Ó Renato (e Tiago depois) falaste no PEC 4; assim vais dar oportunidade a que o nosso vizinho por “arrasto” e o historiador RTavares, e outros que tais, passem agora a defender o PEC 2 ou 3 (quem prefere o PS – porque a moção do BE se aprovada seria “um favor à direita” – quem intenta defender o mundo-PS contra o mundo-PSD tem forçosamente de preferir o PEC 3 ao PEC 4!! Santa paciência)

Taylor Wane

(Vamos esperar pela resposta dos amigos dos socialistas, dos nossos teóricos do mal menor; Renato e Tiago, vamos esperar)

PEC 4, permitam-me os destaques:

– Saúde: Poupanças adicionais com custos administrativos e operacionais.

– Benefícios e contribuições sociais: redução adicional da despesa com prestações sociais e aumento das contribuições sociais, através do reforço da inspeção e da contribuição de estagiários.

– Despesas e receitas de capital: redução adicional através da recalendarização de projetos (Ex: infraestruturas rodoviárias e escolas) e aumento de receitas através de mais concessões e alienação de imóveis.

– Congelamento do IAS [Indexante dos Apoios Sociais] e suspensão da aplicação das regras de indexação de pensões.

– Contribuição especial aplicável a todas as pensões (com impactos semelhantes à redução dos salários da administração pública).
[Diz um comentador Anónimo no JN: «É inadmissível a medida de redução que está a ser pensada para os aposentados.1. A pensão que estamos a receber corresponde ao que fomos descontando ao longo de 37 anos, na minha situação.2.O dinheiro que se recebe, é nosso, não do estado.3.Se nos tivesse sido permitido, em vez do nosso dinheiro ir para a CGA, poderia ter ido para um banco ou uma Seguradora ( espécie de PPR). 4. O Estado apenas foi o (in)fiel depositário do dinheiro do trabalhador. Deveria ter feito uma boa gestão do dinheiro que já não lhe pertencia. Os aposentados não têm forma de se manifestar como os trabalhadores no activo ou os jovens. Muitos de nós já se encontram em lares, camas ou a viver sozinhos. Já para não falar nos custos da medicação.»]

– Redução de custos com medicamentos e subsistemas públicos de saúde, aprofundamento da racionalização da rede escolar, aumento da eficiência no aprovisionamento e outras medidas de controlo de custos operacionais na administração pública.

– Redução da despesa com benefícios sociais de natureza não contributiva.

– Redução de custos no SEE [Sector Empresarial do Estado] e SFA [Serviços e Fundos Autónomos]: revisão das indemnizações compensatórias, dos planos de investimento e custos operacionais.

– Redução das transferências para autarquias e regiões autónomas.

Obrigado, sr. TSantos, das Finanças.

De génio! – de novo, em 2011, candidato a pior ministro das Finanças da zona Euro.

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13 respostas a Ó Renato (e Tiago depois) falaste no PEC 4; assim vais dar oportunidade a que o nosso vizinho por “arrasto” e o historiador RTavares, e outros que tais, passem agora a defender o PEC 2 ou 3 (quem prefere o PS – porque a moção do BE se aprovada seria “um favor à direita” – quem intenta defender o mundo-PS contra o mundo-PSD tem forçosamente de preferir o PEC 3 ao PEC 4!! Santa paciência)

  1. Justiniano diz:

    Mas, caro Vidal, há um mérito que tenho andado a analisar, há algum tempo, e que bem pode, eventualmente, vir a ser reconhecido e atribuído a ele (Socrt…o homem, esse mesmo). Remeter o BE à sua verdadeira e essencial irrelevancia!! Tornar transparente o logro que sempre ali esteve oculto. O vazio metafísico, o discurso de jargão, o requinte pueril, a jacobinisse catraia!! Tudo, tudo e tanto mais que nem sei dizer!!
    Pode haver méritos e luz por locais impossíveis e infrequentáveis!!
    Muito me espanto! Ainda!!

    • Carlos Vidal diz:

      Caro Justiniano, a sua tese sobre o bloquismo é correcta.
      Vamos lá ver: sobre o bloquismo, os seus dirigentes, as suas pretensões.
      Mas há uma coisa que se chama, costuma chamar, “base social” de apoio que poderá ser atentamente tratada. Meditada, pensada.

      • Justiniano diz:

        Meu caro Vidal, não creio que haja grande meditação possível sobre a chamada “base social” de apoio do BE!! Não tenha grande esperança nesses nossos irmãos!! São vícios burgueses e aspirações proletárias!! Um mundo de espelhos!!

        • Carlos Vidal diz:

          Meu caro, são 10 por cento de eleitores capazes de muito mais do que os seus “dirigentes”. Isto tem de ter consequências, de preferência (desejo meu) surpreendentes.

  2. Karlos diz:

    Tens o teu amigo antropocoiso na TVI24 a falar do seu tema preferido: o seu currículo, o seu doutoramento, o seu etc.

    • Carlos Vidal diz:

      Calma, é um colega de página, e discordámos sobre pessoas (que ele considerava e eu não, mas ainda assim eu destacava um de entre os dois tipos de que discordámos – não comparo o Villaverde com DOLiveira, este uma inexistência feita de banalidades de aflitiva pobreza seca). Não discordámos, a fundo, sobre políticas (se bem que a sua imagem, por exemplo, do PCP pouco ou nada me diga, mas a consideração do PCP como incontornável é pelos dois partilhada).
      Se falou do seu doutoramento, etc., etc., eu não ouvi – talvez tivesse falado de mais coisas. A convivência intra-5dias abre horizontes.

  3. anónimo diz:

    A gaja que ilustra o teu post é absolutamente brutal! Eu nem sequer li o artigo em causa – repara! Mas parabéns pelo bom gosto.

    • Carlos Vidal diz:

      Sim, sim, de acordo, absolutamente brutal é esta figura feminina.
      Nada a acrescentar.
      De outra forma o nado-morto PEC IV, a seu modo, também é brutal.
      Como é brutal T. dos Santos ainda ter rosto para aparecer nos ecrãs.
      Brutal e estranho.
      A do homem citado, é uma cara, rosto, máscara? O que é aquilo que nos aparece á frente de vez em quando?

      • Esta representante do nosso povo é uma fervorosa admiradora do espanto fenomenológico, ou é sociologa?

        • Carlos Vidal diz:

          Sim, socióloga, mas nunca do ISCTE!
          Nunca lá entraria.

          • então é do ICS, um espaço de investigação inovador e muito motivador, um Instituto de excelência em Portugal, reconhecido internacionalmente. Uma instituição aberta à diversidade e à articulação conceptual, metodológica e disciplinar…

          • Carlos Vidal diz:

            Ora, também não (é uma marciana estrangeira – nunca viveria no mesmo país e lugar das jugulentas: a da foto é uma mulher que não aprecia nada, mas mesmo nada JSócrats).
            Mas, julgo eu, sabe manifestar-se.

  4. Há muito que as Jugulentas se apearam na estação do apetece-me, não me apetece, vou ali servir.
    Vou tentar mais uma vez, pode tambem ser uma investigadora junior do Centro de Estudos Sociais (CES), da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, uma instituição científica vocacionada para a investigação e formação avançada na área das ciências sociais e humanas.
    Dirigido desde a sua fundação pelo Professor Boaventura de Sousa Santos, o CES conta hoje com 115 investigadores, 27 investigadores associados e 29 investigadores juniores.
    Estou profunda e realmente convicto que acertei, ou não?

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