O IMPERIALISMO é a imposição, pela força das armas, de quem são os bons e os maus ditadores. Já ninguém acredita na tanga humanitária.

Rasmussen (NATO) e Ban Ki-moon (ONU), confraternizam com Karzai, seu governo fantoche no Afeganistão.

Os pressupostos da resolução com que a ONU declarou guerra à Líbia e que a NATO, sob seu mandato, se prepara para começar executar com bombardeamentos já nas próximas horas, são os mesmos que levou a máquina de guerra para a Sérvia, o Afeganistão e o Iraque  e que poderia ser igualmente aplicada ao Bahrein, ao Iémene e à Arábia Saudita. Ainda alguém dúvida do critério?

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53 Responses to O IMPERIALISMO é a imposição, pela força das armas, de quem são os bons e os maus ditadores. Já ninguém acredita na tanga humanitária.

  1. i.tavares says:

    A canalhice do costume,desta vez o palhaço,sem ofensa para os ditos, foi o sr. Ban Ki-moon,até o nome ajuda.

  2. Leo says:

    Nota do Gabinete de Imprensa do PCP
    PCP condena agressão à Líbia e apela à mobilização pela paz
    Sexta 18 de Março de 2011

    1 – O PCP deplora a aprovação no Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas de uma Resolução que preconiza a agressão militar estrangeira à Líbia.
    Longe de corresponder a qualquer genuíno sentimento de solidariedade para com o povo da Líbia e de defesa dos seus legítimos direitos, a Resolução adoptada pelo CS da ONU visa dar cobertura aos objectivos das grandes potências ocidentais de intervenção directa nos assuntos internos deste Estado soberano e de controlo geoestratégico e dos recursos naturais da Líbia.

    2 – O PCP reitera a sua oposição a qualquer acto de agressão à Líbia que, a concretizar-se, agravará o conflito interno e provocará ainda maior instabilidade em toda a região do Magrebe e Médio Oriente.

    3 – O PCP condena a atitude do Conselho de Segurança das Nações Unidas e do Secretário Geral da ONU de apoio a uma estratégia que visa iniciar mais uma guerra imperialista de agressão em detrimento do que deveria, à luz da Carta das Nações Unidas, ser a sua actuação: promover e apoiar iniciativas diplomáticas de países como a Venezuela e de organizações, como a União Africana, visando uma resolução pacífica do conflito interno na Líbia.
    O PCP denuncia a profunda hipocrisia e a campanha de desinformação desencadeada para sustentar os intentos belicistas da NATO e das suas potências, bem patente no facto de o Conselho de Segurança da ONU ter acabado de aprovar uma agressão militar a um País soberano, em nome da “defesa dos direitos humanos”, ao mesmo tempo que mantém um silêncio de chumbo sobre recentes e gravíssimos acontecimentos que constituem inequívocas violações do direito internacional e dos direitos dos povos como os sucessivos crimes, provocações e ilegalidades de Israel ou a invasão do Bahrein por forças militares da cruel ditadura saudita (com o prévio conhecimento da Administração Norte-americana) com o intento de esmagar as revoltas populares neste País.

    4 – O PCP deplora a posição assumida pelo Governo português no Conselho de Segurança, mais uma prova da sua subserviência e seguidismo relativamente à estratégia das grandes potências imperialistas e da NATO. Reafirma a sua frontal oposição à participação de Portugal na agressão à Líbia, seja pelo envolvimento directo de forças ou meios militares, seja por envolvimento indirecto ou apoio logístico a quaisquer operações militares conexas com essa agressão.

    5 – O PCP apela à memória colectiva dos trabalhadores e do povo português e expressa o seu apoio às iniciativas em preparação contra a agressão militar à Líbia que, na sua essência, objectivos e campanha mediática e ideológica que a sustenta, é em tudo similar às agressões contra a Jugoslávia, o Iraque e o Afeganistão. O PCP apela à unidade na acção das forças da paz, democráticas e progressistas em torno da consigna da rejeição da intervenção militar na Líbia e da solidariedade para com os povos que no Médio Oriente prosseguem a luta pelos seus direitos sociais e laborais, pela democracia, a liberdade, a paz e a soberania.

