NO FLY ZONE “HUMANITÁRIA”: Maus jornalistas fazem más notícias, maus deputados fazem más guerras. Com este senhor estamos conversados e a palavra está do lado do Bloco de Esquerda. Em que é que ficamos?

Em menos de 24 horas a operação “Amanhecer da Odisseia” (Odyssey Down) já descarregou 112 Tomahawk’s que terão vitimado entre 48 e 100 civis. EUA, ONU, NATO, UE decidiram entrar numa cruzada que vai ser feita, para já, por um punhado de países ocidentais, sendo que dos países árabes só o microscópico Emirado do Qatar pondera participar, sem no entanto ter especificado como. Os senhores do mundo não sabiam o que fazer à onda revolucionária no Norte de África e no Médio Oriente e escolheram a Líbia para ser do cadafalso da região e do processo. Poderiam ter ido para o Bahrein, onde para esmagar a revolta o “democrático” exército da Arábia Saudita já invadiu o território com o acordo dos EUA. Poderiam ter ido para o Iémene, onde atrocidades semelhantes às que Kadhafi tem cometido estão a acontecer desde a queda do Ben Ali na Tunísia. Começaram, ironicamente, pela Líbia, cujo chefe de Estado está entre os mais apadrinhados pelo aparato ocidental, que o mimou com nomeações para a Comissão de Direitos Humanos, bunga-bunga e menções honrosas do FMI. Os loucos que legitimaram o louco de Tripoli lançam-se agora contra as armas por eles vendidas a troco do dinheiro com que pagaram o petróleo. Com Berlusconi, Sarkozy e Sócrates à cabeça dos negócios, mas com o silêncio ou a conivência da comunidade internacional, o que motiva a máquina de guerra não é nem a defesa da revolução nem a protecção de civis. Terá precisamente o efeito contrário. A intervenção pretende travar ou domesticar os levantamentos em curso, muito mais do que derrubar Kadhafi, e o seu custo humano é por esta altura incalculável. O critério de escolha é revelador da agenda das intenções e o balanço das primeiras horas aterrador quanto ao que pode vir a ser a dimensão do conflito se nenhuma das duas partes mudar de ideias em poucos dias. Depois de semanas de resistência, o povo líbio está agora debaixo de duas miras.

Mural pintado pelo BE-Coimbra no segundo aniversário da guerra do Iraque e no dia do funeral da Irmã Lúcia. Entre outros, recordo a presença do José Manuel Pureza, do Serafim Duarte e, se a memória não me falha, da Marisa Matias.

É urgente reforçar o movimento nacional e internacional que se opõe à intervenção e que consiga que cada país beligerante se retire de mais uma aventura infinita. No movimento contra guerra o BE tem estado presente e é, sabemos todos, um parceiro importante. Assim tem sido nas jornadas de luta contra a ocupação da Palestina, do Iraque e do Afeganistão. Assim seria bom que continuasse a acontecer. Na próxima quarta-feira está marcada uma manifestação em frente à Embaixada dos EUA, às 18h, para exigir o fim da intervenção e seria fundamental contar com todos quantos têm tomado parte nesta luta. Vai o BE querer continuar na fotografia desta nova Entente com o despudor de fingir que nada aconteceu? Quem já retirou a confiança política ao independente Sá Fernandes por não ter cumprido com a promessa de criação do provedor do cidadão, vai continuar sem retirar a confiança política ao deputado que votou esta macabra no fly zone “humanitária”?  Ficará a meio o rebate de consciência?

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36 respostas a NO FLY ZONE “HUMANITÁRIA”: Maus jornalistas fazem más notícias, maus deputados fazem más guerras. Com este senhor estamos conversados e a palavra está do lado do Bloco de Esquerda. Em que é que ficamos?

