      Não crie confusões ao tentar comparar Cuba com Angola. Não me leve a pensar que não sabe absolutamente nada daquilo de que está a dizer. Devia comparar o desenvolvimento humano de Cuba com a maioria dos países da América Latina, no tocante à educação e saúde pode muito bem fazer a comparação com Portugal e alguns países da Europa.

      E porque não compara também a China com a Índia, Bangladesh, e Indonésia?

      Por favor não insista com esse tipo de propaganda. Ainda não compreendeu que esse discurso já está fora de moda

      • EMS says:

        “Uma certeza lhe dou, se for à Coreia do Norte à China ou a Cuba existem todas probabilidades de não ser assaltado e sair de lá com vida.
        Indique-me outro lugar onde tenha essas garantias?”

        Para ai em Portugal nos tempos de Salazar.
        Já agora, se não for incomodo, poder-nos-ia explicar qual é a vantagem de se ter mais medo da policia que dos criminosos?

      • José says:

        “Uma certeza lhe dou, se for à Coreia do Norte à China ou a Cuba existem todas probabilidades de não ser assaltado e sair de lá com vida.
        Indique-me outro lugar onde tenha essas garantias?”
        Na Islândia e na Finlândia, apenas para não sair da Europa, segundo as estatísticas da ONU.
        Curiosamente, segundo as mesmas estatísticas, o índice de homicídios de Cuba é ligeiramente superior ao dos USA e largamente superior ao de Portugal e da generalidade dos países da UE.
        Como garantias com o Carapeto estamos conversados…

        “Não precisa deslocar-se tão longe à C do Norte para tomar o sabor a ditaduras e conhecer o que é passar o poder de pai para filho. Dê uma voltinha pelo Caucaso e pela Ásia Central.”
        No Cáucaso? Onde? E depois? Quer comparar uma “democracia popular” com uma ditadura? No fundo, acha que é a mesma coisa, não é? E, no caso da Coreia do Norte, já não é apenas de pai para filho. Já se prepara o poder para o neto. Monarquia comunista, parece ser algo paradoxal.

        “Devia comparar o desenvolvimento humano de Cuba com a maioria dos países da América Latina, no tocante à educação e saúde pode muito bem fazer a comparação com Portugal e alguns países da Europa.”
        Feito.
        Fica atrás do Chile, Antígua, Argentina e Uruguai e muito atrás de qualquer país da Europa Ocidental, Portugal incluído.
        Fonte: Human Development Report 2009 – http://hdr.undp.org/

        “Não me leve a pensar que não sabe absolutamente nada daquilo de que está a dizer”
        Não é preciso. Já toda a gente percebeu o que o Carapeto sabe sobre o que escreve…

  10. Bruno C., não seja tonto, não lhe fica bem
    À uma, eu estava numa pessão baratucha, não num hotel.
    Às duas, tenho amigos colombianos, e a gente fala-se (e sempre se falou) e eles têm familiares e conhecidos por aki e por ali.
    São locais, vivem lá, sabem ‘do que a casa gasta’.

    O meu caro é que aprende o que julga que sabe sem experienciar.
    Não é preciso atirar-se a um poço.
    Basta fazer akilo que o seu querido Lenin (o tal VIL) lhe recomendaria: “a análise concreta da situação concreta”.
    Mas p’ra faxer isso talvex convenha ir ‘apalpar’ mínimamente a dita ‘situação’, não diria ??

    :-(

  11. closer says:

    Pois é, amiguinho. Muito tempo a ler o catecismo marxista-leninista não lhe deixa tempo para ler «esse Dick» como depreciativamente se refere. Continua com a mesma lógica maniqueísta. Deve ser um tique. Por eu não apoiar a invasão « democrática» pelas tropas da extinta URSS, segue-se que tenho que ser um apoiante taliban e um admirador dos regimes capitalistas. Pela mesma lógica (quem não é por nós é contra nós) também o camarada Estaline liquidou todo o comité central do PCUS. Sobre isso já deve ter lido, apesar de não ter tempo para Philip K Dick.

    Mas registo, boquiaberto, a heterodoxia. Não defende nem Angola nem a China. Salva-se Cuba, a aldeia galesa de Asterix dos órfãos do socialismo real. Uma espécie de socialismo entre irmãos (Castro, claro). Mas, com tanta heterodoxia onde é que vai acabar? Olhe que o camarada Bernardino não gosta destas ousadias…

  12. Carlos Carapeto says:

    O caro amigo se soubesse fazer uso daquilo que dá pelo nome de seriedade (para não dizer dignidade) tinha mais cuidado quando fala em drogas e tráfico de drogas.

