«Sendo uma pessoa naturalmente generosa, admiti de início que a área do Rossio poderia rondar 2 hectares.
Mas não: usando um método razoavelmente rigoroso cujo segredo não estou autorizado a divulgar, posso anunciar-vos que não chega sequer a 1 hectare.
Não compliquemos, porém. Admitamos então que a área é de 1 hectare, recordemos que 1 hectare equivale a 10.000 m2 e façamos de conta que o Rossio rebentava de gente pelas costuras.
Ora aqui fica um problema simples, que até um licenciado em Letras deveria ser capaz de resolver: quantos manifestantes deveria haver por m2 para que na praça coubessem 200 mil?» [João Pinto e Castro]




ora, deixa lá o rapaz em paz
afinal há coisas piores…
ou não era de Lenine a frase “uma sociedade só será completamente livre quando a cozinheira puder desempenhar o cargo de ministro”?
Muito boa, a frase, neste contexto.
Xatoo que ironia
Não creio que fôsse exactamente assim xatoo, era mais «Qualquer cozinheira deveria ser capax de gerir esta m#$%&a» toda , uma frase que eu axo absolutamente demagógica e descartável, e falsa.
E nem as cozinheiras estão p’raí viradas, é só perguntar-lhes…
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Agora vamos a isso do Rossio, contas:
. Se aquilo tiver um hectare, e admitindo (vá que não vá…) 2,5 pessoas por metro quadrado, cabem lá 25.000.
. Se tivesse o dobro, 50.000.
200.000 só na imaginação ‘forte’> de alguém muito estúpido, ou se estiverem ‘alcandoradas’ umas por cimas das outras, tipo sardinha em lata.
Axo eu…
Está certo no caso do Rossio,mas há que contar com as pessoas na Av. da Liberdade,rua da Prata,onde estava muita gente a descobrir o final da manif.Ainda fui ao Largo Camões,na esperança que o pessoal fosse amandar uma mijinha na A. Nacional….
“por isso é que o conceito “direitos humanos” me é incompreensível: o que é essa coisa, “humano”?)”
Esta sua afirmação é, para mim, completamente…..compreensível e pouco (ou nada) surpreendente.
Meu caro, ainda bem.
Entendeu-me na perfeição, e ainda bem, repito; sem ironia, como é bom de ver.
Completamente esclarecido.
Quando leio estas coisas começo a ter saudades da:
http://www.youtube.com/watch?v=dR0YHAEEg3I
PS – Já agora, sem ironias:
1- o que é, para si, um “humano”?
2 – o que é, para si, o “conceito de Direitos Humanos”?
Agradeço, antecipadamente, a atenção dispensada.
Humano é, como diria Lacan, noutro contexto, uma espécie de “casa vazia” – é informe, não tem nem deve ter como ter definição. Aquilo que podemos definir é: o “ser” ou o “humanismo”.
O ser é algo que oscila entre uma presença (pode-se, na filosofia/ontologia, falar em presença do presente, ou, de outro modo, existência), uma presença à qual se recomenda “cuidado” (Sorge, no alemão de Heidegger), uma vez que o ser é “ser para a morte”, e as suas dimensões são a angústia (a consciência de ter sido lançado no mundo) e o cuidado (como disse atrás). Outro autor de que costumo falar, Badiou, não aceita a definição de ser como “ser para a morte”, pois em Badiou a essência do ser é o infinito. O ser produz infinitamente “verdades” (amorosas, incontroláveis e inexplicáveis; científicas, mudando as formas de vida; políticas, nas transformações sociais revolucionárias; artísticas, numa mutação sem fim de possibilidades egéneros).
O termo humanismo é mais simples e complexo de definir.
Aceito como interessante a ideia de Sloterdijk de que o humanismo tem por finalidade “domesticar o ser” (fazendo-o encapotadamente, intervindo aí o falso conceito de “direitos humanos”, que cada vez mais é/são um produto como outro qualquer – além disso, a um ser vivo não se vai dizer que tem o “direito” de estar vivo, obviamente; portanto, os “direitos humanos” são algo que até funciona bem num cérebro de uma Lili Caneças, para quem estar vivo é o contrário de estar morto).