  1. Contra a corrente:
    Há sempre danos colaterais agora porque hoydia as guerras são disputadas à distância, um tipo dispara qualquer coisa a 20kms do alvo, espera-se o quê ?
    Tenho nostalgia do tempo em que era a cara e a coragem e ver o branco dos olhos do tipo a que tens que matar ou morrer dele.
    Já não é assim.
    Renato isso dos 48/100 é info da TV estatal líbia tanto pode ser verdade como não.
    O tenente (coronel «de aviário», auto-promovido) Gaddafi atirou com aviação, tanques, armas pesadas p’ra cima do seu próprio povo. Isso é certo.
    Quando um militar faz isso renuncia à sua própria condição, e sujeita-se.
    Kéke se passa, ele eos dois filhos não roubaram já o suficiente das receitas do petróleo ? Ainda querem mais ?? Não sabem m»moubarakinizar-se» para uma Arábia qualquer ???
    E o gajú ameaça que alvos civis no Mediterrâneo são 2legítimos” ????
    Alguém que lhe dê rápidamente um tiro nos cornos. E aos “filhinhos” também.
    Não há tribunal de Haia p’ra ninguém ali, perda de tempo.
    🙁

    • Leo diz:

      “Gaddafi atirou com aviação, tanques, armas pesadas p’ra cima do seu próprio povo. Isso é certo.” ????

      O representante da Índia no Conselho de Segurança da ONU, ao intervir após a votação da Resolução começou por denunciar que o SG da ONU nunca entregou aos Estados-membros do Conselho de Segurança nem sequer o relatório do seu Enviado Especial à Líbia. E que ainda não tinha mandado a fact-finding mission, conforme prometido por ele e repetidamente pedido pelas autoridades líbias.

      Presumo que foi por isso que rapidamente as poucas cadeias globais acabassem o directo (só Aljazeera e TV24, as restantes – CNN, Sky, BBC, Fox – nem se deram ao cuidado) e nada tenham dado das intervenções dos outros representantes que se abstiveram em particular Brasil, China e Rússia.

      E os próprios jornalistas que enxameiam o país desde há mais de um mês nada conseguiram – nem uma foto, um vídeo, um depoimento – que comprovasse relatos anteriores.

  2. Leo diz:

    Parabéns aos três e aos seus seguidores! Devem estar felizes, já libertaram a vida de pelo menos 48 e libertaram outros 150 para os hospitais.

  3. V. KALIMATANOS diz:

    Um sugo terapêutico para educar as cabecinhas e curar problemas infantis do cristalino ocular dos meninos da esquerda “pos-modernista”, muito barafustadora, sim, palminhas, mas cèguinha como a minhoca antiga:

    “Anglo-American propaganda portrays Qaddafi as a kleptocrat. In reality, Libya is one of the most advanced developing countries, ranking 53 on the UN Human Development Index, making it the most developed society in Africa. Libya ranks ahead of Russia (65), Ukraine (69), Brazil (73), Venezuela (75) and Tunisia (81). The rate of incarceration is 61st in the world, below that of the Czech Republic, and far below that of the United States (1). Longevity has increased by 20 years under Qaddafi’s rule. Qaddafi, while suppressing political challenges, had shared the nation’s oil income better than the rest of OPEC”.

    O resto do artigo do Tarpley pode ser lido aqui.
    http://tarpley.net/

  4. Leo diz:

    Os betinhos de cá alinham com os de lá e são cúmplices nas brincadeiras de you-you de Sarkozy e Cameron com as suas armas perigosas!

    Até há 8 semanas andaram a vender armas à Líbia e andam agora a destrui-las! Explicações? Nenhumas, como dizem os pirralhos mimados “não interessa”! Um bom par de estalos e um pontapé no cu para Sarkozy em 2012 e para os betinhos nacionais e britânicos mais cedo que tarde …

  5. iskra diz:

    Dos Tavares…não reza a História!