    De certeza que ouviu falar de um fulano chamado Oliver Norton e o seu envolvimento nessa coisa do tráfico de drogas e de armas.
    Também sabe quem é Ahmed Wali Karzai? Se sabe também devia saber que a produção de estupefacientes no Afeganistão aumentou quarenta vezes desde 2001 (data em que os seus amigos e comparsas foram libertar o país e as mulheres). Que o Afeganistão já produz 95% da heroína a nível mundial, e devia saber ainda que é também o maior produtor de haxixe, já ultrapassou Marrocos, tudo isto com a complacência e debaixo dos olhos das tropas de ocupação da NATO.

    Não sabe que os produtos para o refinamento da droga saem na quase totalidade da Europa e dos EUA? É nos países industrializados que se encontram as fabricas dos álcoois e dos ácidos para o processamento dessas substâncias?

    Onde ficamos? Perseguem-se os produtores e os traficantes e não se persegue quem lhes fornece os produtos para a manufactura das drogas.

    Por isso mesmo seja coerente com as afirmações que faz sobre este assunto. Deixe-se de charlatanices.
    Por enquanto ainda não abordo a América do Sul e as suas conotações ao Império.

    Quanto a viagens parece também que tem a mania que descobriu o mundo sozinho. Está enganado! Esqueceu-se que há quinhentos anos que os Portugueses andam nisso. Alguns trabalhando no duro, que é o meu caso, desde o frio cortante das estepes do Volga ao calor tórrido do deserto de Shiraz.

    Sobre Lenine por favor deixe-se de boçalidades grosseiras. Com que objectivos está abusivamente a usar o seu nome se não se identifica minimamente com os seus ideais? Lenine não precisa da ajuda de impostores.

    Quanto às perguntas que lhe formulei dos montantes que os seus amigos pretendem roubar ao povo Líbio, e as empresas onde esses capitais estão aplicados. nem uma palavrinha. Como faz qualquer cachorrinho cobardolas meteu o rabinho entre as pernas e pisgou-se.
    Eu sei porquê .
    É só paleio.

  13. Testemunho de alguém que também esteve no terreno, e que como é um “conhecido meu”, peço perdão, mas não vou identificar (ele é antropólogo e viveu em todo o lado)

    In the 80′s I was a diplomat in Angola, the Portuguese Conseillier Culturel.
    One Sunday I went for lunch to a friend’s farm (she was a journalist/writer/revolutionary intellectual) on the outskirts of Luanda, an Angolan and I met a man, very… nice and friendly. He was a medical doctor working for the MPLA Government and liasing with the Cubans.
    His precise functions, he told me in a long conversation, were to collect dead bodies in the musseques, take them to the Hospital, mutilate the corpses badly, and put them in deep freeze in a special section of the Morgue.
    Then, when there was a clash with UNITA, have the mutilated bodies dragged out, palced in a helicopter with “reliable” journalists (one of them our common friend, the host), and drop them around the place of the attack to be photgraphed as “UNITA savagery”.
    That was his job.
    I shall never forget this and other such war stories.

    Não há nada como realmente…

    :-(

  14. Streetwarrior says:

    Perguntem a vocês próprios, se o capitalismo apoiado no imperialismo, seja em que pais e forma for quando quer obter alguma coisa… em ultimo caso, se a busca pela via ” pacifista ”
    É que parece-me, que as campanhas que defenderam o culto do “Pacifismo ” nada mais quiseram senão, moldar e amansar aqueles que pela rebelião armada, sabiam que era e é a única forma de combater quem não é em ultimo caso, joga para trás das costas todo o conceito democrático e busca a forma pelo poder militar.

    É que actualmente, temos ao serviço do capitalismo, aquilo que podemos chamar de um Exercito Invisível.
    Um Exercito que ninguém vê, cheira ou sente mas que opera..através de fotografias, vídeos, reportagens, relatórios científicos e Opinions makers…e se o Exercito Invisível diz que é Real…é mesmo Real.
    …e se porventura alguém disser que talvez as coisas não sejam bem assim…logo aparecem milhares de pacifistas que dizem… É ……eu vi na Tv, li nos mais diversos Jornais…tens que ler isto escrito por este cientista ou aquele Psicólogo….EU VI…EU VI !!

    É…é a chamada guerra tecnológica!!
    Actualmente, antes de se partir para a conquista…a guerra, é á partida, ganha logo na cabeça de milhares telespectadores…e independente das agressões que o invasor faça, são sempre desculpadas e justificadas…pois o tipo, é um Tirano.
    E nem se preocupam a pensar, que as armas que ele tem nas mãos…foram exactamente dadas por aqueles que o acusam de estar armado.
    É o cabo dos trabalhos dar a volta a isto!!

    Atenção…isto é a minha opinião e ninguém, absolutamente ninguém, deve de acreditar numa só palavra que eu digo.
    espirra-verdades.blogspot.com
    Nuno

  15. JMJ says:

    Para quem quiser levar mais longe o seu apoio à invasão da NATO, defender a “democracia” e bombardear a Líbia.

    http://www.jogosantigos.com.br/jogos.php?id=83

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