    • Daniel Nicola says:

      E o que tem o PCP a dizer sobre o seguidismo dos camaradas e amigos chineses? Também são subservientes da NATO? E o que disse (e ainda diz) o PCP relativamente à invasão soviética do Afeganistão ou Checoslováquia? É que “a memória colectiva dos trabalhadores e do povo português” não é selectiva, e sabe que o PCP esteve ao lado das mais brutais ditaduras demasiadas vezes.
      Defendeu-se durante décadas a intervenção directa ou indirecta através da participação activa, fornecimento de armamento, conselheiros militares e dinheiro a revoltosos e guerrilheiros pelo mundo fora, hoje o melhor é o cruzar de braços.
      Entretanto declara-se um cessar-fogo, o que já em si constitui uma vitória. Agora a ONU que aja em conformidade e não comece ela própria a desrespeitá-lo.

      • Leo says:

        “E o que tem o PCP a dizer sobre o seguidismo dos camaradas e amigos chineses?” ????

        É público e notório que os chineses, russos, brasileiros, indianos e alemães não acompanharam franceses, britânicos e norte-americanos. Pelo contrário. E depois dos membros africanos e árabe do Conselho de Segurança da ONU preferirem acompanhar a posição dos portugueses – aprovada por CDS, PSD, PS e BE – acha que deviam os chineses ser mais papistas que o papa?

        E não desvie a conversa para assuntos que nada têm a ver com o que hoje estamos a discutir. Bem entendo que desconverse mas não vou alimentar a sua infantilidade.

    • antonio says:

      Aquilo que o PC deplora teve como efeito um cessar-fogo imediato. Presumo que o PC não deplore o cessar-fogo, assim como presumo que o PC se prepararia, caso Gaddafi conseguisse esmagar os revoltosos, a manifestar a estes toda a sua solidariedade e a verberar veementemente (mesmo que sem efeitos práticos) qualquer abuso contra os direitos humanos na Líbia.

      • Leo says:

        “Aquilo que o PC deplora teve como efeito um cessar-fogo imediato” ????

        Está-se a ver que não acompanha minimamente a situação. Se a acompanhasse não escrevia tal disparate.

  3. This is not only about oil.
    — Oil is oil, big foreign companies pay fees to some local firm, and extract the thing, because they know how, and the locals haven’t the foggiest.
    This is about tribes, clans, and which person/family/clan/tribe profites the most of yhe country resources.
    Some people feel the’re not getting their due, so trouble starts, particularly if they have no other way to topple the «ruling clan».

    — NATO should stay out, else we risk to be supporting blokes that shall turn on us later for some reason of their own (no future and some saudi prince keeps their family confy till the end of their miserable days.
    Paradox is sons & daughters sacrificing their lives for their parents, but that’s the lay of the land now in the the arab world.

    – There’s something called The Arab League.
    Let them deal with it, and use us (NATO) as back-up if and when they need it.

    This said, I don’t believe in petitions, I believe in action.
    Shall not sign any fekkin’ thing.
    Just hope somebody up there has their wits about them. and does the right thing, the sensible the thing, and don’t please compromise us in adventures we cannot predict the outcome.

    That’s all I had to say.

    Sorry, in these matters I’m more capable in english than in our native lingo.
    That doesn’t exactly make an «imperialist» out of me…
    ;-)

  4. xatoo says:

    “Perguntas por que as partes obscenas não resguardo? / Pergunta então se há deuses que escondam o seu dardo!” (Príapo)

    • Renato Teixeira says:

      http://www.presstv.com/detail/170569.html

      Está montado o cenário para a partir de agora a culpa ser de todos em geral e de ninguém em particular. Até aqui, o inimigo era só Kahdafi, a partir de agora vão chover bombas dos dois lados. Esperemos que aja um rebate que faça inverter a direcção da armada da NATO, que uma vez em marcha não costumam ser fáceis de convencer a parar.

      • V. KALIMATANOS says:

        Os seus gritos contra a intervenção estrangeira na Líbia, ou em qualquer noutro lado, têm uma base de justiça anti-imperialista. As dificuldades só começam quando o meu amigo reparar com alarme que os próprios “rebeldes” favorecem (!!) essa intervenção. Se você não tivesse tomado como garantida a vitória da Rev Líbia, escusaria de ter desgostos destes. Agora fica tão desorientado como o próprio Tavares.

        Agora só há uma saída inteligente: cessar das hostilidades tal como já proposto pela Turquia. Mas temo que não se vá a tempo.

      • a anarca says:

        Esperemos que o kada desapareça, mas antes de sair de cena que denuncie todos os trastes que chegaram-se perto .
        Quem brinca com o fogo queima-se !

  5. Luís Rocha says:

    Muitas pessoas do Bloco de Esquerda e de outras agrupações de esquerda reformista, na sua boa fé, estão a ser levadas pela propaganda imperialista. Está em curso uma tentativa de re-legitimação da NATO e da CS da ONU controlado pelos EUA e UE.

