Há vida abaixo do Sahara

«Eu bem sei que a maioria das pessoas que habitam em África, a sul do Sahara, são um bocado escuras de mais para os gostos e identificações afectivas de muitos comentadores e leitores entusiastas daquilo que se vai passando nas margens do Mediterrâneo ou do Golfo Pérsico….»

Mas, se vos interessar saber o que se passou este fim-de-semana de manifestações, repressões das ditas, prisões, confusões e guerras civis nascentes por essas amplas latitudes, em países como Burkina Faso, Costa do Marfim, Senegal, Suazilândia, Togo ou Zimbabwe, fáxavor.

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8 respostas a Há vida abaixo do Sahara

  1. paulogranjo diz:

    Acabo de apagar um comentário acerca da Líbia.
    Têm 100 ou 200 posts, mais abaixo, onde faz sentido opinarem acerca do Magrebe.
    Neste, há zona de exclusão geográfica.

  2. Leitor Costumeiro diz:

    É interessante. Tenho a dizer-te que isso não é novidade nenhuma, aliás, é por se ter tornado normal (e rentável) que mal sabemos o que por essa região se vai passando…Também é interessante a tua critica, que segundo fui ver atrás, se aplica a ti…
    Sim, também há hipócritas dentro de todos nós…

    • paulogranjo diz:

      Se me explicar de forma minimamente racional porque é que considera que um dos bloggers que mais divulgam (e analisam) em Portugal protestos e movimentos socias na África sub-sariana é merecedor dessa crítica, e em que medida é ela hipócrita, estarei aberto a equacionar que possa ter razão. Até lá, o comentário parece-me, desculpe-me, uma tolice apenas destinada a chatear o próximo. O que não consegue.
      E o que se tem passado nos últimos meses em vários países mais a sul está longe de ser normal.

      • Leitor Costumeiro diz:

        Paulo. A normalidade, em África, assume os contornos a que estamos habituados, é o preço que os Africanos têm de pagar para os Povos dos restantes continentes (e 3 ou 4 Africanos) manterem a sua mais-valia económica..Aproveito para agradecer os trabalhos de tua autoria com que me cruzei. Sem demérito, passar do intelecto ao papel, é só escrever, e é preciso fazer bem mais por África. Sabia que ias levar a critica mais a peito, mas referia-me a todos nós, a mim também, é aquela co-responsabilidade a que não podemos escapar…

  3. xatoo diz:

    vc não apagou o assunto por ele ser despropositado
    vc quis apagar foi o agente que lhe trouxe uma mensagem inconveniente para a sua “normal” dissonância cognitiva

  4. José diz:

    É, uns são bem mais mediáticos do que outros.
    Uns são bem mais próximos da Europa do que outros.
    Uns são bem mais claros de pele do que outros.
    Uns têm petróleo e outros não.
    Life is hard and then you die.

  5. Há uma coisa que precisam saber.
    Os árabes até podiam tolerar cristão e judeus, mas históricamente os negros abaixo deles eram «mercadoria».
    Eles foram os primeiros traficantes de escravos, quer na África Ocidental sub-sahariana, quer na Oriental.
    ‘Caganda negócio que akilo era.
    Ficaram ligeiramente chateados quando os europeus (‘tugas’, españueles, inglishes, franciús, holândicus…) se chegaram lá e os correram dos seus «entrepostos» e tomaram conta do “business”.
    Para um árabe, um prêto é uma ‘coisa’ que se toma, escraviza e/ou vende.

    🙁

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