  6. E já agora sobre jornalistas: aparentemente há quatro do N.Y.Times «desaparecidos» e mais quatro da AlJazeera presos na Líbia, adivinhem por quem…
    Mas claro que isto não vos interessa mínimamente, metada do maralhal aqui quereria ser “jornalista”, mas não arriscar um centímetro de pele, é tão confortável ‘amandar’ umas opiniões ‘merdosas’ de por detrás de um computador, ar condicionado na sala and all the perks…
    Dedicado a vós que sois assim, retratinho:

    • Leo diz:

      Tem piada, esqueceu-se que o único morto em combate era igualmente da Aljazeera e tombou em Bengasi às mãos dos revoltosos, desordeiros, terroristas, rebeldes, manifestantes ou como lhes queira chamar?

      E já agora, acha mesmo que por serem jornalistas não estão obrigados a respeitar as leis do país? É que outros anteriormente detidos e libertados entretanto reconheceram que de facto tinham entrado ilegalmente no país.

    • Helena Borges diz:

      És um grande cromo, cozinheiro Alvega.

  7. Ernst diz:

    A operação em curso tem um enquadramento e uns meios bem diferentes.

    Enquandramento: é suportada pela ONU e por todos os que o Renato enumerou mas, estou em crer que o Renato se olvidou de referir que é também sancionada pela LIGA ÁRABE e pela OUA (Organização de Unidade Africana). Certo?!

    Meios: alguns aviões a descolar não se sabe muito bem de onde e mais meia dúzia de “gatos-pingados” no Mediterrâneo, logo, não existem mobilizados os meios para uma invasão tipo Ageganistão ou Iraque.
    Do ponto de vista militar a operação em curso terá, certamente, similaridades com a ocorrida contra a Sérvia.

    Já agora, porque é que Vossas Excelências não se manifestam (também) em frente à embaixada francesa (que foi o país que mais “puxou” para esta situação)?
    (caramba: é que os franceses chegaram PRIMEIRO que os americanos e têm estado mais activos qiue estes últimos. Há coisas fantásticas, não há?)

    Custa assim tanto fazer uma “manif” em frente à embaixada de um país europeu (sem ser o Reino Unido, claro)?
    E então a benemerência da França?….onde anda?
    (tão pacifistas que eram em 2003, lol)
    Khadaffi tem, em primeiro lugar, problemas domésticos. Deveria meter os filhos na ordem e dizer-lhes s para estarem mas é calados, pois bastou um deles debitar qualquer coisa sobre “França-e-tal” para ….que o tão propalado pacifismo daquele país da Europa se abatesse sobre eles…..

    Já agora, o Sr.Renato acha, então, que a malta deveria assistir a tudo sem mexer uma palha, assobiar para o lado, fazer uns discursos muito bonitos, verter umas lágrimas e….. ……deixar o Coronel Khadaffi fazer o que muito bem quisesse?
    (não vale vir falar de intervenções militares da Liga Árabe ou da OUA. Fantasias. Vivemos de (e na) realidade. E esses não têm os meios necessários nem têm as condições políticas para tal acção.

    Em relação à acção em si aguardo, expectante, que outros “opressores” sejam atacados nas próximas horas/dias, bien sûr. Ou comem todos….
    (pour cette intervention, on à besoin d’un petit peu de français, parce que je pense que será la langue officiele)

    • Leo diz:

      “é também sancionada pela LIGA ÁRABE e pela OUA (Organização de Unidade Africana). Certo?!” ???

      Errado! A União Africana NUNCA aprovou e a Liga Árabe também não pois pelos seus próprios estatutos uma decisão contra um Estado-membro tem que ser tomada por consenso e na reunião de MNE’s só estiveram presentes 11 dos seus 22 membros e dos 11 presentes apenas 9 aprovaram (Argélia e Síria votaram contra).