    A NATO e a aliança militar EUA-UE devem dissolver-se, deixar de existir, isso é a única atitude justa perante a Líbia e perante o mundo inteiro. Não há absolutamente nada de positivo que possa vir do imperialismo.

  6. marilu says:

    Mais uma ‘vitória’ das ‘democracias’ e portugal-assim,pq país de gente piquena como falam as ‘elites’ da quinta da marinha- e,um povoléu desgraçado,burro tal como Eça de Queiroz escreveu vai fazer o papel de ‘mulher a dias’ tal como está a fazer no Líbano…-na PRIVATIZAÇÃO dos poços de pitróleo(tias,vejam como fazem ‘fashion’ na literatura de cordel) e,..ops!!! a call from LA

  7. antónio says:

    Apraz-me verificar que o PCP não muda. Entre povos revoltados ou odiosos ditadores, este excelso partido nunca se engana relativamente ao lado a apoiar. Revolucionários de todo o mundo… (como é mesmo!?)..

    • Leo says:

      Sim, temos princípios e não temos vergonha deles. A não ingerência nos assuntos internos doutros povos é um desses princípios. A cooperação e a amizade com os povos de todo o mundo é outro princípio de que não temos vergonha.

      • José says:

        “Sim, temos princípios e não temos vergonha deles. A não ingerência nos assuntos internos doutros povos é um desses princípios.”
        Só pode estar mesmo a gozar!
        Afeganistão 79, Checoslováquia 67, Hungria 56, Kampuchea 79 ou 78 (?), Angola (75), para não falar da Pérsia nos anos 20, da Finlândia em 1940, dos países bálticos no mesmo ano, etc.
        Vergonha, sim!

        • Leo says:

          Não acha José que já é tempo de tratar das suas guerras e deixar para lá as guerras do seu avô?

          Eu trato das “minhas guerras”: da que desmembrou a Jugoslávia e onde alinhou toda a direita, social-democracia e extrema-esquerda histérica europeia e norte-americana.

          Das que estrangularam e destruíram todas as infra-estruturas do então país mais desenvolvido do Médio Oriente e causou a morte de mais de meio milhão de crianças e depois a sua invasão e ocupação que continua, 8 anos depois com milhões de mortos, feridos, refugiados e deslocados.

          Da que invadiu e continua a ocupar o Afeganistão, dez anos depois.

          Das guerras dos assassínios extra-judiciais por drones que mata diariamente no Paquistão, Iémen e Somália.

          Da incrível e vergonhosa guerra há mais de 60 anos desencadeada por Israel contra palestinianos para lhe gamarem terras e recursos naturais.

          Das muitas que Israel desencadeou contra o Líbano e Síria.

          Da guerra da Indonésia sobre Timor-Leste.

          Das muitas guerras dos USA sobre povos latino-americanos: Chile, Nicarágua, El Salvador, Equador, Bolívia, Honduras, foram tantas que nem dá para lembrar até sobre a pequenina Granado.

          E principalmente das que nós desencadeámos sobre os nossos irmãos angolanos, moçambicanos e guineenses.

          Nunca o PCP alinhou em guerra alguma. Nunca!

      • antónio says:

        vá gozar com outro. pensa que convençe alguém com essa conversa sectária, tão distante da verdade como a terra do sol?

        minha nossa senhora..hoje em dia bestas destas devem ser raras de encontrar..uma espécie em vias de extinção.

  8. Pingback: Invasões imperialistas, o caso Salerno | Aventar

  9. Leo o senhor tem uma memória muito curta… e os seus «princípios» são uma conveniência só p’ra ‘parolo’ (como usted) acreditar.
    Hungria (56 ? ) , Checoslováqia 68, são absolutos exemplos do que o «menino» (não) está a falar.
    Gostava que lá tivesse estado, para levar com um balázio de um tanque soviético nessas trombinhas tão ‘desenvergonhadas’.
    Emigre para a Coreia do Norte, pah !. Aí só passa fome, em nome dos tais «princípios»
    Em vez de estar aki a fazer figura d’urso, e a bolsar ridicularias.

    Ora bolas, a ignorância e o fanatismo agora já não pagam despesa ??

    Put your ‘money’ where you mouth is, you lil’ prick

    :-(

  10. Rui F says:

    Entretanto kadafi não pára de assassinar!

    Eu não alinhado me confeço digo: com estes apoaintes Anti Nato, é preciso mais inimigos da Liberdade?

