Conselho de Segurança da ONU aprova agressão à Líbia – com o patrocínio do BE

O Conselho de Segurança da ONU acaba de aprovar a agressão à Líbia. A favor votaram os Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Bósnia, Colômbia, Gabão, Líbano, África do Sul e, em clara contradição com a Constituição, Portugal. Abstiveram-se a Rússia, China, Alemanha, Brasil e Índia. A NATO acaba de dizer que a zona de exclusão aérea peca por tardia e os Estados Unidos afirmam que talvez seja necessário mais do que isso.

Agora, os mesmos que apoiaram Kadhafi durante anos, os mesmos que o armaram e lhe deram apoio político e económico, vão avançar para a guerra. O objectivo será, naturalmente, dar força a quem volte a defender os interesses do imperialismo. Pelo meio, dependendo da intensidade da agressão, ficará o povo líbio sob a chuva de bombas. Só lhe resta resistir heroicamente como fez contra o colonialismo italiano e na vitória pôr o futuro da Líbia nas mãos dos seus habitantes, sem Kadhafi e sem o imperialismo.

Para a História, também ficam todos aqueles que abriram directa ou indirectamente o caminho aos anseios imperialistas dos Estados Unidos e União Europeia. Rui Tavares está, certamente, satisfeito. O Bloco de Esquerda também. Porque a agressão é patrocinada pelas Nações Unidas.

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