  8. E já agora, se eu mandasse, e se pudesse, punha no terreno um regimento dos «Desert Rats» (anglo) um regimento da Légion (franciús) e outro da Legião Árabe (jordanos). Dispensava todos os outros.
    Os militares mais bem treinados do mundo. E que conhecem o terreno.
    Era um ver-se-te-avias, adeus pseudo “coroné” e familória, em menos de uma semana .
    E não haveria «Odisseia» p’ra ninguém…
    😉

    • Luís Rocha diz:

      James Cook: você anda mesmo a sonhar com ladrões: colonialistas britânicos, legião francesa e os rançosos soldados da monarquia jordana??

      Cucuuu! o que é que você tem na cabeça? Está alguém em casa? O IMPERIALISMO NÃO AJUDA POVOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!

      Lamento mas vou ter recuperar a pergunta: você sente alguma coisa pelo povo líbio? Ou pensa que ver a Al Jazeera é como ver filmes do Rambo de Hollywood?

      É que da maneira que você escreve faz me lembrar um lunático da direita militarista.

    • Leo diz:

      “Era um ver-se-te-avias, adeus pseudo “coroné” e familória, em menos de uma semana .”

      E assim violava alegremente a Resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU e sujeitava-se a ser processado por crimes de guerra.

      Tanta basófia e nem sequer descobriu que o objectivo dessa Resolução é proteger civis e não mudar o regime nem assassinar governantes?

  9. Luís Rocha diz:

    WAR IS NOT THE ANSWER!

    Como dizia o Marvin Gaye em 1970, “only love can conquer hate”.

  10. Luís Rocha, a minha paciência para andar ao serviço de ditadores imbecis, e (já agora…) de «pequenos-e-mérdicos-intetectuais igualmente imbecis» esgotou-se há muito.

    *[censurado o resto do comentário] Tenha paciência Major. A sua segunda frase não cumpre qualquer critério de publicação.]

    Entendidos ?

    🙁

  11. Ah, e claro «bossa excelência» deve conhecer a Líbia (e o dito ‘povo l’ibio’ que se lhe atravessa na garganta) como conhece támaras compradas no Continente…
    Eu, por mero acaso já lá estive, com o meu amigo Corrado (Genoa—>traduzindo especialmente para si GENOVA) e fizémos o Mediterrâneo todo, sempre a falar italiano…
    Explique-me, a sua ignorância e a sua cretinice vem-lhe directamente dos livrecos que tem à mesa da cabeceira ?? Ou do «manual de instruções» do ‘partido’ ???

    🙁

    • Leo diz:

      O basófias vive no século passado e nem quer descobrir que o objectivo desta Resolução do Conselho de Segurança da ONU é tão somente a protecção de civis e não mudar o regime nem assassinar governantes.

      Mas é tão somente esse o objectivo desta Resolução. E foi por isso que Índia, China, Rússia, UA e até o SG da Liga Árabe já condenaram os bombardeamentos que já libertaram para o cemitério 64 civis e despacharam mais de uma centena para os hospitais.

    • Luís Rocha diz:

      Engana-se Alvega, não é o Partido que me dá a noção básica de direitos humanos e luta pela paz, isso é instintivo. Mas se o Partido Comunista Português partilha o meu apego pela paz e direitos humanos, isso é motivo de orgulho. Oxalá toda a esquerda o faça e se oponha a esta desgraçada guerra entre cúpulas corruptas pro e anti Kadafi, que nada tem a ver com o povo.

      Quanto aos seus passeios, eles não lhe ensinaram muito, tal como não ensinaram os passeios dos bombardeiros que atacam a população Líbia agora, aos seus pilotos… que também falam italiano.

      Sim eu conheço o povo da Líbia, sabe de onde? Falamos a mesma língua, e não é italiano, é a língua da paz.

  12. No offense taken.
    You’re the owners , you do what you think it’s right.
    I’ve been in the same position, had to do it also.
    Excuse me, sometimes I fly above my own head… sorry.
    🙁

    • Leo diz:

      O Secretário-Geral da Liga Árabe, Amr Moussa, acabou de dizer que tinha convocado uma reunião de emergência da Liga Árabe para discussão da situação no mundo àrabe e particularmente da Líbia.