Tentei ser o mais claro que pude.
Foste claro. É pena as Lili Caneças serem 99% das pessoas que hoje são…
Pra malta da guerra umanitária(sic!),há agora,depois de 2 milhões de mortos,4.5 milhões de órfãos,2000 médicos abatidos(lembro-me de neurocirurgiões em Falluja terem sido eliminados por snipers-claro,bons qdo americanos e sus sabujos-mau na Libia…),prof universitários, existem 5 milhões de analfabetos,qdo a UNESCO em 82(creio) havia dito q o analfabetismo tinha sido erradicado.Mais uma vitória da democra cia.
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Para os palhaços desconfiados ,pq ele sabem muito bem que são trapaceiros e mentem todos os dias, mas q aceitam de fonte fonte o que dizem as corporações de privados,
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=23702
Sem nenhuma ironia.
Agora que demonstrou que até é um “ser” (demasiado) humano.
Gostaria de o ouvir a dia 18 dizer mal do Courbet (e do simpático retrato do proudhon)
Não é 18, é 17.
E vou dizer muitíssimo bem.
Estava você a pensar no quê?
professor Vidal, depois da excepcional lição sobre “direitos humanos” que fez evaporar o objecto sólido von Superavit 17:09 no ar – aguçou-me a gula
onde é que é isso dia 17?
Vou tentar dizer qualquer coisa de jeito sobre os incómodos que os estilos realistas causam na estética. É no Anfiteatro III da Faculdade de Letras, 11.30, dia 17.
Excelente C. Vidal.
Mais claro e conciso que o que deixou acima é difícil.
Integralmente de acordo.
Não sou muito picuinhas com isto dos números, mas vamos pôr um cenário razoável.
Segundo o site Lynce, numa manifestação há uma densidade média de 1,5-1,7 pessoas por metro quadrado. Vamos dar duas pessoas por metro quadrado.
Ver também: http://www.gkstill.com/CrowdDensity.html e percebemos que acima dessa densidade não é uma manifestação, é um concerto.
Duas pessoas por m2 e Av. da Liberdade cheia mais Rossio cheio.
Av. da Liberdade, usando pouco mais que o comprimento das faixas centrais são 44000 m2 (40m por 1100m), o que dá 88 mil pessoas.
O Rossio são 19 095 m2 (201m por 95m). O que dá 38190 pessoas.
Tudo somado dá 126 190 pessoas.
Reparem: eu estou a encher 40 metros de largura da Av da Liberdade, desde o Marquês até lá abaixo, mais o Rossio, a uma densidade alta.
Foi uma enorme manifestação, talvez de 100 mil pessoas e picos, mas para serem 200 mil era preciso arranjar outra Av. da Liberdade.
Às vezes bastam muito poucos para fazer muitas coisas: Mandar Franco ou Mussolini, e seguidores de todas as cores, para o pé dos passarinhos, por exemplo.
Agora, “democraticamente” falando, bastam 10 ou 20 pessoas para fazer algo de notável, basta uma para encetar uma eficaz petição, 3 para pôr em marcha um movimento nacional como o de dia 12 de Março, etc.
Não entro em contagens.
Já vi filmes geniais e obras de arte geniais com 1 pessoa na sala.
No Louvre, “A Virgem dos Rochedos” do Leonardo não é sequer vista.
Ao lado, a Gioconda é “comida” e nem ficam os ossos.
Bom, resumindo, eu não sei nem me ineteressa contar.
pequenos grandes estudos académicos sobre a baínha das calças, enquanto o fato completo fica por analisar. O ponto critico que interessa é que foram 300 mil os manifestantes em todo o país, despoletando uma situação que pode arrastar muitos mais gente que tem permanecido indiferente. Assim nos vejamos livres dos contabilistas
Aplaudido.
E mais: os contabilistas o que fazem é inventar uma “profissão” de merda, pois têm compradores de merda para os seus servicinhos.