ISTO ESTÁ A COMEÇAR MAL

BARNETT NEWMAN – Who’s Afraid of Red, Yellow and Blue?, 1967.

Mas o que é que militantes responsáveis, empenhados e conscientes do BE, mais a militância do PCP, pode ou deve fazer com gente como ou representada por DOliveira, Ana Gomes e R Tavares ?? Vale tudo ?? Que os Tavares e as Gomes (na Europa) e os Oliveiras (por cá) se queiram entreter a bordar a palavrinha “esquerda” na lancheira, ainda vá que não vá. Agora que a queiram usar na realidade, aí já tudo se complica. E, para descomplicar, que tal Tavares, Oliveiras e Gomes longe da porta ?? (O resto, tudo o resto, tem e deve ser bem vindo.)

(Em desenvolvimento)

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33 respostas a ISTO ESTÁ A COMEÇAR MAL

  1. Hugo diz:

    Caro Carlos Vidal,
    A imagem é óptima e quer dizer tudo. Isto começa sempre mal. A política, ao contrário dessa pintura, está a usar sempre uma confiança exagerada na nossa capacidade para decidir, a priori – arte conceptual pura e dura eu diria para manter a alusão à arte.
    Está na altura de colocar em cima da mesa a arte como processo. precisamos de uma política do meio que não morra à nascença, pelo simples facto que uma ideia forte, onde os meios servem apenas um fim, estão sempre a trucidar noventa e tal por cento da nossa sociedade.
    Assim, planalto, meio sem fim, em permanente re-acerto, sexo sem orgasmo, pois os nosso políticos assim o exigem pela sua falta de capacidade intelectual e visão e também pela não
    participação dos nossos intelectuais na vida contemporânea.

    • Carlos Vidal diz:

      Exacto, caro Hugo, essa política da medialidade, de Deleuze a Agamben é um dado a reter. É pertença da emancipação e a emancipação também lhe pertence. Mas os do costume temem tanto esta política do meio, quanto uma polítiva mais direccionada que lhes retire os habituais privilégios e certezas. O pior é mesmo a ausência de política: por exemplo, o PS nunca a teve a não ser o anticomunismo. É a matriz do PS, do soarismo, do socratismo – trucidar, se isso fosse possível – uma parte da sociedade. Filhos da p

  2. Vasco Ramos diz:

    Pontos prévios:
    1.Por mim, o essencial da luta faz-se na rua e as eleições têm um peso limitado. Na luta de massas há, em geral, convergência da esquerda, embora o peso e o empenho de cada força política seja diferente. Ainda assim, existindo este quadro institucional, é importante que no parlamento exista uma representação forte de uma esquerda contra o capital e as políticas neo-liberais de austeridade.
    2.Eu também julgo que uma alternativa deve ser clara e não uma coisa “mole”, como diz o Pedro no post anterior e como claramente o Carlos Vidal aqui defende.
    3.Nos aspectos essenciais relativos ao PEC, o PCP e o BE convergem na crítica e na proposta de alternativas. Mesmo ontem votaram favoravelmente os planos alternativos um do outro.
    4.Também me parece que a divisão fulcral, a fronteira, é entre o PS e PCP. O PS desenvolveu-se contra o fantasma do “comunismo”. Há elementos no BE com os quais eu também não tenho o mínimo de identificação e que nem com sais de fruto engoliria.

    Dito isto, acho que por uma vez na vida, face à monstrosidade neo-liberal que está a pairar sobre nós, é um imperativo que se pondere e discuta a possibilidade de apresentar uma lista única de esquerda, com um programa claro, tão claro que mantenha oportunistas bem longe.

    É que estas belas discussões sobre a pureza da esquerda (maoista, trostkista, m-l, etc.) servem muito bem para animar conversas, já desde os idos de 1970. Eu passei a vida toda a ouvir e a fazer isto também…
    Mas enquanto nos entretemos nisso, a direita e o PS vão, a passo muito apressado, destruindo tudo aquilo que foi construído após 1974.
    Espero bem que quem está na Soeiro e na Palma tenha o ouvido bem colado ao chão e que pensem nessa possibilidade a sério.
    Há ou não há uma possibilidade pequena que seja de fazer isto?

  3. António diz:

    Larguem lá a brincadeira…. Já chega… O Carlos Vidal não existe, pois não? É apenas uma personagem fabricada, a representar o o extremo da estupidez e da ignorância, não é? Por favor digam-me que não há ninguém neste país que tenha ideias tão abjectas…

    • Carlos Vidal diz:

      O Carlos Vidal é a tua prima, pá.