      “O que está a ocorrer na Líbia difere do objectivo de impor uma zona de exclusão aérea e o que queremos é a protecção de civis e não o bombardeamento de mais civis” disse o Sr Moussa à agência noticiosa do Egipto. E também a Rússia, China e Índia já condenaram os bombardeamentos.

      • gamma diz:

        em suma:
        Se pretendes que alguém te faça uma depilação às pernas é melhor não lhe passares um martelo para as mãos.

  13. Ernst diz:

    “E também a Rússia, China e Índia já condenaram os bombardeamentos.”

    Não é exacto.
    A Rússia e a China apelaram ao diálogo, à manutenção da zona de exclusão aérea (que implica, no mínimo, o abate dos aviões de Khadaffi) e a que não se efectuem bombardeamentos a alvos…………………………..civis.

    Mas (se não for muita maçada, claro) alguém me responde á “inquietação” seguinte:
    – Se não for pela força (a única que o Coronel Khadaffi parece entender, desde sempre) qual a maneira de proteger os seus opositores?!
    É com discursos bonitos (nas ruas do Ocidente, claro), carregados de boas intenções e humanitarismo a rodos?!??!?!?!?
    Com “manifs”!?!?!??!?!
    Qual a solução (eficaz e realista)?
    Então?!?!??!?

    Mas eis as novidades: a revolta parece ter estalado de vez na Síria (contra, entre outras coisas, os 48 (sim, QUARENTA E OITO!!) anos de estado de emergência, pela libertação dos presos políticos e pelo fim da polícia política)
    (aguardam-se as reacções, claro, …..de solidariedade)

    Como certamente compreenderão, neste momento, os “amotinados”, por toda a regiao, estarão a pensar (com naturalidade) algo do género: “eh pá, vamos mas é continuar que se a malta se vir enrascada os “gajos” ( França, Reino Unido, Itália, EUA, etc….) v~em “desenrascar-nos”.

    Obs: o ataque é tão devastador e envolve tantos meios…………….que as tropas de Khadaffi conquistaram, ainda hoje, mais uma cidade.

    Enquanto isso nem uma palavra sobre a “ingerência” da Arábia Saudita (e o facto de a questão religiosa subjacente estar a deixar a República Islâmica do Irão furiosa) no Bahrein, nem uma palavra sobre o agravar da situação no Yemen…

    Vivemos tempos “complexos” e NOVOS e, parece-me, alguns por aqui ainda não se deram conta disso, “presos” que estão aos velhos clichés e modus vivendi dos dois últimos séculos.

    Reveillez!!

    • Leo diz:

      Se for ao site da RT descobrirá por lá isto:

      “O porta-voz do MNE russo disse que os ataques aéreos excedem o mandato da Resolução do Conselho de Segurança da ONU: “Urgimos enfaticamente os estados da coligação a pararem o uso de força indiscriminado.

      Temos a firme convicção que o mandato que foi adoptado como um passo bastante controverso não pode ser usado para atingir objectivos que vão claramente para além das provisões que apenas contempla medidas para proteger civis.

      Em resultado dos bombardeamentos, foram mortos 48 civis e feridos mais de 150. Um centro médico foi destruído parcialmente e estradas e pontes danificadas.”

      Se for preciso também lhe trago o que disseram os outros. E meta na pinha que a Resolução 1973 não permite mudança de regime nem assassinatos, apenas a protecção dos civis.

