Estado espanhol explica a Daniel Oliveira o que é a democracia


Tempo de antena da coligação da esquerda independentista Euskal Herritarrok. Nesse ano, em 1999, obtiveram 18 por cento dos votos para o parlamento basco.

Há alguns meses, quando a ETA declarou a trégua, Daniel Oliveira afirmava, num artigo que classifiquei como abjecto, que, “derrotado o terror, o lugar à política”. Daniel Oliveira dizia que se começava a fechar o ciclo da “existência de organizações violentas de esquerda nas democracias europeias”.

Ontem, o Estado espanhol respondeu da melhor forma a todos aqueles que acreditam na democracia dos Borbones. A esquerda independentista vai continuar ilegalizada e impedida de participar nas eleições. Apesar do novo partido Sortu ter praticamente feito copy paste dos estatutos do PSOE e ter condenado a violência, a democracia de Daniel Oliveira foi peremptória.

Mas não é uma estranha noção de democracia. Afinal, é também a Europa democrática de Daniel Oliveira que está a bombardear a Líbia. A mesma que bombardeou a Jugoslávia. A mesma que bombardeia no Iraque e no Afeganistão. Tudo em nome da democracia, claro está.

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