    • Luís Rocha diz:

      António: mais um acólito do Daniel Oliveira e Rui Tavares. Por falta de argumentos recorre ao insulto. O que o companheiro Carlos Vidal disse é a mais pura verdade.

      E abjecto é gente de direita querer afirmar-se de esquerda, como no caso de Daniel Oliveira e muitos outros, como o Partido Socialista que anda há mais de 30 anos a enganar os portugueses, quando na verdade não é nem socialista nem de esquerda.

      • A esquerda é Carlos Vidal. Carlos Vidal é a esquerda. E pronto. Assim acabaram-se as divisões na esquerda. Até que o Carlos venha aqui dizer que o Vidal é de direita e que só meio Carlos Vidal é de confiança.

        • Carlos Vidal diz:

          Raciocínio DOliveira.
          Basicamente correcto.
          (por mim, correcto – eu gosto muito de ana gomes; como aquele miúdo a quem ofereceram um Magalhães: quando for grande vou inscrever-me no ps; a propósito, qué desse miúdo??)

  4. JPT diz:

    Se todos forem como o Vital, a esquerda vai longe, vai…

    • Carlos Vidal diz:

      Pois, como o Vital, de facto, não vai mesmo a lado nenhum.

      • JPT diz:

        hehehe… ok, n era pra ofender. Mas com sectarismos n chegamos mesmo a lado nenhum.

        • Luís Rocha diz:

          Fugiu-lhe a boca para a verdade, com o Vital não se vai a lado nenhum.

          JPT: o seu sectarismo é para com o povo. Daniel Oliveira, Ana Gomes e Rui Tavares assim como os seus queridos sócios do PS representam a burguesia que nos tenta impor os PECs, as guerras e a austeridade como se fossem inevitáveis. O Bloco se realmente quer ser alternativa de esquerda ao bafiento e reaccionário PS, devia se demarcar desta gente.

          Paz entre povos e guerra entre classes.

  5. Dá indiferença às vozinhas ressonantes de lancheira e aplica mais atenção às ultimas assinaturas, assinaturas assinaturas, nomeações nomeações nomeações, por decreto por decreto por decreto.

  6. Augusto diz:

    O Soares dos Santos do Pingo Doce , um dos merceeiros mais ricos de Portugal a par do Belmiro, defendeu hoje uma larga coligação com o PS o PSD o CDS e PASMEM o PCP, mas o tal dono do Pingo Doce logo acrescentou, mas NUNCA com o Bloco de Esquerda.

    Depois do Santana Lopes, é o Soares dos Santos é caso para os militantes do PCP se preocuparem.

  7. Augusto diz:

    Vasco Ramos eu tambem não tenho a minima identificação, com os militantes mais sectários e obtusos do PCP, e nem com sais de fruto lá ia….

    Se quiser dou-lhe o exemplo dos gorilas na manifestação contra a Nato…….

    Mas ao contrario de certas pessoas, eu defendo que a esquerda é plural, e é o seu pluralismo e até as suas contradições que fazem a sua força.

  8. Justiniano diz:

    Caríssimo Vidal, calma que isto ainda não acabou!!
    Depois do desgraçado versejo da Merkel, vai ser ve-los cavalgar responsavelmente naquele verso, e em todos os medos, das esquerdas e das direitas!! Estão inchados, de tesão, já!! É a mesma actitude de sempre! Já se vislumbram trauliteiros e saltimbancos, encarniçados aos magotes e desembraiados!!
    Por isso, meu caro Vidal, haja calma que há quem queira, de bom grado, pagar mais!!

  9. Daniel Nicola diz:

    Que se avance com uma Frente Popular então!
    Desengane-se quem vislumbra sectarismo nesta posta do C. Vidal. Ao reconhecer que no BE também existem “militantes responsáveis, empenhados e conscientes”, isto só pode ser um apelo à unidade, ou no mínimo, a um entendimento entre as esquerdas.
    O “inimigo” é comum e PCP e BE são os partidos que mais propostas votam juntos. Apesar disso, são a coligação mais improvável. Não estou aqui a defender qq coligação, somente um canalizar de forças para as lutas que se avizinham, que não vão ser fáceis, e que merecem toda a energia da parte da esquerda!

    • Vasco Ramos diz:

      Exactamente.
      Um canalizar de forças não se deve destinar a subsumir as diferenças.
      Os partidos têm patrimónios muito diferentes. Obviamente que as práticas e opções que tomam também são, em várias áreas, diferentes.

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