  14. A Liga Árabe não se entende.
    Estão sentados em cima de pipas de massa, têm armamento a dar com pau, mas depois ou desconfiam uns dos outros, ou não estão p’ra se arriscar.
    Assim fica fácil, mandam os «outros» p’rá frente e depois dixem: “O quê nós ? Não era nada disso que queríamos.” À árabe de hoydia…
    Aliás as a especialidade deles é dar corda à garganta e não faxer nenhum, assim está-se sempre na ‘boa’.
    Espertinholas…

  15. Apoiado. Vamos imediatamente lutar para que se deixe aquele fulano louco, sanguinário e assassino de massas em paz.

  16. José diz:

    “The Arab League suspended Libya’s membership on Feb. 22.”
    “The Arab League on Sunday criticized Western military strikes on Libya, a week after urging the United Nations to slap a no-fly zone on the oil-rich North African state.”
    Quer uma no-fly zone mas não as actividades bélicas que daí resultam, como as perdas civis, aka danos colaterais.

    “E os próprios jornalistas que enxameiam o país desde há mais de um mês nada conseguiram – nem uma foto, um vídeo, um depoimento – que comprovasse relatos anteriores.2
    Leo, já lhe mostraram, noutros posts, fotos, vídeos e depoimentos. Não precisa de sair de casa e do pc ou da tv, para ter isso tudo. Ainda assim não acredita, pois acha que os medias ocidentais, como a Aljazeera – utilizando as suas palavras! – mentem. Que quer mais vocemessê? A sua falta de coerência é demasiada.

    Não só a sua na realidade. Quem, durante anos, defendeu a “solidariedade internacionalista” como o PCP o fez, sempre que havia as “agressões comunistas” – agora nas palavras dos seus críticos – a países limítrofes da URSS e não só, como no Caúcaso e na Pérsia nos anos 20, nos países bálticos e na Finlândia nos anos 40, na Hungria em 56, na Checoslováquia em 68, no Iémen dos anos 50 a 70, em Angola, nos anos 70 a 80, no Afeganistão de 79 a 89, etc, só poderá vir agora apregoar o príncípio absoluto de não-intervenção em assuntos internos com uma total falta de coerência, um eufemismo para a hiprocrisia, na realidade.

    Na Líbia já se ultrapassou o limiar de defesa de um governo, diante de manifestantes, com a evidente uso brutal de força policial, como no caso do Barhein ou do Iémen.
    Na Líbia trata-se de agir ou não perante um espectáculo de bombardeamentos – aéreos e terrestres – de ataques miliatres contra forças rebeldes e civis.
    A ONU – a mesma que, noutras circunstâncias, como no conflito israelo-árabe, tantas loas merece por aqui – decidiu não ficar passiva. Ainda bem.
    Vai morrer gente? Vai, decerto e infelizmente. Esperemos que muito menos do que se não houvesse intervenção.

    • Leo diz:

      Já está claro que a Liga Árabe não pediu a agressão contra a Líbia nem antes nem hoje na reunião com o presidente do PE.

      Já está também mais que claro que ainda não apareceu na Líbia a fact-finding mission nem os monitores da ONU para supervisionarem o cessar-fogo.

      E já está também claro que a Resolução 1973 apenas permite a protecção dos civis, não a mudança do regime nem assassinatos de governantes.

      Só que desta vez as coisas da manipulação e desinformação não são tão fáceis como foram na Jugoslávia, Iraque e Afeganistão. Porque estamos em África e lá prezam a independência tão duramente conquistada. E a Líbia foi o 1º país a conquistar a independência do Norte de África. E ainda se lembram da tareia que apanharam na Somália…

      Mas continuam com as fantasias dos media e o branqueamento dos bombardeamentos criminosos por norte-americanos, franceses e britânicos.

      Ao serviço da Exxon/Mobil, BP e Total, para quem trabalham Obama, Cameron e Sarkozy. E talvez de nova versão do Camp Bondsteel e do gamanço da água da Líbia – que vale ainda mais que o seu petróleo!

  17. José diz:

    Sim, já está muito claro o que o Leo quer.
    Bom proveito.

    • Leo diz:

      Eu só quero que acabe a ingerência nos assuntos internos da Líbia, que parem os bombardeamentos e que deixem os líbios em paz para entre eles resolverem os seus problemas.

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