    • Leo says:

      “não pára de assassinar”?????

      É o que diz a Aljazeera? BBC? Guardian? Sky? CNN? Ou talvez o Paulo Moura do Público? Tem piada que foi sobre esses relatos que o Conselho de Segurança da ONU aprovou duas resoluções, nada menos do que duas resoluções.

      Sobre relatos vagos, imprecisos, histéricos. Sem uma única foto, sem um único vídeo. E ontem notei que as cadeias de televisão global deram em directo as intervenções dos proponentes da agressão – França, Grã-Bretanha, Líbano, USA – mas quando o representante da Índia começou a dizer que o SG da ONU nem sequer tinha feito chegar aos membros do Conselho de Segurança da ONU o relatório do seu enviado especial à Líbia… a única que então dava o directo (Aljazeera) passou para outra.

      E ninguém viu as intervenções dos representantes da Índia, China, Rússia, Brasil. Nem as conseguiu ler. Bem procurei, nada encontrei.

  11. Leo says:

    “Hungria (56 ? ) , Checoslováqia 68″???? E que culpas teve nisso o PCP? Então nessa altura não estava o PCP na clandestinidade? Não estavam nessa altura a maioria dos dirigentes do PCP nas cadeias da PIDE? E acha que um pacto de inter-defesa não é para accionar quando um dos seus membros pede ajuda? Ou isso só serve para tropas sauditas e polícias dos Emiratos irem em socorro do monarca do Bahrain?

  12. Miguel Lopes says:

    “A não ingerência nos assuntos internos doutros povos é um desses princípios.”

    Discordo deste princípio em abstracto.
    Para defender os interesses dos trabalhadores estou disposto a cometer todas as ingerências possíveis e imaginárias. Não há soberania nem representação nenhuma sob o estado burguês, só existe poder e luta de classes.
    O que distingue, qualitativamente, o poder exercido dentro das fronteiras, do poder exercido de fora para dentro? São só fronteiras.. muita importância dão vocemessês às fronteiras..

    Caro Leo, podia pôr-lhe aqui vários casos concretos e tenho a certeza absoluta que iria ter que quebrar esse princípio da não ingerência.

    Cumprimentos

    • Leo says:

      Pode pôr os casos que quiser mas princípios são mesmo princípios. A não ingerência nos assuntos internos doutros povos é um desses princípios.

    • Renato Teixeira says:

      Não ingerência da NATO e da ONU, não se trata de ingerência no abstracto. Apoio e relação política com organizações que partilham afinidade política é outra coisa. Entre internacionalismo proletário e imperialismo vai uma grande distância.

      • Leo says:

        E neste caso em concreto nem se trata da NATO, que como tal está impedida de participar porque a Turquia se opõe.

        E é bom lembrar que quem propôs a ingerência foram USA, França, Grã-Bretanha e Líbano. E o Líbano sustentou que o objectivo desta intervenção militar é a protecção dos civis. Mas não há dúvida que os outros querem uma intervenção militar estrangeira para derrubar o governo líbio. E também não há dúvida nenhuma que esse objectivo não consta desta Resolução.

        Por isso qualquer acção militar que vá além do que é necessário para proteger civis será uma acção militar que não foi aprovada pelo Conselho de Segurança e por conseguinte será uma acção militar que viola a Carta da ONU.

        E qualquer acção militar estrangeira que ultrapasse a moldura da Resolução da ONU – em particular, qualquer acção que mate civis – será processada como um crime de guerra.

      • antónio says:

        “internacionalismo proletário” ok!
        limitar matanças, nah..

        elucidativo! comunismo no seu melhor..

    • Irene Sá says:

      No caso da Líbia há que lembrar, antes de continuarem com o assunto da ingerência ou não ingerência, que os próprios adversários, opositores, revoltosos, ou o que mais lhes queiram chamar, estão contra qualquer intervenção. Já o deixaram claro. É uma pena Miguel que não tenhas lido os artigos que te indiquei no fb.

  13. José says:

    O PCP apoiou, por diversas vezes na sua história, a solidariedade internacionalista, significando isso a intervenção de forças estrangeiras em conflitos nacionais.
    Mas o Leo diz que não.
    Então, está bem.

    • Leo says:

      O que o José nunca viu foi o PCP votar ao lado do CDS, PSD e PS favor da intervenção num país soberano e independente. E foi isso que o BE fez. Dê as voltas que quiser dar mas de facto o BE votou conjuntamente com o CDS, PSD e PS a favor da intervenção na Líbia.

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